Aristarco de Samos

Nome: Aristarco.
Localização: Alexandria.
Profissão: Filósofo, Matemático.
Referencia: Nasceu a ? 310a.C Faleceu a ? 230a.C.

O Primeiro Homem a Afirmar que a Terra não era o Centro do Universo.

Aristarco nasceu em Samos, próximo de Mileto viveu em Alexandria e recebeu os ensinamentos filosóficos de Estratão de Lampsaco. 

Deixou-nos uma só obra, «De Magnitudinibus et Distantiis Solis et Lunae» (Sobre as Dimensões das Distâncias do Sol e da Lua). O resto da sua obra chegou-nos através do Arenárío, escrito por Arquimedes em 216 a.C. Escrita antes de conceber a hipótese do heliocentrismo, a obra «De Magnitudiníbus» é importante porque contém a primeira determinação das dimensões físicas dos corpos celestes. Podemos ler na obra «... a Lua reflecte a luz do Sol; a Terra está no centro da órbita lunar; quando a Lua apresenta exactamente uma metade iluminada, a sua distância do Sol não é de um quadrante, mas 29/30 de quadrante (87º); a amplitude da sombra terrestre durante os eclipses é de duas luas, e a Lua abrange cerca 1/15 de signo zodiacal (2º) ...» A partir desses dados, Aristarco propôs determinação das dimensões e as distâncias do Sol e da Lua.

Obteve então a distância da Terra ao Sol de entre 18 e 20 vezes a distância da Terra à Lua, um diâmetro lunar de 2/45 e 1/30 da sua distância ao observador e de entre 1/3 e 1/2 do diâmetro terrestre, e um diâmetro solar entre seis e sete vezes superior ao terrestre. O método que usou era correcto, mas os dados da observação utilizados, em particular o diâmetro aparente da Lua, eram desacertados, pelo que a diferença entre os valores calculados e os verdadeiros não correspondem à verdade, visto que a relação entre a distância do Sol e a distância da Lua não é de 20, mas cerca de 400 vezes.

Para além disso, o desvio angular em relação ao ângulo recto quando a Lua está metade iluminada não é de 3º, mas sim de apenas meio grau (na realidade é muito difícil determinar à vista desarmada o momento exacto em que a linha da sombra passa exactamente no ponto que corresponde ao centro do disco lunar). Mesmo assim esse trabalho valeu-lhe a consagração de perito em matemática. Aristarco ainda inventou o primeiro relógio solar hemisférico, cuja sombra era projectada por um pilar vertical no centro.

Aristarco deu um grande passo e concebeu um sistema solar com o centro ocupado pelo Sol e no qual a Terra percorria uma órbita circular, como os outros planetas.

Embora a hipótese heliocêntrica explicasse o facto de os planetas parecerem deter-se e, por vezes, inverterem o seu movimento aparente, o modelo não encontrou qualquer seguidor, excepto por um tal Seleuco de Seleucia em 150 a.C. Não é difícil encontrar a razão desta recusa, o modelo era contrário à nova e convincente física aristotélica, segundo a qual o elemento mais pesado (neste caso a Terra) só podia ocupar a posição central. Em segundo lugar, contradizia a sensibilidade religiosa, segundo a qual a morada dos seres humanos tinha de coincidir com o centro do Universo. Em terceiro lugar, contrastava com a doutrina astrológica então aceite, que se baseava numa referência geocêntrica.

Então não conseguiu convencer os astrónomos, que não possuíam instrumentos capazes de determinar paralaxes estalares. Se a Terra se movesse, a posição das estrelas nas diferentes estações tinha de revelar alguma variação. Ninguém supunha, então, que o fenómeno pudesse ser imperceptível devido à enorme distância a que se encontram as estrelas.

Marte pode ter vestígios de vida


Paula Rothman, de INFO Online

Em um novo estudo publicado esta semana, cientistas defendem a tese de que uma região de Marte pode ter preservado vestígios de vida no planeta.

O artigo, publicado na Earth and Planetary Science Letters, tem como principal autor Adrian J. Brown, pesquisador do Search for Extraterrestrial Intelligence Institute, mas conhecido como SETI.

Ele e seus colegas usaram instrumentos a bordo da nave Mars Reconaissance Orbiter, da Nasa, para analisar uma região marciana chamada de Nili Fossae.

Eles observaram uma atividade de carbonatos bastante peculiar, capaz de fornecer energia o suficiente para atividade biológica no passado – e capaz também de preservar indícios.

A existência de carbonatos em Marte foi confirmada em 2008 e está associada à possibilidade de vida no planeta. Os dados colhidos agora somente reforçam esta tese, uma vez que o mesmo processo “hidrotérmico” que permitiu a vida e preservou indícios na Terra pode ter acontecido também em Marte.

As rochas estudadas possuem mais de quatro bilhões de anos e a pesquisa não visa encontrar vida atualmente em Marte, mas sim descobrir se ela existiu em um passado muito remoto do planeta. 

Astronomia no Tempo

Dia 30/07: 211.º dia do calendário gregoriano.

História: 
Em 1971, os astronautas da Apollo 15 aterram na Lua.





Dia 31/07: 212.º dia do calendário gregoriano. 

História: 
Em 1964, a Ranger 7 envia as primeiras imagens detalhadas da Lua, 1000 vezes melhores do que quaisquer imagens telescópicas da altura.

Em 1971, os astronautas da Apollo 15, David Scott e James Irwin, conduzem o primeiro rover lunar.

Em 1976, eram apresentadas as primeiras fotos de Marte da sonda Viking 1.

Em 1999, despenhava-se intencionalmente sobre a Lua a sonda Lunar Prospector, que pretendia encontrar água sob a crosta da Lua.

Céu da Semana - 27 de julho a 2 de agosto de 2010



Céu da Semana é produzido pelo Laboratório Aberto de Interatividade - LAbI da UFSCar
www.labi.ufscar.br

Observatório capta imagem de estrela muito brilhante e rara

As estrelas supermassivas morrem muito rápido e no final de suas vidas algumas ejetam milhões de vezes mais material no espaço do que as estrelas mais calmas como nosso Sol. Estes objetos raros são muito quentes e são conhecidos como estrelas Wolf-Rayet.

Recentemente, uma nova  imagem registrada pelo Observatório de La Silla, nos Andes chilenos, registrou uma brilhante estrela desse tipo. Batizada de WR 22, o objeto é na realidade um sistema binário de estrelas e de acordo com os observadores do Observatório Europeu Sul (ESO), tem 70 vezes mais massa que nosso Sol.

WR 22 se encontra na constelação de Carina e apesar de se localizar a mais de 5 mil anos-luz de distância, sua intensa luminosidade pode ser vista até mesmo à vista desarmada. Nesta cena, a colorização artificial foi criada a partir de imagens feitas com filtros de diferentes tonalidades, registradas com o instrumento Wide Field Imager, conectado ao telescópio de 2.2 metros de diâmetro do observatório.

Na imagem captada, WR 22 aparece brilhante no centro da composição. Os tons de roxo e lilás que aparecem em torno da estrela são resultado da interação da intensa radiação ultravioleta emitidas pela astro com as vastas nuvens de gás, principalmente o hidrogênio, ejetado pela estrela e que circunda o ambiente espacial ao redor.

Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100729-111829.inc

Cientistas descobrem novo fenômeno natural - O terremoto espacial

Utilizando dados de uma frota de cinco satélites científicos, pesquisadores da Nasa descobriram uma nova manifestação de clima espacial. O fenômeno é produzido pelo vento solar ao atingir a magnetosfera da Terra e por sua semelhança ao que ocorre no solo, foi batizado de "terremoto espacial".


De modo bem simplificado, um terremoto espacial (ou spacequake) é um forte tremor no campo magnético da Terra e que apesar de ser observado com mais intensidade na órbita do planeta, não é exclusivo do espaço e seus efeitos podem se propagar por todo o caminho até a superfície.

"As reverberações magnéticas podem ser detectadas em todo o globo, da mesma forma que os sismômetros detectam um grande terremoto", disse Vassilis Angelopoulos, principal investigador dos dados dos satélites THEMIS e ligado à Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No entender de Evgeny Panov, do Instituto de Pesquisas da Áustria, "essa analogia é excelente, pois a energia total contida em um spacequake pode até superar a energia contida em um terremoto de magnitude 5 ou 6". Os resultados do trabalho de Panov já haviam sido reportados em abril de 2010 na edição do periódico científico Geophysical Research Letters.


Em 2007, a equipe THEMIS descobriu o precursor dos spacequakes. A ação tem início na cauda magnética da Terra, que se estende como uma biruta à mercê dos intensos ventos solares de quase 2 milhões de km/h. Segundo o estudo, em algumas ocasiões essa cauda se estica tanto que em dado momento se rompe como um elástico. O resultado é que o plasma do vento solar armazenado na cauda é "estilingado" em direção à Terra.

Em mais de uma ocasião, os cinco satélites THEMIS estavam exatamente na linha de fogo quando os jatos de plasma foram arremessados e ajudaram os cientistas a compreender melhor o fenômeno.

"Agora entendemos o que aconteceu", disse o diretor do projeto THEMIS, David Sibeck, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os jatos de plasma disparam os spacequakes, é isso o que ocorre".

Fluxo repetitivo de repercussão
De acordo com o cientista, os jatos se chocam contra o escudo magnético da Terra a 30 mil quilômetros acima do equador. O impacto desencadeia um processo de repercussão em que o plasma que entra salta para cima e para baixo no reverberante campo magnético. Esse processo foi chamado de "fluxo repetitivo de repercussão" e pode ser comparado a uma bola de tênis saltando para cima e para baixo sobre um piso acarpetado. "O primeiro salto é grande, seguido por uma série de saltos menores que diminuem à medida a energia é dissipada no tapete", explicou Sibeck.

"Há muito tempo já suspeitávamos de algo parecido, mas somente com os novos dados é que o processo se tornou realmente fantástico", disse o cientista. "A maior surpresa foi a descoberta de vórtices de plasma, gigantescos redemoinhos de gás magnetizado, tão grandes quanto à Terra - girando à beira do campo magnético trêmulo do planeta".

"Quando os jatos de plasma atinge a magnetosfera interior, vórtices em sentido oposto aparecem e desaparecem nas laterais dos jatos", explica Rumi Nakamura, coautor do estudo junto ao Instituto de Pesquisas da Áustria. "Acreditamos que esses vórtices podem gerar intensas correntes elétricas nas proximidades Terra".

Agindo em conjunto, vórtices e spacequakes podem ter efeitos perceptíveis na Terra. De acordo com o estudo, a cauda dos redemoinhos pode conduzir partículas carregadas em direção à atmosfera da Terra, provocando auroras e ondas de ionização que perturbam as comunicações de rádio e GPS. Ao atingir a superfície do campo magnético, podem induzir correntes elétricas no solo, com profundas consequências na rede de distribuição de energia elétrica.

Antes da descoberta dos jatos e spacequakes, um grupo de cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos, liderado pelo pesquisador Joachim Birn, haviam conduzido simulações relacionadas ao processo de rebote na magnetosfera e os resultados já haviam demonstrado a possibilidade da existência do fenômeno, agora comprovado. Além disso, as simulações sugeriam que o processo de rebote poderia ser visto a partir da superfície da Terra na forma de auroras e redemoinhos luminosos na alta atmosfera.

"O trabalho não está terminado e ainda temos muito a aprender, disse Sibeck. "Ainda não sabemos como os vórtices giram em torno da Terra e como eles interagem. Até que tamanho pode ter um vórtice? Qual a intensidade máxima de um spacequake?. Esse é um processo bastante complicado, mas agora tudo começa a se encaixar", completou.

Artes: No topo, gráfico compara dois eventos de grande magnitude: Terremotos terrestres e terremotos espaciais. Segundo as novas descobertas, os spacequakes podem liberar tanta energia quanto um terremoto de forte intensidade. No lado esquerdo vemos os registros de um spacequake ocorrido em 14 de julho de 2000. Conhecido como "Evento Dia da Bastilha", o terremoto espacial foi provocado por uma das mais violentas explosões solares já registradas, com índice KP=9, de extrema intensidade. Acima, vídeo mostra o "fluxo repetitivo de repercussão" (rebote) e como o vento solar dispara os spacequakes. Crédito: Nasa/Walt Feimer/Goddard's Scientific Visualization Lab./Apolo11. 

Lutetia - O Maior Asteróide Já Visitado

(clique na imagem para ver versão maior)  
 
À medida que exploramos o Universo, o recorde do maior asteróide já visitado por uma sonda aumenta novamente. No início deste mês, a sonda europeia Rosetta passou pelo asteróide 21 Lutetia, obtendo dados e capturando imagens num esforço de melhor determinar a história do asteróide e a origem das suas cores invulgares. 

Embora de composição desconhecida, o Lutetia não é massivo o suficiente para a gravidade o tornar numa esfera. À direita, o asteróide Lutetia de 100 km é visto em comparação com os outros nove asteróides e quatro cometas visitados, até agora, por sondas enviadas pela Humanidade. Orbitando na cintura de asteróides, o Lutetia parece ser uma relíquia altamente craterada do início do Sistema Solar. 

A sonda Rosetta está agora a caminho do cometa Churyumov-Gerasimenko, onde um "lander" aterrará em 2014.

Astronomia no Tempo

Dia 29/07: 210.º dia do calendário gregoriano. 

História: 
Em 1851, A. De Gasparis descobria o asteróide 15 Eunomia.

Em 1898, nascia o físico Isidor Isaac Rabi, que recebeu o prémio Nobel da Física em 1944, pelo seu método de ressonância para registar as propriedades magnéticas do núcleo atómico.

Em 2005, um corpo celeste maior que Plutão é descoberto pelo astrônomo Mike Brown. Apelidado de Xena e mais tarde oficialmente chamado Éris - discórdia em grego - seria por causa dele que Plutão passaria para uma nova categoria de objetos, os planetas anões. 

Nasa congela telescópio para testes


Paula Rothman, de INFO Online

Em um laboratório especializado no meio do Alabama, a Nasa realizou testes criogênicos em seu telescópio espacial James Webb.

Os técnicos do Centro de Vôos Espacial Marshall, em Huntsville, completaram a bateria em seis espelhos de berílio do telescópio.

Durante os experimentos, os espelhos foram submetidos a temperaturas extremas de -248º C. Isso permitiu aos engenheiros medir com detalhes como sua forma muda ao serem resfriados a uma gama de temperaturas possíveis no espaço.

Isso ajuda a prever a eficácia do telescópio em capturar as fontes infravermelhas – algo fundamental para seu bom desempenho. Objetos quentes emanam luz infravermelha, ou calor, e os espelhos do Web foram projetados para refletir essas ondas – e, por isso, devem permanecer frios. Se o espelho estiver quente, a luz infravermelha de galáxias distantes pode se perder no brilho emitido pelo próprio espelho. Por isso, o telescópio irá operar em estado gelado ou criogênico, com -228º C.

O James Webb tem 18 espelhos que serão testados duas vezes: a primeira com a cobertura de berílio e, a segunda, com uma fina camada de ouro aplicada.

O telescópio espacial é considerado o substituto do Hubble e tem seu lançamento programado para 2014. Sua missão será encontrar as primeiras galáxias que se formaram no Universo, ligando o Big Bang ao surgimento da Via Láctea.

Astronomia no Tempo

Dia 28/07: 209.º dia do calendário gregoriano. 

História: 
Em 1851 era tirada a primeira fotografia do Sol durante um eclipse total, a partir da qual se descobre a coroa solar
.
Em 1867 nascia Charles Dillon Perrine, astrónomo americano-argentino, descobridor de duas luas de Júpiter (Himalia em 1904 e Elara em 1905).
Foi também director do Observatório Nacional Argentino (hoje com o nome Observatório Astronómico de Córdoba).

Em 1964 era lançada a sonda Ranger 7, que regista as primeiras imagens da Lua tiradas por uma nave americana.

George Carlin - Religião é Besteira


George Carlin - Os 10 mandamentos - Muito bom!!!

Razão antes da Religião - Comercial Ateu

Olá. Crianças serão mutiladas

Como já é tradição, nas próximas semanas centenas de muçulmanas britânicas serão genitalmente mutiladas no Reino Unido ou em viagens ao exterior. O Guardian tem uma reportagem de Tracy McVeigh e Tara Sutton. Começa assim:

"Como qualquer garota de 12 anos, Jamelia estava excitada com a perspectiva de uma viagem de avião e uma longa férias de verão. Leitora ávida, ela encheu as malas com livros e estava lendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban quando a mãe se aproximou. “Ela disse, ‘Você sabe que vai ser hoje?’ Eu não sabia exatamente o que ocorreria, mas sabia que algo seria cortado. Fizeram-me acreditar que era algo genuinamente parte da minha religião”.

O que é descrito ao longo da reportagem é revoltante. O vídeo embedded é doentio, nem consegui ver todo.

Os profundos traumas de quem passa pelo… processo estão mais do que comprovados. Ninguém foi pra cadeira até o momento, porque a prática é religiosa. Claro, é religiosa na hora de escapar da lei. Para escapar da crítica secular (“radical”, “fundamentalista” ou de qualquer outro tipo), dizem que a religião não causa essa barbaridade, que esta é apenas um sintoma. Não é sempre assim?

Mas sintoma de quê? Da necessidade que a indústria de barbear tem de desenvolver lâminas que suportem o máximo de uso possível antes de serem trocadas por outras novas? A mãe de Jamelia, citada acima, teve que pagar por fora para que a filha fosse mutilada com uma lâmina nova.

Estarei esperando nos próximos dias alguns posts na blogosfera brasileira denunciando esse crime contra a infância, pelo menos com o mesmo entusiasmo com que alguns condenaram a proibição da burca na França. Até agora, nada.


Asteroide pode atingir a Terra em 2182


Paula Rothman, de INFO Online

Sistema de monitoramento calcula que a probabilidade do asteroide (101955) 1999 RQ36´ atingir a Terra é a de uma em mil – sendo que mais da metade de suas chances correspondem ao ano de 2182.

Os dados foram revelados por um grupo internacional de cientistas que trabalham no monitoramento dos objetos próximos ao planeta.

O corpo celeste de 560 metros de diâmetro é parte da lista de Asteroides Potencialmente Perigosos (PHA) e foi descoberto em 1999. Sua órbita é conhecida graças a 290 observações diretas e 13 medições de radar – mas existe uma incerteza nela. Além da gravidade, seu caminho é influenciado pelo efeito da radiação do sol, uma vez que ele é um objeto relativamente pequeno.

Os cientistas calculam e estimam a probabilidade de impacto de asteróides pode meio de dois modelos matemáticos. O sistema chamado Neodys possui duas sedes, uma na Espanha e outra na Itália, e funciona da mesma maneira que a central da Nasa, que controla asteróides no seu Jet Propulsion Laboratory.

“O foco são previsões para os próximos 100 anos”, diz María Eugenia Sansaturio, co-autora do estudo e pesquisadora na Universidade de Valladolid, “mas começamos a perceber que alguns dos corpos não teriam impacto no próximo século, mas poderiam ter mais para frente”, diz ela, que trabalhou com cientistas da Universidade de Pisa, do JPL e do INAF-IASF, em Roma.

No site do projeto Neodys há uma lista com todos os objetos monitorados – e suas chances de impacto. “A menor probabilidade é 10^-11”, diz María. “Somente monitoramos para ver como a situação evolui. Talvez daqui a duas semanas tenhamos mais dados e possamos descartar um impacto”, diz.

A pesquisadora ainda ressalta que o objetivo da pesquisa não é gerar alarme, mas sim prevenir. “É uma questão de manter o olho neles”, explica. “Nunca se sabe quando um asteroide virá e quanto tempo teremos para tomar uma medida.  Quanto antes, melhor”.

Em nova caminhada, cosmonautas russos integram módulo científico à ISS

De Agencia EFE

Os cosmonautas russos Fyodor Yurchikhin e Mikhail Kornienko concluíram nesta terça com sucesso uma saída ao espaço para acabar de integrar o módulo russo Rassvet à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"Às 14h54 no horário de Moscou (7h54 de Brasília 27/07/2010) retornaram à estação e fecharam as comportas", declarou à agência oficial russa "Itar-Tass" o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin.

A caminhada espacial, que começou às 1h11 (de Brasília) teve duração de 43 minutos além da previsão inicial.

Durante a permanência na parte externa da ISS, Kornienko e Yurchikhin instalaram uma nova câmera de televisão no casco do módulo Zvezda, que será utilizada para gravar os acoplamentos dos cargueiros europeus ATV ao segmento russo da plataforma.

Os cosmonautas russos conectaram ainda dois cabos ao módulo científico Rassvet, que permitirão o acoplamento em regime automático a essa unidade das naves tripuladas Soyuz e os cargueiros Progress.

Esta foi a quarta saída de Yurchikhin ao espaço. Em 2007, ele fez suas primeiras três caminhadas durante seu segundo voo espacial. Já Kornienko teve a primeira experiência.

Astronomia no Tempo

Dia 27/07: 208.º dia do calendário gregoriano.

História: 
Em 1801 nascia George Biddell Airy, "Astronomer Royal" (título, agora honorário, que se dá ao director do Observatório Real de Greenwich) entre 1835 e 1881.

Forneceu importantes contributos nos campos da Matemática e da Astronomia, nomeadamente a descoberta de irregularidades nos movimentos de Vénus e da Terra, e no seu método de cálculo da densidade média do planeta Terra.

Em 1962 os soviéticos fazem o primeiro treinamento com uma aeronave em trajetórias parabólicas para simular a microgravidade. Os cosmonautas flutuam durante 6 a 25 segundos em cada manobra.

Nasa divulga o maior e mais completo mapa de Marte já feito

Imagem do atlas de Marte com zoom no Olympus Mons, o maior vulcão do Sistema Solar. Nasa

estadao.com.br

O melhor mapa já feito do planeta Marte está disponível na internet, onde pode ser consultado por cientistas profissionais, amadores ou internautas curiosos.


O mapa foi construído a parir de 21.000 fotografias obtidas pelo Sistema de Imagem por Emissão Térmica ("Themis"), uma câmera de infravermelho a bordo da sonda Mars Odissey, da Nasa. A câmera  começou a fotografar Marte há oito anos.

As imagens foram suavizadas, combinadas, misturadas e controladas cartograficamente, para produzir um mosaico gigantesco. Usuários podem "deslizar" sobre as fotos, ampliá-las ou reduzi-las.

Relevo da superfície marciana, com as altitudes codificadas em cores, do azul ao vermelho. Nasa

Em zoom total, os menores detalhes da superfície têm diâmetro de 100 metros. Algumas regiões específicas de Marte já foram fotografadas em resolução maior, mas esta é a melhor disponível para o planeta como um todo.

Usuários com acesso a banda larga, computadores poderosos e software capaz de tratar imagens com gigabytes de dados podem tentar baixar o mapa em resolução plena do site http://www.mars.asu.edu/data/thm_dir_100m.

Astronomia no Tempo

Dia 25/07: 206.º dia do calendário gregoriano. 

História:
Em 1973 era lançada a sonda russa Mars 5.

Em 1984 a cosmonauta russa Svetlana Savitskaya torna-se a primeira mulher a caminhar no espaço ao abandonar a estação Salyut 7.

Reconstrução de mulher da era do gelo sugere migração alternativa

da Folha.com

Uma reconstrução científica de um dos conjuntos de restos humanos mais antigos já encontrados nas Américas parece apoiar teorias de que as primeiras pessoas que vieram para o hemisfério migraram de uma área muito maior do que se pensava.

O Instituto Nacional de Antropologia e História do México divulgou nesta sexta (23) uma imagem reconstruída de uma mulher que provavelmente viveu na costa caribenha do México entre 10 mil e 12 mil anos atrás.

Antropólogos acreditavam que os humanos migraram para as Américas em um período relativamente curto a partir de uma área limitada do nordeste da Ásia ao longo do corredor de terra temporário que se abriu sobre o estreito de Bering durante uma das últimas Eras do Gelo.

Mas o arqueólogo do governo mexicano Alejandro Terrazas afirma que o cenários ficou mais complicado, porque a reconstrução mostra uma semelhança maior entre a mulher reconstruída e pessoas que vivem no sudeste asiático, em países como a Indonésia.

"Isso indica que as Américas foram povoadas por vários movimentos migratórios, não apenas uma ou duas levas do norte da Ásia pelo estreito de Bering", disse Terrazas.

Outros especialistas discordam. "Usar reconstruções faciais para determinar a ancestralidade de um indivíduo não é prova tão forte quanto usar DNA antigo, porque o ambiente pode influenciar as características da face", rebateu Ripan Malhi, professor assistente de antropologia na Universidade de Illinois, nos EUA.

Segundo Malhi, existe uma convergência de dados apontando para a origem dos americanos no nordeste asiático.

Contudo, há poucas oportunidades para usar DNA ou outros métodos para identificar as origens dos primeiros habitantes porque somente um punhado de esqueletos de 10 mil anos atrás sobreviveram.

Modelo

O esqueleto da mulher foi encontrado em uma caverna próxima ao resort caribenho de Tulum em 2002.

Cerca de 90% do seu esqueleto estava preservado, ajudado pela presença de água na caverna provavelmente pouco depois de sua morte. Segundo antropólogos, ela devia ter entre 44 e 50 anos de idade quando morreu, media 1,52 metro e pesava 58 quilos.

Especialistas mediram as característica do crânio e calcularam o tamanho das camadas de músculo e tecidos que cobriram sua face, servindo de guia para a modelagem paleoantropológica realizada no ateliê Daynes, na França.

O modelo mostra uma mulher forte, com um rosto amplo, maçãs do rosto proeminentes, lábios finos e poucos sinais de pregas epicânticas nos olhos que caracterizam muitas populações asiáticas modernas.

"Sua estrutura corporal, pele e olhos são similares aos da população do sudeste asiático", disse o instituto mexicano.

Cratera no Egito indica que mesmo asteroides menores podem ser perigosos

Cientistas trabalham no interior da Cratera Kamil, no sul do Egito

Carlos Orsi, do estadao.com.br

Uma cratera de impacto com 45 metros de diâmetro e ainda apresentando características que a atmosfera da Terra costuma apagar ao longo do tempo foi encontrada no sul do Egito, com a ajuda do Google Earth. A descoberta está descrita na edição desta semana da revista Science, e sugere que objetos relativamente pequenos podem chegar à superfície terrestre com mais energia - e causar maior destruição - do que se imaginava.

Chamada Cratera Kamil, a depressão foi causada pelo impacto de um meteorito metálico, provavelmente ocorrido há poucos milhares de anos. De acordo com os autores do estudo, crateras de impacto tão bem preservadas quanto esta só haviam sido observadas anteriormente em astros desprovidos de atmosfera.

O artigo na Science, que tem como principal autor Luigi Folco, da Universidade de Siena, Itália, estima que o objeto causador do impacto tinha uma massa de 20 a 40 toneladas antes de entrar na atmosfera da Terra, e que o fragmento que atingiu o solo no Egito pesava de 5 a 10 toneladas.

Essas estimativas, destacam os autores, contradizem modelos teóricos que preveem que asteroides com massa inicial inferior a alguns milhares de toneladas deveriam se fragmentar de modo significativo ao entrar na atmosfera, reduzindo a energia liberada no impacto.

Se os cálculos apresentados na Science estiverem corretos, objetos com massa de poucas dezenas de toneladas podem não se fragmentar tanto quanto o esperado, o que os tornaria mais perigosos do que se imaginava.

Os cientistas estiveram no local da cratera no início deste ano, e determinaram que a depressão tem uma borda elevada de cerca de 3 metros de altura, e profundidade total de 16 metros.

Buscas realizadas na cratera e arredores revelaram 5.178 fragmentos de meteorito de ferro, numa massa total aproximada de 1,7 tonelada. O maior fragmento pesa 83 kg.

Destroço chinês ameaçaria Estação Espacial

Paula Rothman, de INFO Online

Destroços de um satélite bombardeado pela China em 2007 podem ameaçar a Estação Espacial Internacional.

O satélite meteorológico chinês Feng Yun 1C foi destruído propositalmente por um míssil.

Agora, segundo informações da AFP, um oficial russo teria afirmado que os astronautas já foram alertados para uma possível fuga. Se for comprovado que os restos estão em rota de colisão com a ISS, os seis tripulantes estão orientados a entrar nas duas naves russas Soyuz, atracadas na estação. 

A Agência Interfax cita um oficial russo ao descrever a rota dos detritos como perigosa, dizendo que seria tarde demais para tentar manobrar a ISS. No entanto, a porta-voz da NASA, Kelly Humphries, disse que os detritos estão sendo monitorados, mas que sua distância da ISS é significativa.

A destruição do satélite chinês em 2007 despertou críticas em todo o mundo, e Pequim foi condenada pelo risco de se criar detritos perigosos no espaço.

Astronomia no Tempo

Dia 24/07: 205.º dia do calendário gregoriano. 

História: 
Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança caindo a cápsula com os astronautas em segurança no Oceano Pacífico.

Experimento confirma regra central da Mecânica Quântica após 84 anos

Ilustração do experimento da tripla fenda, que testou a regra de Max Born

estadao.com.br

Uma regra proposta em 1926 pelo físico alemão Max Born para calcular a probabilidade de se encontrar uma partícula quântica num determinado lugar foi comprovada em um experimento descrito na edição desta semana da revista Science. Pesquisadores austríacos e canadenses provaram que ondas de luz interferem entre si apenas aos pares, não em grupos de três ou mais.

A confirmação da chamada Regra de Born representa um novo golpe para as tentativas de obter uma unificação entre a Mecânica Quântica e a Teoria da Relatividade: se a regra falhasse, a teoria quântica ficaria com um flanco exposto ao ataque da teoria de Eisntein.

Na mecânica quântica, muitas proposições só podem ser elaboradas em termos de probabilidades, e os objetos podem ser descritos por uma função de onda, a partir da qual suas propriedades podem ser calculadas. Born havia postulado que a probabilidade de um objeto ter uma determinada posição é igual ao quadrado da função de onda.

Uma consequência direta dessa regra é o padrão de interferência visto no famoso experimento de fenda dupla, no qual partículas de luz são disparadas contra um anteparo contendo uma dupla de aberturas. De acordo com Born, a interferência só pode ocorrer em pares de possibilidades.

A equipe de Gregor Weihs, da Universidade de Innsbruck e da Universidade de Waterloo, realizou um experimento de fenda tripla para testar o postulado de que a interferência só ocorreria em pares.

"A existência de uma interferência de terceira ordem teria repercussões teóricas tremendas, e iria abalar o coração da mecânica quântica", disse ele. 

No experimento de Weihs, fótons, ou partículas de luz, foram disparados contra uma barreira de aço com três fendas de milésimos de milímetro. Medições foram realizadas com cada uma das fendas fechada individualmente, resultando em oito combinações independentes. Os dados foram usados para calcular a precisão da regra.

"Em princípio, o experimento é muito simples", disse o cientista. "Ficamos surpresos ao descobrir que ninguém o havia realizado antes". Segundo Weihs, as medições permitem afirmar que não existem interferências de terceira ordem, pelo menos até um certo limite. O próximo passo é reduzir esse limite.

Telescópio encontra esferas de carbono no espaço pela primeira vez

Buckyballs foram detectadas em nebulosa planetária de uma estrela anão branca. 

estadao.com.br

Astrônomos valendo-se do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, descobriram moléculas esféricas de carbono, conhecidas como "buckyballs", no espaço pela primeira vez. Buckyballs são estruturas de formato semelhante ao das bolas de futebol, e foram descobertas em laboratório há 25 anos.

Elas receberam o nome pela semelhança com as estruturas geodésicas criadas pelo arquiteto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma esfera parcial. Havia a especulação de que buckyballs flutuassem pelo espaço, mas ainda não haviam sido detectadas nesse ambiente.

"Descobrimos o que, por ora, são as maiores moléculas conhecidas a existir no espaço", disse o astrônomo  Jan Cami, da Universidade de Western Ontário, no Canadá, e do Instituto SETI. "Estamos especialmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as tornam importantes para todo tipo de processo químico e físico no espaço".

A descoberta é descrita por Cami na revista Science.

Buckyballs são feitas de 60 átomos de carbono arrumados em estruturas esféricas. os padrões alternados de hexágonos e pentágonos são iguais aos de uma bola de futebol típica, de gomos pretos e brancos. os pesquisadores encontraram também as irmãs mais alongadas das buckyballs, chamadas C70, pela primeira vez no espaço. C70s são feitas de 70 átomos de carbono e lembram mais uma bola de futebol americano.

Os dois tipos pertencem a uma classe de molécula conhecida oficialmente como fullerenos.

A equipe de Cami encontrou inesperadamente as bolas de carbono na nebulosa planetária Tc 1. Nebulosas planetárias são os remanescentes de estrelas, como o Sol, que se desfazem de suas camadas exteriores à medida que envelhecem. Uma estrela compacta, chamada anã branca, no centro da nuvem aquece e ilumina a nebulosa.

As buckyballs foram encontradas nessas nuvens, talvez refletindo um estágio da vida da estrela em que ela liberou uma baforada de material rico em carbono.

Telescópio acha 140 planetas que podem ter vida

Kepler descobre planetas quando eles passam em frente a sua estrela, assim como registra Vênus ou Mercúrio ao passarem em frente ao Sol
Foto: Nasa/Divulgação

Portal Terra

Cientistas anunciaram a descoberta de 140 novos planetas parecidos com a Terra encontrados nas últimas semanas. Com os novos dados, os cientistas acreditam que existam cerca de 100 milhões de planetas parecidos com o nosso e que possam abrigar vida apenas na Via Láctea. As informações são do Daily Mail.

Os achados foram feitos pelo telescópio espacial Kepler, que procura novos planetas desde que foi lançado, em janeiro de 2009. Segundo o astrônomo Dimitar Sasselov, os planetas têm tamanho parecido com o da Terra. O cientista descreveu a descoberta como a "realização do sonho de Copérnico", em referência ao pai da astronomia moderna.

Novos planetas fora do sistema solar são descobertos quando eles passam em frente a sua estrela. O telescópio não capta uma imagem direta, mas registra a minúscula diminuição do brilho do astro quando o planeta passa em frente. Essa passagem causa "piscadas" na luz. Pelo cálculo da diminuição de brilho, do tempo entre as "piscadas" e da massa da estrela, os astrônomos conseguem descobrir o tamanho do planeta.

O Kepler continuará pesquisando o céu dia e noite, sem interrupção, pelos próximos quatro anos, segundo o cientista. Sasselov afirma que nos últimos 15 anos cerca de 500 exoplanetas foram descobertos, mas nenhum foi considerado parecido com a Terra, ou seja, com a possibilidade de abrigar vida.

"Vida é um sistema químico que realmente necessita de um planeta pequeno, água e pedras e uma grande quantidade de complexos químicos para surgir e sobreviver. (...) Tem um monte de trabalho para fazermos com isso, mas os resultados estatísticos são claros e planetas como a nossa Terra estão lá fora. (...) Nossa própria Via Láctea é rica nesse tipo de planetas", disse o astrônomo durante a apresentação dos resultados do Kepler na conferência TEDGlobal, em Oxford, no Reino Unido.

Astronomia no Tempo

Dia 23/07: 204.º dia do calendário gregoriano.

História: 
Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite LandSat 1.

Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois.

Cientistas descobrem 'novo' círculo em Stonehenge

BBC Brasil

Arqueólogos descobriram um segundo círculo próximo ao célebre monumento milenar Stonehenge, na Grã-Bretanha.

O achado vem sendo considerado o mais importante dos últimos 50 anos na região.

Em vez de usar pedras, os limites do círculo, escavado na terra, teriam sido demarcados com postes de madeira, já que foram encontradas dezenas de buracos com cerca de um metro de profundidade.


A descoberta faz parte de um projeto milionário de arqueologia na região de Wiltshire.
O coordenador do projeto, o professor Vince Gaffney, da universidade de Birmingham, classificou o achado de "excepcional".
O "monumento" circular data do perído Neolítico ee da Idade do Bronze. Ele fica distante 900 metros das enormes pedras de Stonehenge. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

Astronomia no Tempo

Dia 22/07: 203.º dia do calendário gregoriano.

História: 
Em 1962, a Mariner 1 voa erraticamente durante vários minutos após o lançamento acabando por ter que ser destruída.

Cientistas acham água na Lua, mas ainda não sabem sua origem

Segundo cientistas, sonda encontrou água na água na cratera Cabeus

Portal Terra

Apenas 9 meses após lançar um projétil para estudar a estrutura da Lua, os cientistas sabem com segurança que há água no satélite terrestre, mas seguem sem saber qual é a sua origem, afirmou a Nasa - a agência espacial americana. Os cientistas, que participam nesta semana do Fórum de Ciência da Nasa em Mountain View (Estado americando da Califórnia), também dizem saber que a água encontrada está em lagos e não em oceanos vastos, mas ainda não descobriram a sua origem.

O assunto foi tratado em Mountain View por vários pesquisadores liderados por Anthony Colaprete, chefe da missão da Nasa para o projeto LCROSS, um satélite de observação enviado à Lua para determinar a presença ou ausência de gelo de água na cratera Cabeus. Durante o encontro, os pesquisadores confirmaram que o impacto de um projétil na superfície lunar permitiu analisar o pó levantado e isto revelou concentrações de cristais de água.

"Descobrimos um ambiente totalmente novo", disse Colaprete. "É muito mais frio que o antecipado, mas há energia, além de água e materiais de todo tipo que se acumulam ali enquanto ocorrem processos químicos". Segundo o cientista, a área "é um laboratório por si mesmo". Em novembro os técnicos do LCROSS anunciaram que a análise espectroscópica do pó levantado pelo impacto do projétil mostrava a presença de moléculas de água e hidroxil, subproduto da água constituído por um átomo de hidrogênio e um de oxigênio.

Os cientistas indicaram ontem no fórum que o LCROSS desceu em um oásis com uma paisagem seca, mas que é provável que a Lua contenha áreas úmidas. "Há áreas de concentração relativamente alta, úmidas ou mais úmidas que nosso deserto do Saara", indicou Colaprete. "Eu sei que isso não soa muito úmido, mas na Lua equivale a um pântano".

"Partem daí as questões: como a água chegou à Lua? E como se distribuiu desde então? Esta é uma informação realmente importante para a prospecção", disse Colaprete, que afirmou que a Nasa quer ir à Lua com "com veículos móveis" e não desejaria "descer em uma área qualquer".

Ondas nos anéis de Saturno criam embriões de novas luas para o planeta

Ondulações no anel são causadas pela passagem da lua Prometeu. Nasa

estadao.com.br

Imagens do anel F do planeta Saturno, feitas pela sonda Cassini, mostram uma versão miniaturizada de um processo que pode ter ocorrido nos primórdios do Sistema Solar, quando os planetas começavam a se formar dentro do disco que circundava o Sol nascente. Nas fotos da Cassini, parte do material do anel, desestabilizada pela gravidade da pequena lua Prometeu, aglomera-se em objetos com até 20 km de diâmetro.

"Cientistas nunca antes tinham visto objetos se formarem", disse Carl Murray, membro da equipe da Cassini, em nota. "Agora, temos evidência direta do processo e da dança entre as luas e os detritos espaciais". Murray apresentou os resultados nesta terça-feira, 20, numa reunião científica realizada em Bremen, na Alemanha. Eles estão publicados no periídico Astrophysical Journal Letters.

O anel F de Saturno só foi descoberto em 1979, pela nave Pioneer 11. As luas Pandora e Prometeu, que cercam o anel, foram descobertas pela Voyager 1.

A lua Prometeu parece ser a principal causa de perturbações no anel. Em seu eixo maior, ela tem 148 quilômetros de comprimento, e gira em torno de saturno muito mais depressa que as partículas que compõem o F. Como resultado, a lua ultrapassa os componentes do anel,l e aglomera as partículas de um mesmo segmento a cada 68 dias.

"Alguns desses objetos se desmancham na volta seguinte de Prometeu", disse Murray. "Mas alguns escapam. Cada vez que sobrevivem a um encontro, podem crescer e se tornar mais e mais estáveis".

Pesquisadores da Cassini usaram imagens em ultravioleta já haviam detectado bolhas de matéria nas proximidades do anel F. Esses objetos podem estar relacionados aos aglomerados vistos por Murray.

os objetos recém-descobertos no F parecem densos o bastante para ter o que cientistas chamam de "gravidade própria". Isso significa que podem atrair mais partículas para si mesmas e crescer em tamanho, como bolas de neve, à medida que as partículas do anel são arrastadas pelo rastro de Prometeu, disse Murray.

O que dá às "bolas de neve" do anel F uma chance especialmente boa de sobreviver é o local que ocupam no sistema de Saturno. O anel F fica num ponto de equilíbrio entre a atração de Saturno, tentando desmanchar os objetos, e a gravidade própria, que busca manter os objetos agregados.

Uma teoria propõe que o anel F tem apenas um milhão de anos, e é reabastecido a intervalos de milhões por pequenas luas que se afastam dos anéis principais. No entanto, as bolas de neve gigantes que se formam e se desmancham devem sobreviver apenas poucos meses.

A descoberta atual pode ajudar a explicar a origem de um objeto misterioso com de 5 km a 10 km de diâmetro que a Cassini avistou em 2004. Esse corpo, chamado provisoriamente de  S/2004 S 6, ocasionalmente colide com o anel F.

Empresa australiana desenvolve laser capaz de monitorar lixo espacial

Folha.com

Uma empresa australiana informou nesta terça (20) ter desenvolvido um sistema de rastreamento a laser que poderia evitar futuras colisões entre lixo espacial e naves espaciais ou satélites em órbita.

A Electric Optic Systems disse que lasers disparados do solo localizariam e rastreariam pedaços de apenas 10 centímetros de comprimento.

"Podemos rastreá-los com alta precisão, prevendo se haverá colisões com outros objetos", afirmou Craig Smith, executivo-chefe da empresa.

Smith disse que a tecnologia é um avanço em relação aos sistemas de radar tradicionais porque consegue detectar objetos muito menores, deixados vagando no espaço por foguetes e satélites. Esses objetos podem causar grande estrago porque ainda estão viajando a altas velocidades, a 30 mil quilômetros por hora.

Smith estima que existam cerca de 200 mil objetos medindo menos de 1 centímetro flutuando em órbita e outros 500 mil maiores que 1 centímetro. Vão de pedaços do tamanho de ônibus a lascas de tinta minúsculas.

A empresa desenvolveu a tecnologia com um financiamento de US$ 3,5 milhões (R$ 6,27 milhões) do governo australiano.

Smith disse que a tecnologia atraiu o interesse de vários compradores. Para ele, o sistema funcionaria melhor com uma rede de estações de rastreamento colocadas em pontos estratégicos ao redor do globo.

Astrônomos encontram 'maior estrela do universo'

Imagem divulgada por observatório europeu mostra três estrelas com massa maior que a do Sol. A que tem mais massa, conhecida como RMC136a1 e localizada no centro da imagem, tem hoje o equivalente a 265 vezes a massa do Sol, mas cientistas calculam que na época de seu nascimento esse número pode ter chegado a 320 vezes. Ela também tem grande luminosidade, cerca de dez milhões de vezes maior que a do Sol

estadao.com.br

Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

Usando o Telescópio Extremamente Grande(VLT), no Chile, da Organização Europeia para a Investigação Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) - que reúne 14 países - e informações de arquivo capturadas pelo telescópio espacial Hubble, da agência americana (Nasa), a equipe liderada pelo astrofísico Paul Crowther, da Universidade de Sheffield, calculou que a massa da estrela gigante teria sido 320 vezes maior que a do sol no momento de sua formação, ou seja, pelo menos o dobro da massa da maior estrela já encontrada.

A estrela, batizada de RMC 136a1, faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a. Os astrônomos também encontraram outras estrelas imensas no agrupamento NGC 3603.

Ambos agrupamentos estelares foram apelidados de "fábricas de estrelas", já que novos astros se formam constantemente a partir da extensa nuvem de gás e poeira das nebulosas.

O NGC 3603 fica a 22 mil anos-luz do sol, na Nebulosa da Tarântula, e o RMC 136a fica em uma galáxia vizinha à nossa, a 165 mil anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães.

Segundo o artigo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a expectativa é de que estrelas colossais como as encontradas existam apenas durante alguns milhões anos, antes de explodirem.

A existência de estrelas como essas, afirmam astrônomos, era mais comum no início do universo.

Planetas

Ainda segundo os cientistas, é pouco provável que alguma dessas estrelas venha a ter planetas orbitando a seu redor, já que demoram mais tempo para serem formados que a "curta" vida das estrelas.

Muitas das estrelas observadas têm temperatura superior a 40 mil graus centígrados - mais de sete vezes superior à temperatura do sol - além de serem dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes que o astro.

"Ao contrário dos humanos, essas estrelas nascem pesadas e vão perdendo peso ao envelhecer", disse Crowther.

"Com um pouco mais de um milhão de anos, a estrela mais extrema, a RMC 136a1 já está na 'meia idade' e passou por um programa intenso de 'emagrecimento', perdendo mais de um quinto de sua massa inicial neste período, ou mais de 50 massas solares."

Se a RMC 136a1 substituísse o sol em nosso Sistema Solar, "a sua grande massa reduziria a duração de um ano na Terra para apenas três semanas e banharia o planeta em uma radiação ultravioleta incrivelmente intensa, tornando a vida impossível em sua superfíce", afirma Raphael Hirschi, da Universidade de Keele, integrante da equipe.

Estrelas como essas são extremamente raras e se formam apenas nos agrupamentos estelares mais densos.

Se houvesse algum planeta dentro do agrupamento RMC 136, o céu nunca escureceria, já que a densidade de estrelas na região é 100 mil vezes maior do que em torno do sol e muitas delas são extremamente brilhantes.

A descoberta ainda confirmou a hipótese anterior dos astrônomos, de que há um tamanho máximo para estrelas, e a RMC 136a1 levou os cientistas a estenderem este limite.

Conheça os 12 homens que pisaram na Lua

Portal Terra

Em julho de 1969, há 41 anos, decolou do Cabo Canaveral, nos EUA, o Apollo 11, ônibus espacial que deu início à missão que transformou em realidade um dos sonhos mais antigos da humanidade: a chegada do homem à Lua. O feito, realizado pelo astronauta americano Neil Armstrong seguido do seu colega de missão Buzz Aldrin, no dia 20 de julho daquele ano, ficou marcado na história. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, Armstrong e Aldrin não foram os únicos homens a pôr os pés no satélite terrestre. Mais 10 astronautas da Agência Espacial Americana, Nasa, tiveram este mesmo privilégio, porém sem tanta notoriedade. Conheça cada um dos 12 'moonwalkers'.

Neil Armstrong - Apollo 11

Neil Alden Armstrong nasceu em 5 de Agosto de 1930 em Ohio, EUA. Formado em engenharia aeronáutica, com mestrado em engenharia aeroespacial, foi piloto de testes em fábricas de aviões americanas e aviador da Marinha dos EUA. Pilotando um caça, participou da Guerra da Coreia, mas foi como comandante da missão Apollo 11 que Neil Armstrong entrou para a história. Ele foi o primeiro homem a pisar na Lua, no dia 20 de julho de 1969, e a frase "este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade" que disse ao pisar em solo lunar é uma das mais conhecidas de todos os tempos.

A escolha de Armstrong para o comando da Missão Apollo - e para ser o primeiro homem a pisar na Lua - foi realizada por uma comissão da Agência Espacial Americana (Nasa) e deveu-se ao perfil discreto, reservado e corajoso do astronauta.

Sua entrada na Nasa aconteceu em 1962, quando foi escolhido para participar de um grupo de astronautas conhecido como Grupo dos Nove, tornando-se o primeiro astronauta civil dos EUA. Sete anos depois, a bordo do Colúmbia, Armstrong comandou a missão mais importante de sua vida, e a mais importante da Nasa até hoje, a Apollo 11.

No desembarque em solo lunar, realizado no Módulo Lunar, ele e seu colega Aldrin fixaram uma bandeira dos Estados Unidos - como símbolo da conquista do país frente à União Soviética e ao mundo - e uma placa com os dizeres ¿Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Nós viemos em paz em nome da humanidade¿. Na placa, a assinatura dos três astronautas da missão e do então presidente dos EUA, Richard Nixon. Os dois astronautas permaneceram 21 horas em solo lunar e recolheram cerca de 46 kg de material do satélite da Terra.

Após retorno ao nosso planeta, Armstrong e os dois colegas permaneceram em isolamento para evitar que possíveis contaminantes existentes na Lua trazidos por eles entrassem em contato com a população. Após sair da quarentena, os três tornaram-se celebridades viajando pelo mundo como representantes do poder tecnológico americano.

Por decisão pessoal, a missão da Apollo 11 foi a última de Armstrong ao espaço. Desconfortável com a fama gerada pela chegada à Lua, o astronauta retirou-se da Nasa em 1971 e tornou-se professor de engenharia na Universidade de Cincinatti, cargo que ocupou até 1980. Atualmente, aos 79 anos, vive em Ohio com sua segunda esposa.

Edwin "Buzz" Aldrin - Apollo 11

Mundialmente conhecido como Buzz Aldrin, o astronauta Edwin Eugene Aldrin Jr. Nasceu em Nova Jersey, nos EUA, em 1930. Buzz foi o segundo homem a pisar na Lua durante a missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969, descendo do Módulo Lunar logo atrás do comandante, Neil Armstrong.

Aldrin é formado em engenharia mecânica pela Academia Militar em West Point, doutor em Ciências aeronáuticas pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e foi piloto na Força Aérea dos EUA. Como piloto, participou de 66 missões de combate Coreia. Ingressou na Nasa em 1963, no terceiro grupo de astronautas da Agência Espacial. Em 1969, ele foi escolhido para participar da missão Apollo 11. Foi nessa missão que Buzz e Neil Armstrong entraram para a história ao pisar na Lua.

Após o retorno à Terra, o extrovertido Buzz Aldrin rapidamente assumiu a posição de "porta-voz" da tripulação da Apollo 11, participando de inúmeras entrevistas, programas de TV, rádio e até filmes dedicados à essa conquista americana. O astronauta tem até uma estrela com seu nome na calçada da fama em Hollywood.

A fama rendeu-lhe frutos, mas também problemas. Aldrin sofreu de alcoolismo e depressão durante anos que seguiram a volta á Terra depois da Apollo 11. Esse fato foi, inclusive relatado mais tarde em sua autobiografia. As doenças contribuíram para a sua aposentadoria da Nasa e da Força Aérea Americana.

Apesar da aposentadoria, Aldrin - hoje com 80 anos - participa de projetos em prol da continuidade da exploração espacial, tendo como principal objetivo, a conquista do planeta Marte.

Charles "Pete" Conrad - Apollo 12

Charles Conrad, conhecido como Pete, nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, e graduou-se na Universidade de Princeton. Jovem, se alistou na Marinha onde se tornou um aviador naval. Por suas qualidades, entrou para a escola de pilotos de testes da Marinha, onde foi designado como piloto de testes do projeto, instrutor de voos e engenheiro de performance.

Em setembro de 1962, Pete Conrad foi selecionado como astronauta pela Nasa. Em 1969 ele foi escolhido para o comando da missão Apollo 12 que pretendia fazer a segunda alunissagem da história e resgatar partes de uma sonda não tripulada enviada em 1967, a Survivor 3. E em 19 de novembro de 1969, ele foi o comandante da Apollo 12, quando sagrou-se como o terceiro homem a pisar na Lua.

Depois de voltar à Terra, Conrad serviu como comandante de Skylab I, que colocou a estação espacial americana em órbita. Participou da primeira missão tripulada à estação, a missão Skylab II. A Estação Skylab foi destruída em 1979.

Depois de servir por 20 anos na Marinha dos EUA (11 anos como um astronauta no programa espacial), o Pete se aposentou e assumiu a vice-presidência de operações do canal de televisão americano (ATC).

Em 1990, Pete Conrad juntou a Space Systems Company do empresário Douglas McDonnell e participou da investigação e desenvolvimento da Estação Espacial Freedom. Nessa empresa, participou da elaboração do veículo espacial Delta Clipper ou DC -X, que pertence à Nasa.

Em 1996 entrou para a Espaço Universal Lines (USL). Sob sua liderança, a USL desenvolveu estratégias de negócio para infra-estruturas para a indústria espacial. A ideia da USL é oferecer aos clientes serviços de lançamento espacial da mesma maneira que uma companhia aérea opera aeronaves comerciais.

Conrad faleceu em 08 de julho de 1999 em um acidente de moto na Califórnia. Ele tinha 69 anos. Deixou sua mulher Nancy, três filhos e sete netos.

Alan Bean - Apollo 12

Alan Bean nasceu em Wheeler, no Texas, em 1932. Como doutor em ciências e ex-piloto de caças, foi selecionado em 1963 para o grupo de astronautas da Nasa. Já na sua primeira missão, a Apollo 12, foi convocado para ser o piloto do Módulo Lunar Intrepid e em 19 de novembro de 1969, foi o quarto ser humano a pisar em solo lunar.

Em 1973 ele comandou a missão Skylab 3, onde fez caminhadas espaciais e ficou 59 dias na Estação espacial americana. Em 1981, Alan Bean encerrou sua carreira como astronauta e tornou-se pintor, sendo o primeiro artista a ter pisado na Lua. Seus quadros retratam suas experiências no espaço.

Alan Shepard - Apollo 14

Alan B. Shepard, Jr. nasceu em East Derry, New Hampshire, em 1923, e estudou na Academia Naval dos Estados Unidos, em Annapolis, e na Escola de Pilotos de testes. A primeira missão militar de Shepard foi na Segunda Guerra Mundial, a bordo de um destróier, no Oceano Pacífico.

Na década de 1950, Alan foi piloto de diversas aeronaves de combate e de testes em grandes altitudes para o exército norte-americano. Em 1958 era o comandante da esquadra americana no Atlântico e em, 1959, entrou para a Nasa como piloto de testes. Shepard foi um dos sete escolhidos para o Projeto Mercury.

Dos sete astronautas do Mercury, Shepard foi escolhido para a primeira missão tripulada americana para o espaço. Em 15 de abril de 1961, poucas semanas antes do voo de Shepard, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a chegar ao espaço.

O seu segundo voo ao espaço foi no comando da missão Apollo 14. Esta missão chegou à Lua em 5 de fevereiro de 1971. Pilotando o módulo lunar Antares, ele realizou a mais precisa alunissagem de todo o programa, na primeira missão transmitida pela televisão a cores para todo o mundo.

Shepard ficou conhecido como o primeiro homem a jogar golfe fora da Terra. Ele balançou um taco de golfe por seis vezes em solo lunar para bater em algumas bolas lançando uma a cerca de 400 metros. As bolas jogadas por Shepard permanecem na Lua.

Bem sucedido nos negócios, Alan Shepard se aposentou da Nasa, e foi o primeiro astronauta a se tornar milionário. Shepard faleceu de leucemia aos 74 anos, em 1998.

Edgar Mitchell - Apollo 14

Edgard Mitchell nasceu em Hereford, Texas, nos EUA. Ele se formou Bacharel em Ciências e fez licenciatura em gestão industrial. Depois entrou para a Marinha americana onde se tornou piloto e, posteriormente, instrutor e piloto de testes.

Depois de um mestrado e um doutorado em ciências aeronáuticas, Mitchell entrou para a Nasa. Ele foi o piloto do módulo lunar na missão Apollo 14, e foi o sexto homem a pisar na Lua.

Hoje ele mora em West Palm Beach, na Flórida.

David Randolph Scott - Apollo 15

David Randolf Scott nasceu em San Antonio em 1932. Piloto, ele entrou para a Nasa em outubro de 1963 e foi o primeiro de seu grupo de astronautas selecionado para voar e a comandar uma missão no espaço.

Em 30 de julho de 1971, no comando da missão Apollo 15, tornou-se o sétimo homem a caminhar na superfície da Lua. Naquele ano o módulo lunar Orion ficou 66 horas sobre a superfície da Lua.

Scott e seu companheiro de pmissão em solo lunar, James Irwin, foram os primeiros a dirigir o Lunar Rover, o veículo lunar. Após 3 dias na Lua, os atronautas trouxeram 82 kg de material lunar para análises na Terra.

James Irwin - Apollo 15

James Benson Irwin nasceu em 1930 em Pittsburg. Piloto do exército, entrou para a Nasa e foi o oitavo homem a pisar na Lua na missão Apollo 15 em 30 de julho de 1971. Esta foi a sua única missão no espaço.

Depois da volta à Terra, e deixar a Nasa e a Força Aérea Americana em 1972, fundou a missão cristã High Fligth afirmando que a experiência espacial o aproximou de Deus e aumentou a sua fé.

De todos os 12 homens que pisaram na Lua, Irwin foi o que mais demonstrou ter sido abalado religiosamente com o contato com o satélite terrestre e como o espaço.

James Irwin morreu em 1991 de ataque cardíaco em Glenwood Springs, no Colorado. Ele tinha mulher e cinco filhos.

John Watts Young - Apollo 16

John Watts Young nasceu em San Francisco, na Califórnia, em 1930. Ele foi selecionado pela Nasa em 1962, no segundo grupo de astronautas da agência. Foi o nono homem a pisar na Lua no comando na missão Apollo 16, em 20 de abril de 1972.

John Young foi um dos mais experientes astronautas americanos, sendo o homem que mais vezes foi ao espaço. Ele foi ao espaço por 6 vezes nos comandos de missões do Projeto Gemini e Apollo e no programa do ônibus espacial.

Em 2004, após 42 anos na Nasa, John Young aposentou-se aos 74 anos de idade. Ainda hoje participa dos encontros semanais entre os astronautas.

Charles Duke - Apollo 16

Charles Moss Duke Jr , nasceu em Charlotte, em 1935. Duke formou-se na Academia Naval em 1957 e entrou na Força Aérea dos EUA como piloto e instrutor de caças F-86 Sabre, F-101 e F-104. Em 1966, entrou como astronauta na Nasa.

Em 1969, durante a famosa missão Apollo 11, primeira a chegar na Lua, Charles Duke foi o responsável por passar as mensagens dos atrounautas em missão para a base na Terra. Suas palavras respondendo ao aviso de Armstrong e Aldrin quando pousaram na Lua entraram para a história. "Roger Tranquility, we copy you on the ground. You got a bunch of guys about to turn blue here. We are breathing again. Thanks a lot". ("Entendido, Base da Tranqüilidade, recebemos sua mensagem do solo. Vocês fizeram um monte de caras ficarem azuis por aqui. Já podemos respirar de novo. Muito obrigado", em tradução livre).

Em 1971, tornou-se o décimo homem a pisar na Lua como piloto do Módulo Lunar Orion, na missão Apollo 16. Charles Duke aposentou-se da Nasa e da Força Aérea em 1979 e hoje é dono de uma empresa de investimantos financeiros.

Eugene Cernan - Apollo 17

Eugene Andrew Cernan nasceu em Chicago em 1934. Piloto da força aérea americana, Eugene entrou para a Nasa. Ele esteve no espaço três vezes, nas missões Gemini, onde participou de uma viagem espacial tripulada, na Apollo 10, onde sobrevoou o satélite da Terra, e na Apollo 17, onde pisou na Lua em 11 de dezembro de 1972, sendo o 11º homem a realizar o feito.

Ele foi o comandante da missão, a última a pousar na Lua. Apesar de ter sido o penúltimo homem a pisar na Lua, foi o último a deixá-la, já que foi o último a subir no módulo lunar .

Na missão, Cernan e Harrison Schimitt, ficaram 22 horas na superfície da Lua com o Lunar Rover, veículo lunar, e recolheram 35 kg de material para análise em Terra.

Harrison Schimitt - Apollo 17

Harrison "Jack" Schmitt nasceu em Santa Rita, nos EUA, em 1935. Era geólogo e foi membro do Centro de Astrogeologia dos EUA e, já na Nasa, foi um dos responsáveis pelo treinamento dos astronautas das missões Appolo. Sua formação o diferenciou dos outros astronautas.

O geólogo participou de treinamentos de pilotagem de módulos de comando lunar e foi escolhido para ser um dos integrantes da última missão Apollo a chegar na Lua, a Apollo 17, e, dezembro de 1972. Nesta misão, foi o último homem a pisar em solo lunar da história.

Além de geólogo e astronauta, Harrison foi senador dos Estados Unidos. A carreira política começou em 1975 quando ele deixou a nasa para concorrer ao Senado pelo Estado do novo México.

Ao tentar um segundo mandato, Harrison Schmitt foi derrotado e voltou a trabalhar com astrogeologia. Hoje é consultou na área.

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