"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você." - Carl Sagan
Chuva de meteoros Perseid na quinta-feira será espetacular, diz Nasa
Moléculas Orgânicas Super-Complexas encontradas no Espaço
"Nós detectámos a presença de moléculas de antracina numa densa nuvem na direcção da estrela Cernis 52 em Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," explica Susana Iglesias Groth, investigadora do IAC que liderou o estudo.
Crédito: Gaby Perez e Susana Iglesias-Groth
"Há dois anos atrás," afirma Iglesias, "descobrimos provas da existência de outra molécula orgânica, naftalina, no mesmo lugar, por isso tudo indica que descobrimos uma região de formação estelar rica em química prebiótica". Até agora, a antracina tem sido apenas detectada em meteoritos e nunca no meio interestelar. As formas oxidadas desta molécula são comuns em sistemas vivos e são activas bioquimicamente. No nosso planeta, a antracina oxidada é um elemento básico da aloé e tem propriedades anti-inflamatórias.
As novas descobertas sugerem que uma boa parte destes componentes-chave da química prebiótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.
É sabido desde os anos 80 que centenas de bandas descobertas no espectro do meio interestelar, conhecidas como bandas espectroscópicas difusas, estão associadas com a matéria interestelar, mas a sua origem não tinha sido identificada até agora. Esta descoberta indica que podem resultar de formas moleculares com base na antracina ou naftalina. Dado que estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem desempenhar um papel importante na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes na altura da formação do Sistema Solar.
Os resultados são baseados em observações levadas a cabo pelo Telescópio William Herschel no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma nas Ilhas Canárias e pelo Telescópio Hobby-Eberly no Texas, EUA.
Boletim das Supernovas
NGC 1275
A NGC 1275 é uma das galáxias elípticas mais próximas da Via Láctea, onde um buraco negro supermassivo em seu interior sopra bolhas de partículas eletromagnéticas ao redor da galáxia. Segundo os cientistas, esses filamentos são manifestações visíveis de um intrincado relacionamento entre o buraco negro central e os aglomerados de gás ao redor. Os filamentos se formam quando o gás frio do núcleo da galáxia é expulso para fora, criando as bolhas.
Tentáculos Gigantescos
A quantidade de gás contido em um único filamento chega a 1 milhão de vezes a massa do Sol e sua largura não ultrapassa 200 anos-luz. No entanto o comprimento se estende a mais de 20 mil anos-luz.
As primeiras imagens do material que compõe os filamentos foram obtidas pela equipe do astrofísico Andy Fabian, ligado à universidade de Cambridge, no Reino Unido, utilizando os dados captados pelo telescópio Hubble.
Antes das imagens do Hubble os cientistas enfrentavam dificuldades para compreender como essas estruturas tão delicadas se mantiveram estáveis por mais de 100 milhões de anos. "Pelo nosso conhecimento elas deveriam se aquecer e evaporar ou então vir estrelas, mas agora entendemos que os campos magnéticos mantêm o gás no lugar e impedem que se colapse.", disse Fabian.
"Agora constatamos que os campos magnéticos são fundamentais para a sobrevivência dessa rede de filamentos e sem eles essas belas estruturas não conseguiriam se manter virariam estrelas."
Galáxia NGC 1275, também chamada de Perseu A, situa-se no centro do aglomerado da galáxia de Perseu. A galáxia é muito ativa, e suas emissões no espectro de rádio são bem conhecidas dos astrônomos. Devido à presença de um buraco negro supermassivo em seu centro, NGC 1275 também emite fortemente no espectro de raios-x. A foto é uma composição de imagens do telescópio Hubble, do radiotelescópio NRAO e do telescópio espacial de raios-x Chandra.
Créditos: NASA, ESA, NRAO and L. Frattare (STScI).
NASA fotografa Nebulosa Califórnia
A Agência Espacial Americana usou o Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE, para registrar a Nebulosa Califórnia.
Esta região formadora de estrelas aparece em verde na diagonal da imagem.
Ao fundo, a NASA também capturou uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Perseu chamada Menkhib (no canto superior esquerdo, perto da nuvem vermelha). Ela é uma das estrelas mais quentes vistas no céu noturno.
Por causa de suas altas temperaturas, mais de 37 mil graus Kelvin – ou seis vezes mais quente que o Sol, ela aparece azul-esbranquiçada ao olho humano.
Ela tem cerca de 40 vezes a massa do nosso Sol e fornece 330 mil vezes sua quantidade de luz. Os fortes ventos estelares soprados por ela criam uma onda de choque que aquece a poeira ao redor – que é vista em vermelho pelas lentes do WISE.
Menkhib e a Nebulosa Califórnia estão a cerca de 1800 anos-luz da Terra e ficam no mesmo braço da Via Láctea que a Terra.
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