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Chuva de meteoros Perseid na quinta-feira será espetacular, diz Nasa

A passagem da Terra por uma zona repleta de detritos deixados por um cometa oferecerá a observadores um verdadeiro espetáculo no céu nesta quinta-feira, disse a agência espacial americana, Nasa.

No hemisfério norte, o show tem seu auge entre as 22h de quinta e a madrugada do dia 13, quando a frequência de meteoros poderá alcançar dezenas por hora.

No Brasil, tomando-se como referência a cidade do Rio de Janeiro, o melhor horário para se assistir ao show no céu será entre a 0h30 e as 2h30 da madrugada do dia 13, disse à BBC Brasil a astrônoma Olivia Johnson, do Royal Observatory de Greenwich, em Londres, Inglaterra.

Johnson explicou, no entanto, que neste ano o show estará mais bonito no hemisfério norte, onde o clímax do espetáculo acontece no período em que a noite está mais escura.

A chuva de meteoros Perseid (assim chamados porque os meteoros vêm da direção da constelação de Perseus) é causada por detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

A cada 133 anos, o enorme cometa cruza o Sistema Solar e deixa para trás um rastro de poeira e detritos.Quando a Terra passa pela região, os fragmentos se chocam com a atmosfera a 140.000 mph (aproximadamente 225.000 kilômetros por hora) e se desintegram em explosões de luz.A zona de detritos deixada pelo cometa é tão larga que a Terra passa semanas dentro dela. Observadores já estão avistando Perseids ocasionais há alguns dias.Segundo a Nasa, essa "garoa" de meteoros pode virar um verdadeiro temporal entre os dias 11 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela zona de maior concentração de detritos.O espetáculo anual de meteoros Perseid estará particularmente bonito em 2010 porque a Lua, em fase crescente, não vai estar muito visível no período de maior atividade.

O brilho lunar pode apagar uma boa chuva de meteoros, mas a equipe da Nasa diz que não será o caso dessa vez.

O melhor período para observação são as horas mais escuras da noite, quando a maioria dos observadores no hemisfério norte poderá ver dezenas de Perseids por hora.

Para ver melhor, é bom evitar as luzes da cidade, sugere a Nasa. A escuridão do campo, por exemplo, aumenta entre três e dez vezes o número de meteoros que podem ser avistados. 

Fonte: BBC Brasil

Moléculas Orgânicas Super-Complexas encontradas no Espaço

Uma equipa de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) e da Universidade do Texas, identificou com sucesso uma das moléculas orgânicas mais complexas já descobertas no material entre as estrelas, o denominado meio interestelar. A descoberta de antracina poderá ajudar a resolver um mistério astrofísico com décadas acerca da produção de moléculas orgânicas no espaço. Os investigadores anunciaram os seus achados na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.

"Nós detectámos a presença de moléculas de antracina numa densa nuvem na direcção da estrela Cernis 52 em Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," explica Susana Iglesias Groth, investigadora do IAC que liderou o estudo.

Imagem da banda de antracina recentemente identificada na região de formação estelar em Perseu. Esta molécula é formada por três anéis hexagonais de átomos de carbono, rodeados por átomos de hidrogénio.
Crédito: Gaby Perez e Susana Iglesias-Groth

Na sua opinião, o próximo passo é investigar a presença de aminoácidos. As moléculas como a antracina são prebióticas, por isso são quando sujeitas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amónia, podem produzir aminoácidos e outros compostos essenciais para o desenvolvimento da vida.

"Há dois anos atrás," afirma Iglesias, "descobrimos provas da existência de outra molécula orgânica, naftalina, no mesmo lugar, por isso tudo indica que descobrimos uma região de formação estelar rica em química prebiótica". Até agora, a antracina tem sido apenas detectada em meteoritos e nunca no meio interestelar. As formas oxidadas desta molécula são comuns em sistemas vivos e são activas bioquimicamente. No nosso planeta, a antracina oxidada é um elemento básico da aloé e tem propriedades anti-inflamatórias.

As novas descobertas sugerem que uma boa parte destes componentes-chave da química prebiótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.

É sabido desde os anos 80 que centenas de bandas descobertas no espectro do meio interestelar, conhecidas como bandas espectroscópicas difusas, estão associadas com a matéria interestelar, mas a sua origem não tinha sido identificada até agora. Esta descoberta indica que podem resultar de formas moleculares com base na antracina ou naftalina. Dado que estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem desempenhar um papel importante na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes na altura da formação do Sistema Solar.

Os resultados são baseados em observações levadas a cabo pelo Telescópio William Herschel no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma nas Ilhas Canárias e pelo Telescópio Hobby-Eberly no Texas, EUA.

Boletim das Supernovas

NGC 1275

1275A NGC 1275 é uma das galáxias elípticas mais próximas da Via Láctea, onde um buraco negro supermassivo em seu interior sopra bolhas de partículas eletromagnéticas ao redor da galáxia. Segundo os cientistas, esses filamentos são manifestações visíveis de um intrincado relacionamento entre o buraco negro central e os aglomerados de gás ao redor. Os filamentos se formam quando o gás frio do núcleo da galáxia é expulso para fora, criando as bolhas.

Tentáculos Gigantescos
A quantidade de gás contido em um único filamento chega a 1 milhão de vezes a massa do Sol e sua largura não ultrapassa 200 anos-luz. No entanto o comprimento se estende a mais de 20 mil anos-luz.

As primeiras imagens do material que compõe os filamentos foram obtidas pela equipe do astrofísico Andy Fabian, ligado à universidade de Cambridge, no Reino Unido, utilizando os dados captados pelo telescópio Hubble.

Antes das imagens do Hubble os cientistas enfrentavam dificuldades para compreender como essas estruturas tão delicadas se mantiveram estáveis por mais de 100 milhões de anos. "Pelo nosso conhecimento elas deveriam se aquecer e evaporar ou então vir estrelas, mas agora entendemos que os campos magnéticos mantêm o gás no lugar e impedem que se colapse.", disse Fabian.

"Agora constatamos que os campos magnéticos são fundamentais para a sobrevivência dessa rede de filamentos e sem eles essas belas estruturas não conseguiriam se manter virariam estrelas."

Galáxia NGC 1275, também chamada de Perseu A, situa-se no centro do aglomerado da galáxia de Perseu. A galáxia é muito ativa, e suas emissões no espectro de rádio são bem conhecidas dos astrônomos. Devido à presença de um buraco negro supermassivo em seu centro, NGC 1275 também emite fortemente no espectro de raios-x. A foto é uma composição de imagens do telescópio Hubble, do radiotelescópio NRAO e do telescópio espacial de raios-x Chandra.
Créditos: NASA, ESA, NRAO and L. Frattare (STScI).

NASA fotografa Nebulosa Califórnia

de INFO Online

A Agência Espacial Americana usou o Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE, para registrar a Nebulosa Califórnia.

Esta região formadora de estrelas aparece em verde na diagonal da imagem.

Ao fundo, a NASA também capturou uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Perseu chamada Menkhib (no canto superior esquerdo, perto da nuvem vermelha). Ela é uma das estrelas mais quentes vistas no céu noturno.

Por causa de suas altas temperaturas, mais de 37 mil graus Kelvin – ou seis vezes mais quente que o Sol, ela aparece azul-esbranquiçada ao olho humano.

Ela tem cerca de 40 vezes a massa do nosso Sol e fornece 330 mil vezes sua quantidade de luz. Os fortes ventos estelares soprados por ela criam uma onda de choque que aquece a poeira ao redor – que é vista em vermelho pelas lentes do WISE.

Menkhib e a Nebulosa Califórnia estão a cerca de 1800 anos-luz da Terra e ficam no mesmo braço da Via Láctea que a Terra.

Posição Planetária Atual - Clique na imagem Posição Planetária Atual - NASA

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O Sol Agora - Clique na imagemPosição Planetária Atual - NASA
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Através do Buraco de Minhoca