Curiosity rover: Martian solar day 2 in New Mexico
"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você." - Carl Sagan
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O rover Curiosity da NASA começa a pesquisa no espaço
O rover Curiosity da NASA, com o tamanho de um carro pequeno, começou a monitorizar a radiação espacial durante a sua viagem de 8 meses da Terra até Marte. A pesquisa vai ajudar a planear futuras missões tripuladas ao Planeta Vermelho.
O Curiosity (ou Mars Science Laboratory, MSL) foi lançado a 26 de Novembro de 2011 a partir de Cabo Canaveral, Flórida, EUA. Transporta um instrumento chamado RAD (Radiation Assessment Detector) que monitoriza as partículas atómicas e subatómicas altamente energéticas do Sol, de supernovas distantes e de outras fontes.
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| Impressão de artista do rover Curiosity a bordo do seu escudo de protecção durante a viagem até Marte. |
Estas partículas constituem a radiação que pode ser nociva para quaisquer micróbios ou astronautas no espaço ou em Marte. O rover irá também estudar a radiação à superfície de Marte após a sua aterragem em Agosto de 2012.
"O RAD está neste sentido a representar um astronauta dentro da uma nave a caminho de Marte," afirma Don Hassler, investigador principal do RAD no Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "O instrumento encontra-se bem dentro da nave, tal como um astronauta estaria. Compreender os efeitos da nave no campo da radiação é importante para o desenho de naves tripuladas com destino a Marte."
Os estudos prévios desta radiação de partículas energéticas no espaço têm usado instrumentos à ou perto da superfície em várias sondas. O instrumento RAD está dentro do rover, que está dentro da nave e protegido por outros componentes, incluindo a concha que efectuará a descida pela atmosfera superior de Marte.
As estruturas da nave, embora providenciam protecção, também podem contribuir à produção de partículas secundárias geradas quando as partículas altamente energéticas atingem a nave. Nalgumas circunstâncias, as partículas secundárias podem ser mais perigosas do que as primárias.
Estas primeiras medições marcam o começo do envio de dados científicos de uma missão que irá usar 10 instrumentos a bordo do Curiosity para determinar se a cratera Gale em Marte pode ser ou se já foi favorável para a vida microbiana.
"Embora o Curiosity não vá procurar sinais de vida em Marte, o que encontrar pode mudar completamente o que sabemos acerca da origem e evolução da vida na Terra e noutros cantos do Universo," afirma Doug McCuistion, director do Programa de Exploração de Marte na sede da NASA em Washington. "Uma coisa é certa: as descobertas do rover vão providenciar dados críticos que terão impacto no planeamento da pesquisa humana e robótica durante décadas."
À meia-noite de hoje, a nave que transporta o Curiosity já tinha percorrido mais de 66 milhões de quilómetros da sua viagem de 567 milhões de quilómetros até Marte. A primeira manobra de correcção de trajectória da viagem está planeada para meados de Janeiro.
Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte
Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira(23/11/2011) que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho.
Um modelo em tamanho real do robô Curiosity que a Nasa enviará a Marte. Foto: The New York Times
"O lançamento neste sábado e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial.
O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília).
Depois de uma viagem de 9,65 milhões de km nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte.
"Os Estados Unidos são o único país do mundo que levou a Marte e já fez operar em sua superfície os exploradores robóticos", lembrou Harman. "Mas este, o Curiosity, é um robô com esteroides".
O Curiosity pesa 1 t e tem 3 m de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água. "O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar sua bota em Marte", disse.
O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele.
"Na sexta-feira, levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível".
O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô. Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012.
O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida.
Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.
O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens. Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.
A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível.
"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas.
O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia.
Opportunity na Cratera Endeavour
Numa operação já rotineira, a câmara de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter fotografou o pequeno explorador Opportunity na orla da cratera Endeavour.
Nas últimas semanas, o robot da NASA tem percorrido o extremo sul de cabo York, parando ocasionalmente para observar de forma detalhada algumas das antigas rochas que preenchem a paisagem. O seu próximo destino encontra-se um pouco mais a norte, nas camadas rochosas ricas em filosilicatos, uma classe de minerais apenas formada na presença de água.
A câmera HiRISE é a mais poderosa de seu tipo que tem sido enviada a outro planeta. A câmera de alta resolução mostra o Planeta Vermelho com detalhes incríveis e maravilhosos. Milhares de imagens ficam disponíveis no sitio: http://www.uahirise.org
Queima de motor da Phobos-Soil em órbita será visível na América do Sul
Essa é sem dúvida uma excelente oportunidade para todos aqueles gostam de observar o céu acompanharem um espetáculo único. E uma a queima real em órbita terrestre do veículo lançador que levará a espaçonave Phobos-Soil a órbita de marte. Esse evento será visível no Brasil e em grande parte do continente americano.
Trata-se do motor da Phobos-Soil. É uma espaçonave russa que objetiva recolher uma amostra do solo de Phobos, um dos satélites naturais de Marte. Essa nave será lançada de Baikonur por um foguete Zenit-2 no próximo dia 08 de novembro(2011) próximo às 20:25 (TU).
Essas queimas ocorrerão na noite do dia 08/09 de novembro às 20:55:47 HBV (22:55:47 TU) - 23:02:18 HBV (01:02:48 TU) (Horário Brasileiro de Verão); muito embora a nave tenha uma magnitude estimada entre 4 ou 5, essa queima será visível a olho nu, sendo que a primeira será visível do sudeste ao nordeste do Brasil e a segunda na região norte.
O Instituto de Pesquisas Espaciais russo solicita a todos os possíveis observadores na América, Caribe e Bermuda, a possibilidade do envio de filmagens em vídeo ou CCD. No instante do primeiro evento, a nave espacial estará a uma altitude de cerca de 240 km e a 280 km de altitude no final.
Na segunda queima, terá a nave uma órbita de maior altitude, conseqüentemente a área de sua visibilidade será ainda maior, isso inclui a Amazônia e toda a parte noroeste da América do Sul, também o norte do Chile (máxima altitude será de 8 graus em Cerro Paranal), (máxima altitude e altura de 1º em San Jose, Costa Rica), grande parte do Mar do Caribe (máxima altitude 28° graus em San Juan, Panamá), Bermuda (máxima altitude 16° graus), mas apenas quatro graus em Miami, USA.
A segunda queima, inicia-se às 23:02:48 (HBV) 01:02.48 (TU) portanto já em 09 de novembro, quando a nave estará numa altitude de 580 km e termina às 23:20:09 (HBV) 01:20.09 (TU) 09 de novembro respectivamente; sua altitude nesse instante será de 1.060 km.
A Espaçonave Phobos-Soil
A Espaçonave Phobos-soil é uma missão não tripulada da Agência Espacial Federal Russa que tem por objetivo, pousar no satélite natural Phobos e retornar a Terra com uma amostra de solo. Também conhecida como “Phobos-Grunt" ("grunhido" é o significado da palavra em russo), ou "PhSRM" para Phobos Sample Return Mission.
A China em Marte
Outra grande novidade da Phobos-Soil será a oportunidade de exploração de Marte pela China, uma vez que neste lançamento estará a bordo a primeira sonda marciana Yinghuo-1. Esta no final de 2012 separa-se e entrará numa órbita equatorial de 800 x 80.000 km, devendo permanecer em por 2 anos realizando estudos do ambiente externo de Marte, sua superfície, atmosfera, ionosfera e campo magnético.
A carga que a Sociedade Planetária vai enviar, chamada LIFE (Living Experiment Living Interplanetary Flight Experiment), ou vida, terá 10 tipos de microorganismos e uma colônia de micróbios naturais coma finalidade de avaliar, (tanto na ida quanto na volta), a sua capacidade de sobreviver ao ambiente espacial.
Valles Marineris - O Grand Canyon de Marte
O maior desfiladeiro do Sistema Solar corta a face de Marte.
Com o nome de Valles Marineris, o grande vale mede mais de 3000 km, tem uma largura máxima de 600 km e uma profundidade que atinge os 8 km.
Em comparação, o Grand Canyon da Terra no Arizona, EUA, mede 800 km de comprimento, tem 30 de largura e 1,8 de profundidade.
A origem de Valles Marineris permanece desconhecida, embora a principal hipótese conte que começou como uma "racha" há milhares de milhões de anos atrás, aquando do arrefecimento do planeta. Foram identificados vários processos geológicos no desfiladeiro.
O mosaico acima foi criado com mais de 100 imagens obtidas pelas sondas Viking nos anos 70.
Opportunity na Cratera Santa Maria
clique na imagem para ver maior
Celebrando 7 anos à superfície do Planeta Vermelho, o rover Opportunity situa-se agora perto do limite de uma cratera com 90 metros chamada Santa Maria.
Surpreendentemente, o Opportunity e o seu irmão Spirit tinham uma missão principal com a duração de apenas 3 meses. Ainda explorando, o pequeno robô e a sua sombra (direita) aparecem no pano da frente desta imagem panorâmica da sua localização atual.
O mosaico foi construído usando imagens obtidas pela câmara de navegação do rover. Ao fim de sete anos, o Opportunity pode orgulhar-se de ter viajado um total de 26,7 quilómetros na superfície de Marte.
Após investigar a cratera Santa Maria, os controladores planeiam retomar a longa viagem do Opportunity até à cratera Endurance, uma grande cratera com 22km de diâmetro a cerca de 6 km da Santa Maria.
Durante estes dias, a comunicação com o rover é mais difícil dado que Marte passa por trás do Sol a partir da perspectiva da Terra.
http://www.ccvalg.pt
Descobertos sinais de fontes de água quente no passado de Marte
estadão.com.br
Depósitos minerais de mais de 3 bilhões de anos encontrados em um vulcão de Marte podem preservar sinais de um ambiente habitável no planeta vermelho.
Observações do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) permitiram que pesquisadores identificassem o mineral como sílica hidratada, e determinassem seu contexto. A composição dos depósitos e sua localização, nos flancos de um cone vulcânico, são a melhor evidência já descoberta em Marte de um ambiente hidrotermal - uma fumarola, ou nascente de água quente - diz nota emitida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
Ambientes semelhantes podem ter fornecido hábitats para as primeiras formas de vida na Terra.
"O calor e a água necessários para criar esse depósito provavelmente fizeram dessa uma zona habitável", disse J.R. Skok, da Universidade Brown, principal autor do artigo com essas descobertas, publicado na revista Nature Geoscience. "Se houve vida ali, este seria um tipo promissor de depósito para sepultá-la - um necrotério de micróbios".
Nenhum estudo ainda foi capaz de determinar se Marte já teve vida no passado.Os novos resultados se unem à massa de evidência de que, em algumas épocas e lugares, o planeta pode ter tido ambientes capazes de sustentar micro-organismos.
O pequeno cone vulcânico se ergue cerca de 100 metros acima do fundo de uma depressão chamada Nili Patera. A patera, que é o fundo de uma caldeira vulcânica, ocupa cerca de 50 km da região vulcânica de Syrtis Major, na zona equatorial de Marte. Antes que o cone se formasse, fluxos de lava cobriam as planícies próximas. O desmoronamento de uma câmara de magma subterrânea da onde a lava emanava criou a depressão.
Fluxos de lava subsequentes cobriram o chão da Nili Patera. O cone foi construído de fluxos ainda posteriores, aparentemente depois que o magma subterrâneo adquiriu uma textura espessa o bastante para permitir a acumulação de material sob a forma de um cone.
Observações de câmeras do MRO revelaram superfícies brilhantes perto do topo do cone, espalhando-se pelos flancos, e no chão dos arredores. A composição dessas áreas brilhantes foi analisada por um instrumento a bordo do MRO.
A sílica pode ser dissolvida, transportada e concentrada por água quente. A sílica hidratada identificada nos locais mais elevados indica que nascentes de água quente ou fumarolas alimentadas por calor interno criaram os depósitos.
As zonas habitáveis, se existiram, teriam estado dentro ou na periferia das vias condutoras de água quente.
Sonda da Nasa fotografa padrão de dunas perto do polo norte de Marte
estadao.com.br
Perto do polo norte de Marte, a paisagem é dominada por dunas de areia que formam um "mar", muito parecido com partes do deserto do Saara. Em partes desse mar, a areia é tão abundante que cobre toda a superfície.
Na imagem ao lado, que registra uma área próxima à beira da região, há menos do material e as dunas se veem separadas por solo de cor mais clara.
Muitas dunas de Marte têm uma forma simples de lua crescente, chamada barchan. Uma projeção longa, orientada a 90º em relação à direção do vento, é chamada de duna transversa.
Na imagem, muitas dunas são semelhantes a barchans, mas elas parecem ter se fundido e se deformado em projeções mais alongadas e retilíneas, além de outras formas complexas. Isso sugere uma interação complexa com os ventos.
A imagem foi produzida pela câmera de alta resolução HiRise, a bordo da sonda MRO, que se encontra em órbita do planeta vermelho desde 2006.
Origem de cratera oval na paisagem marciana ainda é um mistério
Orcus Patera é uma enigmática depressão de forma elíptica perto do equador de Marte, no hemisfério oriental do planeta, entre os vulcões Elysium e Olympus. Sua origem continua a ser um mistério. Uma nova imagem da estrutura foi divulgada apela Agência Espacial Europeia (ESA).
A depressão tem 380 km por 140 km, e uma borda que se eleva a até 1.800 metros sobre o terreno circundante. Seu fundo tem uma depressão que vai de 400 metros e 600 metros.
O termo "patera" é usado para crateras vulcânicas profundas e irregulares, mas não se sabe se Orcus realmente foi criada por um vulcão.
Entre as origens possíveis mencionadas na nota divulgada pela ESA, está a do impacto de um corpo vindo do espaço, que teria deixado uma cratera circular, posteriormente deformada por forças de compressão.
Uma alternativa seria a fusão de diferentes crateras de impacto, causada pela erosão do terreno entre elas.
A agência europeia considera como mais provável a hipótese de um impacto oblíquo, no qual um astro pequeno teria atingido a superfície num ângulo raso, muito próximo da horizontal.
estadão.com.br
Planeta Marte é ideal para plantações
Por Rafael Alves - hypescience.com
Não é de hoje que pessoas na Terra estão reclamando de falta de espaço para a agricultura. Também não é tão recente a iniciativa dos programas espaciais de aterrissar em Marte e descobrir mais sobre o nosso planeta vizinho. Pois cientistas da Universidade de Sydney (Austrália) descobriram algo que pode fazer a humanidade matar esses dois coelhos com uma cajadada só: o ambiente marciano é perfeito para praticar a agricultura.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas simularam um modelo de crescimento vegetal em marte para comparar. No caso, as plantas teriam que se desenvolver dentro de cápsulas hidropônicas, e não totalmente ao ar livre.
Os cientistas afirmam que o solo vermelho do planeta é ideal para o crescimento de espécies vegetais, e a gravidade reduzida de Marte irá exigir menos água e adubo do que aqui na Terra. É que o solo sob gravidade marciana é capaz de armazenar mais água, portanto perde menos com a evaporação. Este aumento de eficiência significa que nós poderíamos usar incríveis 90% menos de água para irrigação. O uso de fertilizantes também poderia ser facilmente reduzido, o que torna a plantação muito mais econômica.
Mas a gravidade, que pode ajudar nesse quesito, também seria capaz de atrapalhar. Como a gravidade é apenas um terço da nossa, o fluxo da circulação da água pelas plantas cai de velocidade na mesma proporção, o que poderia asfixiar microorganismos atuantes, além de matar as raízes que necessitam de oxigênio.
Além disso, uma lavoura em Marte poderia ser mais “poluente”. O solo marciano consome oxigênio mais rapidamente e demanda mais, o que resulta em um aumento de 10% nas emissões de CO2. Então, teríamos que arranjar providências para evitar um efeito estufa em Marte também. Isso tudo, claro, se é essa ideia for colocada em prática um dia.
Triângulo de Planetas
(clique na imagem para ampliar)
Começou este fim de semana(06/08/2010) um lindo alinhamento dos planetas Vénus, Marte e Saturno.
Cerca de uma hora depois do pôr-do-Sol, qualquer pessoa com uma vista desimpedida do horizonte a Oeste-Noroeste deverá ser capaz de avistar o triângulo dos três planetas, brilhando baixos a Oeste. Encontram-se restringidos a uma área relativamente pequena do céu, formando um conjunto muito distinto e que salta à vista.
Vénus, a famosa "Estrela da Tarde," é o ponto mais brilhante do céu, com Marte e Saturno aparecendo mais ténues. Pode vê-los juntos em qualquer destas noites. Embora Vénus seja brilhante o suficiente para ser observado à vista desarmada no lusco-fusco, Saturno e Marte serão provavelmente um pouco mais difíceis. De facto, embora Saturno e Marte tenham primeira magnitude, terão apenas 1/50 do brilho de Vénus.
Recomenda-se o uso de binóculos para pesquisar no céu o alinhamento planetário, particularmente se estiver pouco nublado ou ainda com muita claridade do Sol. Será mais fácil avistá-los em locais fora das grandes cidades.
Agências espaciais selecionam instrumentos para Marte
Concepção artística do satélite da ESA e Nasa ExoMars Trace Gas Orbiter, de missão conjunta
Folha.com
A agência espacial americana (Nasa) e europeia (ESA) selecionaram os instrumentos científicos para sua primeira missão conjunta para Marte.
Planejada para 2016, ela vai estudar aspectos químicos da atmosfera marciana, incluindo o metano. Descoberto em 2003, o metano pode apontar para a vida no Planeta Vermelho.
Segundo comunicado de hoje da ESA, ela se juntou com a Nasa para "um programa de exploração em Marte, uma aliança nova e sem precedentes para futuros empreendimentos no planeta".
A ExoMars Trace Gas Orbiter é a primeira de uma planejada série de missões conjuntas conduzindo ao retorno de amostras da superfície de Marte.
Cientistas por todo o mundo foram convidados para propor instrumentos para a espaçonave utilizada.
"Para explorar bem Marte, nós queremos aproveitar todos os talentos que pudermos da Terra", diz David Southwood, diretor da ESA para Ciência e Exploração Robótica.
"Mapear o metano nos permite investigar melhor sobre a mais importante das questões: Marte é um planeta vivo, e se não é, pode ou se tornará no futuro?", completa Southwood.
Câmeras
A ESA e a Nasa selecionaram cinco instrumentos científicos dos 19 propostos em janeiro de 2010, em resposta ao anúncio realizado para a primeira missão.
Eles foram julgados como possuindo os melhores valores científicos e riscos menores, e serão desenvolvidos por equipes internacionais de cientistas e engenheiros dos dois lados do Atlântico.
Entre os cinco instrumentos selecionados estão: o Mars Atmospheric Trace Molecule Occultation Spectrometer (MATMOS), um espectrômetro infravermelho para detectar baixas concentrações moleculares e o ExoMars Climate Sounder (EMCS), um radiômetro infravermelho para fornecer medidas globais de poeira e vapor d'água.
Também estão inclusos o High-resolution solar occultation and nadir spectrometer (SOIR/NOMAD), espectrômetro para mapear constituintes da atmosfera; o High-resolution Stereo Color Imager (HiSCI), câmera que cobrirá áreas de 8,5 km²; e o Mars Atmospheric Global Imaging Experiment (MAGIE), câmera grande angular multi-espectral para apoiar outros instrumentos.
Divulgadas novas imagens da 'face' de Marte
Nova imagem pouco lembra a "face" de Marte (dir.)
Portal Terra
Imagens do equipamento HiRISE, parte da sonda Mars Reconnaissance, mostram uma formação rochosa de Marte que ficou famosa após, em uma fotografia dos anos 70, parecer similar a uma face. Já foi até especulado que a "face" era um artefato de uma antiga civilização marciana e que a história estava sendo escondida pela Nasa - a agência espacial americana. Várias imagens foram feitas novamente ao longo dos anos e elas, assim como as mais recentes, mostram que a formação rochosa é apenas um monte de pedras comum. As informações são do Daily Mail.
A "face" fica na região da Cydonia e tem alguns quilômetros de largura por poucos metros de altura. A similaridade com um rosto humano era causada pela posição do sol no momento em que a imagem foi capturada pela sonda Viking 1. As sombras nas rochas dava a impressão de se ver uma olhos, nariz e boca.
A Nasa afirma que a imagem foi uma das muitas capturadas enquanto a Viking 1 procurava um local para o pouso da Viking 2. Outros registros feitos nos anos 90 e em 2001 também não mostravam a suposta face, o que desmentiria as teorias de conspiração.
Por outro lado, os que acreditavam na teoria afirmaram que o clima do planeta vermelho teria apagado as feições humanas e por isso as sondas mais recentes não conseguiram registrá-las. Ver a face humana em objetos inanimados é chamado de "pareidolia". A reportagem afirma que o astrônomo Carl Sagan afirmava que o ser humano procura faces humanas em qualquer lugar possivelmente por causa do nosso instinto de sobrevivência.
Marte pode ter vestígios de vida
Paula Rothman, de INFO Online
Em um novo estudo publicado esta semana, cientistas defendem a tese de que uma região de Marte pode ter preservado vestígios de vida no planeta.
O artigo, publicado na Earth and Planetary Science Letters, tem como principal autor Adrian J. Brown, pesquisador do Search for Extraterrestrial Intelligence Institute, mas conhecido como SETI.
Ele e seus colegas usaram instrumentos a bordo da nave Mars Reconaissance Orbiter, da Nasa, para analisar uma região marciana chamada de Nili Fossae.
Eles observaram uma atividade de carbonatos bastante peculiar, capaz de fornecer energia o suficiente para atividade biológica no passado – e capaz também de preservar indícios.
A existência de carbonatos em Marte foi confirmada em 2008 e está associada à possibilidade de vida no planeta. Os dados colhidos agora somente reforçam esta tese, uma vez que o mesmo processo “hidrotérmico” que permitiu a vida e preservou indícios na Terra pode ter acontecido também em Marte.
As rochas estudadas possuem mais de quatro bilhões de anos e a pesquisa não visa encontrar vida atualmente em Marte, mas sim descobrir se ela existiu em um passado muito remoto do planeta.
Nasa divulga o maior e mais completo mapa de Marte já feito
Imagem do atlas de Marte com zoom no Olympus Mons, o maior vulcão do Sistema Solar. Nasa
estadao.com.br
O melhor mapa já feito do planeta Marte está disponível na internet, onde pode ser consultado por cientistas profissionais, amadores ou internautas curiosos.
O mapa foi construído a parir de 21.000 fotografias obtidas pelo Sistema de Imagem por Emissão Térmica ("Themis"), uma câmera de infravermelho a bordo da sonda Mars Odissey, da Nasa. A câmera começou a fotografar Marte há oito anos.
As imagens foram suavizadas, combinadas, misturadas e controladas cartograficamente, para produzir um mosaico gigantesco. Usuários podem "deslizar" sobre as fotos, ampliá-las ou reduzi-las.
Relevo da superfície marciana, com as altitudes codificadas em cores, do azul ao vermelho. Nasa
Em zoom total, os menores detalhes da superfície têm diâmetro de 100 metros. Algumas regiões específicas de Marte já foram fotografadas em resolução maior, mas esta é a melhor disponível para o planeta como um todo.
Usuários com acesso a banda larga, computadores poderosos e software capaz de tratar imagens com gigabytes de dados podem tentar baixar o mapa em resolução plena do site http://www.mars.asu.edu/data/thm_dir_100m.
Microsoft e NASA mostram Marte em alta
de INFO Online
A Microsoft Research e a NASA lançaram ontem uma ferramenta para permitir que todos os terráqueos explorem o espaço.
Embora já existente, a página WorldWide Telescope agora permite que os usuários interajam muito mais com as imagens e mapas do sistema solar, com tours, áudios dos cientistas da NASA e uma cartografia em alta resolução do Planeta Vermelho.
O projeto é uma colaboração entre a MS e a Agência Espacial Americana pra tornar mais acessíveis os dados coletados no espaço. Para ver Marte de perto, seria necessário baixar o interface WWT|Mars no site.
Toneladas de imagens
No Centro de Pesquisa Ames, da NASA, existe uma equipe do Grupo de Robótica Inteligente (IRG) informalmente conhecida como Mapmakers – os fazedores de mapas. Eles aplicam visão de computadores e processamento de imagens a problemas da cartografia. Ao longo dos anos, eles usaram imagens de satélites de Marte, da Lua e de outros locais para transformá-las em mapas.
Muitas das imagens utilizadas vêm da câmera HiRISE, da Universidade do Arizona. Ela está a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter, um veículo remotamente controlado que explora a superfície do planeta e tira fotos em alta resolução – um quarto de metro por pixel. Cada imagem da HiRISE tem um gigapixel- 100 vezes mais informação do de uma imagem de 10 megapixels.
Para tornar essas 13 mil imagens públicas era necessário primeiro transformá-las em um único mapa coerente, correlacionando as fotos da HiRISE (que representam 1% de Marte) com outros dados colhidos sobre o planeta. O primeiro passo foi processar este incrível volume de informações, o que foi feito graças à Nebula, a nuvem de computadores de alta performance da NASA. Localizada no Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia, ela levou 14 dias para processar o mosaico da HiRISE em 114 CPUs.
Unindo esforços, o departamento Earth, Energy and Environment, da MS Research, pegou os mapas criados e os combinou com modelos de elevação da superfície de Marte, colocando-os sobre o planeta. O resultado é que os usuários do WorldWide Telescope agora pode dar um zoom e ver em detalhes a superfície do planeta.
Sonda Rosetta encontra-se sábado com o asteroide Lutetia
A sonda europeia Rosetta prepara-se para encontrar, no sábado(10/07/2010), o asteroide Lutetia, que está entre as órbitas de Marte e Júpiter.
O voo pode render informações esclarecedoras sobre a formação dos planetas do Sistema Solar.
Rosetta, lançada em 2004 para se encontrar com um cometa em 2014, já havia feito em 2008 a primeira incursão no principal Cinturão de Asteroides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.
No sábado, por volta das 12h45 no horário de Brasília, a sonda vai se aproximar do Lutetia e tirar fotos dele por duas horas; o asteroide é um corpo maciço de mais de 100 quilômetros de diâmetro, precisou Gerhard Schwehm, diretor da missão da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês).
"É uma grande chance poder observar o corpo primitivo que constitui o asteroide", comemora, já que se trata de uma testemunha do passado do Sistema Solar.
Rosetta ficará a cerca de 3.200 km da superfície do Lutetia para tê-lo integralmente em seu campo de visão. Em 2008, a sonda conseguiu ficar a 800 km de um asteroide menor, o Steins, de 6 km de comprimento.
Lutetia está a 450 milhões de quilômetros da Terra, e será necessário mais de meia hora para que os primeiros sinais da sonda cheguem ao Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC, em inglês), em Darmstadt, na Alemanha.
Os cientistas vão apresentar as primeiras imagens por volta das 18h de sábado, hora de Brasília. Com velocidade relativa de 54.000 km/h, a missão Rosetta de tirar fotos do asteroide "é como enviar um veículo teleguiado a 100 km/h por uma estrada para fotografar um objeto a seis metros de distância, fixando com um mês de antecedência a hora exata", explica o Centro Aeroespacial Alemão (DLR, em alemão), responsável pelo módulo Philae, que conta com diferentes instrumentos.
O módulo Philae deve tocar em 2014 o núcleo do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, destino final de Rosetta depois de uma travessia de 7 bilhões de quilômetros que obrigou a sonda a usar a gravidade da Terra e de Marte para ganhar impulso e prosseguir sua viagem cósmica.
As imagens, as medidas do campo magnético e os efeitos gravitacionais do Lutetia devem permitir aos cientistas conhecerem a massa, o tamanho e a composição deste grande asteroide.
Deverá ser classificado entre os asteroides ricos em componentes primitivos à base de carbono ou serão encontrados metais em sua superfície?
"Se Lutetia for um asteroide metálico, é como ganhar na loteria", explicou Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta. "Os asteroides do tipo-M são muito raros, nada se sabe deles", destacou Francis Rocard, do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), da França, em alusão aos que têm metais na superfície.
Até agora os asteroides metálicos são considerados fragmentos do núcleo metálico de asteroides mais maciços que se quebraram. Se o Lutetia for de metal ou contiver uma grande quantidade de metais, será necessário rever a classificação dos asteroides", avisa Schulz.
A massa acumulada de asteroides em órbita entre Marte e Júpiter equivale à de um pequeno planeta, explica Francis Rocard. Seria o resultado de um processo inacabado de formação de um planeta há 4,5 bilhões de anos.
Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris, tendo sido batizado com o nome latino da capital francesa.
Voluntários de viagem a Marte fecham 1º de 17 meses isolados
Astronauta caminha em túnel que liga módulos do experimento. Grupo com seis astronautas ficará isolado por 520 dias em simulação de viagem a Marte
do Terra
Os seis voluntários do simulacro de voo a Marte, que durará 520 dias, sentem saudades de casa um mês depois que o projeto começou, mas não têm intenção alguma de abandoná-lo, afirmou nesta segunda-feira o Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.
"Passou o primeiro mês de voo (completado no último sábado). Os membros da tripulação se sentem bem, mantêm sua forma física, continuam acondicionados em seus camarotes e fazem experimentos científicos", disse um porta-voz do IPBM, em cujas instalações se realiza a simulação.
Os participantes do projeto Marte-500 se comunicam com o mundo exterior via e-mail, especialmente com seus familiares. Segundo o porta-voz do instituto, os "marsonautas" estão muito bem e passam o tempo livre juntos.
"Naturalmente, como todo o mundo, sentem saudades de sua família e amigos, mas desde o princípio sabiam do que se tratava e estão preparados para o experimento", disse a fonte à agência Interfax. Este mês os seis voluntários têm mais motivos para passar tempo juntos, já que três deles fazem aniversário.
No dia 12 de julho o francês Romain Charles completa 32 anos, dois dias depois é a vez do russo Sujrob Kamólov fazer 38 e no dia 25 o chinês Wang Yue comemora seu 28º aniversário. Os outros três integrantes da tripulação são os russos Alexei Sítev e Aleksandr Smolenski e o ítalo-colombiano Diego Urbina.
O experimento, que começou no dia 3 de junho, servirá para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo interplanetário. Seus participantes compartilharão durante pouco menos de um ano e cinco meses aproximadamente os 550 m³ que somam os quatro módulos cilíndricos que formam o simulador.
Eles permanecerão isolados do mundo exatamente o tempo que leva o voo de ida e volta a Marte, 490 dias, mais outros 30 de estadia simulada no planeta vizinho. Na fase "marciana" do experimento se empregará um simulador da superfície do planeta vermelho, de 1,2 mil m³, do qual os participantes sairão com seus escafandros.
A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram este ambicioso projeto em 2004, ao qual a China se uniu posteriormente e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e a Espanha.
Em novembro de 2007 foi realizado o primeiro experimento preparatório no qual seis voluntários russos permaneceram isolados do exterior durante duas semanas, enquanto em julho do ano passado aconteceu um simulacro de voo ao planeta vermelho de 105 dias.
Segundo as normas do experimento, qualquer participante que desejar poderá abandonar seu isolamento voluntário sem a necessidade de explicar os motivos. Se isto ocorrer, o "marsonauta" será considerado falecido durante o voo.
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