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NGC 1073


O telescópio espacial Hubble fotografou a NGC 1073, que está localizada na constelação da Baleia, a 55 milhões de ano-luz, e é conhecida por ser parecida com a Via Láctea. 

A ESA e Nasa divulgaram a imagem dia 3/2/2012.As duas agências espaciais - da Europa e dos Estados Unidos- estudam a NGC 1073 para entender o sistema cósmico onde vivemos. 

A NGC é uma galáxia espiral barrada. Essa classificação se deve a várias "linhas" (barras) de estrelas que se encontram na região central. Segundo os pesquisadores, essas barras provavelmente são criadas pela força gravitacional local, que faz com que gases sejam atraídos para dentro e sirvam de material para a formação de novas estrelas.

O Anel de Einstein - Einstein Ring


O que é grande e azul, que pode envolver toda uma galáxia? 

Uma miragem de lente gravitacional. Na foto, a gravidade de uma galáxia vermelha luminosa (LRG) distorceu gravitacionalmente a luz de uma galáxia azul, muito mais distante. 

Mais comumente, esse empenamento da luz resulta em duas imagens distinguíveis da galáxia distante, mas aqui o alinhamento das lentes é tão preciso que a galáxia de fundo é distorcida, ganhando o formato de uma ferradura - um anel quase inteiro. 

Como esse efeito de lente foi previsto com alguns detalhes por Albert Einstein há mais de 70 anos, anéis como esse recebem o nome de Anéis de Einstein. 

Embora a LRG 3-757 tenha sido descoberta em 2007 através de dados da Sloan Digital Sky Survey (SDSS), a imagem aqui mostrada é uma observação subsequente feita com a Câmera de Campo Amplo 3 do Telescópio Espacial Hubble Space. 

Lentes gravitacionais potentes como LRG 3-757 são mais do que meras curiosidades - suas propriedades múltiplas permitem aos astrônomos determinar a massa e a o conteúdo de matéria escura das galáxias lentes de fundo. 

The Butterfly Nebula from Hubble


NGC 6302 (também chamada de Nebulosa Borboleta), é uma nebulosa planetária bipolar na constelação do Escorpião. A estrutura da nebulosa é um dos mais complexos já observados em Nebulosas planetárias. 

O espectro de NGC 6302 mostra que sua estrela central é uma das mais quentes objetos da galáxia, com uma temperatura de superfície superior a 200 mil Kelvins, o que implica que a estrela do qual se formou deve ter sido muito grande.

A estrela central, uma anã branca, só foi descoberta recentemente (Szyszka et al. 2009), usando a câmera WFC3 atualizado a bordo do Telescópio Espacial Hubble. 

A estrela tem uma massa atual de cerca de 0,64 massas solares. É cercada por um disco particularmente denso composto por gás e poeira.

NASA divulga galáxias com buracos negros


A NASA, agência espacial americana, divulgou uma nova foto da Arp 147, par de galáxias localizadas a 430 milhões anos-luz da Terra. As imagens foram obtidas pelo telescópio Hubble.

A Arp 147 é o resultado remanescente do choque entre uma galáxia espiral, à direita da imagem, e uma galáxia elíptica, localizada à esquerda.

Essa colisão produziu uma onda de expansão, que aparece na forma de um anel azul e que contém uma série de novas estrelas dentro dele.

De acordo com a NASA, conforme evoluem em alguns poucos milhões de anos, essas estrelas explodem, gerando supernovas e deixando para trás buracos negros e estrelas de nêutrons. As estrelas de nêutrons são o último estágio no ciclo de vida desses astros.

Os buracos negros e as estrelas de nêutrons também podem se tornar fontes emissoras de Raios-X. 

A imagem também permite visualizar uma outra estrela em primeiro plano, localizada no canto inferior esquerdo da foto, e um quasar rosa localizado no alto da imagem, à esquerda.

http://info.abril.com.br

NGC 4452


estadao.com

O Telescópio Espacial Hubble fotografou a galáxia  NGC 4452, que parece estar coma  borda voltada diretamente voltada para a Terra. O resultado é uma imagem de bilhões de estrelas vistas em um ângulo incomum.

O núcleo brilhante pode ser visto ao centro, junto com um disco muito fino, que parece uma linha reta do ponto de vista da imagem. Um halo de estrelas na periferia da galáxia parece fazer a linha brilhar.

NGC 4452 foi observada pela primeira vez por William Herschel em 1784, na Inglaterra. Ele descreveu o objeto como uma nebulosa brilhante, pequena e alongada.

Essa galáxia é parte do Aglomerado de Virgem, que tem esse nome porque muitas das galáxias que o integram aparecem na constelação de Virgem. Esse aglomerado está a cerca de 60 milhões de anos-luz e contém cerca de 2.000 galáxias.

Acredita-se que o Grupo Local, quer inclui a Via-Láctea, esteja na periferia do Aglomerado de Virgem, e que será atraído para seu interior, pela ação da gravidade.

NGC 2467


Nuvens cósmicas

O telescópio Hubble capturou esta imagem com uma definição impressionante da região conhecida como "berço de estrelas" NGC 2467.

Nuvens de poeira interestelar de formatos irregulares são recortadas contra um fundo colorido de gás brilhante.

Os astrônomos acreditam que a maioria da radiação responsável pela "iluminação" dessas nuvens, que estão ao fundo das inúmeras estrelas azuis, vem da estrela gigante que está no centro da imagem.

Berçário de estrelas

A região de formação de estrelas NGC 2467 é uma enorme nuvem de gás - principalmente hidrogênio - que serve como uma incubadora de novas estrelas.

Algumas destas estrelas jovens emergiram de nuvens densas existentes anteriormente, no meio das quais elas nasceram . Muitas outras ainda devem estar ocultas nas nuvens interestelares vistas ao fundo.

As estrelas jovens e quentes estão emitindo a forte radiação ultravioleta que está fazendo toda a cena brilhar. Embora seja responsável por esculpir o belíssimo cenário, essa radiação aos poucos vai corroendo as nuvens de gás.

Composição química das galáxias

Uma das regiões mais conhecidas de formação de estrelas é a Nebulosa de Órion, que pode ser vista a olho nu. A NGC 2467 é uma região similar, mas muito mais distante.

A NGC 2467 foi descoberta no século XIX e está situada na constelação Popa (Puppis), que representa a popa do lendário navio Argo de Jasão, da mitologia grega. A região está a cerca de 13.000 anos-luz da Terra.

Esses berçários estelares podem ser vistos a distâncias consideráveis do Universo, e seu estudo é importante para determinar a composição química de outras galáxias.

Algumas galáxias contêm grandes regiões de formação estelar, que podem conter dezenas de milhares de estrelas. Outro exemplo dramático é a constelação de Dourado, na Grande Nuvem de Magalhães onde, recentemente, o Hubble fotografou uma estrela em disparada a 400 mil km/h.

Hubble fotografa Nebulosa Ampulheta


Paula Rothman, de INFO Online

Esta bela imagem mostra a fase final da vida de uma estrela parecida com o Sol.

Seu combustível interno chegou ao fim e, conforme suas camadas exteriores são ejetadas, seu centro gradativamente resfria e ela se torna uma anã-branca.

Estrelas de pouca massa, como o Sol, normalmente sobrevivem cerca de 10 bilhões de anos antes de seu hidrogênio acabar. Durante as próximas dezenas ou centenas de milhares de anos, as estrelas lentamente liberal cerca de metade de sua massa em ventos esféricos em expansão.

Depois, em um processo ainda pouco conhecido que dura entre 100 e mil anos, as estrelas se transformam em nuvens geometricamente elaboradas, chamadas nebulosas planetárias.

Em 1995, astrônomos usaram o telescópio Espacial Hubble para fazer uma serie de imagens da Ampulheta. Aqui, delicados anéis de gás coloridos ajudam a entender seu formato: o nitrogênio está em vermelho, o hidrogênio em verde e oxigênio em azul.

Esses detalhes flagrados pelo Hubble podem ajudar a revelar o processo de ejeção de matéria e a explicar a simetria dessas nebulosas.

Objecto de Hoag - Uma Estranha Galáxia Anular

(clique na imagem para ver versão maior)  
 
Será uma ou duas galáxias? A questão surgiu em 1950 quando o astrónomo Art Hoag encontrou por acaso este invulgar objecto extragaláctico. Do lado de fora está um anel dominado por estrelas azuis e brilhantes, enquanto perto do centro situa-se uma bola de estrelas muito mais amareladas e provavelmente muito mais velhas. Entre os dois está uma lacuna que parece completamente escura. 

Como o Objecto de Hoag se formou permanece desconhecido, embora objectos semelhantes já tenham sido identificados e colectivamente denominados como uma forma de galáxia anular. A hipótese de génese incluíu uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e o transporte gravitacional de uma barra central que desde aí desapareceu. 

A foto foi obtida com o Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001 e revela detalhes sem precedentes do Objecto de Hoag, com 100.000 anos-luz de diâmetro e situado a cerca de 600 milhões de anos-luz de distância na direcção da constelação da Serpente. Coincidentemente, visível no intervalo (na posição cerca da 1 hora) está outra galáxia anular provavelmente ainda mais distante.

Fonte: http://www.ccvalg.pt

Astrônomos usam Hubble para estudar energia escura

A lente gravitacional de Abell 1689, com a matéria escura 
destacada em roxo. HST/Nasa-ESA

estadão.com.br

Pela primeira vez, cientistas utilizando o Telescópio Espacial Hubble conseguiram tirar vantagem de uma lente de aumento espacial - um enorme aglomerado de galáxias cuja gravidade concentra a luz emitida por corpos mais afastados - para obter informações sobre a natureza da misteriosa energia escura que está acelerando a expansão do Universo.

Os cálculos feitos a partir dos dados do Hubble, juntamente informações obtidas por outros meios, aumentou de forma significativa a precisão das medições da energia escura, diz nota divulgada pelos responsáveis pelo telescópio espacial.

"Temos de enfrentar o problema da energia escura por todos os lados", disse, na mesma nota, Eric Jullo, astrônomo do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Ele é o principal autor do artigo sobre a nova abordagem, publicado na edição desta semana da revista Science.

Cientistas não sabem o que a energia escura é, mas sabem que ela é o principal componente do Universo - cerca de 72%. A matéria escura, perfaz 24% e também é misteriosa, mas mais fácil de estudar, porque influencia gravitacionalmente a matéria comum, que responde por apenas 4%.

No novo estudo, a equipe de cientistas usou imagens do Hubble para analisar um grande aglomerado de galáxias, Abell 1689. A gravidade do aglomerado faz com que galáxias localizadas no pano de fundo apareçam em imagens múltiplas e distorcidas.

Usando essas imagens distorcidas, cientistas foram capazes de determinar como a luz das galáxias do pano de fundo foi distorcida pelo aglomerado - uma características que depende das propriedades da energia escura. O método também depende de medições, feitas aqui na Terra, da distância que nos separa dessas galáxias e da velocidade com que elas se afastam de nós.

IRAS 05437+2502 - Uma Nuvem Estelar Enigmática

(clique na imagem para ver versão maior)  
   
O que está a iluminar a nebulosa IRAS 05437+2502? Ninguém tem a certeza. Particularmente enigmático é o brilhante "V" de cabeça para baixo que define a fronteira superior desta montanha flutuante de poeira interestelar, visível no centro da imagem. 

No geral, esta nebulosa fantasmagórica envolve uma pequena região de formação estelar preenchida com poeira escura, descoberta em imagens obtidas pelo satélite IRAS no infravermelho em 1983. A imagem acima foi recentemente capturada pelo Telescópio Hubble que, embora mostre muitos novos detalhes, ainda não descobriu a causa do brilhante arco. 

Uma hipótese afirma que o arco brilhante foi criado por uma estrela massiva que de algum modo obteve uma alta velocidade e que agora deixou a nebulosa. A tênue e pequena nebulosa IRAS 05437+2502 cobre apenas 1/8 do diâmetro da Lua cheia e encontra-se na direcção da constelação de Touro.

Juntos, telescópios espaciais produzem imagem de colisão de galáxias

Colisão das galáxias Antena, em imagem de três observatórios orbitais. Nasa

Imagens geradas pelos grandes observatórios da Nasa foram combinadas para criar um painel da colisão de duas galáxias. As galáxias da Antena, localizadas a 62 milhões de anos-luz, estão envolvidas em uma colisão que teve início há mais de 100 milhões de anos e continua em andamento. O choque desencadeia a formação de milhões de estrelas, e as maiores dentre elas já explodiram como supernovas.

As contribuições dos observatórios aparecem em azul (Chandra, que fotografa raios X), Hubble (luz visível, em marrom e dourado) e Spitzer (infravermelho, em vermelho). As galáxias da Antena devem o nome aos grandes" braços", semelhantes a antenas, que aparecem em imagens de ângulo aberto do sistema.

A imagem em raios X do Chandra mostra enormes nuvens de gás interestelar aquecido, injetadas com ricos depósitos de elementos gerados em explosões de supernovas. Esse gás enriquecido, que contém elementos como oxigênio, magnésio, ferro e silício será incorporado numa nova geração de estrelas e planetas. os pontos brilhantes são produzidos por material que se precipita no interior de buracos negros e estrelas de nêutron.

A imagem em infravermelho do Spitzer capta as nuvens de poeira que foram aquecidas por estrelas recém-nascidas, com as nuvens mais brilhantes localizadas na zona de impacto entre as duas galáxias.

Já os dados do Hubble revelam estrelas mais velhas e regiões de formação de estrelas em branco e dourado, onde filamentos de poeira aparecem em marrom. Muitos dos objetos mais apagados são na verdade aglomerados contendo milhares de estrelas.

Descoberta pulsação na aurora ultravioleta de Saturno

Imagem de Saturno em ultravioleta, com o brilho das auroras no norte e sul. HST/Nasa-ESA

Uma equipe internacional de cientistas, encabeçada pelo britânico  Jonathan Nichols, da Universidade de Leicester, descobriu que a aurora de saturno, um tênue brilho em radiação ultravioleta que ilumina a atmosfera superior do planeta junto aos polos, pulsa num ritmo aproximado de uma vez ao dia.

A duração do dia de Saturno tem sido objeto de muita discussão, desde que se descobriu que o "relógio" tradicional usado para medir a rotação do planeta, um gigante gasoso sem uma superfície sólida para servir de referência, aparentemente não é muito preciso.

Saturno, como todos os planetas magnetizados, emite ondas de rádio a partir de suas regiões polares. Essas emissões pulsam com um período próximo a 11 horas, e o intervalo dos pulsos foi presumido, durante a época das sondas Voyager, representante da rotação do planeta. No entanto, ao longo dos anos, o período da pulsação da emissão de rádio tem variado. Como a rotação de um planeta não muda facilmente, a caçada pela fonte da variação do rádio se tornou um problema significativo para ao estudo do planeta.

Agora, artigo publicado no periódico Geophysical Research Letters, a equipe de Nichols se vale de imagens do Telescópio Espacial Hubble para mostrar que não os as emissões de rádio pulsam, mas as auroras também, e de forma sincronizada.

Segundo Nichols, o resultado é importante por fornecer um elo entre as auroras e as emissões de rádio, além de fornecer mais um dado para um possível diagnóstico da irregularidade das pulsações.

Astrônomos encontram 'maior estrela do universo'

Imagem divulgada por observatório europeu mostra três estrelas com massa maior que a do Sol. A que tem mais massa, conhecida como RMC136a1 e localizada no centro da imagem, tem hoje o equivalente a 265 vezes a massa do Sol, mas cientistas calculam que na época de seu nascimento esse número pode ter chegado a 320 vezes. Ela também tem grande luminosidade, cerca de dez milhões de vezes maior que a do Sol

estadao.com.br

Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

Usando o Telescópio Extremamente Grande(VLT), no Chile, da Organização Europeia para a Investigação Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) - que reúne 14 países - e informações de arquivo capturadas pelo telescópio espacial Hubble, da agência americana (Nasa), a equipe liderada pelo astrofísico Paul Crowther, da Universidade de Sheffield, calculou que a massa da estrela gigante teria sido 320 vezes maior que a do sol no momento de sua formação, ou seja, pelo menos o dobro da massa da maior estrela já encontrada.

A estrela, batizada de RMC 136a1, faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a. Os astrônomos também encontraram outras estrelas imensas no agrupamento NGC 3603.

Ambos agrupamentos estelares foram apelidados de "fábricas de estrelas", já que novos astros se formam constantemente a partir da extensa nuvem de gás e poeira das nebulosas.

O NGC 3603 fica a 22 mil anos-luz do sol, na Nebulosa da Tarântula, e o RMC 136a fica em uma galáxia vizinha à nossa, a 165 mil anos-luz de distância, a Grande Nuvem de Magalhães.

Segundo o artigo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a expectativa é de que estrelas colossais como as encontradas existam apenas durante alguns milhões anos, antes de explodirem.

A existência de estrelas como essas, afirmam astrônomos, era mais comum no início do universo.

Planetas

Ainda segundo os cientistas, é pouco provável que alguma dessas estrelas venha a ter planetas orbitando a seu redor, já que demoram mais tempo para serem formados que a "curta" vida das estrelas.

Muitas das estrelas observadas têm temperatura superior a 40 mil graus centígrados - mais de sete vezes superior à temperatura do sol - além de serem dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes que o astro.

"Ao contrário dos humanos, essas estrelas nascem pesadas e vão perdendo peso ao envelhecer", disse Crowther.

"Com um pouco mais de um milhão de anos, a estrela mais extrema, a RMC 136a1 já está na 'meia idade' e passou por um programa intenso de 'emagrecimento', perdendo mais de um quinto de sua massa inicial neste período, ou mais de 50 massas solares."

Se a RMC 136a1 substituísse o sol em nosso Sistema Solar, "a sua grande massa reduziria a duração de um ano na Terra para apenas três semanas e banharia o planeta em uma radiação ultravioleta incrivelmente intensa, tornando a vida impossível em sua superfíce", afirma Raphael Hirschi, da Universidade de Keele, integrante da equipe.

Estrelas como essas são extremamente raras e se formam apenas nos agrupamentos estelares mais densos.

Se houvesse algum planeta dentro do agrupamento RMC 136, o céu nunca escureceria, já que a densidade de estrelas na região é 100 mil vezes maior do que em torno do sol e muitas delas são extremamente brilhantes.

A descoberta ainda confirmou a hipótese anterior dos astrônomos, de que há um tamanho máximo para estrelas, e a RMC 136a1 levou os cientistas a estenderem este limite.

NASA encontra planeta-cometa

Ilustração mostra o planeta com sua cauda orbitando uma estrela a 153 anos-luz

Paula Rothman, de INFO Online

Usando o telescópio Espacial Hubble, astrônomos confirmaram a existência de um objeto que poderia ser chamado de “planeta cometa”.

O gigante gasoso, batizado oficialmente de HD 209458b, está orbitando tão próximo de uma estrela que sua atmosfera superaquecida escapa para o espaço.

O instrumento Cosmic Origins Spectrograph (COS) (Espectrógrafo de Origem Cósmica) do Hubble sugere que os poderosos ventos estelares estão soprando o material do planeta e moldando seu formato como o de um cometa.

Desde 2003, os cientistas teorizam que esta massa perdida estaria formando uma cauda, e eles até chegaram a calcular sua aparência, porém foi somente com os dados do COS que a NASA conseguiu realmente medir o que acontecia no HD 209458b.

Localizado a 153 anos-luz da Terra, este planeta pesa pouco menos do que Júpiter e orbita sua estrela 100 vezes mais perto do este do Sol. O HD 209458b dá a volta completa em sua estrela em apenas 3,5 dias. Para efeito de comparação, Mercúrio, o planeta mais rápido do nosso sistema solar, dá a volta no Sol a cada 88 dias.

O COS também detectou carbono e silício saindo da atmosfera aquecida a mais de 1093º C. Os gases saindo do planeta viajam a mais de 35 mil quilômetros por hora.

Apesar dos números, acredita-se que ainda levará um trilhão de anos para que o planeta desapareça, evaporando devindo ao calor da estrela.

ESA e Nasa - Hubble registra 'caldeirão de infusão cósmica'

do Terra

As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram nesta terça-feira uma imagem registrada pelo telescópio espacial Hubble de o que chamam de "caldeirão de infusão cósmica". A NGC 2467 na verdade é uma grande nuvem de gás e poeira na qual se formam diversas estrelas (os pontos azuis da imagem).

As estranhas formas da nuvem são destacadas pelo gás brilhante. A NGC 2467 é formada basicamente de hidrogênio e funciona como uma "incubadora estelar". Muitas das estrelas azuis jovens registradas emergiram dessa "infusão", mas tantas outras devem estar escondidas dentro da nuvem.

Segundo os pesquisadores, estudos indicam que a maior parte da radiação dessa nuvem vem de um única e brilhante estrela massiva (a maior na imagem). A sua poderosa radiação fez com que "limpasse" as regiões em seu entorno, afastando as estrelas em formação.

As agências afirmam que o estudo dessas regiões de formação de estrelas é importante para determinar a distância e a composição química de outras galáxias.

HCG 87


HCG 87 é um grupo compacto de galáxias, está listado no catálogo de Grupos Compactos de Hickson. Este grupo está a aproximadamente 400 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Capricornus.

As galáxias do HCG 87 estão gravitacionalmente lutando umas com as outras durante o período de 100 milhões de anos que gastam para orbitar um centro comum. Essa luta gravitacional gera colisões no gás que causam então explosões brilhantes de formação de estrelas e alimentam assim matéria para os núcleos ativos de galáxias. 

O HCG 87 é composto de uma grande galáxia espiral observada no canto inferior esquerdo, uma galáxia elíptica visível no canto inferior direito e uma galáxia espiral visível no topo da imagem. A pequena galáxia espiral observada próximo ao centro pode estar mais distante que as demais. 

Algumas estrelas da Via Láctea são também observadas no plano de fundo. A imagem aqui reproduzida foi obtida em Julho de 1999 pelo Telescópio Espacial Hubble usando a Wide Field Planetary Camera 2. O estudo de grupos de galáxias como o HCG 87 permite aos astrônomos terem idéias de como as galáxias se formam e como elas se desenvolvem com o passar do tempo.

Hubble fotografa aglomerado de estrelas gigantes a 20.000 anos-luz

estadao.com.br
O aglomerado de estrelas NGC 3603, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble, contém algumas das estrelas de maior massa conhecidas. Essas estrelas gigantescas têm vidas curtas e intensas, consumindo todo o hidrogênio que contêm rapidamente e explodindo como supernovas.

A maioria das estrelas no aglomerado nasceu mais ou menos ao mesmo tempo, mas têm diferentes cores, massas e tamanhos. O curso da vida de uma estrela é determinado por sua massa. Um aglomerado contendo estrelas de massas diversas e idades semelhantes dá aos astrônomos a oportunidade de estudar diversos estágios da vida estelar ao mesmo tempo.

O ambiente ao redor do aglomerado, uma nebulosa localizada a 20.000 anos-luz na constelação de Carina, não é tão pacífico quanto parece. Ventos estelares e radiação ultravioleta sopraram o gás para longe, abrindo uma linha de visão desobstruída para o aglomerado ao centro.

Divulgada nesta semana, a imagem do Hubble foi produzida em 2009 e registra tanto luz visível quanto infravermelha, que permite rastrear o brilho de enxofre, ferro e hidrogênio.

Poderosa chuva de meteoros pode atingir a Terra em 2011

A Nasa - agência espacial americana - começou a avaliar os riscos para satélites e naves espaciais em órbita da Terra, como a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), devido a uma poderosa chuva de meteoros que deve atingir o planeta em 8 de outubro de 2011. O fenômeno ocorre no outono do hemisfério norte, vai durar sete horas e deverá ser especialmente violento.

A Nasa pode, inclusive, redirecionar a ISS. William Cooke, do Marshall Space Flight Center (Huntsville, Alabama), ligado à agência espacial, disse que os especialistas preveem uma grande chuva e esperam um pico de várias centenas de meteoros por hora.

Duas outras chuvas fortes ocorreram em 1985 e 1998, mas não causaram problemas nos satélites e naves em órbita. Desta vez, a probabilidade de problemas também não é alta. No entanto, Cooke diz que a prevenção é importante e que a próxima tempestade não deve ser ignorada.

Segundo Cooke, a ISS tem um escudo contra as rochas do espaço e, se necessário, pode ser redirecionada. O mesmo se aplica ao telescópio Hubble. O cientista incentiva programadores a determinar se é necessário preparar estratégias de defesa. "Se um meteoro esporádico atinge você, é má sorte. Se isso ocorre durante uma chuva de meteoros, é negligência", diz o cientista.

Hubble flagra bolhas em berçário de estrelas

de INFO Online

Ao apontar suas lentes para a Grande Nuvem Magelânica, o Hubble registrou um dos maiores berçários de estrela do Universo Próximo.

O telescópio espacial das NASA e ESA (Agência Espacial Européia) enviou uma das maiores imagens já feitas de uma região formadora de estrelas – região esta conhecida como N11.

A Grande Nuvem Magelânica, ou Grande Nuvem de Magalhães, foi descoberta pelo explorador português Fernando de Magalhães, em 1519. Ela contém inúmeras bolhas brilhantes de gás, sendo que uma das maiores e mais chamativas é a LHA 120-N 11, ou simplesmente N11.

Essa nebulosa é uma das mais ativas regiões formadoras de estrelas de que se tem conhecimento, e está a mil anos-luz da Terra. A região também é chamada de Nebulosa Feijão, por sua forma peculiar. Aliás, é a presença de um processo de formação de estrelas tão intenso que dá a ela algumas de suas características.

Três gerações sucessivas de estrelas, cada uma se formando cada vez mais longe do centro da nebulosa do que sua antecessora, criaram diversas camadas de gás e poeira. Essas camadas são sopradas pelas novas estrelas recém-nascidas, criando as formas de anéis tão marcantes na imagem.

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