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Foto mostra primórdios do universo


de INFO Online

O telescópio Planck, da Agência Espacial Européia, fez sua primeira imagem completa do céu.

O projeto, que realiza como um scanner do universo, deve ajudar a entender como as estrelas e galáxias de formaram após o Big-bang.

Na imagem, vemos o disco principal da nossa galáxia, a Via Láctea, correndo através do centro. Ao seu lado, acima e abaixo, estão os discos de poeira fria, regiões nas quais novas estrelas se formam.

O pontilhado na parte superior e inferior, no entanto, é uma das partes mais intrigantes. Eles mostram as chamadas Microondas Cósmicas de Radiação de Fundo (cosmic microwave background radiation - CMBR). Esta é a luz mais antiga do Universo, os vestígios da grande explosão que deu origem a tudo a cerca de 13,7 bilhões de anos.

Elas mostram como o universo era perto de sua criação, antes de existirem estrelas ou galáxias. Esse padrão de microondas funcionou como um molde nos quais os clusters e super clusters de galáxias foram e são construídos. Isso porque as diferentes cores indicam pequenas variações na temperatura e densidade da matéria no céu e, de alguma forma, essas pequenas irregularidades evoluíram para regiões mais densas que se tornaram as galáxias de hoje.

Apesar de abranger todo o céu, o scanner do Planck tem a maior parte de seus dados encobertos pelas emissões da Via Láctea. O forte brilho será digitalmente removido para revelar a imagem mais precisa já feita dessas microondas de fundo.

Antes do final da missão, em 2012, o Plack terá realizado quatro scanners completos do céu. Veja abaixo como o telescópio trabalha:

 

 

 

1 Minuto de Astronomia

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Anéis de Saturno

Experimento recria som pós Big Bang

Vista das colisões de íons de ouro no colisor

de INFO Online

Cientistas recriam o som do material mais quente do universo, imitando condições que só existiram há mais de 13 bilhões de anos com o Big Bang.

O feito foi alcançado no Relativistic Heavy Ion Collider, um colisor de partículas em Nova York, Estados Unidos.

Ao acelerar e colidir íons de ouro, os pesquisadores liderados por Agnes Mocsy, professora do Pratt Institute, atingiram temperaturas de quase quatro trilhões de graus Celsius (250 mil vezes mais quente que o centro do Sol).

Este é o recorde de calor já alcançado em um equipamento, e a temperatura mais alta de que se tem notícia no universo. De quebra, os pesquisadores ainda recriaram o som que alguém parado no meio do evento ouviria.

Os Little Bangs em Nova York

No RHIC, físicos criam matéria tão quente e densa quanto estava o universo um milionésimo de segundo após o Big Bang. Por esse motivo, as colisões realizadas por lá são chamadas de “little bangs”.

Quando íons de ouro viajando quase à velocidade da luz se chocam, os átomos (prótons e nêutrons) se quebram em partes menores chamadas quarks e gluons. Coma liberação de uma grande quantidade de energia (uma parcela significativa dos 40 trilhões de elétron-volts dos feixes usados na colisão), se forma um plasma de quark-gluon que se comporta como líquido.

Essa grande bola quente criada nos “little bangs” rapidamente se expande e esfria. Quando fria o bastante, os quarks e gluons formam partículas chamadas hádrons; eventualmente, o sistema se expande tanto que os hádrons param de interagir.

Para determinar o som desse evento, os cientistas partiram do pressuposto que, se um plasma de quark-gluons com características de líquido é criado nessas condições, então as ondas acústicas deveriam se propagar por essa matéria. Eles buscaram evidências de fenômenos acústicos e usaram dados para determinar o som dos “little bangs”.

Ao decifrar como as ondas sonoras reagiriam entre as milhões de colisões, e multiplicando bilhões de vezes o ruído para torná-lo audível, os cientistas criaram um som idêntico ao que um observador dentro desse plasma ouviria enquanto o sistema expande e esfria.

O objetivo de pesquisas como essa, que recria condições seguintes ao Big Bang em menor escala, é analisar como a matéria esfriou de seu estado inicial para o universo de prótons e nêutrons que existe hoje.

'Máquina do Big Bang' pode revelar partícula misteriosa

ROBERT EVANS - REUTERS

GENEBRA - Cientistas que operam o acelerador de partículas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) podem resolver o mistério sobre o que dá massa à matéria, durante uma atividade de quase dois anos ininterruptos que irá até o fim de 2011, disse um porta-voz nesta quarta-feira.

James Gillies informou à Reuters que a partícula chamada bóson de Higgs pode aparecer durante a experiência na chamada "máquina do Big Bang", maior e mais caro equipamento científico do mundo, que será religado neste mês.

"Se ele estiver lá, teremos uma chance razoável de vê-lo", disse Gillies, referindo-se à partícula subatômica que o físico escocês Peter Higgs previu há três décadas que poderia explicar como a matéria se juntou para criar o universo e tudo que o compõe.

Gillies disse que a operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pertence à Cern e está instalada sob a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, irá produzir uma enorme quantidade de informações.

Se o bóson de Higgs não aparecer, não quer dizer que ele não exista. Após a primeira fase de operação estendida e um ano de paralisação para preparativos, o LHC voltará a ser ligado novamente com sua energia máxima.

"Pode ser que precisemos dessa intensidade para capturá-lo", acrescentou Gillies.

O LHC foi ligado inicialmente em setembro de 2008, mas teve de parar por causa de uma violenta explosão dentro do túnel circular subterrâneo de 27 quilômetros. O foco do equipamento é a colisão de partículas que se deslocam em sentidos contrários com grande energia.

Bilhões de colisões, cada uma criando as condições que existiam numa fração de segundo depois do "Big Bang", quando o universo começou, há 13,7 bilhões de anos, irão produzir dados que cerca de 10 mil cientistas na Cern e em todo o mundo irão registrar e analisar.

A matéria emitida pela explosão primordial do universo acabou dando origem aos planetas, às estrelas e à vida na Terra -- mas a teoria de Higgs diz que isso só seria possível se algo como o bóson reunisse a matéria, dando-lhe massa.

O LHC funcionou por cerca de dois meses no fim do ano passado, realizando colisões de feixes de partículas com uma energia de até 2,36 tera-elétron volts (TeV), a maior já alcançada.

A próxima atividade prolongada, sem uma pausa no inverno, foi decidida em uma reunião de físicos, engenheiros e administradores do Cern em Chamonix, na França, na semana passada. Gillies disse que a energia da colisão será elevada gradualmente até 7 TeV.

No fim do ano que vem, o colisor deve ser novamente desativado por até 12 meses para que engenheiros preparem o túnel e a enorme quantidade de equipamentos do local para colisões de até 14 TeV na próxima atividade, provavelmente a partir de 2013.

estadao.com.br

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