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Encontrado buraco no espaço

A foto mostra todos os estágios de formação de estrelas: abaixo, à esquerda, um borrão mostra um corpo muito jovem se formando. Os três pontos amarelos brilhantes são estrelas já mais desenvolvidas, enquanto o ponto verde é uma estrela já formada. É ao lado dela que está o maior buraco encontrado (colocado no destaque à direita).

de INFO Online

O telescópio espacial infravermelho Herschel descobriu um buraco no espaço que pode fornecer pistas sobre os estágios finais do processo de formação de estrelas.

As estrelas nascem em densas nuvens de gás e poeira e, em algum momento, começam a expelir o material que as deu origem até afastarem por completo o que há em volta.

Apesar de já terem observado jatos de estrelas empurrando material no espaço, os astrônomos nunca conseguiram compreender exatamente o que acontece em um berçário de estrelas para que ele se dissipe por completo - e como essa mudança acontece.

“Na verdade, estudar essas regiões é uma das principais missões do Herschel”, explica Tom Megeath, da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos, o principal pesquisador da equipe internacional HOPS, envolvida na análise de dados.

O buraco (que não é um buraco-negro) está no meio de uma dessas nuves-berçário, um acúmulo de gás brilhante conhecido como NGC 1999. “Ele está na constelação de Orion, a cerca de 1.250 anos-luz, e já foi inclusive fotografado pelo Hubble anos atrás”, diz Megeath.

Mesmo com as imagens do telescópio da NASA, durante mais de 20 anos acreditou-se que esse borrão escuro fosse apenas outra nuvem, densa demais para permitir a passagem de luz (e que, por isso, aparecia como um ponto negro no céu).

ESA flagra nascimento de estrela impossível

Com suas observações em infravermelho, o telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia (ESA), flagrou um raro momento: a formação de uma estrela impossível.

A nuvem RCW 120, fotografada pelo equipamento, revelou um embrião que parece pronto para se tornar uma das maiores e mais brilhantes estrelas da nossa galáxia – isso, claro, dentro de algumas centenas de milhares de anos.

A 4.300 anos-luz da Terra, ela já contém de oito a 10 vezes a massa do Sol e continua cercada por uma massa de gás e poeira equivalente a 2000 sois, da qual pode se alimentar.

Estrelas de grande massa são raras – e capturar uma durante sua formação é uma oportunidade única para tentar resolver um grande paradoxo da astronomia. De acordo com o conhecimento atual, não deveria ser possível que estrelas com mais de oito vezes a massa do Sol existissem.
Isso porque a luz emitida por um corpo tão grande iria empurrar as nuvens que deram origem a ela antes que mais massa pudesse se acumular. No entanto, de algum jeito que os cientistas ainda não conseguem entender, elas se formam.

Algumas dessas estrelas “impossíveis” contêm até 150 vezes a massa do sol. Agora que o Herschel observa uma no início de sua vida, os astrônomos têm esperanças de usar os dados para tentar descobrir, enfim, como ela desafia as teorias.

Descoberta nova formação de estrelas


de INFO Online

O telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia,  revelou um centro de formação de novas estrelas ao registrar a galáxia em infravermelho.

Na Nebulosa Rosette, a cinco mil anos-luz, ele descobriu estrelas em formação com cerca de dez vezes a massa do Sol.

A nebulosa e está associada a uma grande nuvem que contém poeira e gás suficiente para produzir cerca de 10 mil Sóis. Na imagem do Herschel, cada cor representa uma temperatura diferente da poeira, de –263ºC (10ºC acima do zero absoluto) em vermelho a –233ºC em azul.

Os borrões brilhantes são casulos empoeirados que escondem as protoestrelas de grande massa. Os pequenos pontos no centro e as áreas avermelhadas são protoestrelas de menor massa, parecida com o Sol.

É importante compreender a formação desses corpos de grande massa na nossa galáxia porque elas alimentam com luz e outras formas de energia a sua nuvem – e, assim, podem disparar a formação da próxima geração de estrelas.

Haverá vida em Órion?

Astrónomos descobrem todos os elementos chave que possibilitam existência de vida na nebulosa.

A quase 1300 anos-luz da Terra encontra-se um dos mais belos berços de estrelas da nossa galáxia e um dos mais estudados pelo homem. Ali, na imensidade do espaço, uma enorme nuvem de gás de 24 anos-luz de diâmetro está a produzir pelo menos 700 novas estrelas.

Mas há mais - a Nebulosa de Órion, tão brilhante que pode ser observada a olho nu a partir do nosso planeta, alberga no seu interior todos os ingredientes necessários para existir vida.

Ao analisar a luz que nos chega de lá, decompondo o seu espectro de luz na procura de vários elementos, os astrónomos conseguiram detectar as inconfundíveis impressões de moléculas de água ou metano.

Os dados foram recolhidos por HiFi, um dos instrumentos do telescópio espacial Herschel, lançado o ano passado pela Agência Espacial Europeia.

A extraordinária sensibilidade do aparelho conseguiu decompor as emissões luminosas da nebulosa e revelar que se trata de umas das maiores fábricas químicas conhecidas no espaço.

Mas de todos os elementos possíveis, os investigadores centraram-se naqueles que podem ser considerados como “precursores de vida” e encontraram água, monóxido de carbono, metano, óxido de enxofre e todo um conjunto de moléculas que, em combinações adequadas, fazem com que seja possível a existência de vida.

Os astrónomos asseguram que conseguiram obter este espectro em apenas umas horas e afirmam que as moléculas orgânicas “estão em todas as partes” da Nebulosa de Órion.

Isto significa que pode haver vida lá fora? Ou simplesmente os blocos de construção de vida são mais comuns no universo do que se pensava? É cedo para haver respostas, mas talvez as próximas investigações possam lançar mais luz sobre esta intrigante questão.

HERSCHEL está pronto para observar a Nebulosa de Órion

O observatório espacial Herschel da Agência Espacial Européia (ESA), torna operar plenamente após a reativação do instrumento HiFi. HiFi permaneceu desconectado durante 160 dias enquanto os engenheiros investigavam um problema inesperado no seu sistema eletrônico. Uma vez resolvido, o Herschel continua o seu estudo dos planetas e das estrelas em formação.

O HiFi, o Instrumento Heterodino para o Infravermelho Distante, foi projetado especificamente para detectar a presença de água em diferentes corpos celestes. A sua primeira observação, realizada em 22 de junho de 2009, demonstrou que estava funcionando melhor que o previsto nas suas especificações do design. No entanto, em 3 de agosto de 2009 detectou uma anomalia e a equipe responsável pelo instrumento e a ESA, tiveram que decidir quais ações tomar para solucioná-lo.

Em primeiro lugar, decidiu-se desligar o instrumento e começar uma pesquisa "forense" para descobrir o que tinha causado o problema. Em dezembro descobriu-se que um componente eletrônico conhecido como Unidade de Controle do Oscilador Local (LCU) foi danificado por uma subida de tensão inesperada, possivelmente causada pela interferência de um raio cósmico num dos computadores a bordo.

( Fonte: http://www.esa.int/esaCP/SEMWIOOJH4G_index_0.html)

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