
"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você." - Carl Sagan
APOLO11.COM - Astrônomos voluntários ajudarão na busca por asteroides perigosos

Asteróide passa próximo à Terra
Asteroide pode atingir a Terra em 2182
Cratera no Egito indica que mesmo asteroides menores podem ser perigosos
Telescópio descobre 95 asteroides 'próximos' da Terra
Mapa do céu revela 25.000 novos asteroides, 95% próximos à Terra
Asteróide Itokawa
O asteróide 25143 Itokawa é um asteróide da família de Apollo e é também um asteróide que intercepta a órbita de Marte.
O Itokawa foi descoberto em 1998 pelo projeto denominado de LINEAR. Este asteróide recebeu este nome em honra a Hideo Itokawa, um cientista da área de foguetes espaciais japonês. Itokawa possui um tipo espectral asteróide tipo S.
Os Asteróides estão classificados em três categorias:
Tipo C - São a grande maioria dos existentes ( + de 75% dos Asteróides). Uma das suas características é a de serem extremamente escuros e difíceis de observar. São essencialmente compostos por condrites.
Tipo S - São cerca de 17 % do total dos Asteróides existentes. Mais claros que os do tipo C, são compostos por silicatos de magnesio, níquel e ferro.
Tipo M - São compostos por níquel-ferro e são extremamente brilhantes
Agências espaciais vão filmar reentrada de sonda na atmosfera
Quase 30 cientistas da Nasa, a agência espacial americana, da Jaxa, a congênere japonesa, e de outras organizações vão filmar e fotografar a reentrada na atmosfera da sonda Hayabusa, de volta ao lar depois de uma missão que durou 7 anos. Uma cápsula especial vai se destacar da sonda, trazendo o tesouro da jornada: uma amostra do asteroide Itokawa, "sequestrado" há 5 anos.
A bordo de uma aeronave-laboratório Douglas DC-8, a 12 quilômetros de altitude, os astrônomos querem documentar em detalhes todo o evento luminoso. A Hayabusa em si, com seus 510 quilos, vai se espatifar como um cometa artificial em uma região inóspita da Austrália por volta das 11h de domingo(13/06/2010). Antes disso, cápsula vai se desprender e distanciar quase 2 quilômetros da nave-mãe e, se tudo der certo, aguentará o tranco, protegendo a valioso fragmento do Itokawa.
“O resto da nave vai se decompor em vários pedaços, virando uma espécie de meteoro construído pelo homem”, explicou Peter Jenniskens, membro da Nasa e principal responsável pela campanha de documentação.
Quando a Hayabusa chegar a 58 quilômetros da superfície da Terra, seu escudo térmico vai experimentar temperaturas superiores a 2.700°C. O gás em torno da cápsula vai bater em 7.000°C (mais quente que a superfície do Sol).
Júpiter é atingido por asteróide
Nessa útlima quinta-feira(03/06/10), um objeto com grandes dimensões atingiu Júpiter. O objeto não era tão grande para causar a destruição do planeta, mas produziu um forte clarão que pode ser registrado por vários astrônomos amadores. Mas o trunfo ficou mesmo para o astrônomo amador australiano Anthony Wesley, que foi o primeiro a capturar um clarão vindo da face visível de Júpiter.
A partir das informações de Wesley, outros astrônomos começaram imediatamente a investigar o incidente, enquanto a NASA destinava o Telescópio Espacial Hubble para recolher mais informações do ocorrido. A partir dos dados coletados pela agência espacial americana, veio a confirmação que se tratava de um asteróide, mas ainda não foi possível analisar o traços remanescentes deixado pelo impacto.
Wesley parece gostar particularmente de Júpiter, foi ele quem alertou do desaparecimento de um dos cinturões do planeta.
Físicos captam imagens de cometa colidindo com o Sol
Nas imagens divulgadas pela universidade, o cometa atravessa a coroa, camada exterior do Sol com temperaturas acima de 1 milhão ºC, e evapora na cromosfera, camada interna da atmosfera solar com temperatura de cerca de 100 mil ºC.
Usando dados de instrumentos a bordo de uma dupla de espaçonaves denominada "Stereo", postas em órbita ao redor do Sol pela Nasa em 2006, os cientistas puderam prever a trajetória, hora e local do impacto. A partir daí, a equipe utilizou o Observatório Solar Mauna Loa, no Havaí, para capturar as imagens do cometa.
Cometas que passam perto do Sol são raramente monitorados porque seu brilho é apagado pelo brilho do disco solar. O cometa observado, porém, conseguiu sobreviver o calor da corona e desapareceu na cromosfera, evaporando sob o calor de 100 mil ºC
O cometa conseguiu aguentou o calor provavelmente por apresentar em sua composição materiais pesados. O indício de que matéria pesada compunha o cometa veio do tamanho relativamente reduzido de sua cauda: "apenas" 3 milhões de quilômetros de comprimento.
Segundo os pesquisadores, o cometa faz parte da família Kreutz, grupo de cometas originados da desintegração de um maior e ejetados em 2004 da órbita de Júpiter.
Novo asteróide passará entre a Terra e a Lua
Em seu ponto mais próximo do planeta, ele estará a 359 mil quilômetros de distância de nós, ou cerca de 9/10 da distância até a Lua.
O asteróide de 22 metros foi chamado de 2010 GA6.
Em comunicado, Don Yeomans, do Escritório de Objetos Próximos à Terra, da NASA, disse que não há motivo para medo, pois corpos assim passam entre nosso planeta e a Lua a cada poucas semanas.
O Programa de Observação de Objetos Próximo à Terra, também chamado de Guarda Espacial, descobre esses objetos e traça suas órbitas para determinar se algum deles poderia ser potencialmente perigoso para o planeta.
Hubble detecta colisão de asteroides além de Marte
estadao.com.br
Rocha espacial deixa rastro de poeira e destroços após contato com outro astro desgarrado.
O Telescópio Espacial Hubble observou uma misteriosa nuvem de destroços em forma de "X" que indica uma colisão direta entre dois asteroides. Astrônomos acreditam há tempos que colisões estão, aos poucos, reduzindo os corpos do cinturão de asteroides a pedregulhos, mas os vestígios imediatos de um choque nunca haviam sido observados antes.
Colisões entre asteroides são energéticas, com velocidade média de impacto de cerca de 15.000 km/h. O objeto avistado pelo Hubble, chamado P/2010 A2, havia sido descoberto em 6 de janeiro pela Pesquisa Lincoln de Asteroides Próximos da Terra, ou "Linear", na sigla em inglês. Imagens do Hubble feitas em 25 e 29 do mesmo mês mostram um complexo padrão em "X" de filamentos perto do núcleo.
"Isto é bem diferente dos envelopes de poeira de cometas comuns", disse o astrônomo David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Os filamentos são feitos de poeira e cascalho, presumivelmente arremessados para fora do núcleo. Alguns são arrastados para trás pela pressão da radiação solar, criando faixas retas de poeira".
Hubble mostra o núcleo principal de p/2010 A2 do lado de fora de seu próprio envelope de poeira. Isso nunca tinha sido visto antes em um objeto semelhante a um cometa. Estima-se que o núcleo tenha 150 metros de diâmetro.
Cometas normais originam-se nas partes mais externas do sistema solar e, contendo grandes reservas de gelo, começam a derreter ao se aproximar do Sol. O material vaporizado é ejetado. Mas P/2010 A2 pode ter uma origem diferente, já que orbita no cinturão de asteroides, uma região dominada por rochas secas, desprovidas de material volátil.
Isso deixa aberta a possibilidade de que a cauda de destroços seja resultado de um impacto entre dois corpos, em vez do simples derretimento de gelo.
Sonda da Nasa detecta presença de asteroide próximo à Terra
Agência afirma que não há risco do corpo celeste, que tem um quilômetro de diâmetro, impactar o planeta.A sonda "Wise", operada pela Nasa, detectou um asteroide próximo à Terra, informou nesta terça-feira, 26, a agência espacial americana. Este é o primeiro das centenas de objetos próximos ao planeta que se espera que a sonda detecte em sua missão de varrer o espaço com sensores infravermelhos.
"Não existe nenhum risco de este asteroide impactar a Terra", ressaltou a Nasa em um comunicado. O corpo celeste, batizado com o nome de 2010 AB78, foi descoberto pela "Wise" em 12 de janeiro.
Os instrumentos da sonda observaram o asteroide durante um dia e meio, até que ele saiu de seu campo de visão. Posteriormente, os cientistas utilizaram o telescópio de um observatório do Havaí para confirmar a descoberta, destacou a Nasa.
"Estamos encantados por achar nosso primeiro objeto próximo à Terra", disse Amy Mainzer, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial. Mainzer explicou que há muitas sondas que buscam objetos desse tipo próximos à Terra, mas todos com luz visível.
No entanto, alguns asteroides são escuros e não refletem muito a luz solar. Mas como têm temperatura, podem ser detectados por instrumentos com sensores infravermelhos.
Neste momento, o asteroide encontra-se a cerca de 158 milhões de quilômetros da Terra. Calcula-se que seu diâmetro seja de aproximadamente um quilômetro e que gire em torno ao sol em uma órbita elíptica.
Busca de asteroides perigosos requer mais verba, diz relatório
Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.
Relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA diz que os US$ 4 milhões que o país gasta anualmente para detectar asteroides e cometas que possam representar ameaça para a Terra são insuficientes para que a Nasa cumpra essa missão.
Em 2005, o Congresso americano determinou que a Nasa descobrisse 90% dos objetos com órbitas que se aproximam da Terra e que tivessem mais de 140 metros de diâmetro até 2020, e pediu ao Conselho Nacional de Pesquisa que desenvolvesse uma abordagem para que a tarefa pudesse ser cumprida.
Em um relatório provisório divulgado em 2009, o Conselho disse que a tingir o objetivo seria impossível, já que o Congresso não havia dotado a Nasa dos recursos necessários.
No relatório final, divulgado nesta sexta-feira, 22, o comitê sugere duas abordagens para que a Nasa consiga completar a tarefa logo após o prazo final de 2020. A abordagem escolhida dependerá do grau de prioridade que as autoridades políticas derem á detecção de ameaças do espaço.
Se a conclusão da busca por objetos próximos à Terra o mais perto possível de 2020 receber prioridade alta, uma missão um telescópio espacial, conduzidas em conjunto com um telescópio baseado no solo é o melhor caminho, diz o texto. Se cortar custos for uma prioridade, o uso exclusivo de telescópios no solo deve ser adotado.
O relatório recomenda ainda que a Nasa monitore objetos menores - de 30 a 50 metros de diâmetro - que, de acordo com pesquisas recentes, podem causar grande destruição. Os EUA deveriam, de acordo com o trabalho, liderar a formação de um organismo internacional para lidar com objetos perigosos vindos do espaço.
Além disso, o texto pede que sejam tomadas medidas imediatas para garantir que o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, continue a operar. A Nasa deveria dar apoio a um programa intenso de observações de asteroides a partir de Arecibo.
De acordo com o Conselho, embora Arecibo não seja capaz de detectar asteroides ainda desconhecidos, o observatório tem recursos importantes para caracterizar a órbita e outras propriedades desses objetos, uma vez que tenham sido encontrados por outros meios.
Asteroide 1950 DA
A revista Science publicou um estudo de cientistas norte-americanos sobre a significativa probabilidade do asteróide 1950DA chocar-se com a Terra no dia 16 de março de 2880. Com um pouco mais de um quilômetro de diâmetro, seu impacto a 66.660 km/h teria o efeito de milhares de bombas atômicas, devastando tudo num raio de 300 quilômetros do ponto de impacto e causando um inverno mundial (devido à poeira levantada que impediria a entrada da luz solar) matando toda a vida vegetal do planeta e, em consequência, todas as formas de vida superiores, incluindo nossa civilização. A probabilidade seria de 1 em 300 (0,3%), que embora pareça pequena é mil a dez mil vezes maior que aquela calculada para qualquer outro objeto. Alertou-se que estima-se existir cerca de 100 mil asteróides perigosos nas proximidades da Terra, sendo da ordem de 1000 deles com diâmetro superior a 1km, mas nem a metade deles é conhecida. Há uma probabilidade de 1 em 100 (1%) que a Terra venha a ser atingida por um asteróide de 300 metros de diâmetro neste século. Tal impacto seria equivalente a uma explosão de 1000 megatons e causaria de 100 mil a dezenas de milhões de mortes, dependendo do local de queda.




Asteroide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014
Um asteroide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo --a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil.
Chamado de 2003 QQ47, o asteroide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.
O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteroide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).
O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.
Asteroides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter pode arrancar estes objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.
No site do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana), há um simulador que mostra as órbitas da Terra e do asteroide no decorrer do tempo.
Observatório colombiano faz imagem de asteroide misterioso

Descoberto no dia 10 de janeiro, 2010 AL30 tem um diâmetro máximo estimado em 15 metros e não traz perigo
Carlos Orsi, do estadao.com.br
SÃO PAULO - Um traço tênue no céu é a marca da passagem próxima do asteroide 2010 AL30 pela Terra, na manhã desta quarta-feira, 13, e que foi captada por astrônomos da Universidade de Narino, na Colômbia.
Descoberto no dia 10 de janeiro, 2010 AL30 tem um diâmetro máximo estimado em 15 metros, e embora não tenha representado risco para a Terra - um corpo desse tamanho, se em rota de colisão com o planeta, acabaria destruído na atmosfera - chamou atenção pela proximidade que atingiu em relação a nosso planeta, de cerca de um terço da distância entre Terra e Lua. A maioria dos chamados NEOs, ou objetos próximos à Terra, passa além da órbita da Lua.
Logo após a descoberta de 2010 AL30 surgiu a especulação de que ele poderia ser um pedaço de lixo espacial, como o estágio descartado de um foguete.
Mas nota publicada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa considera a hipótese "improvável", porque a órbita do objeto leva-o para as proximidades de Vênus e de Marte, sua trajetória não é consistente com a de nenhuma nave espacial lançada recentemente e esta é a primeira aproximação entre o objeto e a Terra desde o início da exploração do espaço.
Ainda de acordo com JPL, um asteroide do mesmo tamanho de 2010 AL30 deve passar a uma distância comparável à da Lua a cada semana, em média. Existem cerca de 2 milhões e asteroides do mesmo tamanho na vizinhança da Terra.
Objeto espacial não identificado passará perto da Terra
Um asteroide descoberto neste domingo (10) passa perto da Terra nesta quarta-feira (13), às 10h46 do horário de Brasília.
O objeto foi identificado pelos Laboratórios Lincoln do MIT (Massachussets Institute of Technology), e vai passar a cerca de 122.300 quilômetros do planeta.
Em razão de a sua órbita ser bem parecida com a da Terra no período de um ano, alguns cientistas haviam sugerido antes que o objeto seria um estágio de foguete em órbita ao redor do Sol, ou seja, um lixo espacial.
Chamado 2010 AL30, o asteroide não representaria riscos mesmo que se chocasse com a Terra.
Ele possui entre 10 e 15 metros de diâmetro, e espera-se que objetos abaixo de 25 metros como esse apenas se queimem na atmosfera do planeta.
Ao fim desta semana, outro asteroide maior deverá passar "perto" da Terra, mas desta vez a uma distância mais segura, de aproximadamente 1 milhão de quilômetros.
Foto em alta indica água no passado de Marte
Formas geológicas marcianas esculpidas pelo vento,água, fluxos de lava, gelo e outras forças da natureza estão sendo analisadas.Na próxima edição da revista Icarus são apresentadas 21 imagens tiradas pela câmera de alta resolução High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), acoplada à nave Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA.
Uma das fotos mostra as variações de cor em depósitos brilhantes perto de Juventae Chasma, na região chamada de Valles Marineris. Nos cerca de 1,2 km abrangidos, um manto marrom cobre partes do depósito brilhante.
Cientistas acreditam que esses depósitos contém sílica e sulfato de ferro, substâncias consistentes com alterações de temperatura causadas por água acidificada.
A conclusão é a de que a água realmente correu nesses locais, mesmo depois da formação dos cânions. A forte relação entre formas fluviais e depósitos brilhantes encontrados na superfície sustentam a existência de precipitações, fluxos e depósitos de água em estado líquido em algum momento da história marciana.
Para mais imagens em alta de Marte, acesse a página do projeto HiRISE.
Rússia montará plano para salvar Terra de asteroide, NASA descarta perigo
Cientistas russos se encontrarão em breve com a missão de trabalhar em um plano para salvar a Terra de uma potencial catástrofe: uma colisão com um asteroide gigante daqui a 26 anos, disse nesta quarta-feira (30/12/2009) o diretor da agência espacial russa.
"Em breve teremos uma reunião fechada de nosso colégio, o conselho técnico-científico, para estudar o que pode ser feito" para evitar que o asteróide Apophis caia no planeta em 2036, disse Anatoly Perminov à rádio Voz da Rússia. "Estamos falando na vida das pessoas", acrescentou Perminov, citado pelas agências de notícias. "Melhor gastar algumas centenas de milhões de dólares para criar um sistema que evite uma colisão do que esperar até que aconteça e centenas de milhares de pessoas morram", destacou.
O asteróide Apophis mede aproximadamente 350 metros de diâmetro. A agência RIA Novosti informou que, se atingisse a Terra em 2036, criaria um deserto do tamanho da França. Perminov indicou que um plano sério para evitar que uma catástrofe como esta aconteça seria provavelmente um projeto internacional, envolvendo especialistas espaciais da Rússia, Estados Unidos, Canadá, China e Europa.
A Interfax também citou o cientista russo, afirmando que uma das opções seria a construção de um novo "aparato espacial" para desviar o Apophis de sua rota de colisão com a Terra. "Não haverá explosões nucleares", disse Perminov. "Tudo será feito de acordo com as leis da física. Estudaremos tudo".
Em uma nota divulgada em outubro, a NASA explica que seus cálculos sobre o trajeto do Apophis indicam que há "uma probabilidade significativamente reduzida de um encontro prejudicial com a Terra em 2036".
"Técnicas modernas e novos dados disponíveis indicam que a probabilidade de uma colisão do Apophis com a Terra em 13 de abril de 2036 caiu de uma em 45.000 para aproximadamente quatro em um milhão", afirmou a agência espacial americana.
Fonte: FolhaOnline
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