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APOLO11.COM - Astrônomos voluntários ajudarão na busca por asteroides perigosos

APOLO11.COM - Astrônomos voluntários ajudarão na busca por asteroides perigosos:

Localizar asteroides potencialmente perigosos não é uma tarefa tão fácil e os poucos observatórios, a maior parte deles nos EUA, não são capazes de descobrir todos os objetos que possam representar uma ameaça ao nosso planeta. Para ajudar nesta busca, a agência espacial europeia, ESA, selecionou um time de astrônomos voluntários e as primeiras observações já começam a dar resultados.


Recentemente, durante uma seção de observações feitas no TOTAs, Observatório Teide de Pesquisas de Asteroides, localizado na ilha Tenerife, nas Canárias, a equipe fez uma importante descoberta e localizou um pequeno asteroide a mais de 88 milhões de quilômetros da Terra.

Batizado de 2011 SF108, a rocha não apresenta qualquer risco de colisão com nosso planeta, mas sua detecção demonstrou a grande capacidade que o voluntariado tem em descobrir objetos distantes e que possam representar algum tipo de ameaça.

A descoberta foi realizada a partir de um telescópio ótico de 1 metro de diâmetro, pertencente a um dos observatórios da ESA e não foi a primeira a ser feita pelo programa SSA, que pretende localizar objetos potencialmente perigosos. O que diferencia essa detecção das demais é que 2011 SF108 é um objeto classificado como NEO - Objeto Próximo à Terra - cuja órbita o faz passar nas imediações do nosso planeta com possibilidade de impacto.


Apesar de ser classificado como NEO, 2011 SF108 não apresenta ameaça de fato. De acordo com os cálculos, a órbita do asteroide ao redor do Sol faz com que a máxima aproximação com a Terra não seja inferior a 30 milhões de quilômetros, uma distância bastante segura em termos astronômicos.

Para localizar os asteroides perigosos, a equipe de 20 voluntários coleta imagens automaticamente durante diversas horas, que em seguida são analisadas por um novo software desenvolvido pelo cientista e astrônomo amador Matthias Busch, ligado ao Observatório Amador Starkenburg, em Heppenheim, na Alemanha.

O software tem a função de localizar movimentos significativos nas imagens e que possam caracterizar a presença de asteroides. Após a primeira triagem, a cena é submetida a um revisor humano, que decidirá quais imagens ou objetos merecem atenção.

Segundo Detlef Koschny, diretor do programa de detecção de asteroides da ESA, as imagens são distribuídas a todos os membros da equipe e qualquer um pode ser o descobridor de um novo asteroide. "No caso de 2011 SF108, o sortudo foi o voluntário Rainer Kracht", disse Koschny.

O objeto é o 46º asteroide descoberto por Kracht, um professor aposentado que vive na pequena cidade de Elmshorn, próximo a Hamburgo, na Alemanha. "Oito de nós estávamos revisando as imagens naquela noite e nossa equipe teve a sorte em encontrar 2011 SF108", explicou o astrônomo.

Até o momento, pelo menos 8 mil objetos NEO já foram encontrados por observadores em todo o mundo e milhares de outros objetos ainda não foram detectados. Alguns são rochas que não ultrapassam 1 metro enquanto outros podem ser asteroides com centenas de metros, daí a importância de localizar esses corpos e determinar se são capazes de atingir nosso planeta.

A tarefa em encontrar os asteroides não é tão fácil. Profissionalmente, somente os EUA têm programas de localização e vigilância de asteroides. Na Europa, o único centro de pesquisas desse tipo é o observatório de La Sagra e é mantido por astrônomos amadores do sul da Espanha.

Fotos: No topo, animação mostra o asteroide 2011 SF108 em setembro de 2011, quando ainda se localizava a 88 milhões de quilômetros da Terra. Acima, Observatório Teide de Pesquisas de Asteroides, localizado na ilha Tenerife, nas Canárias. Créditos:ESA, Apolo11.com.

Asteróide passa próximo à Terra

Um asteroide recém descoberto passou a apenas 45mil km da Terra na manhã desta terça-feira(12/10/2010). O ponto de menor aproximação foi acima do sudeste da Ásia. próximo a Cingapura e de acordo com pesquisadores estadunidenses não havia chances de impacto.

Batizado de 2010 TD54, a rocha foi descoberta no dia 9 de outubro de 2010 pelo Centro Catalina de Pesquisa do Céu, ligado à NASA e Universidade do Arizona, durante o monitoramento rotineiro do céu. O objeto tem a proximadamente 8 metros e após cruzar as proximidades da Terra seguiu normalmente sua jornada ao redor do Sol. Se um asteroide desse porte entrasse na atmosfera da Terra seria consumido em chamas sem causar danos à superfície.

2010 TD54 é o terceiro asteroide a se aproximar perigosamente da Terra em pouco mais de 1 mês. Em setembro, dois objetos recém descobertos também se aproximaram da Terra em distâncias muito estreitas. Um deles, 2010 RF12, e chegou a 79 mil km da Terra, acima do continente antártico.

Segundo o Centro Catalina, asteroides entre 10 e 20 metros de comprimento podem atingir a Terra a cada 10 anos.

Asteroide pode atingir a Terra em 2182


Paula Rothman, de INFO Online

Sistema de monitoramento calcula que a probabilidade do asteroide (101955) 1999 RQ36´ atingir a Terra é a de uma em mil – sendo que mais da metade de suas chances correspondem ao ano de 2182.

Os dados foram revelados por um grupo internacional de cientistas que trabalham no monitoramento dos objetos próximos ao planeta.

O corpo celeste de 560 metros de diâmetro é parte da lista de Asteroides Potencialmente Perigosos (PHA) e foi descoberto em 1999. Sua órbita é conhecida graças a 290 observações diretas e 13 medições de radar – mas existe uma incerteza nela. Além da gravidade, seu caminho é influenciado pelo efeito da radiação do sol, uma vez que ele é um objeto relativamente pequeno.

Os cientistas calculam e estimam a probabilidade de impacto de asteróides pode meio de dois modelos matemáticos. O sistema chamado Neodys possui duas sedes, uma na Espanha e outra na Itália, e funciona da mesma maneira que a central da Nasa, que controla asteróides no seu Jet Propulsion Laboratory.

“O foco são previsões para os próximos 100 anos”, diz María Eugenia Sansaturio, co-autora do estudo e pesquisadora na Universidade de Valladolid, “mas começamos a perceber que alguns dos corpos não teriam impacto no próximo século, mas poderiam ter mais para frente”, diz ela, que trabalhou com cientistas da Universidade de Pisa, do JPL e do INAF-IASF, em Roma.

No site do projeto Neodys há uma lista com todos os objetos monitorados – e suas chances de impacto. “A menor probabilidade é 10^-11”, diz María. “Somente monitoramos para ver como a situação evolui. Talvez daqui a duas semanas tenhamos mais dados e possamos descartar um impacto”, diz.

A pesquisadora ainda ressalta que o objetivo da pesquisa não é gerar alarme, mas sim prevenir. “É uma questão de manter o olho neles”, explica. “Nunca se sabe quando um asteroide virá e quanto tempo teremos para tomar uma medida.  Quanto antes, melhor”.

Cratera no Egito indica que mesmo asteroides menores podem ser perigosos

Cientistas trabalham no interior da Cratera Kamil, no sul do Egito

Carlos Orsi, do estadao.com.br

Uma cratera de impacto com 45 metros de diâmetro e ainda apresentando características que a atmosfera da Terra costuma apagar ao longo do tempo foi encontrada no sul do Egito, com a ajuda do Google Earth. A descoberta está descrita na edição desta semana da revista Science, e sugere que objetos relativamente pequenos podem chegar à superfície terrestre com mais energia - e causar maior destruição - do que se imaginava.

Chamada Cratera Kamil, a depressão foi causada pelo impacto de um meteorito metálico, provavelmente ocorrido há poucos milhares de anos. De acordo com os autores do estudo, crateras de impacto tão bem preservadas quanto esta só haviam sido observadas anteriormente em astros desprovidos de atmosfera.

O artigo na Science, que tem como principal autor Luigi Folco, da Universidade de Siena, Itália, estima que o objeto causador do impacto tinha uma massa de 20 a 40 toneladas antes de entrar na atmosfera da Terra, e que o fragmento que atingiu o solo no Egito pesava de 5 a 10 toneladas.

Essas estimativas, destacam os autores, contradizem modelos teóricos que preveem que asteroides com massa inicial inferior a alguns milhares de toneladas deveriam se fragmentar de modo significativo ao entrar na atmosfera, reduzindo a energia liberada no impacto.

Se os cálculos apresentados na Science estiverem corretos, objetos com massa de poucas dezenas de toneladas podem não se fragmentar tanto quanto o esperado, o que os tornaria mais perigosos do que se imaginava.

Os cientistas estiveram no local da cratera no início deste ano, e determinaram que a depressão tem uma borda elevada de cerca de 3 metros de altura, e profundidade total de 16 metros.

Buscas realizadas na cratera e arredores revelaram 5.178 fragmentos de meteorito de ferro, numa massa total aproximada de 1,7 tonelada. O maior fragmento pesa 83 kg.

Telescópio descobre 95 asteroides 'próximos' da Terra

Ponto em vermelho no centro da imagem é um dos asteroides descobertos pelo Wise
Foto: Nasa/Divulgação

noticias.terra.com.br

A maioria dos meteoros que atingem a Terra são tão pequenos que queimam na atmosfera antes de atingir o solo causando, no máximo, uma bela luz no céu. Contudo, enormes rochas já atingiram nosso planeta, deixaram crateras gigantes e alguns podem ter sido responsáveis por eventos de extinção em massa, como o fim dos dinossauros. Hoje em dia, um desses asteroides poderia destruir uma cidade inteira ou fazer algo até pior.

O telescópio Wise, da Nasa - a agência espacial americana -, que observa o céu em infravermelho, descobriu em pouco mais de 6 meses 25 mil novos asteroides, sendo 95 considerados "próximos da Terra". As informações são do Discovery News.

"Próximo da Terra", para os astrônomos, é 30 milhões de milhas (cerca de 48 milhões de km), quase um terço da distância da Terra até o Sol. Contudo, os cientistas afirmam que não há uma ameaça de "juízo final" nos dados do Wise.

Asteroides são facilmente descobertos no infravermelho porque eles são mais quentes que os astros que os circundam, por isso eles brilham nas imagens do Wise. Os asteroides são considerados importantes, já que se acredita que eles contribuíram com o surgimento da vida na Terra - cientistas afirmam que água, aminoácidos e outros elementos chegaram aqui por eles.

Além disso, os asteroides próximos são alvos potenciais para a exploração humana, inclusive como previsto na política espacial do presidente americano Barack Obama. Esses corpos podem ser utilizados como laboratório para uma possível viagem a Marte, e descobrir 95 que estão próximos ao nosso planeta é uma grande ajuda.

Mapa do céu revela 25.000 novos asteroides, 95% próximos à Terra

Imagem da galáxia Messier 83, feita pelo satélite Wise durante sua varredura do céu. Nasa/JPL

estadao.com.br 

Um dos mais novos telescópios espaciais da Nasa avistou 25.000 asteroides nunca antes encontrados nos últimos seis meses. Desses, 95% são considerados "próximos da Terra", mas na linguagem da astronomia isso significa que se encontram até 48 milhões de quilômetros de nós. Nenhum representa uma ameaça para o futuro imediato.

Chamado Wise - sigla em inglês de Explorador de Varredura Infravermelha de Campo Amplo - o telescópio completa sua primeira varredura completa do céu neste sábado, e em seguida inicia outra rodada.

O que torna o Wise especial é sua capacidade de enxergar através de véus impenetráveis de poeira, captando o calor de objetos que são invisíveis para os telescópios comuns.

"A maioria dos telescópios se concentra nos objetos mais quentes e brilhantes do Universo", disse Richard Binzel, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "O Wise é especialmente sensível para ver o que é frio e escuro,. o que daria para chamar de os objetos ocultos do Universo". 

Além dos asteroides, o Wise avistou 15 novos cometas. Ele encontrou centenas de possíveis anãs marrons, corpos que são maiores que planetas mas menores que estrelas, e confirmou 20 delas, incluindo a mais fria já descoberta.

Asteróide Itokawa

O asteróide 25143 Itokawa  ou simplesmente Itowaka é um asteróide com cerca de 600 metros de comprimento, com órbita próxima a da Terra visitado pela sonda Hayabusa  e que se a missão obtiver sucesso, será a primeira vez que amostras de um asteróide deverão chegar a Terra.

O asteróide 25143 Itokawa é um asteróide da família de Apollo e é também um asteróide que intercepta a órbita de Marte.

O Itokawa foi descoberto em 1998 pelo projeto denominado de LINEAR. Este asteróide recebeu este nome em honra a Hideo Itokawa, um cientista da área de foguetes espaciais japonês. Itokawa possui um tipo espectral asteróide tipo S.

Os Asteróides estão classificados em três categorias:

Tipo C     - São a grande maioria dos existentes ( + de 75% dos Asteróides). Uma das suas características é a de serem extremamente escuros e difíceis de observar. São essencialmente compostos por condrites.
     
Tipo S     - São cerca de 17 % do total dos Asteróides existentes. Mais claros que os do tipo C, são compostos por silicatos de magnesio, níquel e ferro.
     
Tipo M     - São compostos por níquel-ferro e são extremamente brilhantes

Agências espaciais vão filmar reentrada de sonda na atmosfera

Concepção artística do retorno da Hayabusa (à esq.) e da cápsula com a amostra do asteroide (à dir.), sobre o sul da Austrália (crédito da ilustração: Nasa / JPL)

do G1

 Quase 30 cientistas da Nasa, a agência espacial americana, da Jaxa, a congênere japonesa, e de outras organizações vão filmar e fotografar a reentrada na atmosfera da sonda Hayabusa, de volta ao lar depois de uma missão que durou 7 anos. Uma cápsula especial vai se destacar da sonda, trazendo o tesouro da jornada: uma amostra do asteroide Itokawa, "sequestrado" há 5 anos.

A bordo de uma aeronave-laboratório Douglas DC-8, a 12 quilômetros de altitude, os astrônomos querem documentar em detalhes todo o evento luminoso. A Hayabusa em si, com seus 510 quilos, vai se espatifar como um cometa artificial em uma região inóspita da Austrália por volta das 11h de domingo(13/06/2010). Antes disso, cápsula vai se desprender e distanciar quase 2 quilômetros da nave-mãe e, se tudo der certo, aguentará o tranco, protegendo a valioso fragmento do Itokawa.

“O resto da nave vai se decompor em vários pedaços, virando uma espécie de meteoro construído pelo homem”, explicou Peter Jenniskens, membro da Nasa e principal responsável pela campanha de documentação.

Quando a Hayabusa chegar a 58 quilômetros da superfície da Terra, seu escudo térmico vai experimentar temperaturas superiores a 2.700°C. O gás em torno da cápsula vai bater em 7.000°C (mais quente que a superfície do Sol).

Júpiter é atingido por asteróide

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Nessa útlima quinta-feira(03/06/10), um objeto com grandes dimensões atingiu Júpiter. O objeto não era tão grande para causar a destruição do planeta, mas produziu um forte clarão que pode ser registrado por vários astrônomos amadores.  Mas o trunfo ficou mesmo para o astrônomo amador australiano Anthony Wesley, que foi o primeiro a capturar um clarão vindo da face visível de Júpiter.

A partir das informações de Wesley, outros astrônomos começaram imediatamente a investigar o incidente, enquanto a NASA destinava o Telescópio Espacial Hubble para recolher mais informações do ocorrido. A partir dos dados coletados pela agência espacial americana, veio a confirmação que se tratava de um asteróide, mas ainda não foi possível analisar o traços remanescentes deixado pelo impacto.

Wesley parece gostar particularmente de Júpiter, foi ele quem alertou do desaparecimento de um dos cinturões do planeta.

Físicos captam imagens de cometa colidindo com o Sol

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), registraram a colisão de um cometa com o Sol.

Nas imagens divulgadas pela universidade, o cometa atravessa a coroa, camada exterior do Sol com temperaturas acima de 1 milhão ºC, e evapora na cromosfera, camada interna da atmosfera solar com temperatura de cerca de 100 mil ºC.

Usando dados de instrumentos a bordo de uma dupla de espaçonaves denominada "Stereo", postas em órbita ao redor do Sol pela Nasa em 2006, os cientistas puderam prever a trajetória, hora e local do impacto. A partir daí, a equipe utilizou o Observatório Solar Mauna Loa, no Havaí, para capturar as imagens do cometa.

Cometas que passam perto do Sol são raramente monitorados porque seu brilho é apagado pelo brilho do disco solar. O cometa observado, porém, conseguiu sobreviver o calor da corona e desapareceu na cromosfera, evaporando sob o calor de 100 mil ºC

O cometa conseguiu aguentou o calor provavelmente por apresentar em sua composição materiais pesados. O indício de que matéria pesada compunha o cometa veio do tamanho relativamente reduzido de sua cauda: "apenas" 3 milhões de quilômetros de comprimento.

Segundo os pesquisadores, o cometa faz parte da família Kreutz, grupo de cometas originados da desintegração de um maior e ejetados em 2004 da órbita de Júpiter.

Novo asteróide passará entre a Terra e a Lua

Órbita do 2010 GA6: a palavra Earth (Terra) está sobreposta pelo nome do asteróide que passará pertinho de nós amanhã(08/04/2010)

Um asteróide recém descoberto pela Agência Espacial Americana irá passar próximo da Terra amanhã, por volta das 23:06 U.T.C (20h06, horário de Brasília).

Em seu ponto mais próximo do planeta, ele estará a 359 mil quilômetros de distância de nós, ou cerca de 9/10 da distância até a Lua.

O asteróide de 22 metros foi chamado de 2010 GA6.

Em comunicado, Don Yeomans, do Escritório de Objetos Próximos à Terra, da NASA, disse que não há motivo para medo, pois corpos assim passam entre nosso planeta e a Lua a cada poucas semanas.

O Programa de Observação de Objetos Próximo à Terra, também chamado de Guarda Espacial, descobre esses objetos e traça suas órbitas para determinar se algum deles poderia ser potencialmente perigoso para o planeta.

Hubble detecta colisão de asteroides além de Marte

A imagem do rastro de destroços; no destaque, o núcleo do asteroide, deslocado. HST/ESA-Nasa

estadao.com.br

Rocha espacial deixa rastro de poeira e destroços após contato com outro astro desgarrado.

O Telescópio Espacial Hubble observou uma misteriosa nuvem de destroços em forma de "X" que indica uma colisão direta entre dois asteroides. Astrônomos acreditam há tempos que colisões estão, aos poucos, reduzindo os corpos do cinturão de asteroides a pedregulhos, mas os vestígios imediatos de um choque nunca haviam sido observados antes.

Colisões entre asteroides são energéticas, com velocidade média de impacto de cerca de 15.000 km/h. O objeto avistado pelo Hubble, chamado P/2010 A2, havia sido descoberto em 6 de janeiro pela Pesquisa Lincoln de Asteroides Próximos da Terra, ou "Linear", na sigla em inglês. Imagens do Hubble feitas em 25 e 29 do mesmo mês mostram um complexo padrão em "X" de filamentos perto do núcleo.

"Isto é bem diferente dos envelopes de poeira de cometas comuns", disse o astrônomo David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Os filamentos são feitos de poeira e cascalho, presumivelmente arremessados para fora do núcleo. Alguns são arrastados para trás pela pressão da radiação solar, criando faixas retas de poeira".

Hubble mostra o núcleo principal de p/2010 A2 do lado de fora de seu próprio envelope de poeira. Isso nunca tinha sido visto antes em um objeto semelhante a um cometa. Estima-se que o núcleo tenha 150 metros de diâmetro.

Cometas normais originam-se nas partes mais externas do sistema solar e, contendo grandes reservas de gelo, começam a derreter ao se aproximar do Sol. O material vaporizado é ejetado. Mas P/2010 A2 pode ter uma origem diferente, já que orbita no cinturão de asteroides, uma região dominada por rochas secas, desprovidas de material volátil.

Isso deixa aberta a possibilidade de que a cauda de destroços seja resultado de um impacto entre dois corpos, em vez do simples derretimento de gelo.

Sonda da Nasa detecta presença de asteroide próximo à Terra

Agência afirma que não há risco do corpo celeste, que tem um quilômetro de diâmetro, impactar o planeta.

A sonda "Wise", operada pela Nasa, detectou um asteroide próximo à Terra, informou nesta terça-feira, 26, a agência espacial americana. Este é o primeiro das centenas de objetos próximos ao planeta que se espera que a sonda detecte em sua missão de varrer o espaço com sensores infravermelhos.

"Não existe nenhum risco de este asteroide impactar a Terra", ressaltou a Nasa em um comunicado. O corpo celeste, batizado com o nome de 2010 AB78, foi descoberto pela "Wise" em 12 de janeiro.

Os instrumentos da sonda observaram o asteroide durante um dia e meio, até que ele saiu de seu campo de visão. Posteriormente, os cientistas utilizaram o telescópio de um observatório do Havaí para confirmar a descoberta, destacou a Nasa.

"Estamos encantados por achar nosso primeiro objeto próximo à Terra", disse Amy Mainzer, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial. Mainzer explicou que há muitas sondas que buscam objetos desse tipo próximos à Terra, mas todos com luz visível.

No entanto, alguns asteroides são escuros e não refletem muito a luz solar. Mas como têm temperatura, podem ser detectados por instrumentos com sensores infravermelhos.

Neste momento, o asteroide encontra-se a cerca de 158 milhões de quilômetros da Terra. Calcula-se que seu diâmetro seja de aproximadamente um quilômetro e que gire em torno ao sol em uma órbita elíptica.

Busca de asteroides perigosos requer mais verba, diz relatório

Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.

O cometa Linear, que explodiu em 2000, deixando para trás uma esquadrilha de destroços.

Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.

Relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA diz que os US$ 4 milhões que o país gasta anualmente para detectar asteroides e cometas que possam representar ameaça para a Terra são insuficientes para que a Nasa cumpra essa missão.

Em 2005, o Congresso americano determinou que a Nasa descobrisse 90% dos objetos com órbitas que se aproximam da Terra e que tivessem mais de 140 metros de diâmetro até 2020, e pediu ao Conselho Nacional de Pesquisa que desenvolvesse uma abordagem para que a tarefa pudesse ser cumprida.

Em um relatório provisório divulgado em 2009, o Conselho disse que a tingir o objetivo seria impossível, já que o Congresso não havia dotado a Nasa dos recursos necessários.

No relatório final, divulgado nesta sexta-feira, 22, o comitê sugere duas abordagens para que a Nasa consiga completar a tarefa logo após o prazo final de 2020. A abordagem escolhida dependerá do grau de prioridade que as autoridades políticas derem á detecção de ameaças do espaço.

Se a conclusão da busca por objetos próximos à Terra o mais perto possível de 2020 receber prioridade alta, uma missão um telescópio espacial, conduzidas em conjunto com um telescópio baseado no solo é o melhor caminho, diz o texto. Se cortar custos for uma prioridade, o uso exclusivo de telescópios no solo deve ser adotado.

O relatório recomenda ainda que a Nasa monitore objetos menores - de 30 a 50 metros de diâmetro - que, de acordo com pesquisas recentes, podem causar grande destruição. Os EUA deveriam, de acordo com o trabalho, liderar a formação de um organismo internacional para lidar com objetos perigosos vindos do espaço.

Além disso, o texto pede que sejam tomadas medidas imediatas para garantir que o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, continue a operar. A Nasa deveria dar apoio a um programa intenso de observações de asteroides a partir de Arecibo.

De acordo com o Conselho, embora Arecibo não seja capaz de detectar asteroides ainda desconhecidos, o observatório tem recursos importantes para caracterizar a órbita e outras propriedades desses objetos, uma vez que tenham sido encontrados por outros meios.

Asteroide 1950 DA

Armagedon em 2880 ?

A revista Science publicou um estudo de cientistas norte-americanos sobre a significativa probabilidade do asteróide 1950DA chocar-se com a Terra no dia 16 de março de 2880. Com um pouco mais de um quilômetro de diâmetro, seu impacto a 66.660 km/h teria o efeito de milhares de bombas atômicas, devastando tudo num raio de 300 quilômetros do ponto de impacto e causando um inverno mundial (devido à poeira levantada que impediria a entrada da luz solar) matando toda a vida vegetal do planeta e, em consequência, todas as formas de vida superiores, incluindo nossa civilização. A probabilidade seria de 1 em 300 (0,3%), que embora pareça pequena é mil a dez mil vezes maior que aquela calculada para qualquer outro objeto. Alertou-se que estima-se existir cerca de 100 mil asteróides perigosos nas proximidades da Terra, sendo da ordem de 1000 deles com diâmetro superior a 1km, mas nem a metade deles é conhecida. Há uma probabilidade de 1 em 100 (1%) que a Terra venha a ser atingida por um asteróide de 300 metros de diâmetro neste século. Tal impacto seria equivalente a uma explosão de 1000 megatons e causaria de 100 mil a dezenas de milhões de mortes, dependendo do local de queda.


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Asteroide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014

da Folha Online

Um asteroide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo --a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil.

Chamado de 2003 QQ47, o asteroide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteroide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).

O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.

Asteroides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter pode arrancar estes objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.

No site do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana), há um simulador que mostra as órbitas da Terra e do asteroide no decorrer do tempo.

Observatório colombiano faz imagem de asteroide misterioso

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Descoberto no dia 10 de janeiro, 2010 AL30 tem um diâmetro máximo estimado em 15 metros e não traz perigo

Carlos Orsi, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Um traço tênue no céu é a marca da passagem próxima do asteroide 2010 AL30 pela Terra, na manhã desta quarta-feira, 13, e que foi captada por astrônomos da Universidade de Narino, na Colômbia.

Descoberto no dia 10 de janeiro, 2010 AL30 tem um diâmetro máximo estimado em 15 metros, e embora não tenha representado risco para a Terra - um corpo desse tamanho, se em rota de colisão com o planeta, acabaria destruído na atmosfera - chamou atenção pela proximidade que atingiu em relação a nosso planeta, de cerca de um terço da distância entre Terra e Lua. A maioria dos chamados NEOs, ou objetos próximos à Terra, passa além da órbita da Lua.

Logo após a descoberta de 2010 AL30 surgiu a especulação de que ele poderia ser um pedaço de lixo espacial, como o estágio descartado de um foguete.

Mas nota publicada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa considera a hipótese "improvável", porque a órbita do objeto leva-o para as proximidades de Vênus e de Marte, sua trajetória não é consistente com a de nenhuma nave espacial lançada recentemente e esta é a primeira aproximação entre o objeto e a Terra desde o início da exploração do espaço.

Ainda de acordo com JPL, um asteroide do mesmo tamanho de 2010 AL30 deve passar a uma distância comparável à da Lua a cada semana, em média. Existem cerca de 2 milhões e asteroides do mesmo tamanho na vizinhança da Terra.

Objeto espacial não identificado passará perto da Terra

da Folha Online

Um asteroide descoberto neste domingo (10) passa perto da Terra nesta quarta-feira (13), às 10h46 do horário de Brasília.

O objeto foi identificado pelos Laboratórios Lincoln do MIT (Massachussets Institute of Technology), e vai passar a cerca de 122.300 quilômetros do planeta.

Em razão de a sua órbita ser bem parecida com a da Terra no período de um ano, alguns cientistas haviam sugerido antes que o objeto seria um estágio de foguete em órbita ao redor do Sol, ou seja, um lixo espacial.

Chamado 2010 AL30, o asteroide não representaria riscos mesmo que se chocasse com a Terra.

Ele possui entre 10 e 15 metros de diâmetro, e espera-se que objetos abaixo de 25 metros como esse apenas se queimem na atmosfera do planeta.

Ao fim desta semana, outro asteroide maior deverá passar "perto" da Terra, mas desta vez a uma distância mais segura, de aproximadamente 1 milhão de quilômetros.

Foto em alta indica água no passado de Marte

Paula Rothman, de INFO Online

Formas geológicas marcianas esculpidas pelo vento,água, fluxos de lava, gelo e outras forças da natureza estão sendo analisadas.

Na próxima edição da revista Icarus são apresentadas 21 imagens tiradas pela câmera de alta resolução High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), acoplada à nave Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA.

Uma das fotos mostra as variações de cor em depósitos brilhantes perto de Juventae Chasma, na região chamada de Valles Marineris. Nos cerca de 1,2 km abrangidos, um manto marrom cobre partes do depósito brilhante.

Cientistas acreditam que esses depósitos contém sílica e sulfato de ferro, substâncias consistentes com alterações de temperatura causadas por água acidificada.

A conclusão é a de que a água realmente correu nesses locais, mesmo depois da formação dos cânions. A forte relação entre formas fluviais e depósitos brilhantes encontrados na superfície sustentam a existência de precipitações, fluxos e depósitos de água em estado líquido em algum momento da história marciana.

Para mais imagens em alta de Marte, acesse a página do projeto HiRISE.

Rússia montará plano para salvar Terra de asteroide, NASA descarta perigo

Asteroide de 350 poderia colidir com a Terra em 2036. Segundo a NASA, a probabilidade de choque é de 4:1.000.000.

Cientistas russos se encontrarão em breve com a missão de trabalhar em um plano para salvar a Terra de uma potencial catástrofe: uma colisão com um asteroide gigante daqui a 26 anos, disse nesta quarta-feira (30/12/2009) o diretor da agência espacial russa.

"Em breve teremos uma reunião fechada de nosso colégio, o conselho técnico-científico, para estudar o que pode ser feito" para evitar que o asteróide Apophis caia no planeta em 2036, disse Anatoly Perminov à rádio Voz da Rússia. "Estamos falando na vida das pessoas", acrescentou Perminov, citado pelas agências de notícias. "Melhor gastar algumas centenas de milhões de dólares para criar um sistema que evite uma colisão do que esperar até que aconteça e centenas de milhares de pessoas morram", destacou.

O asteróide Apophis mede aproximadamente 350 metros de diâmetro. A agência RIA Novosti informou que, se atingisse a Terra em 2036, criaria um deserto do tamanho da França. Perminov indicou que um plano sério para evitar que uma catástrofe como esta aconteça seria provavelmente um projeto internacional, envolvendo especialistas espaciais da Rússia, Estados Unidos, Canadá, China e Europa.

A Interfax também citou o cientista russo, afirmando que uma das opções seria a construção de um novo "aparato espacial" para desviar o Apophis de sua rota de colisão com a Terra. "Não haverá explosões nucleares", disse Perminov. "Tudo será feito de acordo com as leis da física. Estudaremos tudo".

Em uma nota divulgada em outubro, a NASA explica que seus cálculos sobre o trajeto do Apophis indicam que há "uma probabilidade significativamente reduzida de um encontro prejudicial com a Terra em 2036".

"Técnicas modernas e novos dados disponíveis indicam que a probabilidade de uma colisão do Apophis com a Terra em 13 de abril de 2036 caiu de uma em 45.000 para aproximadamente quatro em um milhão", afirmou a agência espacial americana.

Fonte: FolhaOnline

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