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Muitos cometas são formados em outros Sistemas Solares
Cometas como Halley (foto) podem ter nascido em outros Sistemas Solares,
ao redor de outras estrelas, que não o nosso astro-rei
Do R7
Muitos dos mais famosos cometas da história, como o Halley e o Hale-Bopp, nasceram ao redor de outras estrelas, mas não do Sol, revelou estudo do astrônomo Martin Duncan, da Universidade de Queen, e de um grupo internacional de astrônomos.
Segundo Duncan, “quem já viu a cauda de um cometa no céu à noite devia estar olhando o material de outra estrela”.
Os cientistas usaram simulações em computador para mostrar que o Sol pode ter capturado pequenos pedaços de gelo de suas estrelas-irmãs enquanto estava no local de nascimento delas, o que criou um reservatório de cometas.
Embora atualmente o Sol não tenha nenhuma estrela companheira, os cientistas dizem que ele teria se formado em um agrupamento de centenas de estrelas compactas que foram incorporadas em uma nuvem densa de gases.
Durante esse período, cada estrela agrupou uma enorme quantidade de pequenos corpos gelados (cometas) em uma certa região, a partir do qual os planetas se formaram.
A maior parte desses cometas foi arremessada para fora desses sistemas planetários pré-natais pelos novos planetas gigantes em formação, tornando-se membros minúsculos e flutuantes do agrupamento. O agrupamento do Sol acabou quando seu gás foi explodido pelas estrelas jovens mais quentes.
O modelo computacional dos pesquisadores mostra que, depois, o Sol capturou uma enorme nuvem de cometas assim que o agrupamento se dispersou.
Segundo os cientistas, esse processo de captura “é surpreendentemente eficiente e sugere que a nuvem contivesse uma mistura de amostras de uma enorme quantidade de estrelas-irmãs do Sol”.
A prova disso vem de uma nuvem quase esférica de cometas (chamada nuvem de Oort), que circunda o Sol. Como a nuvem Oort foi criada tem sido um mistério há mais de 60 anos.
Muitos dos mais famosos cometas da história, como o Halley e o Hale-Bopp, nasceram ao redor de outras estrelas, mas não do Sol, revelou estudo do astrônomo Martin Duncan, da Universidade de Queen, e de um grupo internacional de astrônomos.
Segundo Duncan, “quem já viu a cauda de um cometa no céu à noite devia estar olhando o material de outra estrela”.
Os cientistas usaram simulações em computador para mostrar que o Sol pode ter capturado pequenos pedaços de gelo de suas estrelas-irmãs enquanto estava no local de nascimento delas, o que criou um reservatório de cometas.
Embora atualmente o Sol não tenha nenhuma estrela companheira, os cientistas dizem que ele teria se formado em um agrupamento de centenas de estrelas compactas que foram incorporadas em uma nuvem densa de gases.
Durante esse período, cada estrela agrupou uma enorme quantidade de pequenos corpos gelados (cometas) em uma certa região, a partir do qual os planetas se formaram.
A maior parte desses cometas foi arremessada para fora desses sistemas planetários pré-natais pelos novos planetas gigantes em formação, tornando-se membros minúsculos e flutuantes do agrupamento. O agrupamento do Sol acabou quando seu gás foi explodido pelas estrelas jovens mais quentes.
O modelo computacional dos pesquisadores mostra que, depois, o Sol capturou uma enorme nuvem de cometas assim que o agrupamento se dispersou.
Segundo os cientistas, esse processo de captura “é surpreendentemente eficiente e sugere que a nuvem contivesse uma mistura de amostras de uma enorme quantidade de estrelas-irmãs do Sol”.
A prova disso vem de uma nuvem quase esférica de cometas (chamada nuvem de Oort), que circunda o Sol. Como a nuvem Oort foi criada tem sido um mistério há mais de 60 anos.
Novo telescópio no Chile buscará cometas e planetas fora do Sistema Solar
A nebulosa de Tarântula, primeira imagem feita pelo Trappist. Divulgação/ESO
Um novo telescópio robótico buscará e estudará, a partir do observatório La Silla, no norte do Chile, planetas localizados fora do Sistema Solar (exoplanetas) e cometas que orbitam ao redor do Sol, informou hoje o Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês).
O telescópio Trappist (Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope) detectará e caracterizará exoplanetas realizando medições de alta precisão das reduções de luminosidade que podem ser causadas por exoplanetas que cruzam a linha de visão entre a Terra e a estrela que orbitam.
Durante essas passagens, chamadas trânsitos, o brilho observado da estrela diminui levemente porque o planeta bloqueia parte da luz.
Quanto maior o planeta, mais luz bloqueia e mais diminui a luminosidade, explicou a agência científica, em comunicado.
Além disso, o telescópio de quase 60 centímetros de diâmetro, que é operado desde uma sala de controle a 12 mil quilômetros de distância, em Liège, Bélgica, será usado para o estudo dos cometas austrais, que aparecem no céu do hemisfério sul.
Para isso, o telescópio conta com filtros especiais de alta qualidade que permitem aos astrônomos estudar regularmente, e em detalhe, a ejeção de diversos tipos de moléculas desde os cometas durante sua viagem ao redor do Sol.
"Observando dúzias de cometas a cada ano, obteremos um conjunto único de dados e teremos importantes informações sobre sua natureza", diz no comunicado o diretor da área de cometas do projeto, Emmanuël Jehin.
Michaël Gillon, que está a cargo do estudo de exoplanetas, explicou que o projeto Trappist é parte importante de um campo de investigação emergente, a astrobiologia, que estuda a origem e a distribuição da vida no Universo.
"Os planetas terrestres similares à Terra são alvos óbvios na busca de vida fora do Sistema Solar, enquanto se suspeita que os cometas desempenharam um papel importante na aparição e desenvolvimento da vida em nosso planeta", acrescentou Jehin.
O telescópio Trappist (Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope) detectará e caracterizará exoplanetas realizando medições de alta precisão das reduções de luminosidade que podem ser causadas por exoplanetas que cruzam a linha de visão entre a Terra e a estrela que orbitam.
Durante essas passagens, chamadas trânsitos, o brilho observado da estrela diminui levemente porque o planeta bloqueia parte da luz.
Quanto maior o planeta, mais luz bloqueia e mais diminui a luminosidade, explicou a agência científica, em comunicado.
Além disso, o telescópio de quase 60 centímetros de diâmetro, que é operado desde uma sala de controle a 12 mil quilômetros de distância, em Liège, Bélgica, será usado para o estudo dos cometas austrais, que aparecem no céu do hemisfério sul.
Para isso, o telescópio conta com filtros especiais de alta qualidade que permitem aos astrônomos estudar regularmente, e em detalhe, a ejeção de diversos tipos de moléculas desde os cometas durante sua viagem ao redor do Sol.
"Observando dúzias de cometas a cada ano, obteremos um conjunto único de dados e teremos importantes informações sobre sua natureza", diz no comunicado o diretor da área de cometas do projeto, Emmanuël Jehin.
Michaël Gillon, que está a cargo do estudo de exoplanetas, explicou que o projeto Trappist é parte importante de um campo de investigação emergente, a astrobiologia, que estuda a origem e a distribuição da vida no Universo.
"Os planetas terrestres similares à Terra são alvos óbvios na busca de vida fora do Sistema Solar, enquanto se suspeita que os cometas desempenharam um papel importante na aparição e desenvolvimento da vida em nosso planeta", acrescentou Jehin.
Busca de asteroides perigosos requer mais verba, diz relatório
Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.
Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.
Relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA diz que os US$ 4 milhões que o país gasta anualmente para detectar asteroides e cometas que possam representar ameaça para a Terra são insuficientes para que a Nasa cumpra essa missão.
Em 2005, o Congresso americano determinou que a Nasa descobrisse 90% dos objetos com órbitas que se aproximam da Terra e que tivessem mais de 140 metros de diâmetro até 2020, e pediu ao Conselho Nacional de Pesquisa que desenvolvesse uma abordagem para que a tarefa pudesse ser cumprida.
Em um relatório provisório divulgado em 2009, o Conselho disse que a tingir o objetivo seria impossível, já que o Congresso não havia dotado a Nasa dos recursos necessários.
No relatório final, divulgado nesta sexta-feira, 22, o comitê sugere duas abordagens para que a Nasa consiga completar a tarefa logo após o prazo final de 2020. A abordagem escolhida dependerá do grau de prioridade que as autoridades políticas derem á detecção de ameaças do espaço.
Se a conclusão da busca por objetos próximos à Terra o mais perto possível de 2020 receber prioridade alta, uma missão um telescópio espacial, conduzidas em conjunto com um telescópio baseado no solo é o melhor caminho, diz o texto. Se cortar custos for uma prioridade, o uso exclusivo de telescópios no solo deve ser adotado.
O relatório recomenda ainda que a Nasa monitore objetos menores - de 30 a 50 metros de diâmetro - que, de acordo com pesquisas recentes, podem causar grande destruição. Os EUA deveriam, de acordo com o trabalho, liderar a formação de um organismo internacional para lidar com objetos perigosos vindos do espaço.
Além disso, o texto pede que sejam tomadas medidas imediatas para garantir que o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, continue a operar. A Nasa deveria dar apoio a um programa intenso de observações de asteroides a partir de Arecibo.
De acordo com o Conselho, embora Arecibo não seja capaz de detectar asteroides ainda desconhecidos, o observatório tem recursos importantes para caracterizar a órbita e outras propriedades desses objetos, uma vez que tenham sido encontrados por outros meios.
Nasa não tem os meios para cumprir determinação de mapear 90% dos objetos perigosos até 2020, diz análise.
Relatório do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA diz que os US$ 4 milhões que o país gasta anualmente para detectar asteroides e cometas que possam representar ameaça para a Terra são insuficientes para que a Nasa cumpra essa missão.
Em 2005, o Congresso americano determinou que a Nasa descobrisse 90% dos objetos com órbitas que se aproximam da Terra e que tivessem mais de 140 metros de diâmetro até 2020, e pediu ao Conselho Nacional de Pesquisa que desenvolvesse uma abordagem para que a tarefa pudesse ser cumprida.
Em um relatório provisório divulgado em 2009, o Conselho disse que a tingir o objetivo seria impossível, já que o Congresso não havia dotado a Nasa dos recursos necessários.
No relatório final, divulgado nesta sexta-feira, 22, o comitê sugere duas abordagens para que a Nasa consiga completar a tarefa logo após o prazo final de 2020. A abordagem escolhida dependerá do grau de prioridade que as autoridades políticas derem á detecção de ameaças do espaço.
Se a conclusão da busca por objetos próximos à Terra o mais perto possível de 2020 receber prioridade alta, uma missão um telescópio espacial, conduzidas em conjunto com um telescópio baseado no solo é o melhor caminho, diz o texto. Se cortar custos for uma prioridade, o uso exclusivo de telescópios no solo deve ser adotado.
O relatório recomenda ainda que a Nasa monitore objetos menores - de 30 a 50 metros de diâmetro - que, de acordo com pesquisas recentes, podem causar grande destruição. Os EUA deveriam, de acordo com o trabalho, liderar a formação de um organismo internacional para lidar com objetos perigosos vindos do espaço.
Além disso, o texto pede que sejam tomadas medidas imediatas para garantir que o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, continue a operar. A Nasa deveria dar apoio a um programa intenso de observações de asteroides a partir de Arecibo.
De acordo com o Conselho, embora Arecibo não seja capaz de detectar asteroides ainda desconhecidos, o observatório tem recursos importantes para caracterizar a órbita e outras propriedades desses objetos, uma vez que tenham sido encontrados por outros meios.
Bye bye cometa

Ano novo, vida nova! Não para este pobre cometa. O ano nem bem começou, mas essa bola de gelo sujo nem chegou a ver o dia de Reis.
O pobre cometa tem uma história interessante. Foi descoberto em 2 de janeiro (sábado passado) pelo astrônomo amador Alan Watson, na Austrália, que inspecionava imagens da sonda Stereo, obtidas dia 30 de dezembro de 2009. O curioso é que para nós ele “durou” apenas um dia (não deu tempo nem de batizá-lo), mas ele tem pelo menos 2.000 anos de idade.
A história é a seguinte, no Século 19 um astrônomo alemão chamado Kreutz postulou que há dois mil anos um gigantesco cometa havia se fragmentado e formado uma imensa família de destroços. Ano após ano, esses fragmentos foram se dissipando, separando-se de modo que todos os dias vários deles mergulham no Sol. A maioria dos fragmentos é muito pequena para ser detectada, mas vez por outra um grande pedaço pode ser avistado.
Isso é o que pode ser visto na sequência de imagens acima, obtidas pelo SOHO – recordista de descobrimentos de cometas – em um período de 7 horas. O disco escuro é um anteparo (chamado coronógrafo) que tem por finalidade ocultar o briho do Sol. O círculo branco nesse disco representa o próprio disco solar. Atenuando o brilho do Sol, é possível observar detalhes do seu vento, que são esses “véus” partindo do centro.
De quebra, é possível observar cometas que passam perto do Sol. Alguns passam por trás do disco e “ressurgem” algum tempo depois, mas a maioria não volta mais. É o caso desse pobre cometa, identificado apenas como membro da família de Kreutz, em homenagem ao astrônomo que estudou o grupo.
Fonte: G1
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