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Nasa divulga foto inédita de luas de Saturno

A Nasa acaba de divulgar uma imagem impressionante de duas das mais de 60 luas de Saturno. Nela, Titã, o maior dos satélites que tem tamanho superior ao do planeta Mercúrio, aparece acompanhado de Dione, o terceiro maior.


As duas luas "posam" com os famosos anéis do planeta.

O registro foi feito em 21 de maio de 2011 pela sonda Cassini, que orbita o planeta. Para chegar às cores de aparência natural, foram combinadas imagens com filtros vermelho, azul e verde.

As Cinco Luas de Saturno


A NASA divulgou uma foto que enquadra de uma só vez cinco das várias luas de Saturno. A primeira da esquerda é Janus, seguida de Pandora. Enceladus, a mais brilhante, aparece bem no centro. A segunda maior lua do planeta, Rhea, está segmentada na imagem. Uma menor, Mimas, se encontra ao lado dela. A imagem foi feita pela sonda Cassini em 29 de julho, que orbita Saturno, a uma distância aproximada de 1,1 milhão de km de Rhea e a 1,8 milhão de km de Enceladus.

Nasa descobre atmosfera com oxigênio em lua de Saturno

do Portal Terra

A Nasa - a agência espacial americana - anunciou nesta sexta-feira que a sonda Cassini detectou uma tênue atmosfera - conhecida como exosfera - com oxigênio e dióxido de carbono na lua Reia, de Saturno. É a primeira vez que uma espaçonave encontra uma atmosfera com oxigênio fora da Terra.
Segundo a Nasa, a atmosfera da lua gelada é 5 trilhões de vezes menos densa que a da Terra. A agência afirma que a formação de oxigênio e dióxido de carbono pode levar a reações químicas complexas nas superfícies de corpos de gelo no universo.

"Os novos resultados sugerem que atividades químicas complexas envolvendo oxigênio podem ser bem comuns no Sistema Solar e até no universo", diz Ben Teolis, um dos cientistas da equipe da Cassini. "Essa química pode ser um pré-requisito para a vida", diz o cientista, que afirma, por outro lado, que dificilmente há vida em Reia. "Toda evidência da Cassini indica que Reia é fria demais e desprovida de água líquida necessária para a vida como nós a conhecemos."

Contudo, Um corpo de gelo que tenha água líquida abaixo da superfície e que, de alguma forma, o oxigênio e dióxido de carbono sejam transportados para esta água, pode ter um ambiente mais propício ao surgimento de componentes mais complexos e formar vida, acreditam os cientistas.

Reia é a segunda maior lua de Saturno e considerada, a partir de agora, única por causa de sua atmosfera de oxigênio e dióxido de carbono. Titã, por exemplo, outra das luas de Saturno, tem uma atmosfera rica em nitrogênio e metano, mas pouco oxigênio e dióxido de carbono. "Reia está se tornando muito mais interessante do que tínhamos imaginado", diz Linda Spilker, que trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, e também está na equipe de cientistas da Cassini.

Sonda Cassini faz passagem próxima e fotografa três luas de Saturno

estadão.com.br

A sonda Cassini completou com sucesso, no fim da última semana, uma passagem próxima por três luas de Saturno -- Encélado, Tétis e Dione. Um dos principais objetivos do sobrevoo era dar aos cientistas uma nova oportunidade de estudar as chamadas" listras de tigre", fissuras na superfície de Encélado das quais partem jatos de gelo e matéria orgânica.

As primeiras imagens da passagem, realizada na sexta-feira, 13, foram divulgadas no sábado. Elas ainda não foram processadas e corrigidas.

A fotografia acima mostra Encélado, que tem um raio de 247 quilômetros, a uma distância de 38.758 quilômetros. A lua fica a 238.000 km de Saturno.

A imagem acima mostra Tétis, uma lua com raio médio de cerca de 530 km, vista a 38.327 quilômetros de distância. Tétis fica a 294.000 km do planeta Saturno. Sua paisagem é dominada, no hemisfério ocidental, pela cratera Odisseu, com  400 km de diâmetro.

A imagem acima, de Dione, foi feita a uma distância de 118.994 quilômetros da lua, que tem raio de 560 km e fica a 377.400 km de Saturno.

Ondas nos anéis de Saturno criam embriões de novas luas para o planeta

Ondulações no anel são causadas pela passagem da lua Prometeu. Nasa

estadao.com.br

Imagens do anel F do planeta Saturno, feitas pela sonda Cassini, mostram uma versão miniaturizada de um processo que pode ter ocorrido nos primórdios do Sistema Solar, quando os planetas começavam a se formar dentro do disco que circundava o Sol nascente. Nas fotos da Cassini, parte do material do anel, desestabilizada pela gravidade da pequena lua Prometeu, aglomera-se em objetos com até 20 km de diâmetro.

"Cientistas nunca antes tinham visto objetos se formarem", disse Carl Murray, membro da equipe da Cassini, em nota. "Agora, temos evidência direta do processo e da dança entre as luas e os detritos espaciais". Murray apresentou os resultados nesta terça-feira, 20, numa reunião científica realizada em Bremen, na Alemanha. Eles estão publicados no periídico Astrophysical Journal Letters.

O anel F de Saturno só foi descoberto em 1979, pela nave Pioneer 11. As luas Pandora e Prometeu, que cercam o anel, foram descobertas pela Voyager 1.

A lua Prometeu parece ser a principal causa de perturbações no anel. Em seu eixo maior, ela tem 148 quilômetros de comprimento, e gira em torno de saturno muito mais depressa que as partículas que compõem o F. Como resultado, a lua ultrapassa os componentes do anel,l e aglomera as partículas de um mesmo segmento a cada 68 dias.

"Alguns desses objetos se desmancham na volta seguinte de Prometeu", disse Murray. "Mas alguns escapam. Cada vez que sobrevivem a um encontro, podem crescer e se tornar mais e mais estáveis".

Pesquisadores da Cassini usaram imagens em ultravioleta já haviam detectado bolhas de matéria nas proximidades do anel F. Esses objetos podem estar relacionados aos aglomerados vistos por Murray.

os objetos recém-descobertos no F parecem densos o bastante para ter o que cientistas chamam de "gravidade própria". Isso significa que podem atrair mais partículas para si mesmas e crescer em tamanho, como bolas de neve, à medida que as partículas do anel são arrastadas pelo rastro de Prometeu, disse Murray.

O que dá às "bolas de neve" do anel F uma chance especialmente boa de sobreviver é o local que ocupam no sistema de Saturno. O anel F fica num ponto de equilíbrio entre a atração de Saturno, tentando desmanchar os objetos, e a gravidade própria, que busca manter os objetos agregados.

Uma teoria propõe que o anel F tem apenas um milhão de anos, e é reabastecido a intervalos de milhões por pequenas luas que se afastam dos anéis principais. No entanto, as bolas de neve gigantes que se formam e se desmancham devem sobreviver apenas poucos meses.

A descoberta atual pode ajudar a explicar a origem de um objeto misterioso com de 5 km a 10 km de diâmetro que a Cassini avistou em 2004. Esse corpo, chamado provisoriamente de  S/2004 S 6, ocasionalmente colide com o anel F.

Cientistas veem mudança no nível dos lagos de lua de Saturno

Titã aparece como o grande globo atrás dos anéis de Saturno; pequena lua é Epimeteu. Nasa

estadao.com.br

Os nível dos lagos da Terra mudam de acordo com as estações e os períodos de chuva e seca. Agora, pela primeira vez, cientistas encontraram provas de que mudanças semelhantes ocorrem na maior das luas de Saturno, Titã, o único outro astro do Sistema Solar onde já se descobriu um ciclo semelhante ao da água e com massas de líquido estáveis na superfície.

Usando dados reunidos pela sonda Cassini ao longo de quatro anos, pesquisadores obtiveram indícios que mostram uma queda aproximada de um metro ao ano no nível dos lagos do hemisfério sul de Titã. A queda é resultado da evaporação sazonal do metano líquido dos lagos, que são compostos de uma mistura de metano, etano e propano.

"É muito emocionante porque, nesse objeto tão distante, conseguimos ver essa queda na escala de metros da profundidade do lago", disse um dos autores da descoberta, Alexander G. Hayes, do Caltech.

Um dos lagos, chamado Ontário - por ser do mesmo tamanho aproximado do Lago Ontário, na América do Norte - teve um recuo de sua margem de cerca de 10 km entre junho de 2005 e julho de 2009, um período correspondente à transição entre verão e outono no hemisfério sul de Titã.

Um ano na lua corresponde a 29,5 anos terrestres.

O Lago Ontário de Titã e outros lagos do hemisfério sul foram analisados por meio de informações obtidas pelo Radar de Abertura Sintética (SAR) da Cassini.

Nos dados de radar, características planas da superfície, como o espelho líquido dos lagos, aparecem escuras, enquanto que áreas mais rústicas, como montanhas, aparecem brilhantes. Além disso, uma altimetria por radar - que mede o tempo que um sinal de micro-ondas leva para voltar ao espaço depois de atingir uma superfície - foi realizada no lago em dezembro de 2008.

Uma vez que sejam conhecidas as propriedades do líquido que preenche os lagos, os pesquisadores puderam usar o radar para determinar a profundidade das massas de água, calculando a profundidade necessária para que o sinal seja totalmente absorvido pelo líquido.

Os pesquisadores compararam imagens do lago obtidas num intervalo de quatro anos, e descobriram que o Ontário encolheu. "A extensão em que a margem recuou está ligada à inclinação. Isto é, onde o lago é raso, o líquido recuou mais", disse Hayes. "Isso nos permitiu deduzir a altura vertical da queda do nível, que ficou em cerca de um metro ao ano".

Imagem revela redemoinhos na atmosfera do planeta Saturno

O planeta Saturno, fotografado em infravermelho pela Cassini. Divulgação/Nasa

estadao.com.br

Imagem produzida pela sonda Cassini em abril e divulgada nesta quinta-feira, 8/6/2010, usando um filtro sensível à luz infravermelha, revela redemoinhos  na atmosfera de Saturno, junto á sombra dos anéis do planeta gigante.

A imagem foi feita a uma distância de 1,4 milhão de quilômetros de Saturno, num ângulo de 67º entre o Sol, o planeta e a sonda. A escala da imagem é de 79 quilômetros por pixel.

A Cassini foi lançada em 1997, juntamente com a sonda europeia Huygens. O conjunto chegou a Saturno em 2004. A Huygens foi lançada em Titã, uma lua de Saturno, e enviou dados da atmosfera do satélite. Já a Cassini permanece no espaço, estudando o planeta gigante, seus anéis e luas.

O programa deveria ter sido encerrado em 2008, mas obteve uma prorrogação até 2010, que foi renovada até 2017. O orçamento da Nasa traz uma verba anual de US$ 60 milhões para o prosseguimento do estudo do planeta dos anéis.

Cassini fotografa lua de Saturno em falha entre os anéis

A imagem mais detalhada já feita de Dafne, uma pequena lua descoberta em 2005. Divulgação/Nasa

A sonda Cassini, da Nasa, registrou a lua Dafne, de Saturno, no interior da Falha de Keeler, uma brecha que existe no Anel A do planeta gigante.

Dafne tem oito quilômetros de diâmetro e é uma das "luas pastoras" de Saturno, chamadas assim por causa da influência gravitacional que exercem na conformação dos anéis.

Essa lua foi descoberta pela própria Cassini, em 2005, e recebeu seu nome oficial em 2006. Acredita-se que sua gravidade seja a causa das ondas que se propagam no material dos anéis junto às bordas da Falha de Keeler.

As imagens divulgadas nesta terça-feira, 6/07/10, são as mais próximas já feitas desta lua. A Cassini encontrava-se a 75.000 km de distância.

Sonda fotografa superposição de luas de Saturno

A superfície da lua Dione aparece em detalhes no contraste com a forma enevoada de Titã, em imagem obtida pela sonda espacial Cassini, que se encontra numa missão prorrogada para estudar os satélites e anéis do planeta Saturno.

A imagem foi feita em luz visível, no dia 10 de abril. A Cassini se encontrava a 1,8 milhão de quilômetros de Dione e a 2,7 milhões de quilômetros de Titã.

Uma das maiores luas do Sistema Solar, Titã tem uma densa atmosfera repleta de hidrocarbonetos, e lagos de matéria orgânica na superfície.

Dione tem 1.123 km de diâmetro, e a superfície marcada por crateras. Titã, em contraste, tem mais de 2,500 km de diâmetro, sendo maior que a Lua da Terra e que o planeta Mercúrio.

Nasa descobre possiblidade de vida em lua de Saturno

Do G1

Pesquisadores basearam-se em estudos da missão que estuda o planeta.
Organismos vivos poderiam estar se alimentando de hidrogênio e acetileno.

Baseados em dois estudos da missão Cassini, que pesquisa a órbita de Saturno, cientistas da Nasa acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfício da Titan, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas.

A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titan, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.

Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.

De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titan o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.

Cassini revela detalhes da cratera Herschel em Mimas, lua de Saturno

A sonda robótica Cassini executou um rasante em Mimas, em 13 de fevereiro de 2010 e capturou esta detalhada imagem da mega cratera Herschel.

Mimas é uma das menores luas arredondadas de Saturno. Embora relativamente pequena, Mimas, por outro lado, nos surpreende, pois ostenta a gigantesca cratera Herschel, com 130 km de diâmetro. Herschel é uma das maiores crateras de impacto visíveis em todo o Sistema Solar. Maiores que Herschel, na Terra, temos as crateras confirmadas Vredefort  (África do Sul), Sudbury Basin (Canadá) e a Cratera Chicxulub (Yucatã) com, respectivamente, 300, 250  e 180 km de diâmetro, além da candidata Wilkes Land (550 km, Antártida), não confirmada até hoje.

A nave espacial robótica Cassini, operando na órbita de Saturno, fez esta imagem da cratera Herschel, em detalhes sem precedentes, a uma distância aproximada de 16.000 km desta lua de Saturno. Neste flyby a Cassini quebrou seu recorde de aproximação de Mimas, passando a apenas 9.500 km deste mundo gelado.

O time de imagens da Cassini colorizou a imagem realçando seus contrastes. Na imagem acima a equipe inseriu informações de cores de antigas imagens feitas de Mimas. Esta composição nos revela com maior clareza que a paisagem no interior da cratera Herschel tem uma tonalidade levemente diferente da do terreno intensamente esburacado por crateras em sua volta.

Esta diferença nas cores nos indica algumas pistas da composição do material no solo, revelando a violenta história de Mimas.

Os cientistas planetários estimam que, provavelmente, se tivesse ocorrido um impacto maior em Mimas, ligeiramente mais violento deste que originou a cratera de Herschel de 130 km, o desastre teria  pulverizado totalmente a lua Mimas, transformando-a em um anel de escombros.

Sonda revela 'floresta' de jatos no polo de lua de Saturno

As novas imagens também oferecem a melhor foto em 3-D já feita de uma das fissuras da superfície da lua.

estadao.com.br

Imagens feitas pela sonda Cassini durante sua aproximação da lua Encélado, do plkaneta Saturno, realizada em novembro, revelam uma "floresta" de gêiseres emanado do polo sul do satélite, e produziram o mais detalhado mapa de temperaturas da fratura por onde os jatos de material são emitidos, diz nota divulgada pela Nasa.

As novas imagens também oferecem a melhor foto em 3-D já feita de uma das "listras de tigre" - como são chamadas as fissuras que liberam partículas de gelo, vapor de água e matéria orgânica.


"Encélado continua a surpreender", disse, na nota, Bob Pappalardo, cientista de projeto da Cassini. "Com cada passagem, aprendemos mais sobre as atividades extremas e o que faz essa estranha lua funcionar".

Para as câmeras da Cassini que registram luz visível, a passagem de 21 de novembro foi o último olhar para a superfície do polo sul antes que a lua mergulhe num período de escuridão de 15 anos, e produziu as imagens mais detalhadas já feitas dos jatos.

Série de jatos fotografada pela Cassini durante aproximação de Encélado, em novembro. Nasa

Pesquisadores planejaram usar a passagem para procurar jatos menores, que não tivessem aparecido em imagens anteriores. Em um mosaico, cientistas conseguiram contar mais de 30 gêiseres individuais, incluindo mais de 20 nunca vistos antes. Pelo menos um jato que aparecia com destaque em imagens anteriores agora parece mais fraco.

"Esta última passagem confirma o que suspeitávamos", disse a líder da equipe de imagens da Cassini, Carolyn Porco. "O vigor dos jatos individuais pode variar com o tempo e muitos jatos, grandes e pequenos, irrompem ao longo das listras de tigre".

Um novo mapa foi criado, combinando dados de calor e de luz visível de um segmento de 40 km da maior das listras, batizada de Baghdad Sulcus. O mapa evidencia a correlação entre fraturas jovens na superfície altas temperaturas.

Nessas medições, os picos de temperatura ao longo de Baghdad superam os 180 Kelvin (-93º C), e podem chegar a um máximo de 200 Kelvin (-73º C).

Essas altas temperaturas provavelmente resultam do aquecimento das laterais da fratura pelo vapor quente que sobe e propele as partículas de gelo que são vistas nos jatos.

Descoberta reforça hipótese de oceano em lua de Saturno

Íons de água são mais um indfício de que é material líquido, e não gelo, que alimenta os gêiseres de Encélado.

estadao.com.br

Em passagens recentes pelo jato de água congelada emitido por Encélado, uma das luas de Saturno, o espectrômetro de plasma da sonda Cassini encontrou quantidades inesperadas de moléculas dotadas de carga elétrica e poeira que fortalecem os argumentos em favor da presença de água em estado líquido e ingredientes da vida no astro gelado.

O espectrômetro de plasma, projetado originalmente para estudar o ambiente magnético de Saturno, mede a densidade, fluxo, temperatura e velocidade dos elétrons e íons - fragmentos de átomos e moléculas dotados de carga elétrica - que entram no instrumento. Desde a descoberta do gêiser de gelo de Encélado, no entanto, o espectrômetro também tem ajudado a analisar material captado dos jatos.

A pluma de gelo e vapor emitida por Encélado foi descoberta num estágio anterior da missão Cassini. Desde então, cientistas determinaram que as partículas ejetadas pela lua vão formar o anel E do planeta gigante, além de dominar o ambiente magnético ao redor de Saturno.

Agora, os pesquisadores ligados à Cassini informam ter descoberto íons de carga negativa na pluma de material. A maioria deles é de água, mas também há outros hidrocarbonetos. A descoberta é descrita na revista científica Icarus.

Com isso, a lua se junta à Terra, a cometas e a outro satélite de Saturno, Titã, como um dos locais do Sistema Solar onde essas partículas já foram detectadas. Íons negativos de oxigênio foram encontrados na alta atmosfera terrestre nos primórdios da era espacial. Na superfície terrestre, íons negativos de água são encontrados onde existe água em movimento violento, como em quedas d'água e no choque de ondas no oceano.

"Embora a presença de água lá não seja surpreendente, esses íons, que duram pouco, são uma evidência a mais de que há água, carbono e energia, alguns dos principais ingredientes da vida, presentes", diz o principal autor do trabalho, Andrew Coates, do University College London.

"A surpresa para nós foi ver a massa desses íons. Há diversos picos no espectro, e quando os analisamos, vimos o efeito das moléculas de água aglomerando-se, uma após a outra".

Missão Cassini é prorrogada até 2017, anuncia Nasa

Lançada em 1997, a sonda atua em Saturno desde 2004; missão deveria encerrar-se em 2010.

estadao.com.br

A Nasa anunciou a prorrogação da missão Cassini, de exploração do planeta Saturno e suas luas, até 2017. O orçamento da agência traz uma verba anual de US$ 60 milhões para o prosseguimento do estudo do planeta dos anéis.

"Esta en uma missão que nunca para de trazer resultados científicos surpreendentes e mostrar paisagens maravilhosas", disse, em nota, o diretor da divisão de ciência planetária da Nasa, Jim Green.

A Cassini foi lançada em 1997, juntamente com a sonda europeia Huygens. O conjunto chegou a Saturno em 2004. Huygens foi lançada em Titã, uma lua de Saturno, e enviou dados da atmosfera do satélite. Já a Cassini permanece no espaço, estudando o planeta gigante, seus anéis e luas.

Panorâmica de Saturno e seus anéis feita pela sonda Cassini, lançada em 1997. Nasa

O programa deveria ter sido encerrado em 2008, mas obteve uma prorrogação até 2010 e agora, até 2017.

Esta segunda prorrogação, chamada Missão Solstício, permitirá que os cientistas estudem mudanças provocadas pela passagem das estações em Saturno. A Cassini havia chegado a Saturno imediatamente depois do solstício de inverno do hemisfério norte, e com a nova prorrogação continuará a funcionar até pouco depois do solstício de verão no mesmo hemisfério.

Um período sazonal completo em Saturno nunca antes havia sido estudado com tantos detalhes. A prorrogação prevê mais 155 órbitas ao redor de Saturno, 54 passagens próximas a Titã e 11 passagens por Encélado, uma lua gelada que pode conter água em, seu interior.

A prorrogação também permitirá novos estudos dos anéis e do campo magnético do planeta. A sonda fará diversos mergulhos pelo espaço entre Saturno e os anéis.

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