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Lua contém muito mais água do que esperado

de INFO Online

Analisando a composição molecular de rochas lunares, cientistas concluem que nosso satélite natural possui até 100 vezes mais água do que se acreditava.

Uma pesquisa liderada pelo Carnegie Institution’s Geophysical Laboratory, em Washington, e que foi financiada pela NASA, estima que o volume de moléculas de água presas em minerais no interior da Lua pode passar o dos Grandes Lagos na Terra.

O conjunto de lagos na fronteira dos Estados Unidos e Canadá possui mais de 22 mil km3 do líquido.

Por mais de 40 anos o homem achou que a Lua fosse seca, até que estudos começaram a apontar o contrário. Recentemente, com dados mais preciso obtidos pela nave indiana Chandrayaan-1, pesquisadores conseguiram identificar a presença de água na superfície e no interior do corpo celeste, usando sensores remotos e algumas amostras coletadas.

Mas desta vez, o estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences utilizou como base de análise amostras coletadas pelas missões Apollo. Eles buscaram especialmente pelo hidroxila, um composto com um átomo de oxigênio ligado a hidrogênio.

A história da Lua

Acredita-se que o satélite natural da Terra tenha se formado com o impacto de um objeto do tamanho de Marte há cerca de 4,5 bilhões de anos. Ao se chocar com nosso planeta, o objeto colocou muito material na órbita terrestre que, com o tempo, acabou se compactando e formando a Lua. No meio do processo de compactação, um oceano de magma teria se formado e, lentamente, começou a esfriar. Os cientistas acreditam que, neste momento, a água escapou ou foi preservada como molécula de hidroxila nos minerais em cristalização.

Justamente por isso, os cientistas escolheram analisar rochas cristalizadas que recebem o nome de KREEP. A sigla em inglês utiliza o K, símbolo do potássio, REE, sigla de “rare Earth elements”, elementos raros na Terra”, e P, o símbolo do fósforo. Essas rochas são o componente de alguns derretimentos causados pro impactos lunares e de rochas basálticas.

A água é insolúvel nos silicatos principais que se cristalizaram na Lua, por isso acredita-se que ela deveria estar concentrada nas KREEP.

Combinando medidas com modelos que mostravam como o material se cristalizou durante o resfriamento lunar, os cientistas concluíram que o mínimo de água por lá variava de 64 partes por bilhão a 5 partes por milhão. O resultado ainda é duas ordens de grandeza maior do que previamente estimado – menos de 1 parte por bilhão.

Os pesquisadores ressaltam que a água medida está na forma de hidroxila.

Radar da Nasa descobre gelo no Polo Norte da Lua

Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Pólo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa. Foto:Ho/AFP

WASHINGTON (AFP) - Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Polo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa.
O radar Mini-SAR da agência espacial norte-americana identificou mais de 40 pequenas crateras de 1,6 a 15 quilômetros, todas cheias de gelo.
"Embora o total de gelo dependa de sua espessura em cada cratera, estima-se que poderá haver pelo menos 600 milhões de toneladas métricas de água congelada", indicou a Nasa em um comunicado.
A descoberta ocorre poucas semanas depois de o presidente Barack Obama ter frustrado as ambições dos Estados Unidos de retornarem com astronautas à Lua.
A descoberta "mostra que a Lua é um destino mais interessante e atraente no aspecto científico, operacional e de exploração do que as pessoas pensavam anteriormente", indicou Paul Spudis, principal pesquisador do experimento Mini-SAR no Lunar and Planetary Institute de Houston, Texas (sul).
O Mini-SAR passou o último ano mapeando as crateras lunares que estão permanentemente na sombra e que não são visíveis da Terra, usando as propriedades de polarização das ondas de rádio.
As descobertas do radar, que serão divulgadas no jornal Geophysical Research Letters, seguem as descobertas de outros instrumentos da Nasa e se somam às informações científicas sobre as diversas formas de água encontradas na Lua.
O Moon Mineralogy Mapper da Nasa, também a bordo do satélite indiano Chandrayaan-1, descobriu moléculas de água nos pólos da Lua, enquanto que o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS) da Nasa detectou vapor de água.
Os cientistas indianos da missão Chandrayaan-1 -um satélite lançado em outubro de 2008 que deve orbitar dois anos ao redor da Lua- confirmaram as descobertas norte-americanas, após a análise das ondas luminosas captadas pelos instrumentos norte-americanos.

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