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Raio-X mostra detalhes de nebulosa no espaço


Paula Rothman, de INFO Online

Novos estudos com o observatório de raios-X Chandra explicam como surgiu uma das mais estudadas regiões formadoras de estrelas.

Localizada a cerca de 5 mil anos-luz da Terra, a nebulosa Rosette possui três grandes aglomerados de estrelas, chamados clusters.

Um deles, o do centro, é mais cheio, enquanto outros dois laterais são mais dispersos. Dados do Observatório de raio-X Chandra aparecem em vermelho e ressaltados por uma linha branca.

Já os dados ópticos (roxo, laranja, verde e azul) mostram grandes  áreas de gás e poeira, incluindo pilares gigantes que sobraram na região depois que a intensa radiação das estrelas de grande massa erodiu o gás mais difuso.

Um estudo recente do cluster do lado direito da imagem, chamado de NGC 2237, fornece a primeira análise das estrelas de pouca massa na área. Previamente, somente 36 desses jovens corpos haviam sido descobertos - mas o Chandra aumentou esse número para 160.

Ao combinar uma série de análises de raios-X com estudos anteriores, os pesquisadores concluíram que o cluster central se formou primeiro. Em seguida, veio a expansão da nebulosa Rosette, o que disparou a formação dos dois clusters vizinhos - incluindo o NGC 2237.

Descoberta nova formação de estrelas


de INFO Online

O telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia,  revelou um centro de formação de novas estrelas ao registrar a galáxia em infravermelho.

Na Nebulosa Rosette, a cinco mil anos-luz, ele descobriu estrelas em formação com cerca de dez vezes a massa do Sol.

A nebulosa e está associada a uma grande nuvem que contém poeira e gás suficiente para produzir cerca de 10 mil Sóis. Na imagem do Herschel, cada cor representa uma temperatura diferente da poeira, de –263ºC (10ºC acima do zero absoluto) em vermelho a –233ºC em azul.

Os borrões brilhantes são casulos empoeirados que escondem as protoestrelas de grande massa. Os pequenos pontos no centro e as áreas avermelhadas são protoestrelas de menor massa, parecida com o Sol.

É importante compreender a formação desses corpos de grande massa na nossa galáxia porque elas alimentam com luz e outras formas de energia a sua nuvem – e, assim, podem disparar a formação da próxima geração de estrelas.

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