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NASA descobre dois novos exoplanetas


Usando os instrumentos na nave Kepler, a Agência Espacial Americana descobriu dois novos planetas orbitando uma estrela a dois mil anos-luz.

A descoberta é fruto de mais de sete meses observando 156 mil estrelas, uma missão cujo objetivo é encontrar locais do tamanho da Terra fora do nosso sistema solar.

Em junho, os cientistas operando a Kepler já haviam submetido dados de 700 candidatos a exoplanetas (qualquer planeta que orbite uma estrela que não o nosso Sol é chamado assim), descobertos em apenas 43 dias de missão.

Dessa vez foi possível confirmar a existência desses dois novos corpos orbitando a estrela Kepler-9. Eles foram detectados de forma indireta, por meio das pequenas diminuições no brilho da estrela que ocorrem quando um planeta passa na sua frente. O tamanho do corpo pode ser derivado dessa diminuição temporária de luminosidade, assim como sua distância da estrela e sua massa.

As estimativas das dimensões dos dois exoplanetas, chamados de Kepler-9b e 9c, foram refinadas no Observatório W.M. Keck, no Havaí. Ambos possuem massa similar a Saturno e, embora os dois sejam menores do que o planeta dos anéis, o Kepler 9b é um pouco maior do que seu companheiro. Ele também está mais perto da estrela, com uma órbita de cerca de 19 dias, enquanto o Kepler-9c possui uma órbita de 38 dias.

As descobertas, publicadas na Science, indicam também a possível existência de um terceiro pequeno planeta, uma super-Terra com um raio 1,5 vezes o do nosso planeta. Ele orbitaria próximo à estrela, completando sua volta em 1,6 dias. No entanto, mais dados são necessários para confirmar se este seria o terceiro exoplaneta orbitando a Kepler 9b.

Paula Rothman, de INFO Online

Telescópio acha 140 planetas que podem ter vida

Kepler descobre planetas quando eles passam em frente a sua estrela, assim como registra Vênus ou Mercúrio ao passarem em frente ao Sol
Foto: Nasa/Divulgação

Portal Terra

Cientistas anunciaram a descoberta de 140 novos planetas parecidos com a Terra encontrados nas últimas semanas. Com os novos dados, os cientistas acreditam que existam cerca de 100 milhões de planetas parecidos com o nosso e que possam abrigar vida apenas na Via Láctea. As informações são do Daily Mail.

Os achados foram feitos pelo telescópio espacial Kepler, que procura novos planetas desde que foi lançado, em janeiro de 2009. Segundo o astrônomo Dimitar Sasselov, os planetas têm tamanho parecido com o da Terra. O cientista descreveu a descoberta como a "realização do sonho de Copérnico", em referência ao pai da astronomia moderna.

Novos planetas fora do sistema solar são descobertos quando eles passam em frente a sua estrela. O telescópio não capta uma imagem direta, mas registra a minúscula diminuição do brilho do astro quando o planeta passa em frente. Essa passagem causa "piscadas" na luz. Pelo cálculo da diminuição de brilho, do tempo entre as "piscadas" e da massa da estrela, os astrônomos conseguem descobrir o tamanho do planeta.

O Kepler continuará pesquisando o céu dia e noite, sem interrupção, pelos próximos quatro anos, segundo o cientista. Sasselov afirma que nos últimos 15 anos cerca de 500 exoplanetas foram descobertos, mas nenhum foi considerado parecido com a Terra, ou seja, com a possibilidade de abrigar vida.

"Vida é um sistema químico que realmente necessita de um planeta pequeno, água e pedras e uma grande quantidade de complexos químicos para surgir e sobreviver. (...) Tem um monte de trabalho para fazermos com isso, mas os resultados estatísticos são claros e planetas como a nossa Terra estão lá fora. (...) Nossa própria Via Láctea é rica nesse tipo de planetas", disse o astrônomo durante a apresentação dos resultados do Kepler na conferência TEDGlobal, em Oxford, no Reino Unido.

Equipe do satélite Kepler divulga dados de 306 possíveis planetas

Cientistas ligados ao satélite Kepler, da Nasa, que vem realizando buscas por planetas semelhantes à Terra em órbita de outras estrelas, informa  ter localizado 706 estrelas com "candidatos viáveis" a planetas, alguns com tamanho comparável ao da Terra. Se confirmados esses candidatos mais que dobrarão o total de planetas conhecidos fora do Sistema Solar, hoje me pouco mais de 400.

Os dados de 306 desses candidatos a planetas foram divulgados nesta terça-feira, 15,/06/2010 para que cientistas de todo o mundo possam analisá-los e confirmar ou não a presença de outros planetas fora do sistema Solar. O restante da massa de dados, referente a 400 planetas, só será divulgada em fevereiro de 2011.

A decisão da equipe do Kepler de restringir o acesso da comunidade científica em geral à totalidade da informação foi justificada como necessária por conta de atrasos no programa, e também para evitar que um grande número de "falsos positivos" viesse a público mas, de acordo com o New York Times, a reserva dos dados até fevereiro está sendo considerada polêmica, e mesmo antiética, por alguns pesquisadores.

Na segunda-feira, o principal concorrente do Kepler na busca pelo primeiro planeta semelhante à Terra, o francês CoRoT - que conta com participação de brasileiros - havia anunciado a descoberta de seis planetas, todos maiores que a Terra.

A maioria dos 706 candidatos, segundo os pesquisadores ligados ao Kepler, aponta para planetas com menos da metade do raio de Júpiter. A apresentação dos dados divulgados pode ser vista online.

Kepler descobre objetos inclassificáveis

Objeto é muito quente para ser planeta e muito pequeno para ser estrela. Telescópio foi lançado em 2009.

O telescópio espacial Kepler, da NASA, detectou dois objetos que não se encontram em nenhuma categoria conhecida por astrônomos. Apresentadas nesta terça-feira (05/01/2009) na reunião da Sociedade Americana de Astronomia (AAS), essas entidades que orbitam estrelas são quentes demais para serem planetas, mas muito pequenas para serem consideradas outras estrelas. A temperatura nesses corpos ultrapassa 14.000°C.

As principais teorias para a natureza dos objetos englobam os dois extremos do ciclo de vida cósmico. Jason Rowe, responsável pela descoberta, sugere que eles são planetas recém-nascidos, onde normalmente a temperatura é alta. Já Ronald Gilliland, do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial (STScI), diz acreditar que os misteriosos objetos sejam estrelas do tipo das anãs brancas que estão morrendo, perdendo camadas exteriores e encolhendo.

Projetado para localizar objetos semelhantes à Terra, o Kepler já achou, em seis semanas de operação, cinco planetas fora do Sistema Solar. Todos porém, são grandes e quentes, mais parecidos com Júpiter.

O menor deles tem aproximadamente o tamanho de Netuno, o quarto maior planeta do Sistema Solar. De acordo com o chefe da divisão de astrofísica da NASA, Jon Morse, "é apenas questão de tempo até que as observações do Kepler levem a planetas menores e com períodos mais longos de órbita, aproximando-se cada vez mais da descoberta do primeiro deles análogo à Terra"

Fonte: FolhaOnline

Kepler encontra cinco novos exoplanetas

A lista de exoplanetas conhecidos na nossa galáxia acabou de crescer, graças às primeiras observações do telescópio espacial Kepler da NASA, que encontrou cinco novos planetas leves orbitando estrelas distantes.

“Eu gostaria de anunciar hoje a descoberta de cinco exoplanetas pelo Kepler,” disse William Borucki, diretor científico do Kepler, no 215º encontro da Sociedade Astronômica Americana.

A sonda Kepler, cuja missão é encontrar exoplanetas parecidos com a Terra, também encontrou um objeto estranho orbitando uma estrela e está medindo os tremores que correm pela superfície da estrela.

Os cinco planetas recém-encontrados são bem maiores que os corpos que o Kepler foi projetado para encontrar. Um deles mostrou ser do tamanho de Netuno, e os outros quatro são maiores do que Júpiter.

Todos os cinco planetas orbitam muito perto das suas estrelas, com períodos orbitais de cerca de três ou quatro dias, e portanto são muito quentes. Suas temperaturas estão acima de lava; até ferro derreteria em suas superfícies.

Enquanto o planeta do tamanho de Netuno, chamado de Kepler 4b, tem a densidade dos gigantes de gelo do nosso sistema solar (portanto provavelmente tem uma abundância de elementos mais pesados do que hidrogênio e hélio), um dos outros novos planetas, Kepler 7b, tem uma das menores densidades de qualquer planeta já descoberto, disse Borucki.

A sua densidade é menor do que a da água, e é “a mesma do isopor,” disse Borucki, providenciando um mistério aos astrônomos para solucionarem a estrutura destes leves planetas.

Enquanto estes planetas não são do tipo que cientistas esperam que o Kepler irá encontrar, as observações que o telescópio fez até agora mostraram que “nós temos a sensitividade para procurar planetas do tamanho da Terra,” disse Borucki.

Kapler, lançado no dia 6 de Março de 2009, procura por quedas no brilho de estrelas que indicam que um planeta está transitando na frente da estrela (da perspectiva da Terra).

O Kepler também observa a ocultação de planetas, ou a queda do brilho quando o planeta se move atrás de sua estrela. O telescópio também realizou uma estranha observação de um sistema onde o brilho do corpo que orbita a estrela cai mais durante a ocultação do que durante seu trânsito, o que sugere que ele é bem mais quente do que a sua estrela – certamente uma situação estranha para um sistema planeta-estrela. O corpo poderia ser uma pequena e relativamente fria anã branca, mas seu tamanho é grande demais para a maioria das anãs brancas.

“Nós ainda não temos certeza do que estamos vendo aqui,” disse Borucki.

O Kepler monitorou várias estrelas parecidas com o Sol para ver se elas são calmas o suficiente para tanto permitir vida em algum de seus planetas e permitir que astrônomos os detectem. As observações do telescópio mostram que vários gêmeos estelares tem aproximadamente o mesmo nível de atividade do Sol, ou são mais calmos.

“É uma boa notícia para a exobiologia,” disse Natalie Batalha, membro da equipe do Kepler, já que isto significa que estas estrelas não esfregam a superfície de seus planetas, providenciando um local em potencial para a vida se formar. Poucas flutuações no brilho dessas estrelas também torna mais fácil para os astrônomos detectarem planetas – particularmente aqueles que são do tamanho da Terra e na chamada zona habitável da estrela, a distância de órbita onde água poderia permanecer líquida na superfície do planeta.

O Kepler também mostrou sua habilidade de medir as oscilações que ocorrem na superfície de uma estrela, que causam vibrações e variações no seu brilho. Estudando esta sismologia estelar pode ajudar os cientistas a entenderem melhor a idade e estrutura das estrelas. Os dados do Kepler para uma estrela em particular determinaram o seu diâmetro, e diminuíram a margem de erro deste diâmetro de 10% para menos de 1%.

Os resultados anunciados na reunião vieram apenas dos primeiros 43 dias de observações do Kepler; cientistas ainda tem mais de oito meses de dados para estudar, disse Borucki.

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