"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você." - Carl Sagan
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Observatório capta imagem de estrela muito brilhante e rara
As estrelas supermassivas morrem muito rápido e no final de suas vidas algumas ejetam milhões de vezes mais material no espaço do que as estrelas mais calmas como nosso Sol. Estes objetos raros são muito quentes e são conhecidos como estrelas Wolf-Rayet.
Recentemente, uma nova imagem registrada pelo Observatório de La Silla, nos Andes chilenos, registrou uma brilhante estrela desse tipo. Batizada de WR 22, o objeto é na realidade um sistema binário de estrelas e de acordo com os observadores do Observatório Europeu Sul (ESO), tem 70 vezes mais massa que nosso Sol.
WR 22 se encontra na constelação de Carina e apesar de se localizar a mais de 5 mil anos-luz de distância, sua intensa luminosidade pode ser vista até mesmo à vista desarmada. Nesta cena, a colorização artificial foi criada a partir de imagens feitas com filtros de diferentes tonalidades, registradas com o instrumento Wide Field Imager, conectado ao telescópio de 2.2 metros de diâmetro do observatório.
Na imagem captada, WR 22 aparece brilhante no centro da composição. Os tons de roxo e lilás que aparecem em torno da estrela são resultado da interação da intensa radiação ultravioleta emitidas pela astro com as vastas nuvens de gás, principalmente o hidrogênio, ejetado pela estrela e que circunda o ambiente espacial ao redor.
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100729-111829.inc
Eta Carinae
Eta Carinae, (na constelação da Quilha, ou "Carina", em latim), está a 7500 anos-luz da Terra. Uma estrela vísivel no Hemisfério Sul (incluindo Brasil), mas não no Hemisfério Norte (incluindo Portugal). De tamanho muito grande (100 a 150 vezes a massa do Sol), seu aspecto mais marcante é a variação de seu brilho em várias ordens de magnitude.Quando foi pela primeira vez catalogada em 1677 por Edmond Halley, era uma estrela de magnitude 4, mas em 1843, após uma erupção que ejetou uma nuvem de poeira 500 vezes maior que o sistema solar, ficou mais brilhante, atingindo o brilho de Sírio, apesar da sua enorme distância. Depois disso (entre 1900 e 1940), a magnitude era apenas de 8. Em 2002, tinha magnitude 5, tendo de repente e surpreendentemente dobrado o seu brilho entre 1998 e 1999.
Tudo indica tratar-se de uma sistema binário de estrelas muito próximas uma da outra. A estrela de menor diâmetro é a mais quente (30 000 °C) e a outra com o triplo do diâmetro é mais fria (15 000 °C), mas duas vezes mais brilhante. Este sistema estelar está envolto numa densa nuvem de gases e poeiras, que forma uma nebulosa 400 vezes mais extensa do que o Sistema Solar, conhecida como a Nebulosa de Eta Carinae (ou NGC3372). A perda de luminosidade deve-se, possivelmente, a uma consequência da aproximação máxima entre as duas estrelas, o periastro, altura em que a estrela menor encobre quase metade da maior. A diminuição de brilho é equivalente a 20 vezes o do Sol, mas brilhando como 4 a 5 milhões de sóis. O período de rotação das estrelas (uma em relação à outra) é de 5,5 anos.
O que torna Eta Carinae especial é o seu brilho muito instável e de forma extremamente rápida, devido à poeira e o encobrimento da estrela maior pela menor, ao contrário das outras estrelas visíveis a partir da Terra. Em 1830, brilhava tanto como Sírio (a estrela mais brilhante). Actualmente, só é visível em locais muito escuros, sendo o seu brilho muito baixo; há 40 anos atrás até era necessário um telescópio para a poder observar.
O astrónomo brasileiro Augusto Damineli, professor do IAG-USP, é um dos que afirmam que a estrela é uma variável pois a cada cinco anos e meio, segundo ele, acontece uma redução no seu brilho, já outros astrônomos não aceitavam essa teoria, no entanto em 1997, ocorreu uma nova redução do brilho, o fenômeno foi confirmado. Em 2003 , graças aos registros de mais de 50 especialistas apoiados nas observações através de telescópios terrestres e em órbita , finalmente confirmou-se tratar-se mesmo de mais uma estrela variável do tipo SDOR - Estrelas de alta luminosidade binária, com variações entre 1 a 7 magnitudes, associadas e envoltas em material em expansão próprio das nebulosas.
Estrelas muito grandes como Eta Carinae esgotam seu combustível muito rapidamente devido à sua desproporcionalmente alta luminosidade. Espera-se que Eta Carinae possa explodir como uma supernova ou hipernova dentro de algum tempo nos próximos milhões de anos.
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