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Simulação espacial termina depois de um ano com seis homens na “nave”

A parceria de simulação espacial entre Rússia, China e a agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) concluiu a missão Mars500, que ficou popularmente conhecida como “Big Brother Marte”, na última sexta-feira (05/11/2011).  A operação durou mais de um ano e teve seis homens  da tripulação que simularam uma viagem a Marte. A “nave espacial” estava localizada em Moscou, mas durante todo o ano eles tiveram que respeitar as condições de sobrevivência como se estivessem no espaço.

Os homens embarcaram em 3 de junho de 2010. Entre as condições para permanecerem na “nave espacial” estava a regra de tomar banho apenas uma vez por semana, o mesmo período de tempo para se comunicar com alguém na Terra (o que leva em média meia-hora) e cumprir as tarefas determinadas para a missão. O horário em que eles “voltaram” a Terra foi durante a manhã (horário de Brasília).

Todos os homens são de nacionalidades diferentes, sendo eles o cirurgião russo Sukhrob Kamolov, o engenheiro francês Romain Charles, o médico russo Alexandr Smoleevskyi, o engenheiro ítalo-colombiano Diego Urbina, o instrutor de astronautas chinês Wang Yue e o engenheiro russo Alexey Sitev, comandante da missão. Estes foram escolhidos depois que mais de 6 mil pessoas de 40 países se candidataram para participar do projeto.

Um dos objetivos dessa missão simulada foi testar se uma tripulação de seis pessoas teria condições de manter a sanidade psicológica em um espaço reduzido e por tanto tempo. Além dos desafios técnicos, as operações espaciais precisam pensar em como será o trabalho em equipe da tripulação.

Origem de cratera oval na paisagem marciana ainda é um mistério


Orcus Patera é uma enigmática depressão de forma elíptica perto do equador de Marte, no hemisfério oriental do planeta, entre os vulcões Elysium e Olympus. Sua origem continua a ser um mistério. Uma nova imagem da estrutura foi divulgada apela Agência Espacial Europeia (ESA).

A depressão tem 380 km por 140 km, e uma borda que se eleva a até 1.800 metros sobre o terreno circundante. Seu fundo tem uma depressão que vai de 400 metros e 600 metros.

O termo "patera" é usado para crateras vulcânicas profundas e irregulares, mas não se sabe se Orcus realmente foi criada por um vulcão.

Entre as origens possíveis mencionadas na nota divulgada pela ESA, está a do impacto de um corpo vindo do espaço, que teria deixado uma cratera circular, posteriormente deformada por forças de compressão.

Uma alternativa seria a fusão de diferentes crateras de impacto, causada pela erosão do terreno entre elas.

A agência europeia considera como mais provável a hipótese de um impacto oblíquo, no qual um astro pequeno teria atingido a superfície num ângulo raso, muito próximo da horizontal.

estadão.com.br

Agências espaciais selecionam instrumentos para Marte

Concepção artística do satélite da ESA e Nasa ExoMars Trace Gas Orbiter, de missão conjunta

Folha.com

A agência espacial americana (Nasa) e europeia (ESA) selecionaram os instrumentos científicos para sua primeira missão conjunta para Marte.

Planejada para 2016, ela vai estudar aspectos químicos da atmosfera marciana, incluindo o metano. Descoberto em 2003, o metano pode apontar para a vida no Planeta Vermelho.

Segundo comunicado de hoje da ESA, ela se juntou com a Nasa para "um programa de exploração em Marte, uma aliança nova e sem precedentes para futuros empreendimentos no planeta".

A ExoMars Trace Gas Orbiter é a primeira de uma planejada série de missões conjuntas conduzindo ao retorno de amostras da superfície de Marte.

Cientistas por todo o mundo foram convidados para propor instrumentos para a espaçonave utilizada.

"Para explorar bem Marte, nós queremos aproveitar todos os talentos que pudermos da Terra", diz David Southwood, diretor da ESA para Ciência e Exploração Robótica.

"Mapear o metano nos permite investigar melhor sobre a mais importante das questões: Marte é um planeta vivo, e se não é, pode ou se tornará no futuro?", completa Southwood.

Câmeras

A ESA e a Nasa selecionaram cinco instrumentos científicos dos 19 propostos em janeiro de 2010, em resposta ao anúncio realizado para a primeira missão.

Eles foram julgados como possuindo os melhores valores científicos e riscos menores, e serão desenvolvidos por equipes internacionais de cientistas e engenheiros dos dois lados do Atlântico.

Entre os cinco instrumentos selecionados estão: o Mars Atmospheric Trace Molecule Occultation Spectrometer (MATMOS), um espectrômetro infravermelho para detectar baixas concentrações moleculares e o ExoMars Climate Sounder (EMCS), um radiômetro infravermelho para fornecer medidas globais de poeira e vapor d'água.

Também estão inclusos o High-resolution solar occultation and nadir spectrometer (SOIR/NOMAD), espectrômetro para mapear constituintes da atmosfera; o High-resolution Stereo Color Imager (HiSCI), câmera que cobrirá áreas de 8,5 km²; e o Mars Atmospheric Global Imaging Experiment (MAGIE), câmera grande angular multi-espectral para apoiar outros instrumentos.

Eso divulga imagem de estrela gigante bebê

do Terra

O Observatório Espacial Europeu (ESO) divulgou nesta terça-feira(14/07/2010) a imagem de uma estrela maciça recém-nascida. A imagem inédita é uma sobreposição de fotos obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e pelo telescópio do ESO em sua base na terra.

Segundo os astrônomos, a imagem é a primeira evidência direta de que as estrelas muito grandes - aquelas que têm a massa no mínimo 10 vezes maior que o nosso Sol - nascem da mesma forma que as irmãs menores, a partir de uma nuvem de poeira e gás em forma de disco.

Hubble captura estrela morrendo e com núcleo exposto

do Terra

As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram uma imagem registrada pelo telescópio espacial Hubble de uma estrela em uma das fases finais de sua vida. O astro, similar ao Sol, fica na constelação de Cisne a cerca de 15 mil anos luz da Terra.

As agências afirmam que estrelas similares à nossa se tornam vermelhas gigantes e, quando esta fase acaba, elas começam a perder matéria para o espaço. Os arredores do astro ficam ricos em poeira e gás e a estrela se mantém relativamente fria (se comparada a outras).

A estrela ilumina essa nuvem de gás e poeira e emite grande quantidade de radiação infravermelha, foi dessa forma que ela foi observada pela primeira vez, em 1983. As agências explicam que como o astro continua a perder material, o núcleo quente fica exposto. A nuvem continua sendo afetada pela radiação e brilha, o que leva à formação de uma nebulosa planetária - o nome não tem nada a ver com a formação de planetas, elas são assim chamadas por parecerem com nossos "vizinhos" Urano e Netuno.

ESA e Nasa - Hubble registra 'caldeirão de infusão cósmica'

do Terra

As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram nesta terça-feira uma imagem registrada pelo telescópio espacial Hubble de o que chamam de "caldeirão de infusão cósmica". A NGC 2467 na verdade é uma grande nuvem de gás e poeira na qual se formam diversas estrelas (os pontos azuis da imagem).

As estranhas formas da nuvem são destacadas pelo gás brilhante. A NGC 2467 é formada basicamente de hidrogênio e funciona como uma "incubadora estelar". Muitas das estrelas azuis jovens registradas emergiram dessa "infusão", mas tantas outras devem estar escondidas dentro da nuvem.

Segundo os pesquisadores, estudos indicam que a maior parte da radiação dessa nuvem vem de um única e brilhante estrela massiva (a maior na imagem). A sua poderosa radiação fez com que "limpasse" as regiões em seu entorno, afastando as estrelas em formação.

As agências afirmam que o estudo dessas regiões de formação de estrelas é importante para determinar a distância e a composição química de outras galáxias.

Sonda Roseta fotografa asteroide de perto

Esta é a foto mais próxima tirada do Lutécia pela sonda Rosetta. Nos próximos dias, os especialistas devem se debruçar sobre os dados coletados, antes de anunciar qualquer conclusão sobre o asteroide. [Imagem: ESA]

A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), cruzou o caminho do asteroide Lutécia a uma distância de pouco mais de 3 mil quilômetros e enviou uma enorme quantidade de dados científicos de volta à Terra neste sábado.

A rocha de cerca de 120 km de extensão na sua dimensão mais longa é o maior asteroide já investigado por um satélite.

Imagens enviadas pela sonda mostram que o Lutécia parece ter um formato bastante irregular e sua superfície é marcada por um grande número de crateras, abertas por impactos com outros corpos, além de algumas reentrâncias que intrigaram os cientistas.

O encontro espacial aconteceu a cerca de 454 milhões de quilômetros da Terra, além da órbita de Marte.

A expectativa dos cientistas é de que os dados gerados pela nave ajudem a identificar as origens do asteroide.

"As imagens são majestosas, me deixaram sem fôlego", afirmou o professor David Southwood, da ESA.

Até hoje, telescópios baseados na Terra encontraram muitas dificuldades ao tentar classificar o asteroide. Algumas observações indicavam tratar-se de um corpo muito primitivo, com poucas mudanças desde sua formação.

No entanto, outras medições parecem revelar a existência de metais na sua superfície, o que significaria que o grande rochedo espacial já estaria em um estágio mais avançado de evolução.

Outra hipótese é que Lutécia seja um fragmento de um asteroide muito maior que teria se despedaçado em uma colisão.

Os cientistas esperam que as informações coletadas por Rosetta ajudem a responder estas perguntas.

Sonda Rosetta mostra asteróide a 450 milhões de km da Terra

do Terra

A sonda europeia Rosetta passou neste sábado, por volta das 12h (horário de Brasília) a 3,2 mil km do asteróide Lutetia, situado entre as órbitas de Marte e de Júpiter, indicou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A sonda, que perdeu, como era previsto, seu sinal de rádio com a Terra até 12h5, voltou a ter contato às 12h45, indicou o diretor de operações da nave, Andrea Accomazzo, durante uma transmissão pela internet a partir do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt (Alemanha). "Concluímos a fase de sobrevoo", declarou.

Como Rosetta encontra-se a 450 milhões de km da Terra, são necessários 25 minutos para que os sinais enviados cheguem aos centros de controle. Durante a fase de sobrevoo, Rosetta deveria fazer imagens do asteróide, um objeto maciço de mais de 100 km de diâmetro que poderá dar informações sobre o passado do sistema solar.

Após a análise das informações, as primeiras imagens devem ser apresentadas por cientistas da ESA neste sábado.

Durante a transmissão, as imagens tiradas quando Rosetta ainda estava a 80 mil km de Lutetia, para onde se dirigia a uma velocidade de 55 mil km/h, mostraram a presença de crateras em sua superfície.

Rosetta, lançada em 2004 na encalço de um cometa com o qual deverá se encontrar em 2014, já havia feito uma primeira incursão em 2008 no principal cinturão de asteróides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.

O asteróide Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris e foi batizado com o nome latino da capital francesa.

Sonda Rosetta encontra-se sábado com o asteroide Lutetia

A sonda europeia Rosetta prepara-se para encontrar, no sábado(10/07/2010), o asteroide Lutetia, que está entre as órbitas de Marte e Júpiter. 
O voo pode render informações esclarecedoras sobre a formação dos planetas do Sistema Solar.

Rosetta, lançada em 2004 para se encontrar com um cometa em 2014, já havia feito em 2008 a primeira incursão no principal Cinturão de Asteroides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.

No sábado, por volta das 12h45 no horário de Brasília, a sonda vai se aproximar do Lutetia e tirar fotos dele por duas horas; o asteroide é um corpo maciço de mais de 100 quilômetros de diâmetro, precisou Gerhard Schwehm, diretor da missão da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês).

"É uma grande chance poder observar o corpo primitivo que constitui o asteroide", comemora, já que se trata de uma testemunha do passado do Sistema Solar.

Rosetta ficará a cerca de 3.200 km da superfície do Lutetia para tê-lo integralmente em seu campo de visão. Em 2008, a sonda conseguiu ficar a 800 km de um asteroide menor, o Steins, de 6 km de comprimento.

Lutetia está a 450 milhões de quilômetros da Terra, e será necessário mais de meia hora para que os primeiros sinais da sonda cheguem ao Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC, em inglês), em Darmstadt, na Alemanha.

Os cientistas vão apresentar as primeiras imagens por volta das 18h de sábado, hora de Brasília. Com velocidade relativa de 54.000 km/h, a missão Rosetta de tirar fotos do asteroide "é como enviar um veículo teleguiado a 100 km/h por uma estrada para fotografar um objeto a seis metros de distância, fixando com um mês de antecedência a hora exata", explica o Centro Aeroespacial Alemão (DLR, em alemão), responsável pelo módulo Philae, que conta com diferentes instrumentos.

O módulo Philae deve tocar em 2014 o núcleo do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, destino final de Rosetta depois de uma travessia de 7 bilhões de quilômetros que obrigou a sonda a usar a gravidade da Terra e de Marte para ganhar impulso e prosseguir sua viagem cósmica.

As imagens, as medidas do campo magnético e os efeitos gravitacionais do Lutetia devem permitir aos cientistas conhecerem a massa, o tamanho e a composição deste grande asteroide.
Deverá ser classificado entre os asteroides ricos em componentes primitivos à base de carbono ou serão encontrados metais em sua superfície?

"Se Lutetia for um asteroide metálico, é como ganhar na loteria", explicou Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta. "Os asteroides do tipo-M são muito raros, nada se sabe deles", destacou Francis Rocard, do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), da França, em alusão aos que têm metais na superfície.
Até agora os asteroides metálicos são considerados fragmentos do núcleo metálico de asteroides mais maciços que se quebraram. Se o Lutetia for de metal ou contiver uma grande quantidade de metais, será necessário rever a classificação dos asteroides", avisa Schulz.

A massa acumulada de asteroides em órbita entre Marte e Júpiter equivale à de um pequeno planeta, explica Francis Rocard. Seria o resultado de um processo inacabado de formação de um planeta há 4,5 bilhões de anos.

Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris, tendo sido batizado com o nome latino da capital francesa.

Mais astronautas podem ser enviados à ISS pela agência europeia

A Agência Espacial Europeia (ESA) disse hoje que negocia com a Rússia contratos para o envio de um maior número de astronautas europeus à Estação Espacial Internacional (ISS) em naves russas Soyuz.

"As negociações já estão sendo realizadas", disse à agência "Interfax" um representante da ESA na Rússia.

Simonetta Di Pippo, diretora dos voos tripulados da ESA, afirmou que a agência negociava com seu parceiro russo, Roscosmos, um contrato sobre voos adicionais de astronautas europeus à ISS em missões de curta duração entre 2013 e 2016.

Após a decisão da agência americana de suspender no fim do ano os voos de suas naves à ISS até que os novos ônibus fiquem prontos, as Soyuz russas serão o único meio de transporte de tripulações até a plataforma orbital.

Foto mostra primórdios do universo


de INFO Online

O telescópio Planck, da Agência Espacial Européia, fez sua primeira imagem completa do céu.

O projeto, que realiza como um scanner do universo, deve ajudar a entender como as estrelas e galáxias de formaram após o Big-bang.

Na imagem, vemos o disco principal da nossa galáxia, a Via Láctea, correndo através do centro. Ao seu lado, acima e abaixo, estão os discos de poeira fria, regiões nas quais novas estrelas se formam.

O pontilhado na parte superior e inferior, no entanto, é uma das partes mais intrigantes. Eles mostram as chamadas Microondas Cósmicas de Radiação de Fundo (cosmic microwave background radiation - CMBR). Esta é a luz mais antiga do Universo, os vestígios da grande explosão que deu origem a tudo a cerca de 13,7 bilhões de anos.

Elas mostram como o universo era perto de sua criação, antes de existirem estrelas ou galáxias. Esse padrão de microondas funcionou como um molde nos quais os clusters e super clusters de galáxias foram e são construídos. Isso porque as diferentes cores indicam pequenas variações na temperatura e densidade da matéria no céu e, de alguma forma, essas pequenas irregularidades evoluíram para regiões mais densas que se tornaram as galáxias de hoje.

Apesar de abranger todo o céu, o scanner do Planck tem a maior parte de seus dados encobertos pelas emissões da Via Láctea. O forte brilho será digitalmente removido para revelar a imagem mais precisa já feita dessas microondas de fundo.

Antes do final da missão, em 2012, o Plack terá realizado quatro scanners completos do céu. Veja abaixo como o telescópio trabalha:

 

 

 

Cientistas fazem 'mapa da gravidade' da Terra



BBC

Cientistas criaram um "mapa da gravidade" terrestre, mostrando as diferentes influências desta força física ao redor do planeta.

O modelo, conhecido como geoide, define onde estão os níveis da superfície terrestre, esclarecendo se o sentido é "para cima" ou "para baixo".
Os cientistas afirmam que os dados podem ser usados em inúmeras aplicações, entre elas nos estudos de mudança climática para ajudar a entender como a grande massa de oceanos move calor ao redor da Terra.

O novo mapa foi apresentado em um simpósio sobre observação terrestre em Bergen, na Noruega, onde também estão sendo apresentados dados recolhidos por outras missões da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Antes do fim da década, cerca de 20 missões da ESA totalizando cerca de 8 bilhões de euros serão lançadas para observar o espaço através de sondas.

Parâmetros

O mapa foi desenhado a partir de medições precisas realizadas pelo satélite europeu Goce, sigla formada a partir das iniciais da sonda exploradora de campo gravitacional e equilíbrio estacionário que circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície - a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa em operação.
A Goce carrega três pares de blocos de platina dentro de seu gradiômetro - o aparelho que mede o campo magnético da Terra - capazes de perceber acelerações leves da gravidade sentida na superficie.

Em dois meses de observação, o satélite mapeou diferenças quase imperceptíveis na força exercida pela massa planetária em diferentes pontos do globo.
O mapa define, em um determinado ponto, a superfície horizontal na qual a força da gravidade ocorre de maneira perpendicular.

Estas inclinações podem ser vistas em cores que marcam como os níveis divergem da forma elíptica da Terra. No Atlântico Norte, perto da Islândia, o nível se situa a cerca de 80 metros sobre a superfície da elipsoide. No Oceano Índico, esse nível está 100 metros abaixo.
Os cientistas dizem que o mapa permitirá aos oceanógrafos definir como seria a forma dos oceanos se não houvesses marés, ventos e correntes marítimas. Subtraindo a forma do modelo, ficam evidentes estas outras influências.
Esta informação é crucial para criar modelos climáticos que levam em conta como os oceanos transferem energia ao redor do planeta.

Usos

Há outros usos para o geoide. O modelo fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano.

Cientistas geofísicos também podem usar os dados da sonda para investigar o que ocorre nas entranhas profundas da Terra, especialmente naqueles pontos susceptíveis a terremotos e erupções vulcânicas.
"Os dados da Goce estão mostrando novas informações no Himalaia, na África Central, nos Andes e na Antártida", explica o coordenador da missão da Esa, Rune Floberghagen.
"São lugares bem inacessíveis. Não é fácil medir variações de alta frequência no campo gravitacional da Antártida com um avião, porque há poucos campos aéreos a partir dos quais operar."

A altitude extremamente baixa da Goce deveria limitar a utilização da sonda por no máximo mais dois anos. Entretanto, níveis relativamente baixos de atividade solar produziram condições atmosféricas calmas, fazendo o satélite consumir menos combustível que o estimado.
A equipe crêe que a sonda poderia ser utilizada até 2014, quando a falta de combustível desaceleraria a missão, obrigando-a a sair de órbita.

Toda a superfície de Marte já pode ter sido habitável, mas por pouco tempo

Vista em perspectiva de região de marte, feita com base em imagem da Mars Express. ESA

estadao.com.br

Condições favoráveis à vida podem ter existido em toda a superfície de Marte. Estudos detalhados de minerais encontrados no interior de crateras mostram que a presença de água era disseminada, diz nota divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), com indícios da presença do líquido no passado não só das terras altas do hemisfério sul, mas também das planícies do norte.

As sondas Mars Express, da ESA, e MRO, da Nasa, descobriram minerais hidratados no norte, o que seria um sinal claro de que água fluiu ali, no passado. As sondas já haviam, anteriormente, descoberto milhares de áreas no hemisfério sul que haviam sido alteradas pela presença de água.

Em muitas delas existem minerais conhecidos como filossilicatos, indicação de que o hemisfério sul do planeta já foi muito mais úmido e quente do que hoje. No entanto, até esta semana, nenhuma área de minerais hidratados havia sido localizada nas terras baixas setentrionais, onde camadas de lava e sedimentos com  quilômetros de espessura complicam o trabalho de sondar o leito rochoso subjacente.

O primeiro indício de que poderia haver silicatos hidratados nas planícies do norte vieram de um sensor da Mars Express, e foram reforçadas com dados da sonda da Nasa.

A busca centrou-se em 91 grandes crateras de impacto, onde os asteroides penetraram vários quilômetros, expondo o material da crosta antiga. Como descrito na edição desta semana da revista Science, o levantamento determinou que pelo menos nove crateras contêm filossilicatos ou outros silicatos hidratados.

Esses minerais, que se formaram em ambientes unidos na superfície antiga ou no subsolo, são idênticos aos descobertos no hemisfério sul.

"Agora podemos dizer que o planeta foi alterado por água em escala global, há mais de 4 bilhões de anos", disse John Carter, da Universidade de Paris, principal autor do estudo. A natureza dos depósitos, no entanto, indica que a exposição das rochas á água durou, no máximo, centenas de milhões de anos.

Isso dá ao planeta uma "janela de habitabilidade" estreita, mas cujos vestígios, dizem os cientistas, parecem bem preservados. Os novos resultados indicam locais promissores para o pouso de futuras missões ao planeta vermelho.

Sonda europeia encontra sinais de passado úmido em Vênus

Ilustração de uma cena possível na atmosfera de Vênus, seca mas com relâmpagos. ESA

A sonda europeia Venus Express confirmou a hipótese de que o árido planeta Vênus já teve grandes quantidades de água, que se perderam para o espaço. Medições feitas pela sonda mostram que a taxa de átomos de hidrogênio que atmosfera venusiana perde para o vácuo espacial é o dobro da de átomos de oxigênio. Isso reforça a ideia de que a radiação ultravioleta do Sol vem desintegrando moléculas de água, a fonte provável dos átomos que deixam o planeta, de acordo com nota da Agência Espacial Europeia (ESA).

"Tudo indica que Vênus teve grandes quantidades de água no passado", disse o pesquisador Colin Wilson, da Universidade Oxford. A sonda também mostrou que deutério, uma forma mais pesada de hidrogênio, existe de forma desproporcionalmente grande no alto da atmosfera do planeta. Isso ocorre porque o átomo mais pesado tem mais dificuldade em escapar da gravidade do planeta.

Vênus e Terra são muito parecidos sob vários aspectos. São quase idênticos em tamanho e composição, e parece possível que Vênus tenha tido oceanos no passado. Atualmente, se todo o vapor de água existente na atmosfera do planeta fosse liquefeito, o resultado seria uma camada de água de 3 centímetros de profundidade recobrindo o planeta todo. No caso da Terra, se os oceanos fossem espalhados igualmente pela superfície, o resultado seria uma camada com 3 km de profundidade.

No entanto, nem todos os cientistas estão convencidos de que a água do passado de Vênus existiu sob a forma de oceanos. O pesquisador Eric Chassefière, da Université Paris-Sud, da França, desenvolveu um modelo de computador que sugere que a maior parte da água mantinha-se na atmosfera e que existiu apenas num período muito curto do passado remoto, quando a superfície do planeta estava totalmente derretida.

À medida que as moléculas eram destruídas pela radiação solar e escapavam para o espaço, a queda na temperatura provavelmente levou à solidificação da superfície. O resultado seria um planeta que nunca teve a oportunidade de desenvolver oceanos.

Embora seja difícil de testar, essa hipótese traz uma questão fundamental. Se vênus já teve uma água na superfície, o planeta pode ter sido habitável por um período de sua história. O modelo de Chassefière não proíbe, por exemplo, que Vênus tenha recebido água do espaço - talvez pela colisão de um cometa - já em sua fase sólida.

estadao.com.br

Hubble flagra bolhas em berçário de estrelas

de INFO Online

Ao apontar suas lentes para a Grande Nuvem Magelânica, o Hubble registrou um dos maiores berçários de estrela do Universo Próximo.

O telescópio espacial das NASA e ESA (Agência Espacial Européia) enviou uma das maiores imagens já feitas de uma região formadora de estrelas – região esta conhecida como N11.

A Grande Nuvem Magelânica, ou Grande Nuvem de Magalhães, foi descoberta pelo explorador português Fernando de Magalhães, em 1519. Ela contém inúmeras bolhas brilhantes de gás, sendo que uma das maiores e mais chamativas é a LHA 120-N 11, ou simplesmente N11.

Essa nebulosa é uma das mais ativas regiões formadoras de estrelas de que se tem conhecimento, e está a mil anos-luz da Terra. A região também é chamada de Nebulosa Feijão, por sua forma peculiar. Aliás, é a presença de um processo de formação de estrelas tão intenso que dá a ela algumas de suas características.

Três gerações sucessivas de estrelas, cada uma se formando cada vez mais longe do centro da nebulosa do que sua antecessora, criaram diversas camadas de gás e poeira. Essas camadas são sopradas pelas novas estrelas recém-nascidas, criando as formas de anéis tão marcantes na imagem.

Marte tinha oceano que cobria 36% do planeta

Vista da região do polo norte marciano, região ricaem gelo: 
novos dados confirmam existência de hidrosfera no passada

de INFO Online

Dois novos estudos trazem mais evidências de que Marte, um dia, foi coberto por um grande oceano.

Integrando dados da NASA e da Agência Espacial Européia, obtidos pela sonda que orbita o planeta, cientistas concluíram que este oceano cobriu cerca de 36% do planeta e continha 30 milhões de metros cúbicos de água.

Isso teria formado uma camada de 550 metros de profundidade. O volume lá seria 10 vezes menor do que atualmente temos na Terra, embora Marte tenha pouco mais da metade do tamanho do nosso planeta.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, indicam também que o planeta possuía um ciclo hidrológico similar ao da Terra, incluindo precipitações, formação de nuvens, gelo e acúmulo de água subterrânea.

A ideia de um oceano no planeta vermelho vem sendo amplamente divulgada, e desafiada, ao longo das ultimas últimas duas décadas. No entanto, esta é a primeira vez que é feita uma análise tão ampla de características relacionadas à presença de água, como dados de depósitos e de vales de rios. Os pesquisadores usaram o sistema de informação geográfica (GIS) para mapear o terreno de Marte e encontraram mais de 52 deltas de rios que estavam quase na mesma elevação (e alimentam inúmeros vales). Com base nisso, a equipe liderada por Gaetano Di Achille, que publicou seus resultados na Nature Geoscience, acredita ter encontrado os limites do oceano. Exatos 29 desses 52 deltas estavam conectados ou com um antigo oceano em Marte ou ao subterrâneo e a diversos grandes lagos adjacentes.

Mas este não é o único estudo que reforça a idéia de um grande oceano na chamada era Noachian, há mais de três bilhões de anos. Uma segunda pesquisa da Universidade, liderada por Brian Hynek e publicada no Journal of Geophysical Research – Planets,Hoke , detectou cerca de 40 mil vales de rios em Marte. Este número é quatro vezes maior do que o identificado anteriormente, e esta quantidade de vales indica a existência de muita precipitação em Marte.

Juntos, esses resultados embasam a teoria de que havia uma um ciclo de água no planeta, que integrava vales, deltas e oceano. A principal pergunta que os pesquisadores tentam agora responder é: onde foi parar toda essa água?



Ilustração da aparência de Marte há cerca de 3,5 bilhões de anos, 
quando mais de um terço de sua superfície era coberta de água.

Reino Unido buscará vida em Marte

Ilustração de como será o ExoMars

de INFO Online

A Agência Espacial do Reino Unido anunciou um investimento de £10,5 milhões no desenvolvimento de instrumentos para buscar evidências de vida- passada ou presente – em Marte.

Os instrumentos são parte do projeto ExoMars, um veículo de exploração do planeta vermelho que será lançado em 2018 em conjunto com a Agência Espacial Européia e a NASA.

O programa terá sua primeira etapa em 2016, quando a NASA lançará uma nave da ESA para orbitar Marte. O objetivo é descobrir a origem e distribuição de gases em sua atmosfera, em especial o metano. Segundo cientistas, esse gás deveria ser destruído na atmosfera em apenas algumas centenas de anos, mas ele parece estar continuamente se formando em algumas regiões.

A nave também lançará uma sonda experimental para testar as habilidades de pouso controlado em outro planeta.

O Reino Unido é responsável por dois dos nove instrumentos a bordo do veículo ExoMars: o Life Marker Chip e a Panoramic Camera. O primeiro usa tecnologia de diagnósticos médicos para detector a presença de compostos orgânicos que podem sugerir a presença de vida passada ou presente em Marte. Já a câmera será o olho do veículo.

Simulação de ida a Marte irá durar 520 dias

De Info Online
Seis homens da Rússia, Europa e China se preparam para passar 520 dias juntos e isolados do resto do mundo, simulando uma viagem a Marte.

O "embarque" acontecerá em 3 de junho, quando três russos, um ítalo-colombiano, um francês e um chinês serão trancados num conjunto de apertados compartimentos na sede do Instituto de Problemas Biomédicos, em Moscou, onde ficarão até novembro de 2011, como parte da missão chamada Mars500.

Martin Zell, da Agência Espacial Europeia (AEE), que comanda a experiência, disse à Reuters que a missão bate um recorde de duração.

"Acho que quando falamos em uma missão humana ao Planeta Vermelho, provavelmente ainda levará 20, ou mais possivelmente 30 anos para chegarmos lá", afirmou ele.

Cada um dos seis "tripulantes" terá apenas três metros quadrados de "espaço pessoal". Eles farão semanas de sete dias, com dois dias de folga, exceto quando houver simulações especiais e de emergências.

Sob comando de um russo, os "tripulantes" vão viver e trabalhar como se fossem astronautas da Estação Espacial Internacional, com uma rotina de manutenções, experiências científicas e exercícios diários.

Após 250 dias, o grupo será dividido: três irão para a "superfície" de Marte, e os outros três passarão um mês "em órbita".

No ano passado, no mesmo instituto, quatro russos, um alemão e um francês haviam feito uma simulação de 105 dias da viagem a Marte.

Desta vez, os seis participantes serão rigidamente monitorados, com registros dos seus parâmetros psicológicos e fisiológicos.

Todos os "tripulantes" dominam o inglês, mas nem todos falam russo, que é a outra língua de trabalho durante a missão. "Se não conseguirmos nos entender, vamos usar a linguagem corporal", disse o participante russo Sukhrob Kamolov.

A comunicação com o resto do mundo será apenas por e-mail, e a conexão será propositalmente interrompida de vez em quando. Haverá também uma demora de 40 minutos nas mensagens, como seria numa missão real a Marte.

Otimistas, os seis "astronautas" não esconderam sua emoção, embora dificilmente venham a viajar de verdade para Marte no futuro.

O chinês Wang Yue, único astronauta profissional do grupo, citou a competição no espaço - alinhando-se à ambição de Pequim de eventualmente enviar sua missão tripulada a Marte.

"Acho que a Mars500 deve ser um marco na corrida espacial humana, na história humana no espaço", disse ele a jornalistas. "A exploração espacial é difícil e enorme, precisa de cooperação internacional, então tenho sorte de estar aqui."

O francês Romain Charles disse que estava colocando um "tijolinho nesta grande muralha ligando a Terra a Marte". "Tomara que meus netos vão a Marte um dia, e eu possa dizer a eles: ´Eu fiz parte disso´."

NGC 2080

Esta imagem, feita pelo Hubble Space Telescope, mostra a nebulosa NGC 2080, também é chamada de "Nebulosa Cabeça do Fantasma".
Esta nebulosa é apenas uma de uma cadeia de regiões de formação de estrelas que estão situadas ao sul da nebulosa 30 Doradus na Grande Nuvem de Magalhães. Estas regiões tem atraido uma atenção especial. Elas tem sido estudadas em detalhe com o Hubble Space Telescope e a muito tempo já foram identificadas como locais sem paralelo de formação de estrelas.
A nebulosa 30 Doradus é o maior complexo de formação de estrelas não somente na Grande Nuvem de Magalhães mas também em todo o Grupo Local de galáxias.

As cores que aparecem nesta imagem da nebulosa são emitidas por dois elementos, o hidrogenio e o oxigenio. A luz vermelha e azul vem de regiões de gás hidrogenio aquecido por estrelas vizinhas até que ele é completamente ionizado.
A luz verde da forme em filamento na esquerda da foto vem do oxigenio duplamente ionizado. A energia para iluminar o filamento é fornecida por um poderoso vento estelar que vem de uma estrela massiva que está imediatamente fora da imagem.
A região branca no centro é uma combinação de todas as tres emissões e indica uma região central de estrelas massivas e quentes nesta região de formação de estrelas. A intensa emissão proveniente destas estrelas esculpiu uma cavidade em forma de bacia no gás que as circunda.
Duas regiões brilhantes, os "olhos do fantasma", chamadas de A1 (a esquerda) e A2 (a direita) são 'bolhas"brilhantes, muito quentes, de hidrogenio e oxigenio.
A bolha em A1 é produzida pela radiação intensa e quente e poderoso vento estelar proveniente de uma única estrela massiva.
A região A2 tem uma aparência mais complexa devido à presença de mais poeira e ela contém várias estrelas massivas escondidas.
As estrelas massivas em A1 e A2 devem ter se formado nos últimos 10000 anos uma vez que suas cobertas de gás natal não foram ainda destruídas pela poderosa radiação das estrelas recentemente nascidas.

Simulação para Marte tem dois escolhidos

Módulo do Mars500 em Moscou

de INFO Online

A Agência Espacial Européia anuncia que a simulação de vôo para Marte está pronta para partir – ou melhor, começar.

O experimento, feito na Terra, visa testar a tecnologia a simular os efeitos de uma missão longa em humanos.

Dois europeus já foram escolhidos para passar 520 dias em uma cápsula simulando uma viagem de ida e volta ao planeta vermelho.

Romain Charles, francês de 31 anos, e Diego Urbina, que tem dupla nacionalidade italiana e colombiana, de 26 anos, farão parte da equipe de seis pessoas selecionadas para o experimento.

Ao todos, dois europeus, três russos e um chinês irão fechar a escotilha do Mars500 em junho. A estrutura será selada e inclui uma nave interplanetária, um veículo de pouso e um veículo de exploração terrestre.

O módulo completo possui 550 m3 e está instalado no Russia Institute of Biomedical Problems (IBMP), em Moscou.

Além de comida armazenada para quase dois anos, os seis tripulantes irão viver nas mesmas condições de uma tripulação confinada no espaço, com comunicação só via e-mail com interrupções ocasionais. A equipe irá viver e trabalhar como astronautas da Estação Espacial Internacional. Sua vida se resumirá a manter a nave, realizar experimentos científicos e exercícios diários. Eles terão dois dias de folga na semana, a não ser em simulações de situação de emergência.

Todos estarão sendo monitorados pois, além de testar a tecnologia, o objetivo do experimento é testar a reação física e psicológica do corpo humano.

Após 250 dias, será simulada uma operação na superfície do planeta vermelho. A equipe será dividida e três irão se mudar para um módulo que representa um veículo na superfície de Marte.

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Através do Buraco de Minhoca