Sonda Roseta fotografa asteroide de perto

Esta é a foto mais próxima tirada do Lutécia pela sonda Rosetta. Nos próximos dias, os especialistas devem se debruçar sobre os dados coletados, antes de anunciar qualquer conclusão sobre o asteroide. [Imagem: ESA]

A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), cruzou o caminho do asteroide Lutécia a uma distância de pouco mais de 3 mil quilômetros e enviou uma enorme quantidade de dados científicos de volta à Terra neste sábado.

A rocha de cerca de 120 km de extensão na sua dimensão mais longa é o maior asteroide já investigado por um satélite.

Imagens enviadas pela sonda mostram que o Lutécia parece ter um formato bastante irregular e sua superfície é marcada por um grande número de crateras, abertas por impactos com outros corpos, além de algumas reentrâncias que intrigaram os cientistas.

O encontro espacial aconteceu a cerca de 454 milhões de quilômetros da Terra, além da órbita de Marte.

A expectativa dos cientistas é de que os dados gerados pela nave ajudem a identificar as origens do asteroide.

"As imagens são majestosas, me deixaram sem fôlego", afirmou o professor David Southwood, da ESA.

Até hoje, telescópios baseados na Terra encontraram muitas dificuldades ao tentar classificar o asteroide. Algumas observações indicavam tratar-se de um corpo muito primitivo, com poucas mudanças desde sua formação.

No entanto, outras medições parecem revelar a existência de metais na sua superfície, o que significaria que o grande rochedo espacial já estaria em um estágio mais avançado de evolução.

Outra hipótese é que Lutécia seja um fragmento de um asteroide muito maior que teria se despedaçado em uma colisão.

Os cientistas esperam que as informações coletadas por Rosetta ajudem a responder estas perguntas.

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