Aristarco de Samos

Nome: Aristarco.
Localização: Alexandria.
Profissão: Filósofo, Matemático.
Referencia: Nasceu a ? 310a.C Faleceu a ? 230a.C.

O Primeiro Homem a Afirmar que a Terra não era o Centro do Universo.

Aristarco nasceu em Samos, próximo de Mileto viveu em Alexandria e recebeu os ensinamentos filosóficos de Estratão de Lampsaco. 

Deixou-nos uma só obra, «De Magnitudinibus et Distantiis Solis et Lunae» (Sobre as Dimensões das Distâncias do Sol e da Lua). O resto da sua obra chegou-nos através do Arenárío, escrito por Arquimedes em 216 a.C. Escrita antes de conceber a hipótese do heliocentrismo, a obra «De Magnitudiníbus» é importante porque contém a primeira determinação das dimensões físicas dos corpos celestes. Podemos ler na obra «... a Lua reflecte a luz do Sol; a Terra está no centro da órbita lunar; quando a Lua apresenta exactamente uma metade iluminada, a sua distância do Sol não é de um quadrante, mas 29/30 de quadrante (87º); a amplitude da sombra terrestre durante os eclipses é de duas luas, e a Lua abrange cerca 1/15 de signo zodiacal (2º) ...» A partir desses dados, Aristarco propôs determinação das dimensões e as distâncias do Sol e da Lua.

Obteve então a distância da Terra ao Sol de entre 18 e 20 vezes a distância da Terra à Lua, um diâmetro lunar de 2/45 e 1/30 da sua distância ao observador e de entre 1/3 e 1/2 do diâmetro terrestre, e um diâmetro solar entre seis e sete vezes superior ao terrestre. O método que usou era correcto, mas os dados da observação utilizados, em particular o diâmetro aparente da Lua, eram desacertados, pelo que a diferença entre os valores calculados e os verdadeiros não correspondem à verdade, visto que a relação entre a distância do Sol e a distância da Lua não é de 20, mas cerca de 400 vezes.

Para além disso, o desvio angular em relação ao ângulo recto quando a Lua está metade iluminada não é de 3º, mas sim de apenas meio grau (na realidade é muito difícil determinar à vista desarmada o momento exacto em que a linha da sombra passa exactamente no ponto que corresponde ao centro do disco lunar). Mesmo assim esse trabalho valeu-lhe a consagração de perito em matemática. Aristarco ainda inventou o primeiro relógio solar hemisférico, cuja sombra era projectada por um pilar vertical no centro.

Aristarco deu um grande passo e concebeu um sistema solar com o centro ocupado pelo Sol e no qual a Terra percorria uma órbita circular, como os outros planetas.

Embora a hipótese heliocêntrica explicasse o facto de os planetas parecerem deter-se e, por vezes, inverterem o seu movimento aparente, o modelo não encontrou qualquer seguidor, excepto por um tal Seleuco de Seleucia em 150 a.C. Não é difícil encontrar a razão desta recusa, o modelo era contrário à nova e convincente física aristotélica, segundo a qual o elemento mais pesado (neste caso a Terra) só podia ocupar a posição central. Em segundo lugar, contradizia a sensibilidade religiosa, segundo a qual a morada dos seres humanos tinha de coincidir com o centro do Universo. Em terceiro lugar, contrastava com a doutrina astrológica então aceite, que se baseava numa referência geocêntrica.

Então não conseguiu convencer os astrónomos, que não possuíam instrumentos capazes de determinar paralaxes estalares. Se a Terra se movesse, a posição das estrelas nas diferentes estações tinha de revelar alguma variação. Ninguém supunha, então, que o fenómeno pudesse ser imperceptível devido à enorme distância a que se encontram as estrelas.

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