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Lutetia - O Maior Asteróide Já Visitado

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À medida que exploramos o Universo, o recorde do maior asteróide já visitado por uma sonda aumenta novamente. No início deste mês, a sonda europeia Rosetta passou pelo asteróide 21 Lutetia, obtendo dados e capturando imagens num esforço de melhor determinar a história do asteróide e a origem das suas cores invulgares. 

Embora de composição desconhecida, o Lutetia não é massivo o suficiente para a gravidade o tornar numa esfera. À direita, o asteróide Lutetia de 100 km é visto em comparação com os outros nove asteróides e quatro cometas visitados, até agora, por sondas enviadas pela Humanidade. Orbitando na cintura de asteróides, o Lutetia parece ser uma relíquia altamente craterada do início do Sistema Solar. 

A sonda Rosetta está agora a caminho do cometa Churyumov-Gerasimenko, onde um "lander" aterrará em 2014.

A missão Rosetta e o Asteróide Lutetia

O asteróide Lutetia revelou-se um mundo golpeado com muitas crateras. A missão Rosetta da ESA enviou as primeiras imagens do asteróide que mostram que é provavelmente um sobrevivente primitivo do nascimento violento do Sistema Solar.

O voo rasante foi um sucesso espectacular que a sonda desempenhou sem quaisquer problemas. A maior aproximação teve lugar às 17:10 (hora de Portugal) de 10 de Julho 2010, a uma distância de 3162 km. As imagens mostram que o Lutetia é altamente craterado, tendo sofrido muitos impactos durante os 4,5 mil milhões de anos da sua existência. À medida que a Rosetta se aproximava, uma gigante depressão que se estica por grande parte da sua superfície, rodava à vista. As imagens confirmam que o Lutetia é um corpo elongado, tendo o seu lado maior aproximadamente 130 km.

O Lutetia à maior aproximação da Rosetta.
Crédito: ESA 2010 MPS para a Equipa OSIRIS
UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA
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As imagens vêm do instrumento OSIRIS da Rosetta, que combina uma câmara de ângulo largo e ângulo estreito. À maior aproximação, detalhes até uma escala de 60 m podem ser vistos na superfície do Lutetia.

"Penso que este objecto é muito velho. Esta noite vimos uma relíquia da criação do Sistema Solar," afirma Holger Sierks, investigador principal do OSIRIS, do Instituto Max Planck para a Pesquisa no Sistema Solar, em Lindau, Alemanha.

A Rosetta passou pelo asteróide a 15 km/s, completando o "flyby" em apenas um minuto. Mas as câmaras e outros instrumentos já trabalhavam há horas e nalguns casos, dias, e assim irão continuar depois. Poucos depois da maior aproximação, a Rosetta começou a transmitir os dados para a Terra.

Ampliação num possível desmoronamento e pedregulhos.
Crédito: ESA 2010 MPS para a Equipa OSIRIS
UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA
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O Lutetia há anos que é um mistério. Os telescópios terrestres mostram que tem características confusas. Nalguns aspectos assemelha-se um asteróide do tipo-C, um corpo primitivo deixado para trás da formação do Sistema Solar. Noutros, parece-se com um do tipo-M. Estes têm sido associados com os meteoritos ferrosos, normalmente avermelhados e que se pensa serem fragmentos dos núcleos de objectos muito maiores.

As novas imagens e os dados dos outros instrumentos da Rosetta irão ajudar a esclarecer esta confusão, mas até lá são necessárias mais informações.

A Rosetta operou o seu conjunto global de sensores durante o encontro, incluíndo um sensor remoto e medições "in situ". Partes da carga do seu "lander" Philae foram também ligados. Juntos, observaram em busca de evidências de uma atmosfera altamente ténue, efeitos magnéticos, e estudaram a composição da superfície bem com a densidade do asteróide.

À distância de 36.000 km, a câmara do instrumento OSIRIS capturou esta imagem, que tem o planeta Saturno no plano de fundo.
Crédito: ESA 2010 MPS para a Equipa OSIRIS
UPD/LAM/IAA/RSSD/INTA/UPM/DASP/IDA

Também tentaram capturar grãos de poeira que poderiam estar a flutuar no espaço perto do asteróide para análise a bordo. Os resultados destes instrumentos serão anunciados daqui a algum tempo.

A passagem rasante marca a consecução de um dos objectivos científicos principais da missão Rosetta. A sonda continuará a viajar até ao seu alvo primário em 2014, o cometa Churyumov-Gerasimenko. Acompanhá-lo-á durante meses, desde perto da órbita de Júpiter até à sua maior aproximação ao Sol. Em Novembro de 2014, a Rosetta libertará o Philae para aterrar no núcleo do cometa.

Mas por enquanto, a análise dos dados do Lutetia é o foco principal das equipas da Rosetta. Há poucos dias atrás, o Lutetia era um distante estranho. Agora, graças à Rosetta, tornou-se um amigo próximo.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Sonda Roseta fotografa asteroide de perto

Esta é a foto mais próxima tirada do Lutécia pela sonda Rosetta. Nos próximos dias, os especialistas devem se debruçar sobre os dados coletados, antes de anunciar qualquer conclusão sobre o asteroide. [Imagem: ESA]

A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), cruzou o caminho do asteroide Lutécia a uma distância de pouco mais de 3 mil quilômetros e enviou uma enorme quantidade de dados científicos de volta à Terra neste sábado.

A rocha de cerca de 120 km de extensão na sua dimensão mais longa é o maior asteroide já investigado por um satélite.

Imagens enviadas pela sonda mostram que o Lutécia parece ter um formato bastante irregular e sua superfície é marcada por um grande número de crateras, abertas por impactos com outros corpos, além de algumas reentrâncias que intrigaram os cientistas.

O encontro espacial aconteceu a cerca de 454 milhões de quilômetros da Terra, além da órbita de Marte.

A expectativa dos cientistas é de que os dados gerados pela nave ajudem a identificar as origens do asteroide.

"As imagens são majestosas, me deixaram sem fôlego", afirmou o professor David Southwood, da ESA.

Até hoje, telescópios baseados na Terra encontraram muitas dificuldades ao tentar classificar o asteroide. Algumas observações indicavam tratar-se de um corpo muito primitivo, com poucas mudanças desde sua formação.

No entanto, outras medições parecem revelar a existência de metais na sua superfície, o que significaria que o grande rochedo espacial já estaria em um estágio mais avançado de evolução.

Outra hipótese é que Lutécia seja um fragmento de um asteroide muito maior que teria se despedaçado em uma colisão.

Os cientistas esperam que as informações coletadas por Rosetta ajudem a responder estas perguntas.

Sonda Rosetta mostra asteróide a 450 milhões de km da Terra

do Terra

A sonda europeia Rosetta passou neste sábado, por volta das 12h (horário de Brasília) a 3,2 mil km do asteróide Lutetia, situado entre as órbitas de Marte e de Júpiter, indicou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A sonda, que perdeu, como era previsto, seu sinal de rádio com a Terra até 12h5, voltou a ter contato às 12h45, indicou o diretor de operações da nave, Andrea Accomazzo, durante uma transmissão pela internet a partir do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt (Alemanha). "Concluímos a fase de sobrevoo", declarou.

Como Rosetta encontra-se a 450 milhões de km da Terra, são necessários 25 minutos para que os sinais enviados cheguem aos centros de controle. Durante a fase de sobrevoo, Rosetta deveria fazer imagens do asteróide, um objeto maciço de mais de 100 km de diâmetro que poderá dar informações sobre o passado do sistema solar.

Após a análise das informações, as primeiras imagens devem ser apresentadas por cientistas da ESA neste sábado.

Durante a transmissão, as imagens tiradas quando Rosetta ainda estava a 80 mil km de Lutetia, para onde se dirigia a uma velocidade de 55 mil km/h, mostraram a presença de crateras em sua superfície.

Rosetta, lançada em 2004 na encalço de um cometa com o qual deverá se encontrar em 2014, já havia feito uma primeira incursão em 2008 no principal cinturão de asteróides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.

O asteróide Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris e foi batizado com o nome latino da capital francesa.

Sonda Rosetta encontra-se sábado com o asteroide Lutetia

A sonda europeia Rosetta prepara-se para encontrar, no sábado(10/07/2010), o asteroide Lutetia, que está entre as órbitas de Marte e Júpiter. 
O voo pode render informações esclarecedoras sobre a formação dos planetas do Sistema Solar.

Rosetta, lançada em 2004 para se encontrar com um cometa em 2014, já havia feito em 2008 a primeira incursão no principal Cinturão de Asteroides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.

No sábado, por volta das 12h45 no horário de Brasília, a sonda vai se aproximar do Lutetia e tirar fotos dele por duas horas; o asteroide é um corpo maciço de mais de 100 quilômetros de diâmetro, precisou Gerhard Schwehm, diretor da missão da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês).

"É uma grande chance poder observar o corpo primitivo que constitui o asteroide", comemora, já que se trata de uma testemunha do passado do Sistema Solar.

Rosetta ficará a cerca de 3.200 km da superfície do Lutetia para tê-lo integralmente em seu campo de visão. Em 2008, a sonda conseguiu ficar a 800 km de um asteroide menor, o Steins, de 6 km de comprimento.

Lutetia está a 450 milhões de quilômetros da Terra, e será necessário mais de meia hora para que os primeiros sinais da sonda cheguem ao Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC, em inglês), em Darmstadt, na Alemanha.

Os cientistas vão apresentar as primeiras imagens por volta das 18h de sábado, hora de Brasília. Com velocidade relativa de 54.000 km/h, a missão Rosetta de tirar fotos do asteroide "é como enviar um veículo teleguiado a 100 km/h por uma estrada para fotografar um objeto a seis metros de distância, fixando com um mês de antecedência a hora exata", explica o Centro Aeroespacial Alemão (DLR, em alemão), responsável pelo módulo Philae, que conta com diferentes instrumentos.

O módulo Philae deve tocar em 2014 o núcleo do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, destino final de Rosetta depois de uma travessia de 7 bilhões de quilômetros que obrigou a sonda a usar a gravidade da Terra e de Marte para ganhar impulso e prosseguir sua viagem cósmica.

As imagens, as medidas do campo magnético e os efeitos gravitacionais do Lutetia devem permitir aos cientistas conhecerem a massa, o tamanho e a composição deste grande asteroide.
Deverá ser classificado entre os asteroides ricos em componentes primitivos à base de carbono ou serão encontrados metais em sua superfície?

"Se Lutetia for um asteroide metálico, é como ganhar na loteria", explicou Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta. "Os asteroides do tipo-M são muito raros, nada se sabe deles", destacou Francis Rocard, do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), da França, em alusão aos que têm metais na superfície.
Até agora os asteroides metálicos são considerados fragmentos do núcleo metálico de asteroides mais maciços que se quebraram. Se o Lutetia for de metal ou contiver uma grande quantidade de metais, será necessário rever a classificação dos asteroides", avisa Schulz.

A massa acumulada de asteroides em órbita entre Marte e Júpiter equivale à de um pequeno planeta, explica Francis Rocard. Seria o resultado de um processo inacabado de formação de um planeta há 4,5 bilhões de anos.

Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris, tendo sido batizado com o nome latino da capital francesa.

Sonda prepara-se para encontro com asteroide gigante

Rosetta, a sonda espacial caçadora de cometas da Agência Espacial Europeia (ESA), está quase no ponto de encontro com o asteroide Lutécia.

Rosetta ainda não sabe qual é o aspecto do asteroide mas, bonito ou não, os dois irão conhecer-se no próximo dia 10 de Julho 2010.

Como acontece na maioria dos primeiros encontros, a sonda Rosetta irá encontrar-se com Lutécia no sábado à noite. E, como igualmente convém aos primeiros encontros, eles ficarão a uma distância respeitosa de 3.200 km.

Primeira foto

A sonda Rosetta tem captado dados do posicionamento do asteroide Lutécia desde o final de Maio, para que os controladores em terra possam determinar quaisquer correções de trajetória que se mostrem necessárias para atingir a distância de passagem desejada.

O encontro, ainda que de passagem, vai permitir captar imagens do asteroide durante cerca de duas horas. A sonda vai começar a enviar os dados imediatamente para a Terra e a primeira imagem deverá ser revelada pela ESA ainda na noite de sábado.

Outras missões espaciais têm fotografado asteroides e cada um deles tem apresentado características únicas. Espera-se que o Lutécia mantenha essa tendência, mostrando suas próprias peculiaridades. A própria Rosetta passou pelo asteroide Steins em 2008.

Durante 36 horas, a sonda Rosetta estará em contato praticamente contínuo com a terra, enviando dados e imagens. As únicas interrupções acontecerão nos momentos em que for preciso trocar de estação de rastreamento da nave, em virtude da rotação da Terra.

É essencial manter um bom contato, já que incertezas na posição e na forma do asteroide podem exigir ajustes de rota de última hora de forma a manter a sonda centrada durante a aproximação.

O mistério do asteroide

Em órbita no Cinturão de Asteroides, entre Marte e Júpiter, o asteroide Lutécia aparece como um mero ponto de luz quando visto pelos telescópios terrestres. Ou seja, ninguém sabe qual é o seu aspecto.

A variação contínua da sua luminosidade torna claro que o Lutécia gira em torno do próprio eixo e tem uma superfície irregular. Estas observações tornam possível aos astrônomos fazer estimativas sobre a sua forma e tamanho - mas nada que permita um consenso.

Inicialmente pensava-se que o Lutécia tinha 95 km de diâmetro e era ligeiramente elíptico. Estimativas mais recentes sugerem 134 km e um formato alongado.

Quaisquer que sejam os dados reais, tudo aponta para um asteroide realmente grande. Os astrônomos acreditam que se trata de um asteroide primitivo, "esquecido" por milhões e milhões de anos, já que nenhum planeta o consumiu durante a formação do Sistema Solar.

Classificação dos asteroides

Além de esclarecer as dúvidas sobre as dimensões do Lutécia, a sonda Rosetta vai estudar a composição do asteroide, isto sim, um mistério total.

A maior parte das medições parece suportar a hipótese de um corpo celeste muito antigo, que classifica o asteroide como um tipo-C, contendo compostos primitivos de carbono.

No entanto, algumas medições sugerem que o Lutécia pertence ao tipo-M, o que poderia significar que há metais em sua superfície. "Se o Lutécia for um asteroide metálico, então estamos perante um verdadeiro vencedor," diz Rita Schulz, diretora de projeto Rosetta.

E isto porque, apesar de existirem de fato asteroides metálicos, acredita-se que eles sejam fragmentos do núcleo metálico de asteroides maiores que se desfizeram em pedaços.

Se o Lutécia é mesmo feito de metal, ou contém grandes quantidades de metal, a classificação tradicional de asteroides terá de ser repensada, diz Schulz: "Os asteroides de classe C não deveriam ter metal na superfície."

A ciência dos asteroides terá muito a ganhar ao esclarecer todas essas dúvidas. Isto porque a observação servirá para aferir os métodos utilizados pelos observatórios da Terra, que poderão ser utilizados com maior confiabilidade para a observação de outros asteroides.

Pouso em um cometa

O destino final da sonda Rosetta é o cometa Churyumov-Gerasimenko, que deverá ser alcançado em 2014.

A sonda consiste de uma caixa de três toneladas e três metros de altura, com painéis solares medindo 14 metros. Na caixa estão um módulo orbitador e outro de pouso.

O módulo de pouso deverá se desprender do corpo principal da nave quando ela se aproximar do cometa Churyumov-Gerasimenko. Ele mede um metro de comprimento por 80 centímetros de altura.

A sonda leva 21 experimentos no total, sendo 10 no módulo de pouso e 11 no módulo orbital.

Para atingir o cometa Churyumov-Gerasimenko, a sonda Rosetta deverá se distanciar do Sol à mesma distância que Júpiter, o que não seria possível de se fazer diretamente. Nessa rota, ela ganhou velocidade utilizando a gravidade de quatro "rasantes" em planetas: um sobre Marte, em 2007, e três sobre a própria Terra, em 2005, 2007 e 2009.
 
do site Inovação Tecnológica

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