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Colisor de partículas bate recorde


de INFO Online

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) bateu mais um recorde.

A máquina localizada na fronteira franco-suíça realizou 10 mil colisões por segundo, o dobro da taxa anterior.

De acordo com a BBC, este fim de semana o LHC também chegou a acelerar feixes com 100 bilhões de prótons – o número idealmente projetado para os experimentos. 

O LHC é um túnel de 27 km na fronteira Franco-Suíça. Ao longo dos últimos meses, os cientistas vêm aumentando lentamente a energia e intensidade das colisões de feixes de prótons em seu interior.

O objetivo dos experimentos é desvendar alguns dos mistérios do Universo, como a misteriosa matéria escura.

CERN passa a aceitar países-membros de fora da Europa

A Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, CERN, que abriga o Grande Colisor de Hádrons (LHC), atualmente o maior experimento científico em andamento no mundo, vai passar a aceitar como sócios todos os países que se qualifiquem, e não mais apenas Estados europeus.

Até agora, o centro de estudos nos arredores de Genebra, que conta com orçamento anual de US$ 8,7 bilhões, vinha admitindo apenas nações da Europa como membros plenos, embora muitos outros países participem dos trabalhos.

"Trata-se de um enorme salto para a física de partículas, e que reconhece a crescente globalização do campo", disse Michel Spiro, presidente do conselho administrativo do CERN, que tomou a decisão no fim de semana.

Rolf Heuer, diretor-geral do centro cujos cientistas já receberam diversos prêmios Nobel e onde a World Wide Web foi inventada, disse que a mudança reflete o interesse mundial nas pesquisas sobre a origem do universo.

A mudança não significa que mais dinheiro será, necessariamente, recebido pelo CERN, que conta com um orçamento fixo de cinco anos, rateado entre os países-membros, diz o porta-voz James Gilles.

Mas significa que passa a haver uma fonte extra de verbas para a organização que, segundo críticos, absorve dinheiro que poderia ser usado em questões de aplicação prática. Os defensores do CERN lembram que as pesquisas realizadas lá geram vários benefícios econômicos e médicos indiretos.

Fundado em 1954 por 12 países europeus com o objetivo de restaurar o papel do continente na pesquisa física depois da 2ª Guerra Mundial, o Cern hoje tem 20 membros plenos, mas há mais de 8.000 cientistas, de 80 países, trabalhando em seus programas.

Seis países de fora da Europa são membros-observadores do CERN - Índia, Israel, Japão, Rússia, Turquia e EUA - bem como a Comissão Europeia e a Unesco. Entre esses, tanto Israel quanto Turquia - e também Chipre, Sérvia e Eslovênia - devem se tornar membros plenos ainda neste ano.

O plano permite que a categoria dos observadores seja substituída por uma de membros associados, que funcionaria como uma antessala para a conversão em membro pleno.

Experimento recria som pós Big Bang

Vista das colisões de íons de ouro no colisor

de INFO Online

Cientistas recriam o som do material mais quente do universo, imitando condições que só existiram há mais de 13 bilhões de anos com o Big Bang.

O feito foi alcançado no Relativistic Heavy Ion Collider, um colisor de partículas em Nova York, Estados Unidos.

Ao acelerar e colidir íons de ouro, os pesquisadores liderados por Agnes Mocsy, professora do Pratt Institute, atingiram temperaturas de quase quatro trilhões de graus Celsius (250 mil vezes mais quente que o centro do Sol).

Este é o recorde de calor já alcançado em um equipamento, e a temperatura mais alta de que se tem notícia no universo. De quebra, os pesquisadores ainda recriaram o som que alguém parado no meio do evento ouviria.

Os Little Bangs em Nova York

No RHIC, físicos criam matéria tão quente e densa quanto estava o universo um milionésimo de segundo após o Big Bang. Por esse motivo, as colisões realizadas por lá são chamadas de “little bangs”.

Quando íons de ouro viajando quase à velocidade da luz se chocam, os átomos (prótons e nêutrons) se quebram em partes menores chamadas quarks e gluons. Coma liberação de uma grande quantidade de energia (uma parcela significativa dos 40 trilhões de elétron-volts dos feixes usados na colisão), se forma um plasma de quark-gluon que se comporta como líquido.

Essa grande bola quente criada nos “little bangs” rapidamente se expande e esfria. Quando fria o bastante, os quarks e gluons formam partículas chamadas hádrons; eventualmente, o sistema se expande tanto que os hádrons param de interagir.

Para determinar o som desse evento, os cientistas partiram do pressuposto que, se um plasma de quark-gluons com características de líquido é criado nessas condições, então as ondas acústicas deveriam se propagar por essa matéria. Eles buscaram evidências de fenômenos acústicos e usaram dados para determinar o som dos “little bangs”.

Ao decifrar como as ondas sonoras reagiriam entre as milhões de colisões, e multiplicando bilhões de vezes o ruído para torná-lo audível, os cientistas criaram um som idêntico ao que um observador dentro desse plasma ouviria enquanto o sistema expande e esfria.

O objetivo de pesquisas como essa, que recria condições seguintes ao Big Bang em menor escala, é analisar como a matéria esfriou de seu estado inicial para o universo de prótons e nêutrons que existe hoje.

A Reinvenção do Big Bang

Cientistas anunciaram ontem ter conseguido, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação estão começando a render dividendos”, comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

Este é o maior experimento científico do mundo e consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC sigla em inglês) foi colocado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira da França com a Suíça. As partículas começaram a circular em novembro de 2009. O experimento havia sido fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada, os cientistas tiveram êxito. De acordo com os pesquisadores, a experiência abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder a muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam “Big Bangs em miniatura”, produzindo dados que os cientistas vão passar os próximos anos analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% da velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. [Fonte: Jornal AN]

Perto da Ficção

Acelerador de partículas bate recorde.
Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz
Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.

Duas agulhas chocam-se no Atlântico
O grau de dificuldade da experiência é extremo. Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern, faz uma boa comparação:– Alinhar os feixes de prótons seria o mesmo que disparar duas agulhas, uma de cada lado do Oceano Atlântico, e esperar que elas colidam de frente, no meio do caminho.Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs – a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que, três décadas atrás, sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da energia liberada e da matéria gasosa expelida no Big Bang em massa.Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas.Os cientistas esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do universo. Apenas 5% do universo representa material visível, que reflete a luz.Muitos cosmologistas dizem que portais podem ser abertos, já que podem existir outros universos paralelos e de dimensões além das cinco até agora conhecidas. [Fonte: Jornal DC]

'Máquina do Big Bang' poderá desvendar o universo escuro

LHC poderá ser a primeira máquina a revelar características do universo escuro.

Acelerador de partículas tenta simular condições da criação do universo e provar existência da matéria escura.

GENEBRA - A matéria escura, que os cientistas acreditam que forme até 25% do universo, mas cuja existência nunca foi provada, poderá ser detectada pelo acelerador de partículas gigante da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), disse nesta segunda-feira, 8, o diretor-geral do centro de pesquisas.

Rolf-Dieter Heuer afirmou em uma entrevista coletiva que alguma evidência da matéria poderá surgir até mesmo no curto prazo a partir do acelerador de partículas destinado a recriar as condições do Big Bang, o nascimento do universo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões de anos.

"Não sabemos o que é a matéria escura", disse Heuer, diretor do Cern que fica na fronteira entre Suíça e França, nas proximidades de Genebra.

"Nosso Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderá ser a primeira máquina a nos dar um insight sobre o universo escuro", disse ele. "Estamos abrindo a porta para a Nova Física, para um período de descobertas."

Astrônomos e físicos afirmam que apenas 5 por cento do universo é conhecido atualmente e que o remanescente invisível consiste de matéria escura e de energia escura, que formam cerca de 25 por cento e 70 por cento, respectivamente.

"Se formos capazes de detectar e compreender a matéria escura, nosso conhecimento vai se expandir para abarcar 30 por cento do universo, um enorme passo adiante", afirmou Heuer.

O LHC, a maior experiência científica do mundo centralizada num túnel subterrâneo oval de 27 quilômetros, está atualmente em atividade para, até o final do mês, colidir partículas com a maior energia já alcançada.

estadao.com.br

'Máquina do Big Bang' pode revelar partícula misteriosa

ROBERT EVANS - REUTERS

GENEBRA - Cientistas que operam o acelerador de partículas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) podem resolver o mistério sobre o que dá massa à matéria, durante uma atividade de quase dois anos ininterruptos que irá até o fim de 2011, disse um porta-voz nesta quarta-feira.

James Gillies informou à Reuters que a partícula chamada bóson de Higgs pode aparecer durante a experiência na chamada "máquina do Big Bang", maior e mais caro equipamento científico do mundo, que será religado neste mês.

"Se ele estiver lá, teremos uma chance razoável de vê-lo", disse Gillies, referindo-se à partícula subatômica que o físico escocês Peter Higgs previu há três décadas que poderia explicar como a matéria se juntou para criar o universo e tudo que o compõe.

Gillies disse que a operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pertence à Cern e está instalada sob a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, irá produzir uma enorme quantidade de informações.

Se o bóson de Higgs não aparecer, não quer dizer que ele não exista. Após a primeira fase de operação estendida e um ano de paralisação para preparativos, o LHC voltará a ser ligado novamente com sua energia máxima.

"Pode ser que precisemos dessa intensidade para capturá-lo", acrescentou Gillies.

O LHC foi ligado inicialmente em setembro de 2008, mas teve de parar por causa de uma violenta explosão dentro do túnel circular subterrâneo de 27 quilômetros. O foco do equipamento é a colisão de partículas que se deslocam em sentidos contrários com grande energia.

Bilhões de colisões, cada uma criando as condições que existiam numa fração de segundo depois do "Big Bang", quando o universo começou, há 13,7 bilhões de anos, irão produzir dados que cerca de 10 mil cientistas na Cern e em todo o mundo irão registrar e analisar.

A matéria emitida pela explosão primordial do universo acabou dando origem aos planetas, às estrelas e à vida na Terra -- mas a teoria de Higgs diz que isso só seria possível se algo como o bóson reunisse a matéria, dando-lhe massa.

O LHC funcionou por cerca de dois meses no fim do ano passado, realizando colisões de feixes de partículas com uma energia de até 2,36 tera-elétron volts (TeV), a maior já alcançada.

A próxima atividade prolongada, sem uma pausa no inverno, foi decidida em uma reunião de físicos, engenheiros e administradores do Cern em Chamonix, na França, na semana passada. Gillies disse que a energia da colisão será elevada gradualmente até 7 TeV.

No fim do ano que vem, o colisor deve ser novamente desativado por até 12 meses para que engenheiros preparem o túnel e a enorme quantidade de equipamentos do local para colisões de até 14 TeV na próxima atividade, provavelmente a partir de 2013.

estadao.com.br

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