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Nasa divulga vídeo com instantes finais de sondas na órbita da Lua


A agência espacial americana (Nasa) divulgou imagens dos instantes finais de operação das sondas gêmeas Ebb e Flow na órbita da Lua, antes que elas caíssem no solo lunar, no dia 17 de dezembro.

O vídeo tem quase dois minutos e foi registrado três dias antes da queda, em 14 de dezembro, com câmeras da Ebb. As imagens foram uma checagem do equipamento antes do impacto final, afirma a Nasa.

Por um ano, as sondas fizeram imagens que permitiram conhecer melhor a estrutura interna do satélite. Elas concluíram sua missão e caíram próximo ao polo norte lunar.

A partir de medições de sondas da missão Grail foi possível concluir que os asteroides e cometas que colidiram com a Lua não apenas tornaram sua superfície esburacada, mas também provocaram profundas fraturas na crosta do satélite terrestre. Esses resultados surpreenderam os cientistas envolvidos na missão.

A descoberta pode ajudar a decifrar um enigma sobre Marte. No planeta vizinho da Terra, fraturas similares podem ter proporcionado um caminho para que a água da superfície penetrasse profundamente no solo, onde ela pode estar até hoje, afirmaram os cientistas.

Sondas da Nasa devem se chocar com a Lua

Ebb e Flow fizeram mapeamento da estrutura interna do satélite terrestre.
Com o fim de sua missão, agência vai deixar que caiam em solo lunar.

As sondas gêmeas Ebb e Flow, que por um ano fizeram imagens que permitem conhecer melhor a estrutura interna da Lua, devem concluir sua missão na próxima segunda-feira (17/12/2012), caindo em uma montanha do polo norte do satélite às 20h28 (horário de Brasília), segundo informa a agência espacial americana Nasa.

"A missão foi um sucesso, mas este é um momento um pouco triste para mim", disse esta semana David Lehman, o gerente do programa Grail (a sigla em inglês que corresponde a Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade), em entrevista coletiva dada em Pasadena, Califórnia.

Após anos de preparação, um foguete Delta II partiu em setembro de 2011 propulsando rumo à Lua dois satélites: o Grail A - que estudantes americanos batizaram como Ebb - e o Grail B, batizado como Flow.

Essas sondas, que voam lado a lado, empregaram um sistema de campo gravitacional de alta qualidade para determinar a estrutura interior da Lua. No domingo será completada a última órbita dos robôs gêmeos, cujo combustível está acabando, e o controle da missão dará comando para que todos os instrumentos científicos sejam desligados.

Após isso, Ebb e Flow se dirigirão ao cume de uma montanha no polo norte da Lua e concluirão sua missão, caindo no solo antes de passar ao outro lado do satélite, invisível desde a Terra.

A partir de medições de sondas da missão Grail foi possível conscluir que os asteroides e cometas que colidiram com a Lua não apenas tornaram sua superfície esburacada, mas também provocaram profundas fraturas na crosta do satélite terrestre. Esses resultados surpreeram os cientistas envolvidos na missão, que tiveram trabalhos publicados  numa edição impressa da "Science" do começo do mês.
A descoberta pode ajudar a decifrar um enigma sobre Marte. No planeta vizinho da Terra, fraturas similares podem ter proporcionado um caminho para que a água da superfície penetrasse profundamente no solo, onde ela pode estar até hoje, afirmaram os cientistas.

Imagem feita pelas sondas da Nasa mosta mapeamento da superfície da Lua(Foto: Nasa)
"Marte pode ter tido um antigo oceano e todos nós nos perguntamos para onde ele foi. Bem, esse oceano pode muito bem estar no subterrâneo", afirmou a cientista Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
"Sabia-se que os planetas rochosos do Sistema Solar tinham sofrido muitos impactos há vários bilhões de anos, mas ninguém pensava que a superfície lunar tivesse sido tão maciçamente bombardeada", destacou Maria Zuber, encarregada científica da missão.

As duas sondas gêmeas, em órbita polar desde janeiro passado, fizeram medições muito precisas do campo gravitacional lunar que revelaram a divisão das massas, assim como a espessura e a composição dos diferentes estratos da Lua, até seu núcleo.

Deixaram claro, por exemplo, que a crosta lunar é muito mais fina do que pensavam os cientistas, ao apresentar uma espessura de 34 km a 43 km, de 6 km a 12 km a menos do que o se tinha calculado até agora.

A composição da Lua aparece, então, como "similar à da Terra, o que alimenta a teoria de que está formada por materiais terrestres espalhados após um enorme impacto no começo da história do Sistema Solar", explicou Mark Wieczorek, do Instituto de Física do Globo de Paris, autor de um dos três estudos sobre os resultados da missão Grail.

Estas pesquisas foram apresentadas na conferência anual da American Geophysical Union, em San Francisco. Em relação à sua superfície, o interior da Lua parece extremamente regular. Os cientistas descobriram que a maior parte das variações constatadas no campo gravitacional eram produto de formações geológicas produzidas na superfície, como montanhas ou crateras.

A crosta externa da lua carece de estruturas rochosas densas e é constituída, provavelmente, por materiais porosos ou pulverizados. O mapa do interior da Lua revela, por sua vez, a existência de mapas mais densas, formadas por magma vulcânico, que terminou se solidificando e formando densas paredes rochosas.

G1

Satélite da Nasa registra eclipse solar visto do espaço

Enquanto no Brasil milhões de pessoas estavam curtindo um belo feriado de Carnaval, um interessante evento estava sendo registrado pelo observatório heliosférico da Nasa: o trânsito da Lua à frente do disco solar. O evento durou alguns instantes, mas o suficiente para causar um profundo mergulho no registro da emissão ultravioleta, medida constantemente pelo satélite.


Apesar de ser um eclipse solar parcial como qualquer outro, o evento dessa terça-feira, 21 de fevereiro, não foi visto de nenhum lugar da Terra. O único lugar que permitiu sua observação foi no Cinturão de Clarke, uma região no espaço situada a 36 mil km de altitude onde se localizam os satélites geoestacionários e também o observatório de dinâmica solar da Nasa, SDO.

Dessa região, o SDO monitora o Sol durante 24 horas e exatamente às 11h14 pelo horário de Brasília a Lua entrou em seu campo de visão, bloqueando parte do disco solar. Durante 1 hora e 42 minutos a lua transitou entre o satélite e o Sol, produzindo importantes dados para calibragem dos instrumentos a bordo do observatório.

Através de um imageador de 16 megapixels, o SDO registra o Sol em diversos comprimentos de onda, principalmente no seguimento do ultravioleta extremo, entre 17 e 30 nanômetros (170 e 300 Angstroms), próximo aos raios-x.

Durante o eclipse de terça-feira, parte da Lua cobriu a mancha solar 1422, fonte de intensa emissão eletromagnética no espectro ultravioleta, impedindo que a radiação atingisse os sensores no observatório. Isso causou a queda abrupta do sinal na saída dos detectores, o que o permitiu aos cientistas efetuarem uma calibragem mais apurada da sensibilidade dos instrumentos a bordo do SDO.

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O Lado Oculto da Lua


Presa por forças de marés numa rotação síncrona, a Lua mostra sempre o mesmo lado familiar à Terra. A partir de órbita lunar, o lado oculto da Lua pode, no entanto, tornar-se também familiar. 

De fato, esta imagem detalhada, um mosaico obtido pela câmara de ângulo-largo da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), está centrada no lado escuro da Lua. Parte de um mosaico global com mais de 15.000 imagens adquiridas entre Novembro de 2009 e Fevereiro de 2011, a versão de mais alta resolução mostra características numa escala de 100 metros por pixel. Surpreendentemente, a superfície rugosa e agredida do lado negro é muito diferente da do lado conhecido, coberto com mares lisos e escuros. 

A mais provável explicação para isto é que a crosta do lado oculto é mais espessa, o que torna mais complicado a subida de material derretido desde o interior até à superfície, criando então os mares.

Foto da Cratera Tycho na noite da "Super Lua" - 19-03-2011


Noites de lua cheia não são ideais para observação e fotografia pois além do brilho intenso, a exposição direta do sol faz com que sejam imperceptíveis as sombras que denunciam o relevo da lua.

Após 18 anos, "Super Lua Cheia" acontece neste sábado


Do Terra

Se você tiver a impressão que a Lua está um pouco maior e mais brilhante neste fim de semana(19-03-2011), existe uma razão para isso. A Lua Cheia deste sábado será uma super "lua perigeu" - a maior em quase 20 anos. Este fenômeno é bem mais raro do que a famosa Lua Azul, que acontece uma vez a cada dois anos e meio. As informações são da CNN.

"A última Lua Cheia tão grande e tão perto da Terra ocorreu em março de 1993", disse Geoff Chester, do Observatório Naval dos EUA, em Washington. "Eu diria que ela vale uma olhada."
Segundo o pesquisador, no perigeu a Lua fica cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que quando está no ponto mais distante de sua órbita, também conhecido como apogeu. "Luas perigeu são cerca de 30% mais brilhantes e podem parecer 14% maiores do que as Luas que ocorrem no lado do apogeu da órbita lunar," diz o site da Nasa.

A Lua Cheia vai nascer no leste ao pôr do sol e deve parecer especialmente grande quando estiver próxima ao horizonte por causa do que é conhecido como "ilusão da lua".
Mesmo que se tenha sensação de poder tocar o satélite, a Lua do sábado ainda estará a uma distância saudável - cerca de 356,577 km de distância.

A influência do satélite natural poderá ser sentido essencialmente nas marés, no entanto, os efeitos sobre a Terra são menores, e de acordo com estudos mais detalhados, a combinação da Lua estar em sua maior aproximação da Terra em sua configuração "lua cheia", não deve afetar o equilíbrio interno da energia do planeta.

Verão começa com eclipse total da Lua

O último eclipse total da Lua do ano aconteceu na madrugada desta terça-feira(21-12-2010). O fenômeno, que começou por volta das 4h, foi o primeiro desde 1683 a coincidir com o solstício, que marca o início do inverno no Hemisfério Norte e o começo do verão no Hemisfério Sul.


No Sul e no Sudeste, o eclipse só foi visto por alguns minutos, já que a Lua se pôs por volta das 5h30. Os melhores locais para observar o fenômeno foram Acre, Roraima, Rondônia e Amazonas. A observação foi apenas parcial nos estados litorâneos. O eclipse total também foi visto na América do Norte, Europa Ocidental e parte da Ásia.

Um eclipse lunar só acontece durante uma Lua cheia. Nesta fase, Sol, Terra e o satélite estão alinhados e a sombra do planeta pode encobrir o satélite natural, privando-o da luz solar. Por volta das 4h (no horário de Brasília), a Lua entrou na penumbra da Terra e seu brilho começou a esmaecer. A partir das 4h30, a Lua tocou a umbra, ou a parte mais escura da sombra terrestre, e seu brilho diminuiu bastante. Às 5h40 a Lua ficou totalmente na umbra e adquiriu uma cor vermelho-alaranjada. Esse é o efeito dos raios de luz do Sol que conseguem atravessar a atmosfera da Terra e iluminar um pouco a Lua.

O Globo

Lua contém prata e mercúrio (além de água)


Paula Rothman, de INFO Online

Análise de amostras lunares revela que nosso satélite natural possui não somente grande quantidade de água, mas também outros elementos, como mercúrio, sódio, cálcio e até mesmo prata.

Um ano após a descoberta de moléculas de água na Lua, novos dados das missões Lunar CRater Observation and Sensing Satellite (LCROSS) e Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, mostram que o solo lunar à sombra das crateras é rico em materiais bastante úteis ao homem.

Além disso, os dados revelam que a Lua parece ser quimicamente ativa e possui um ciclo completo de água. As descobertas foram publicadas hoje na Science.

Bombardeando a Lua

No dia 9 de outubro de 2009, a LCROSS propositalmente lançou a nave Centaur na cratera Cabeus, perto do pólo sul lunar. A ideia era levantar o material do fundo da cratera para que sua composição fosse analisada. A Centaur atingiu a lua a mais de 9.000 km/h, enviando uma nuvem de material a cerca de 20 km de altura.

Esses detritos, que podem ter ficado escondidos do Sol por bilhões de anos, foram então analisados por instrumentos da LCROSS e LRO.

O que os pesquisadores notaram foram cristais de água pura erguidos com o impacto. O local escolhido para o impacto, a cratera Cabeus, pode ser uma das regiões mais ricas em água, uma vez que o gelo pode compor até 4% do seu peso.

Além disso, esse material continha substâncias “voláteis” – ou seja, elementos que congelam nas frias crateras mas se vaporizam facilmente ao serem expostos à luz do Sol. Segundo as análises, até 20% do material erguido pelo impacto era volátil – incluindo metano, amônia, gás hidrogênio, dióxido de carbono, monóxido de carbono, mercúrio e sódio. Também foram achadas pequenas quantidades de cálcio e magnésio, ambos na forma de gás.

A diversidade e abundância desses elementos sugerem que eles vieram de uma variedade de fontes, como cometas e asteróides, e denunciam também a presença de um ciclo ativo da água nas regiões sombreadas da Lua. Esses processos químicos em andamento na Lua podem também acontecer em asteróides, satélites naturais de outros planetas ou até mesmo nas regiões polares de Mercúrio.

Os instrumentos da NASA também descobriram a presença de metais leves, como sódio, mercúrio e até mesmo traços que indicam a possível presença de prata (embora em quantidades muito pequenas). Os dados coletados antes do impacto, com intrumentos responsáveis pelo mapeamento topográfico e medições de temperatura e concentrações de hidrogênio, revelam que a água não está igualmente distribuída nas regiões sombreadas; ela está em bolsões que podem se estender para fora da área de sombra das crateras

Para os pesquisadores, compreender o processo e o ambiente que determina a localização do gelo, como a água foi parar lá e qual seu ciclo, facilita bastante o planejamento de futuras missões à Lua – inclusive missões tripuladas. Além disso, o gás hidrogênio, a amônia e o metano poderiam ser explorados para produzir combustível no caso da instalação de uma base lunar. 

David Scott e Galileu

O astronauta David Scott em missão na Apollo 15 demonstra  em experiência na atmosfera da Lua a descoberta de Galileu sobre a queda dos corpos.

Foto espacial – como a Terra e a Lua são vistas de Mercúrio


Por Luciana Galastri - http://hypescience.com

Você já imaginou como um ET pode avistar nosso planeta? Bom, por enquanto achamos que não há vida em Mercúrio, mas se algum dia descobrirmos que é possível existir aliens que sobrevivam àquele tipo de calor, confira como eles veriam a Terra e a Lua.

Essa foto foi tirada pela sonda espacial MESSENGER , que capturou essa foto durante a aproximação mais rente da Terra com o Sol, cerca de três meses atrás. A sonda não estava exatamente em Mercúrio, mas em uma localização similar – então a vista do nosso planeta seria bem parecida.

A MESSENGER deverá entrar na órbita do planeta mais próximo ao Sol em Março de 2011.

Caso você não tenha deduzido, a Terra e a Lua são os dois pontos brilhantes mais para a esquerda da foto. Vistas de Mercúrio, elas sempre se parecerão essas duas esferas refletindo a luz do Sol – sem nenhuma fase crescente ou decrescente já que, na perspectiva de Mercúrio, nenhum astro faz sombra nelas.

A Lua está encolhendo como uma maçã velha, revela Nasa

Ondulações no terreno perto do local onde ficou a Apollo 17
aconteceram recentemente e indicam que a Lua encolheu

AFP

A Lua encolheu como uma maçã velha, revelam imagens da Nasa, que explica esta contração pelo resfriamento interno do único satélite natural da Terra. 

Essas imagens, publicadas nesta quinta-feira (19/08/2010) na revista americana Science, mostram modificações na superfície da Lua não detectadas anteriormente, indicando que sua circunferência "retraiu cerca de 100 metros em um curto período de tempo", explicou Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço e principal autor desse trabalho.

As conclusões foram tiradas graças às fotografias registradas pelas poderosas objetivas posicionadas a bordo da Sonda de Reconhecimento Lunar (LRO), um instrumento espacial que a Nasa colocou na órbita da Lua em junho de 2009.

As fotografias revelam a existência de "escarpas lobuladas" (ondulações) no solo da Lua. Estas formações se situam principalmente nas regiões lunares de média altitude, em volta de todo o satélite. A contração e o "enrugamento" da superfície lunar seriam, assim, consequências do resfriamento do interior da Lua.

Esses traços geológicos já haviam sido fotografados próximos ao equador da Lua por câmeras panorâmicas durante as missões Apollo 15, 16 e 17, no início dos anos 70. Mas 14 novas escarpas lobuladas desconhecidas apareceram nas imagens de alta definição do LRO.

"Um dos aspectos mais impressionantes dessas ondulações lunares, é o fato de que elas parecem relativamente recentes", observou Thomas Watters.

"Eles surgiram na superfície lunar provavelmente por causa do resfriamento interno da lua", explicou.

"As imagens de ultra-alta definição fornecidas pelas câmeras de ângulo estreito a bordo do LRO vão revolucionar nossa percepção sobre a lua", declarou Mark Robinson, do Instituto da Terra e da Exploração Espacial da Universidade Estadual do Arizona (sudoeste), co-autor desta pesquisa e principal cientista responsável pelas câmeras do LRO.

Cientistas acham água na Lua, mas ainda não sabem sua origem

Segundo cientistas, sonda encontrou água na água na cratera Cabeus

Portal Terra

Apenas 9 meses após lançar um projétil para estudar a estrutura da Lua, os cientistas sabem com segurança que há água no satélite terrestre, mas seguem sem saber qual é a sua origem, afirmou a Nasa - a agência espacial americana. Os cientistas, que participam nesta semana do Fórum de Ciência da Nasa em Mountain View (Estado americando da Califórnia), também dizem saber que a água encontrada está em lagos e não em oceanos vastos, mas ainda não descobriram a sua origem.

O assunto foi tratado em Mountain View por vários pesquisadores liderados por Anthony Colaprete, chefe da missão da Nasa para o projeto LCROSS, um satélite de observação enviado à Lua para determinar a presença ou ausência de gelo de água na cratera Cabeus. Durante o encontro, os pesquisadores confirmaram que o impacto de um projétil na superfície lunar permitiu analisar o pó levantado e isto revelou concentrações de cristais de água.

"Descobrimos um ambiente totalmente novo", disse Colaprete. "É muito mais frio que o antecipado, mas há energia, além de água e materiais de todo tipo que se acumulam ali enquanto ocorrem processos químicos". Segundo o cientista, a área "é um laboratório por si mesmo". Em novembro os técnicos do LCROSS anunciaram que a análise espectroscópica do pó levantado pelo impacto do projétil mostrava a presença de moléculas de água e hidroxil, subproduto da água constituído por um átomo de hidrogênio e um de oxigênio.

Os cientistas indicaram ontem no fórum que o LCROSS desceu em um oásis com uma paisagem seca, mas que é provável que a Lua contenha áreas úmidas. "Há áreas de concentração relativamente alta, úmidas ou mais úmidas que nosso deserto do Saara", indicou Colaprete. "Eu sei que isso não soa muito úmido, mas na Lua equivale a um pântano".

"Partem daí as questões: como a água chegou à Lua? E como se distribuiu desde então? Esta é uma informação realmente importante para a prospecção", disse Colaprete, que afirmou que a Nasa quer ir à Lua com "com veículos móveis" e não desejaria "descer em uma área qualquer".

Conheça os 12 homens que pisaram na Lua

Portal Terra

Em julho de 1969, há 41 anos, decolou do Cabo Canaveral, nos EUA, o Apollo 11, ônibus espacial que deu início à missão que transformou em realidade um dos sonhos mais antigos da humanidade: a chegada do homem à Lua. O feito, realizado pelo astronauta americano Neil Armstrong seguido do seu colega de missão Buzz Aldrin, no dia 20 de julho daquele ano, ficou marcado na história. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, Armstrong e Aldrin não foram os únicos homens a pôr os pés no satélite terrestre. Mais 10 astronautas da Agência Espacial Americana, Nasa, tiveram este mesmo privilégio, porém sem tanta notoriedade. Conheça cada um dos 12 'moonwalkers'.

Neil Armstrong - Apollo 11

Neil Alden Armstrong nasceu em 5 de Agosto de 1930 em Ohio, EUA. Formado em engenharia aeronáutica, com mestrado em engenharia aeroespacial, foi piloto de testes em fábricas de aviões americanas e aviador da Marinha dos EUA. Pilotando um caça, participou da Guerra da Coreia, mas foi como comandante da missão Apollo 11 que Neil Armstrong entrou para a história. Ele foi o primeiro homem a pisar na Lua, no dia 20 de julho de 1969, e a frase "este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade" que disse ao pisar em solo lunar é uma das mais conhecidas de todos os tempos.

A escolha de Armstrong para o comando da Missão Apollo - e para ser o primeiro homem a pisar na Lua - foi realizada por uma comissão da Agência Espacial Americana (Nasa) e deveu-se ao perfil discreto, reservado e corajoso do astronauta.

Sua entrada na Nasa aconteceu em 1962, quando foi escolhido para participar de um grupo de astronautas conhecido como Grupo dos Nove, tornando-se o primeiro astronauta civil dos EUA. Sete anos depois, a bordo do Colúmbia, Armstrong comandou a missão mais importante de sua vida, e a mais importante da Nasa até hoje, a Apollo 11.

No desembarque em solo lunar, realizado no Módulo Lunar, ele e seu colega Aldrin fixaram uma bandeira dos Estados Unidos - como símbolo da conquista do país frente à União Soviética e ao mundo - e uma placa com os dizeres ¿Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Nós viemos em paz em nome da humanidade¿. Na placa, a assinatura dos três astronautas da missão e do então presidente dos EUA, Richard Nixon. Os dois astronautas permaneceram 21 horas em solo lunar e recolheram cerca de 46 kg de material do satélite da Terra.

Após retorno ao nosso planeta, Armstrong e os dois colegas permaneceram em isolamento para evitar que possíveis contaminantes existentes na Lua trazidos por eles entrassem em contato com a população. Após sair da quarentena, os três tornaram-se celebridades viajando pelo mundo como representantes do poder tecnológico americano.

Por decisão pessoal, a missão da Apollo 11 foi a última de Armstrong ao espaço. Desconfortável com a fama gerada pela chegada à Lua, o astronauta retirou-se da Nasa em 1971 e tornou-se professor de engenharia na Universidade de Cincinatti, cargo que ocupou até 1980. Atualmente, aos 79 anos, vive em Ohio com sua segunda esposa.

Edwin "Buzz" Aldrin - Apollo 11

Mundialmente conhecido como Buzz Aldrin, o astronauta Edwin Eugene Aldrin Jr. Nasceu em Nova Jersey, nos EUA, em 1930. Buzz foi o segundo homem a pisar na Lua durante a missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969, descendo do Módulo Lunar logo atrás do comandante, Neil Armstrong.

Aldrin é formado em engenharia mecânica pela Academia Militar em West Point, doutor em Ciências aeronáuticas pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e foi piloto na Força Aérea dos EUA. Como piloto, participou de 66 missões de combate Coreia. Ingressou na Nasa em 1963, no terceiro grupo de astronautas da Agência Espacial. Em 1969, ele foi escolhido para participar da missão Apollo 11. Foi nessa missão que Buzz e Neil Armstrong entraram para a história ao pisar na Lua.

Após o retorno à Terra, o extrovertido Buzz Aldrin rapidamente assumiu a posição de "porta-voz" da tripulação da Apollo 11, participando de inúmeras entrevistas, programas de TV, rádio e até filmes dedicados à essa conquista americana. O astronauta tem até uma estrela com seu nome na calçada da fama em Hollywood.

A fama rendeu-lhe frutos, mas também problemas. Aldrin sofreu de alcoolismo e depressão durante anos que seguiram a volta á Terra depois da Apollo 11. Esse fato foi, inclusive relatado mais tarde em sua autobiografia. As doenças contribuíram para a sua aposentadoria da Nasa e da Força Aérea Americana.

Apesar da aposentadoria, Aldrin - hoje com 80 anos - participa de projetos em prol da continuidade da exploração espacial, tendo como principal objetivo, a conquista do planeta Marte.

Charles "Pete" Conrad - Apollo 12

Charles Conrad, conhecido como Pete, nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, e graduou-se na Universidade de Princeton. Jovem, se alistou na Marinha onde se tornou um aviador naval. Por suas qualidades, entrou para a escola de pilotos de testes da Marinha, onde foi designado como piloto de testes do projeto, instrutor de voos e engenheiro de performance.

Em setembro de 1962, Pete Conrad foi selecionado como astronauta pela Nasa. Em 1969 ele foi escolhido para o comando da missão Apollo 12 que pretendia fazer a segunda alunissagem da história e resgatar partes de uma sonda não tripulada enviada em 1967, a Survivor 3. E em 19 de novembro de 1969, ele foi o comandante da Apollo 12, quando sagrou-se como o terceiro homem a pisar na Lua.

Depois de voltar à Terra, Conrad serviu como comandante de Skylab I, que colocou a estação espacial americana em órbita. Participou da primeira missão tripulada à estação, a missão Skylab II. A Estação Skylab foi destruída em 1979.

Depois de servir por 20 anos na Marinha dos EUA (11 anos como um astronauta no programa espacial), o Pete se aposentou e assumiu a vice-presidência de operações do canal de televisão americano (ATC).

Em 1990, Pete Conrad juntou a Space Systems Company do empresário Douglas McDonnell e participou da investigação e desenvolvimento da Estação Espacial Freedom. Nessa empresa, participou da elaboração do veículo espacial Delta Clipper ou DC -X, que pertence à Nasa.

Em 1996 entrou para a Espaço Universal Lines (USL). Sob sua liderança, a USL desenvolveu estratégias de negócio para infra-estruturas para a indústria espacial. A ideia da USL é oferecer aos clientes serviços de lançamento espacial da mesma maneira que uma companhia aérea opera aeronaves comerciais.

Conrad faleceu em 08 de julho de 1999 em um acidente de moto na Califórnia. Ele tinha 69 anos. Deixou sua mulher Nancy, três filhos e sete netos.

Alan Bean - Apollo 12

Alan Bean nasceu em Wheeler, no Texas, em 1932. Como doutor em ciências e ex-piloto de caças, foi selecionado em 1963 para o grupo de astronautas da Nasa. Já na sua primeira missão, a Apollo 12, foi convocado para ser o piloto do Módulo Lunar Intrepid e em 19 de novembro de 1969, foi o quarto ser humano a pisar em solo lunar.

Em 1973 ele comandou a missão Skylab 3, onde fez caminhadas espaciais e ficou 59 dias na Estação espacial americana. Em 1981, Alan Bean encerrou sua carreira como astronauta e tornou-se pintor, sendo o primeiro artista a ter pisado na Lua. Seus quadros retratam suas experiências no espaço.

Alan Shepard - Apollo 14

Alan B. Shepard, Jr. nasceu em East Derry, New Hampshire, em 1923, e estudou na Academia Naval dos Estados Unidos, em Annapolis, e na Escola de Pilotos de testes. A primeira missão militar de Shepard foi na Segunda Guerra Mundial, a bordo de um destróier, no Oceano Pacífico.

Na década de 1950, Alan foi piloto de diversas aeronaves de combate e de testes em grandes altitudes para o exército norte-americano. Em 1958 era o comandante da esquadra americana no Atlântico e em, 1959, entrou para a Nasa como piloto de testes. Shepard foi um dos sete escolhidos para o Projeto Mercury.

Dos sete astronautas do Mercury, Shepard foi escolhido para a primeira missão tripulada americana para o espaço. Em 15 de abril de 1961, poucas semanas antes do voo de Shepard, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a chegar ao espaço.

O seu segundo voo ao espaço foi no comando da missão Apollo 14. Esta missão chegou à Lua em 5 de fevereiro de 1971. Pilotando o módulo lunar Antares, ele realizou a mais precisa alunissagem de todo o programa, na primeira missão transmitida pela televisão a cores para todo o mundo.

Shepard ficou conhecido como o primeiro homem a jogar golfe fora da Terra. Ele balançou um taco de golfe por seis vezes em solo lunar para bater em algumas bolas lançando uma a cerca de 400 metros. As bolas jogadas por Shepard permanecem na Lua.

Bem sucedido nos negócios, Alan Shepard se aposentou da Nasa, e foi o primeiro astronauta a se tornar milionário. Shepard faleceu de leucemia aos 74 anos, em 1998.

Edgar Mitchell - Apollo 14

Edgard Mitchell nasceu em Hereford, Texas, nos EUA. Ele se formou Bacharel em Ciências e fez licenciatura em gestão industrial. Depois entrou para a Marinha americana onde se tornou piloto e, posteriormente, instrutor e piloto de testes.

Depois de um mestrado e um doutorado em ciências aeronáuticas, Mitchell entrou para a Nasa. Ele foi o piloto do módulo lunar na missão Apollo 14, e foi o sexto homem a pisar na Lua.

Hoje ele mora em West Palm Beach, na Flórida.

David Randolph Scott - Apollo 15

David Randolf Scott nasceu em San Antonio em 1932. Piloto, ele entrou para a Nasa em outubro de 1963 e foi o primeiro de seu grupo de astronautas selecionado para voar e a comandar uma missão no espaço.

Em 30 de julho de 1971, no comando da missão Apollo 15, tornou-se o sétimo homem a caminhar na superfície da Lua. Naquele ano o módulo lunar Orion ficou 66 horas sobre a superfície da Lua.

Scott e seu companheiro de pmissão em solo lunar, James Irwin, foram os primeiros a dirigir o Lunar Rover, o veículo lunar. Após 3 dias na Lua, os atronautas trouxeram 82 kg de material lunar para análises na Terra.

James Irwin - Apollo 15

James Benson Irwin nasceu em 1930 em Pittsburg. Piloto do exército, entrou para a Nasa e foi o oitavo homem a pisar na Lua na missão Apollo 15 em 30 de julho de 1971. Esta foi a sua única missão no espaço.

Depois da volta à Terra, e deixar a Nasa e a Força Aérea Americana em 1972, fundou a missão cristã High Fligth afirmando que a experiência espacial o aproximou de Deus e aumentou a sua fé.

De todos os 12 homens que pisaram na Lua, Irwin foi o que mais demonstrou ter sido abalado religiosamente com o contato com o satélite terrestre e como o espaço.

James Irwin morreu em 1991 de ataque cardíaco em Glenwood Springs, no Colorado. Ele tinha mulher e cinco filhos.

John Watts Young - Apollo 16

John Watts Young nasceu em San Francisco, na Califórnia, em 1930. Ele foi selecionado pela Nasa em 1962, no segundo grupo de astronautas da agência. Foi o nono homem a pisar na Lua no comando na missão Apollo 16, em 20 de abril de 1972.

John Young foi um dos mais experientes astronautas americanos, sendo o homem que mais vezes foi ao espaço. Ele foi ao espaço por 6 vezes nos comandos de missões do Projeto Gemini e Apollo e no programa do ônibus espacial.

Em 2004, após 42 anos na Nasa, John Young aposentou-se aos 74 anos de idade. Ainda hoje participa dos encontros semanais entre os astronautas.

Charles Duke - Apollo 16

Charles Moss Duke Jr , nasceu em Charlotte, em 1935. Duke formou-se na Academia Naval em 1957 e entrou na Força Aérea dos EUA como piloto e instrutor de caças F-86 Sabre, F-101 e F-104. Em 1966, entrou como astronauta na Nasa.

Em 1969, durante a famosa missão Apollo 11, primeira a chegar na Lua, Charles Duke foi o responsável por passar as mensagens dos atrounautas em missão para a base na Terra. Suas palavras respondendo ao aviso de Armstrong e Aldrin quando pousaram na Lua entraram para a história. "Roger Tranquility, we copy you on the ground. You got a bunch of guys about to turn blue here. We are breathing again. Thanks a lot". ("Entendido, Base da Tranqüilidade, recebemos sua mensagem do solo. Vocês fizeram um monte de caras ficarem azuis por aqui. Já podemos respirar de novo. Muito obrigado", em tradução livre).

Em 1971, tornou-se o décimo homem a pisar na Lua como piloto do Módulo Lunar Orion, na missão Apollo 16. Charles Duke aposentou-se da Nasa e da Força Aérea em 1979 e hoje é dono de uma empresa de investimantos financeiros.

Eugene Cernan - Apollo 17

Eugene Andrew Cernan nasceu em Chicago em 1934. Piloto da força aérea americana, Eugene entrou para a Nasa. Ele esteve no espaço três vezes, nas missões Gemini, onde participou de uma viagem espacial tripulada, na Apollo 10, onde sobrevoou o satélite da Terra, e na Apollo 17, onde pisou na Lua em 11 de dezembro de 1972, sendo o 11º homem a realizar o feito.

Ele foi o comandante da missão, a última a pousar na Lua. Apesar de ter sido o penúltimo homem a pisar na Lua, foi o último a deixá-la, já que foi o último a subir no módulo lunar .

Na missão, Cernan e Harrison Schimitt, ficaram 22 horas na superfície da Lua com o Lunar Rover, veículo lunar, e recolheram 35 kg de material para análise em Terra.

Harrison Schimitt - Apollo 17

Harrison "Jack" Schmitt nasceu em Santa Rita, nos EUA, em 1935. Era geólogo e foi membro do Centro de Astrogeologia dos EUA e, já na Nasa, foi um dos responsáveis pelo treinamento dos astronautas das missões Appolo. Sua formação o diferenciou dos outros astronautas.

O geólogo participou de treinamentos de pilotagem de módulos de comando lunar e foi escolhido para ser um dos integrantes da última missão Apollo a chegar na Lua, a Apollo 17, e, dezembro de 1972. Nesta misão, foi o último homem a pisar em solo lunar da história.

Além de geólogo e astronauta, Harrison foi senador dos Estados Unidos. A carreira política começou em 1975 quando ele deixou a nasa para concorrer ao Senado pelo Estado do novo México.

Ao tentar um segundo mandato, Harrison Schmitt foi derrotado e voltou a trabalhar com astrogeologia. Hoje é consultou na área.

Sondas espaciais revelam cavernas profundas sob a Lua

estadao.com.br

O satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, está enviando para  Terra imagens de cavernas lunares com centenas de metros de profundidade, e os cientistas estão ansiosos para explorá-las. "Elas podem ser entradas para um país das maravilhas geológico", disse, em nota, o principal pesquisador ligado à câmera da LRO, Mark Robinson, da Universidade do Arizona.

"Acreditamos que esses buracos gigantes são claraboias que se formaram quando o teto de tubos de lava subterrâneos desmoronou".

A sonda japonesa Kaguya já havia fotografado cavernas enormes em 2009. Agora, a potente câmera da LRO - que conseguiu, entre outros feitos, localizar os objetos deixados na La pelos astronautas do programa Apollo - produziu imagens de alta resolução das cavernas e arredores.

Antes da chegada dos primeiros astronautas à Lua, pesquisadores já teorizavam sobre a existência de cavernas, uma rede de túneis que seria uma relíquia deixada por rios de lava derretida, sob a superfície. A teoria baseava-se em fotografias feitas do espaço que revelaram faixas estreitas percorrendo as planícies, ou mares, da Lua. Cientistas presumiram que essas faixas seriam os sinais, na superfície, da presença de túneis abaixo, escavados por lava há bilhões de anos.

"É emocionante agora confirmarmos essa ideia", disse Robinson. "As fotos da Kaguya e da LRO provam que essas cavernas são claraboias para os túneis, então sabemos que os túneis se mantêm intactos, ao menos em alguns trechos, há bilhões de anos".

Tubos de lava se formam quando, ao fluir de um vulcão, uma camada de lava mais próxima à superfície esfria e endurece, enquanto que a camada mais abaixo continua a fluir, num canal tubular. A lava enrijecida acima isola que está mais abaixo, ajudando-a a manter o calor e o estado líquido. Na Terra, tubos de lava podem variar de um mero cilindro a complexos labirintos com quilômetros de extensão.

No futuro, os tubos descobertos na Lua, além de oferecer preciosas informações geológicas, poderão ajudar astronautas a se  proteger de meteoritos e da radiação.

Mapa da Lua. Observe e saiba o que está vendo!

Estamos tão acostumados com a presença da Lua no céu que às vezes nem a percebemos. Ela está ali, natural, como sempre esteve. Algumas vezes, no entanto, especialmente durante a fase cheia, sua beleza e brilho ímpares são difíceis de não serem notados.
O problema é que, mesmo estando sempre disponível, poucas pessoas são capazes de reconhecer as crateras e os mares que formam a paisagem lunar. Os locais de pouso das missões Apollo são ainda mais desconhecidos pela maioria da população.

Para dar uma mãozinha a quem tem interesse na observação do nosso satélite, seja à vista desarmada ou através de algum instrumento, essa pequena carta lunar poderá ajudar a dar os primeiros passos na exploração da Lua, mesmo bem longe dela.

As legendas mostram os acidentes geográficos vistos com mais facilidade enquanto os círculos numerados indicam os locais em que as missões Apollo fizeram as explorações humanas entre 1969 e 1975.

Copérnicus - Uma cratera muito fácil de observar. Tem 92 km de diâmetro e foi formada a cerca de 800 milhões de anos devido a um choque com algum meteoro. Uma observação mais apurada mostrará picos centrais e paredes laterais, criadas no momento do impacto. 

Aristarchus - Uma cratera muito recente. É tão brilhante que William Herschel, astrônomo que descobriu Urano em 1781, acreditava que fosse um vulcão ativo.

Kepler - Uma pequena cratera. Versão miniatura da Copérnicus.

Grimaldi - Cratera preenchida com Lava é um dos pontos mais escuros que pode ser visto na Lua. Mede aproximadamente 225 km de diâmetro.

Mare Humorum ou Mar de Umidade - Tem um diâmetro de 350 km. Com um pequeno telescópio ou binóculo é possível ver duas crateras ao longo das bordas. 

Tycho - Cratera jovem, melhor observada durante a lua cheia. As raias brilhantes ao seu redor são formadas por material ejetado após a colisão com um grande asteróide, ocorrida a 109 milhões de anos.

Mar da Tranqüilidade - Região plana e com poucos acidentes, formada por lava derretida. Esta foi a região do pouso da Apollo 11 em 20 de julho de 1969, quando os primeiros Homens ali estiveram.

Mar das Crises - Planície de 550 km de comprimento facilmente identificada à vista desarmada. 

Mar da Serenidade - Planície de lava sólida com 620 km de comprimento.

A Lua está repleta de crateras e pequenos mares, mas os apresentados são os mais fáceis de serem identificados e com um pequeno binóculo diversos acidentes interessantes podem ser vistos e pesquisados.

Apesar de algumas regiões serem chamadas de "Mar", elas não possuem água e têm essa denominação porque os antigos astrônomos acreditavam que eram de fato grandes oceanos. 

Como vimos, Observar a Lua é uma tarefa muito prazerosa e fica ainda mais interessante quando se sabe exatamente o que estamos vendo. Bons céus a todos!

Crédito: Apolo11.com 

Nasa - Descobertas de sonda lunar vão de pegadas a "riachos"


do Terra

A sonda Orbital de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês) completou no dia 23 de junho um ano na órbita do nosso satélite natural. Para comemorar, a Nasa - a agência espacial americana - elegeu as dez observações "mais legais" do equipamento. Os registros vão de "riachos" lunares aos primeiros passos do homem na Lua.

O lugar mais frio do sistema solar

No ano passado, a sonda encontrou um lugar na Lua, no fundo da cratera Hermite, onde a temperatura chega a -248°C. Segundo os astrônomos, esse é o local mais frio conhecido no Sistema Solar. Para se ter uma ideia, os cientistas estimam que a superfície do ex-planeta Plutão chegue a -184°C. Outros locais extremamente frios foram encontrados no fundo de crateras no polo sul do satélite natural.

Os primeiros passos de astronautas

Em 20 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin entraram para a história ao dar os primeiros passos na Lua. Eles passaram cerca de duas horas e meia para tiras fotografias e realizar alguns experimentos científicos, antes de retornar ao módulo e iniciar o retorno à Terra. A sonda da Nasa conseguiu registrar imagens do local do pouso da Apollo 11, inclusive de parte do módulo que ficou na Lua, rastros deixados pelos astronautas e outros equipamentos deixados para trás.

As marcas da Apollo 14

A Apollo 14 tinha como uma das missões coletar amostras da borda da cratera Cone. Contudo, após 1,4 mil m de caminhada em direção à cratera, o controle da missão notou que Alan Shepard e Edgar Mitchell estavam com batimentos cardíacos muito acelerados devido ao desgaste. Além disso, a agenda apertada da missão fez com que a Nasa determinasse que os astronautas retornassem, desistindo da empreitada. A LRO encontrou o local de pouso e os rastros da Apollo 14 e descobriu que os astronautas precisavam caminhar apenas mais 30 m para chegar à borda da cratera.

Sonda russa perdida

A sonda robótica russa Lunokhod 1 percorreu cerca de 10 km da superfície lunar em 1970. Cerca de 10 meses depois, em 1971, os cientistas da Rússia perderam contato com a sonda e tentaram encontrá-la lançando lasers em seus espelhos refletores - que retornam o laser na mesma direção. Cerca de 40 anos depois, em março, a LRO conseguiu encontrar a sonda desaparecida. Testes com laser confirmaram que era o equipamento russo e que seus espelhos refletores ainda funcionavam perfeitamente, com cinco vezes mais precisão que os do Lunokhod 2, que foram utilizados durante anos por cientistas em experimentos. A Lunokhod 1 estava a quilômetros de distância de onde a equipe de busca dos anos 70 acreditava.

O lado negro da Lua ou o lado distante da Lua

A ação da gravidade da Terra fez com que a rotação da Lua diminuísse tanto que ela sempre mostra apenas uma face ao nosso planeta. Segundo a Nasa, se referiu de maneira errada à face "escondida" de "lado negro", mas o correto é chamá-la de "lado distante" da Lua, já que ela recebe tanta luz do Sol quanto a face próxima. A agência afirma que a LRO está registrando muitos dados dessa metade do satélite natural, ela descobriu, por exemplo, que ela tem mais crateras e algumas dos lugares mais interessantes da Lua, como as maiores crateras do sistema solar.

Contagem de crateras e pedras

Segundo a Nasa, a câmera do LRO tem uma resolução 10 vezes maior que qualquer outra sonda ou nave que se aproximou da Lua. Essa capacidade levou ao registro de detalhes nunca vistos anteriormente, principalmente de crateras e pedras lunares, algumas com apenas alguns metros de diâmetro. Os cientistas estudaram os tamanhos, formas e distribuição para comparar as regiões da Lua e também compará-las com lugares como a Terra e Marte. Os astrônomos afirmam que esse tipo de estudo ajuda a entender a história natural do sistema solar. O projeto Moon Zoo (www.moonzoo.org) ainda permite que qualquer pessoa contribua com esse trabalho ao ajudar na contagem de crateras e rochas.

Montanhas

Enquanto na Terra as montanhas levam milhões de anos para serem formadas - através de uma lento e gradual processo de colisão de placas tectônicas -, na lua mesmo o mais alto monte se forma em minutos. A diferença é que no nosso satélite natural a geografia é mais afetada por asteroides e cometas que se chocam contra a superfície e formam picos que rivalizam em tamanhos com os do nosso planeta. Durante testes de câmera no ano passado, a LRO pôde registrar a superfície lunar por outro ângulo. Imagens da cratera Cabeus, por exemplo, mostram o terreno montanhoso do satélite natural. Além disso, a sonda pôde registrar o momento do impacto da missão LCROSS, que foi enviada à cratera. A LRO foi posicionada de uma maneira que conseguiu registrar tanto a nuvem de gás quanto o calor gerados pelo impacto.

"Riachos"

Os "riachos" são longas e estreitas depressões na superfície lunar que se assemelham, no seu formato, aos rios na Terra. Algumas são retas, outras são curvas e até sinuosas. Eles são visíveis às imagens de radar, que também podem ser registradas pela LRO. Os cientistas ainda tentam entender como essas estruturas se formaram no nosso satélite natural. Uma das hipóteses é de que eles tenham se formado por rios de magma. Os astrônomos acreditam que as observações da sonda ajudarão a compreender melhor os "riachos".

Fossos lunares

A LRO está registrando as mais detalhadas imagens de pelo menos dois fossos lunares - gigantescos buracos na superfície lunar. As observações levaram a Nasa a acreditar que esses buracos foram criados pela ação de tubos de magma, possivelmente aliados ao impacto de um meteorito. Segundo a Nasa, um dos fossos, o Marius Hills, tem 65 m de diâmetro e profundidade estimada entre 80 e 88 m, o suficiente para engolir a Casa Branca completamente.

Áreas constantemente iluminadas pelo Sol

Um dos principais objetivos da LRO é pesquisar a iluminação solar na Lua, que tanto fornece calor como é uma fonte de energia. Com os registros da sonda, os astrônomos conseguiram criar um mapa detalhada da iluminação, descobrindo que algumas áreas que chegam a ficar 243 dias recebendo luz do Sol e nunca tem um período de total escuridão maior que 24 horas.

Lua - robô perdido há 40 anos reflete laser e volta ao trabalho!

Utilizando informações fornecidas pela Sonda de Reconhecimento Lunar, LRO, pesquisadores da Universidade da Califórnia conseguiram com sucesso atingir o retrorefletor de raios laser do robô-explorador russo Lunokhod 1. A nave estava perdida na Lua há mais de 40 anos, mas a intensidade do pulso de retorno surpreendeu todos os pesquisadores

"Em nossa primeira tentativa conseguimos mais de 2 mil fótons refletidos", disse Tom Murphy, que lidera uma equipe de pesquisadores que trabalham para colocar o robô de volta à ativa. "Iluminamos a posição do Lunokhod 1 e ficamos simplesmente maravilhados com a potência do sinal refletido. É como se o robô conversasse conosco, alto e claro!".

Durante as missões lunares realizadas nas décadas de 1960 e 1970, diversos retro refletores lasers foram instalados na superfície da Lua, tanto pelos astronautas do Projeto Apollo como pelas sondas automáticas da antiga União Soviética. Apesar de simples, até hoje os refletores são utilizados pelos pesquisadores, mas a perda da eficiência ao longo do tempo limitou os experimentos a apenas dois dos equipamentos. Com a localização do Lunokhod 1 os cientistas tem agora três dispositivos à disposição.

O experimento consiste em enviar fortes pulsos de raios laser até a superfície da Lua, iluminando o local onde está instalado o refletor. Os pulsos são então refletidos por pequenos cubos espelhados, cuja geometria força o feixe de luz a retornar ao exato ponto de onde foi emitido. A diferença entre o tempo entre a emissão do pulso e sua captação permite aos cientistas conhecerem com bastante precisão a distância entre a Terra e a Lua e foi assim que confirmaram nosso satélite se afasta cerca de 3.5 cm por ano.

Eric Silverberg, responsável pelas medições no Observatório McDonald entre 1969 e 1982 lembra que durante esse tempo foram feitas reflexões nos três instrumentos do Projeto Apollo e no retrorefletor do Lunokhod 2. "Do Lunokhod 1 conseguimos apenas 1 detecção, em 31 de dezembro de 1970. Quando li que Tom Murphy conseguiu reflexão do Lunokhod 1 fiquei muito surpreso", disse o pesquisador.

A reação inicial de Murphy também foi de espanto. "O sinal era tão forte que pensei que nosso detector estivesse com defeito. Esperava uma forte degradação dos espelhos, por isso não acreditei que o reflexo era do Lunokhod 1, mas era. O reflexo era tão intenso que pela primeira vez conseguimos realizar experimentos em plena luz do dia", disse o cientista.

Além das medições de distância entre os dois objetos, os pesquisadores usam as medições lunares para testar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein. Segundo a teoria, objetos de grande massa como a Terra ou a Lua produzem uma deformação em forma de curva no espaço-tempo ao seu redor e é essa curva que rege o movimento desses corpos. A curvatura do espaço-tempo também empurra a Terra e a Lua em direção ao Sol.

Ao medir a queda da Lua através da curvatura do espaço-tempo, cientistas do Apache Point Observatory tentam encontrar alguma falha na Teoria da Relatividade, mas até agora os resultados obtidos apóiam a teoria de Einstein. Será que um velho robô perdido, novamente iluminado por lasers, pode trazer uma nova luz sobre o funcionamento do Universo?

Apolo11.com

Eclipse da Lua terá um efeito ampliado

O eclipse lunar parcial que ocorrerá neste sábado, dia 26/06/2010,  é o primeiro do ano, terá o seu efeito ampliado nos Estados Unidos, graças a um fenômeno conhecido como “Ilusão da Lua”. O eclipse começará às 10h17 (GMT, em português: Hora Média de Greenwich ou Hora de Greenwich), quando o satélite entra na sombra da Terra.

Em muitas partes dos Estados Unidos e do Canadá, o eclipse vai parecer maior porque a Lua estará muito perto do horizonte. Segundo a Nasa, a Lua será vista como “anormalmente grande através de feixe de árvores, edifícios e outros objetos em primeiro plano”. A explicação para isso não é compreendida.

Por causa do calendário, o eclipse não será visível a partir do Reino Unido ou na Europa. E o início da fase parcial será visto do oeste da América do Norte e da América do Sul, e na Índia no final do Japão e na Ásia Oriental.

No máximo, 54% do diâmetro da Lua serão encobertos. E isso ocorrerá às 04h38 hora do Pacífico nos Estados Unidos (11h38 GMT), com duração de quase três horas. Como a Lua, o Sol e a Terra não estão alinhados, o eclipse será parcial.

Fonte: Da Agência O Globo

Lunar Orbiter Marks 1 ano depois

O Lunar Reconnaissance Orbiter, LRO, completou um ano explorando a lua. Desde que, oficialmente, atingiu a órbita lunar em 23 de junho de 2009, as observações do LRO levaram a uma série de grandes conquistas científicas. Confira neste vídeo de dez minutos o trabalho da sonda ao longo dos últimos doze meses.

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