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Detectados raios gama emitidos por nova pela primeira vez

Círculo ao centro mostra a nova como vsita das Bermudas em 17 de março

estadao.com.br

Astrônomos usando Telescópio Espacial Fermi detectaram, pela primeira vez, raios gama emitidos por um tipo de estrela variável conhecido como nova, fenômeno que surpreendeu os cientistas. A descoberta derruba a ideia de que explosões nova não têm energia suficiente para produzir esse tipo de emissão.

Uma nova é um ganho súbito de brilho de uma estrela normalmente tênue. A explosão ocorre quando uma estrela anã branca, em um sistema binário, irrompe numa  explosão termonuclear.

"Em termos humanos, foi uma erupção imensamente poderosa, equivalente a cerca de 1.000 vezes a energia emitida pelo Sol a cada ano", disse a pesquisadora da Nasa Elizabeth Hays. "Mas, em comparação com outros eventos que o Fermi vê, foi bem modesta. Ficamos surpresos quando o Fermi a detectou com tanta força".

Raios gama são a forma mais energética de luz, e o Telescópio de Grande área do Fermi captou a nova por 15 dias. Cientistas acreditam que a emissão surgiu quando uma onda de choque, movendo-se a mais de um milhão de quilômetros por hora, partiu do local da explosão. Artigo descrevendo a descoberta aparece na edição desta semana da revista Science.

A detecção ocorreu na constelação de Cygnus, o Cisne. O sistema envolvido é conhecido como V407 Cyg, e fica a 9.000 anos-luz da Terra. É formado por uma anã branca e uma gigante vermelha com cerca de 500 vezes o tamanho do Sol.

"A gigante vermelha está tão inchada que sua atmosfera exterior vaza para o espaço", disse Adam Hill, da Universidade Joseph Fourier, na França. "A cada década, a gigante vermelha elimina hidrogênio suficiente para igualar a massa da Terra".

A anã branca captura parte desse gás, que se acumula em sua superfície. À medida que o gás se concentra, ao longo de décadas ou séculos, ele acaba ficando denso e quente o bastante para se fundir, produzindo hélio. A fusão libera energia suficiente para detonar todo o gás acumulado. A anã branca em si, no entanto, permanece intacta.

A explosão criou uma camada densa em expansão, chamada frente de choque, composta de partículas de alta velocidade, gás ionizado e campos magnéticos.

Os campos magnéticos aprisionam as partículas na camada e as excitam a energias tremendas. Antes de escapar, as partículas atingem velocidades próximas às da luz. Os pesquisadores dizem que os raios gama provavelmente surgem quando essas partículas colidem com o gás do vento da gigante vermelha.  Até então, cientistas não imaginavam que uma nova fosse capaz de acelerar partículas com tanta intensidade.

Hubble captura estrela morrendo e com núcleo exposto

do Terra

As agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram uma imagem registrada pelo telescópio espacial Hubble de uma estrela em uma das fases finais de sua vida. O astro, similar ao Sol, fica na constelação de Cisne a cerca de 15 mil anos luz da Terra.

As agências afirmam que estrelas similares à nossa se tornam vermelhas gigantes e, quando esta fase acaba, elas começam a perder matéria para o espaço. Os arredores do astro ficam ricos em poeira e gás e a estrela se mantém relativamente fria (se comparada a outras).

A estrela ilumina essa nuvem de gás e poeira e emite grande quantidade de radiação infravermelha, foi dessa forma que ela foi observada pela primeira vez, em 1983. As agências explicam que como o astro continua a perder material, o núcleo quente fica exposto. A nuvem continua sendo afetada pela radiação e brilha, o que leva à formação de uma nebulosa planetária - o nome não tem nada a ver com a formação de planetas, elas são assim chamadas por parecerem com nossos "vizinhos" Urano e Netuno.

Nebulosa do Crescente

A NGC 6888, também conhecida como a Nebulosa Crescente, é uma bolha cósmica com cerca de 25 anos-luz de extensão, que se formou devido aos ventos originados pela estrela brilhante e massiva que está no seu centro.

A estrela central está a perder a sua camada exterior, originando um forte vento estelar, ejectando uma massa equivalente à do Sol, a cada 10 000 anos. A interacção deste vento estelar com o material anteriormente libertado cria a estrutura complexa que se observa. Queimando o seu combustível a um ritmo extraordinário e perto do fim do seu ciclo de vida, esta estrela deverá acabar com uma espantosa explosão (supernova).

Está situada na constelação do Cisne (muito rica em nebulosas) e a cerca de 5 000 anos-luz de distância.

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