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Muitos cometas são formados em outros Sistemas Solares

Cometas como Halley (foto) podem ter nascido em outros Sistemas Solares, 
ao redor de outras estrelas, que não o nosso astro-rei

Do R7

Muitos dos mais famosos cometas da história, como o Halley e o Hale-Bopp, nasceram ao redor de outras estrelas, mas não do Sol, revelou estudo do astrônomo Martin Duncan, da Universidade de Queen, e de um grupo internacional de astrônomos.

Segundo Duncan, “quem já viu a cauda de um cometa no céu à noite devia estar olhando o material de outra estrela”.

Os cientistas usaram simulações em computador para mostrar que o Sol pode ter capturado pequenos pedaços de gelo de suas estrelas-irmãs enquanto estava no local de nascimento delas, o que criou um reservatório de cometas.

Embora atualmente o Sol não tenha nenhuma estrela companheira, os cientistas dizem que ele teria se formado em um agrupamento de centenas de estrelas compactas que foram incorporadas em uma nuvem densa de gases.

Durante esse período, cada estrela agrupou uma enorme quantidade de pequenos corpos gelados (cometas) em uma certa região, a partir do qual os planetas se formaram.

A maior parte desses cometas foi arremessada para fora desses sistemas planetários pré-natais pelos novos planetas gigantes em formação, tornando-se membros minúsculos e flutuantes do agrupamento. O agrupamento do Sol acabou quando seu gás foi explodido pelas estrelas jovens mais quentes.

O modelo computacional dos pesquisadores mostra que, depois, o Sol capturou uma enorme nuvem de cometas assim que o agrupamento se dispersou.

Segundo os cientistas, esse processo de captura “é surpreendentemente eficiente e sugere que a nuvem contivesse uma mistura de amostras de uma enorme quantidade de estrelas-irmãs do Sol”.

A prova disso vem de uma nuvem quase esférica de cometas (chamada nuvem de Oort), que circunda o Sol. Como a nuvem Oort foi criada tem sido um mistério há mais de 60 anos.

A Nuvem de Oort

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Nuvem de Oort foi proposta pelo astrônomo holandês Jan Hendrik Oort (1900-1992) em 1950 como explicação à existência dos cometas de longo período. Trata-se de uma vasta região que envolve o nosso Sistema solar à uma distância de cerca de 50.000 UA do Sol, composta por poeira e 100.000.000.000 (estimativa) de núcleos cometários que, ocasionalmente, são lançados em direção ao Sol em virtude de alguma perturbação em sua órbita.

Muito além da órbita de Plutão, a meio caminho da estrela mais próxima está o limite do Sistema Solar. Essa região, que se estende por cerca de três anos-luz, ou seja, a 30 trilhões de quilômetros do Sol, contém seis trilhões de pedras de gelo de diversas dimensões, recebendo o nome de nuvem de Oort, em homenagem ao astrônomo holandês Jan Hendrik Oort.

Ele verificou que os cometas de longo período vinham de uma região situada de 20.000 a 100.000 UA do Sol e previu que o Sistema Solar era cercado por uma nuvem composta de bilhões de cometas. Até hoje ninguém viu a nuvem de Oort, essa gigantesca região esférica que abriga cometas e outros resíduos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar.

Ninguém mediu seu tamanho, sua densidade ou contou o número de objetos que lá existam. Isso provavelmente não será feito num futuro próximo pois os corpos se situam a distâncias muito grandes e são muito pequenos para serem detectados pelos instrumentos existentes. Mas os cientistas têm certeza que ela existe. Ela é totalmente diferente das outras regiões do sistema planetário que contém restos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar. Enquanto os corpos do anel de asteróides, situado entre Marte e Júpiter, e do cinturão de Kuiper, situado logo após a órbita de Netuno, estão confinados às proximidades do plano da eclítica, os da nuvem de Oort estão espalhados em todas as direções. É bem provável que exista maior aglomeração (5 trilhões) nas proximidades do plano da eclítica e o restante (1 trilhão) espalhados aleatoriamente.

Os cientistas estimam que a massa total de objetos na nuvem de Oort deva ser da ordem de 40 massas terrestres. Para explicar a variada composição química dos cometas os cientistas dizem que essa matéria deve ter se formado a diferentes distâncias do Sol e portanto em locais com diferentes temperaturas. A temperatura na nuvem de Oort deve ser de -269°C, ou seja, 4°C acima do zero absoluto.

Nas profundezas dessa nuvem a ação gravitacional do Sol é tão fraca que os corpos estão sujeitos à perturbações devidas a estrelas que passem nas proximidades do Sol, a marés galáticas ou pela passagem do Sol por nuvens intergalácticas, e com isso se precipitarem na direção do Sol.

Os cientistas ainda buscam resposta para algumas questões: por que tudo no Sistema Solar tem forma de disco e a nuvem de Oort é esférica? Se a ação gravitacional do Sol é inexistente a essas distâncias, por que os cometas caem na direção do Sol? A cada poucos milhões de anos uma estrela passa próxima do Sol; dentro de 1,36 milhões de anos a estrela Gliese 710 passará a um ano-luz do Sol; porque os encontros anteriores não retiraram todos os corpos de lá?

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