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Sonda Rosetta mostra asteróide a 450 milhões de km da Terra

do Terra

A sonda europeia Rosetta passou neste sábado, por volta das 12h (horário de Brasília) a 3,2 mil km do asteróide Lutetia, situado entre as órbitas de Marte e de Júpiter, indicou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A sonda, que perdeu, como era previsto, seu sinal de rádio com a Terra até 12h5, voltou a ter contato às 12h45, indicou o diretor de operações da nave, Andrea Accomazzo, durante uma transmissão pela internet a partir do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt (Alemanha). "Concluímos a fase de sobrevoo", declarou.

Como Rosetta encontra-se a 450 milhões de km da Terra, são necessários 25 minutos para que os sinais enviados cheguem aos centros de controle. Durante a fase de sobrevoo, Rosetta deveria fazer imagens do asteróide, um objeto maciço de mais de 100 km de diâmetro que poderá dar informações sobre o passado do sistema solar.

Após a análise das informações, as primeiras imagens devem ser apresentadas por cientistas da ESA neste sábado.

Durante a transmissão, as imagens tiradas quando Rosetta ainda estava a 80 mil km de Lutetia, para onde se dirigia a uma velocidade de 55 mil km/h, mostraram a presença de crateras em sua superfície.

Rosetta, lançada em 2004 na encalço de um cometa com o qual deverá se encontrar em 2014, já havia feito uma primeira incursão em 2008 no principal cinturão de asteróides, que reúne milhares de rochas de formas e tamanhos diferentes.

O asteróide Lutetia foi descoberto em 1852 em Paris e foi batizado com o nome latino da capital francesa.

Ceres

Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço do total da massa do cinturão.

Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da Terra, pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática: em imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria uma enorme cratera; em 2003, novas imagens apontaram para a existência de um ponto branco com origem desconhecida, não se conseguindo assinalar a cratera inicial.

A própria classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteroide por mais de 150 anos.

No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteroides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4,6 bilhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família Ceres de asteroides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteroides".

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