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Alunos acham caverna em Marte

de INFO Online

Estudantes da sétima série da Califórnia encontram uma caverna em Marte.

Usando uma câmera a bordo da nave Mars Odyssey, que orbita o planeta vermelho, eles observaram tubos de lava que, muito provavelmente, indicam a existência de um caverna.

Dezesseis alunos do professor Dennis Mitchell, da escola Evergreen, em Cottonwood, estavam examinando esses tubos como parte de um projeto chamado Mars Student Imaging Program, oferecido pela NASA e pela Universidade Estadual do Arizona.

Como parte do programa, os estudantes devem elaborar uma pergunta e então apontar a câmera que orbita Marte para fotografar uma localização geográfica que ajude a esclarecer a questão.

A Mars Odyssey está orbitando o planeta desde 2001, mandando dados e imagens da superfície e permitindo a comunicação com os veículos terrestres no planeta vermelho, Spirit e Opportunity.

Marte possuía ambiente para vida

de INFO Online

Após quatro anos de análises, a NASA anuncia a comprovação de que Marte realmente possuía um ambiente favorável ao aparecimento da vida.

A descoberta foi publicada nesta quarta-feira pela revista Science.

Rochas examinadas pelo veículo Spirit, que desde 2004 explora o planeta vermelho, mostraram claros indícios de que Marte já teve regiões úmidas e não ácidas que podem ter sido favoráveis para a vida.

As duas sondas da NASA em Marte já haviam encontrado outras evidências de ambientes possivelmente úmidos no passado, mas os dados dessas amostras indicavam locais que provavelmente eram ácidos – e , portanto, menos favoráveis à vida.

Já esta amostra examinada pela Spirit pela primeira vez em 2005, revelou altas concentrações de carbonato, um mineral que tem origem em condições úmidas e de ph quase neutro, mas se dissolve no ácido.

A Agência Espacial Americana está considerando esta uma das mais importantes descobertas das sondas marcianas, pois os dados confirmam que as condições favoráveis à vida realmente existiram.

A equipe responsável pelo trabalho foi liderada por Dick Morris, do Centro Espacial Johnson em Houston.

A região que chamou a atenção é chamada Comanche, entre os morros Husband e a planície Home Plate. O carbonato de magnésio encontrado constitui cerca de um quarto do volume medido em Comanche. Esta quantidade é dez vezes maior do que qualquer concentração previamente medida em rochas marcianas.

Em busca da atmosfera perdida

Encontrar grandes depósitos de magnésio em Marte é uma busca antiga para confirmar teorias sobre o passado do planeta. Muitos canais, aparentemente cavados por fluxos de água no passado, sugerem que Marte já foi quente. A antiga atmosfera marciana era densa, provavelmente rica em dióxido de carbono – afinal, o gás compõe quase 100% da atual atmosfera do planeta (uma camada muito fina se comparada ao que provavelmente existiu um dia).

NASA desiste de libertar Spirit de areias de Marte

Controladores não conseguiram "desatolar" robô. Ele se tornou "plataforma estácionária de pesquisas".

O robô explorador da NASA Spirit não vai mais fazer explorações. A agência disse nesta terça-feira (26/01/2010) que cientistas desistiram de tentar libertar o Spirit, que está preso na areia há meses.

Ao invés disso, o foco será tentar virá-lo para o norte. Assim, o equipamento poderia obter luz solar suficiente em seus painéis solares para sobreviver ao iminente inverno marciano.

No entanto, o robô ainda vai fazer pesquisas onde está, enquanto tenha energia. Se ele conseguir sobreviver ao inverno, "ele vai se tornar uma plataforma estacionária em Marte", diz comunicado da NASA.

"O Spirit não está morto; ele apenas entrou em outra fase de sua longa vida", disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte da NASA em Washington.

Desde que aterrissou em Marte em 2004, o Spirit percorreu cerca de oito quilômetros. Seu "irmão-gêmeo", o Opportunity, continua a exploração pelo planeta.

Fonte: FolhaOnline

À espera de milagre, Nasa busca salvar robô e sonda em Marte

ORLANDO LIZAMA
da Efe, em Washington

A Nasa empreendeu novos esforços para conseguir um milagre duplo em Marte e recuperar dois de seus mais valiosos instrumentos científicos na superfície do planeta vermelho.

O objetivo mais imediato é determinar se a sonda espacial Phoenix Mars Lander sobreviveu ao forte inverno marciano. O outro objetivo é tirar o robô explorador Spirit do lugar onde ficou imobilizado.

As probabilidades de êxito em ambos os casos são virtualmente nulas, reconheceram as autoridades da Nasa.

Nessa semana a nave Mars Odyssey da Nasa dirigirá seus instrumentos sobre a superfície de Marte com a esperança de detectar algum sinal de que a Phoenix tenha superado as temperaturas extremamente baixas do inverno marciano.

"Não acreditamos que a Phoenix tenha sobrevivido e também não esperamos ouvir sua transmissão. No entanto, se ainda houver algum sinal, a Odyssey vai captá-lo", disse Chad Edwards, engenheiro de telecomunicações do Programa Exploração de Marte no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

A Phoenix, movida à energia proporcionada por seus painéis solares, operou durante cinco meses (dois mais que o previsto) durante o verão do hemisfério norte marciano.

No entanto, suas transmissões terminaram em novembro de 2008 porque seus componentes não foram provavelmente capazes de sobreviver ao inverno marciano, indicou a Nasa em comunicado.

A agência espacial acrescentou que, no caso improvável de ter sobrevivido, espera-se que siga as instruções programadas em seu computador.

Comunicação

Se os sistemas estiverem funcionando e seus painéis solares estiverem gerando energia suficiente, seria possível estabelecer comunicação. Em cada tentativa, a Phoenix usaria de maneira alternada seus dois rádios e suas duas antenas.

A Odyssey passará sobre o lugar onde pousou a Phoenix dez vezes por dia durante três dias consecutivos neste mês. Ações semelhantes também serão realizadas em fevereiro e março, disse a Nasa.

"A Odyssey fará um número suficiente de tentativas para que, caso não detectemos uma transmissão, tenhamos bastante certeza de que a Phoenix morreu", indicou Edwards.

Lançada em agosto de 2007, a Phoenix iniciou a missão em Marte em maio de 2008. Foi no dia 25 desse mês que seu braço robótico confirmou a existência de água em forma de gelo sob a superfície do planeta.

A sonda também detectou neve e geada sobre o solo, assim como a interação de água em forma de gelo com a superfície. Além disso, determinou que esse solo era alcalino com sais e minerais, cuja formação teria exigido a presença de água.

Robô atolado

O outro esforço da Nasa é para recuperar o movimento do robô explorador Spirit, atolado devido à perda de duas de suas seis rodas independentes.

Em meados deste mês, os engenheiros transmitiram ordens ao Spirit para conseguir um lento movimento de uma das rodas e os resultados foram insignificantes, informou o JPL, que controla suas operações.

Haverá outras tentativas, mas a possibilidade de manobras para recuperar seu movimento é cada vez mais curta devido à proximidade do inverno no hemisfério sul de Marte, quando os dias ficam mais curtos e se reduz a luz solar.

O Spirit chegou a Marte junto ao seu gêmeo Opportunity em janeiro de 2004, e deveria deixar de funcionar três meses depois, quando os painéis solares que lhe proporcionam energia ficassem cobertos pelo pó marciano, segundo previam os engenheiros do JPL.

Longevidade

No entanto, Spirit e Opportunity prolongaram amplamente seu prazo de vida e, cinco anos depois, continuavam transmitindo fotografias e dados sobre a estrutura geológica e a atmosfera do planeta vermelho.

Mas, desta vez, os inconvenientes parecem ser insuperáveis, admitiram os engenheiros do JPL.

"Existe a possibilidade muito real de que não possa sair do local" onde se encontra, admitiu no mês passado John Calas, diretor do projeto para Spirit e Opportunity.

O veículo ficou atolado em um lugar chamado Tróia, na Cratera Gusev. Além disso, uma tempestade de pó cobriu os painéis e reduziu a energia a ponto de deixar os sistemas trabalhando em um nível mínimo, disse o JPL.

Desde 2004, quando chegaram a extremos opostos do planeta, os dois veículos percorreram 21 quilômetros do agreste terreno marciano, superando as temperaturas extremas do planeta, que vão de 20 ºC a -100 ºC.

Atolado em Marte

Você se lembra dos jipes Opportunity e Spirit que estão em Marte desde janeiro de 2004? Planejados para durar uns 3 meses, eles ainda estão lá trabalhando, enfrentando os rigores de um clima bastante inóspito para equipamentos eletrônicos. Além da idade dos equipamentos, o desgaste pela contínua exposição à radiação de alta energia do Sol, bem como o acúmulo de poeira sobre os painéis solares, têm feito com que eles percam a eficiência ao longo dos anos. Mas ainda estão ativos.

Agora o problema é outro e bem inusitado. O Spirit está atolado em Marte! Na verdade desde o dia 23 de abril ele está preso em uma região batizada de “Troy” (Troia). Desde 2006, uma das 6 rodas do jipe (a frontal direita) se quebrou e desde então o Spirit tem andando de ré, puxando a roda defeituosa. Em abril deste ano, ao caminhar sobre a superfície, o jipe atingiu uma área que se partiu. Era uma crosta que não resistiu ao peso do jipe e não seria grande problema, se por baixo não houvesse areia fina.

Essa areia fez as rodas patinarem. O resultado das primeiras tentativas de desatolar o jipe foi que ele afundou na areia fina. Diante disso, os cientistas da Nasa decidiram parar tudo e começaram a quebrar a cabeça para tentar livrar o Spirit.

Desde então, centenas de simulações foram feitas com uma réplica do jipe em Pasadena, na Califórnia. Existe uma área que simula as condições do relevo marciano, que é usada para planejar as manobras dos jipes, antes de serem executadas. Apesar de muito realistas, esse tanque de testes não é Marte, a começar pela gravidade que aqui é muito maior.

O plano atual é dar força total à frente, e ir derrapando o jipe em direção a uma rampa suave, para que as rodas tenham tração suficiente para movimentá-lo. Só que fazer isso a milhões de quilômetros de distância, com algumas horas de intervalo entre o comando e a ação, não é tarefa fácil. Além disso, ninguém sabe como será o comportamento do jipe nesta arrancada com uma roda defeituosa. Os próprios cientistas dessa missão de desatolamento estão pouco otimistas.

Por outro lado, com o retiro forçado, o Spirit teve oportunidade de fazer um estudo detalhado de seu tanque de areia. A região onde está atolado é um lugar com uma grande concentração de sulfatos. Provavelmente, era uma nascente com água fervente ou uma saída lateral de um vulcão que produziu a tal crosta que se partiu com o peso do Spirit.

Vamos aguardar mais notícias. As tentativas começaram há alguns dias.

Fonte:G1

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