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Nasa divulga foto inédita de luas de Saturno

A Nasa acaba de divulgar uma imagem impressionante de duas das mais de 60 luas de Saturno. Nela, Titã, o maior dos satélites que tem tamanho superior ao do planeta Mercúrio, aparece acompanhado de Dione, o terceiro maior.


As duas luas "posam" com os famosos anéis do planeta.

O registro foi feito em 21 de maio de 2011 pela sonda Cassini, que orbita o planeta. Para chegar às cores de aparência natural, foram combinadas imagens com filtros vermelho, azul e verde.

Cientistas veem mudança no nível dos lagos de lua de Saturno

Titã aparece como o grande globo atrás dos anéis de Saturno; pequena lua é Epimeteu. Nasa

estadao.com.br

Os nível dos lagos da Terra mudam de acordo com as estações e os períodos de chuva e seca. Agora, pela primeira vez, cientistas encontraram provas de que mudanças semelhantes ocorrem na maior das luas de Saturno, Titã, o único outro astro do Sistema Solar onde já se descobriu um ciclo semelhante ao da água e com massas de líquido estáveis na superfície.

Usando dados reunidos pela sonda Cassini ao longo de quatro anos, pesquisadores obtiveram indícios que mostram uma queda aproximada de um metro ao ano no nível dos lagos do hemisfério sul de Titã. A queda é resultado da evaporação sazonal do metano líquido dos lagos, que são compostos de uma mistura de metano, etano e propano.

"É muito emocionante porque, nesse objeto tão distante, conseguimos ver essa queda na escala de metros da profundidade do lago", disse um dos autores da descoberta, Alexander G. Hayes, do Caltech.

Um dos lagos, chamado Ontário - por ser do mesmo tamanho aproximado do Lago Ontário, na América do Norte - teve um recuo de sua margem de cerca de 10 km entre junho de 2005 e julho de 2009, um período correspondente à transição entre verão e outono no hemisfério sul de Titã.

Um ano na lua corresponde a 29,5 anos terrestres.

O Lago Ontário de Titã e outros lagos do hemisfério sul foram analisados por meio de informações obtidas pelo Radar de Abertura Sintética (SAR) da Cassini.

Nos dados de radar, características planas da superfície, como o espelho líquido dos lagos, aparecem escuras, enquanto que áreas mais rústicas, como montanhas, aparecem brilhantes. Além disso, uma altimetria por radar - que mede o tempo que um sinal de micro-ondas leva para voltar ao espaço depois de atingir uma superfície - foi realizada no lago em dezembro de 2008.

Uma vez que sejam conhecidas as propriedades do líquido que preenche os lagos, os pesquisadores puderam usar o radar para determinar a profundidade das massas de água, calculando a profundidade necessária para que o sinal seja totalmente absorvido pelo líquido.

Os pesquisadores compararam imagens do lago obtidas num intervalo de quatro anos, e descobriram que o Ontário encolheu. "A extensão em que a margem recuou está ligada à inclinação. Isto é, onde o lago é raso, o líquido recuou mais", disse Hayes. "Isso nos permitiu deduzir a altura vertical da queda do nível, que ficou em cerca de um metro ao ano".

Sonda fotografa superposição de luas de Saturno

A superfície da lua Dione aparece em detalhes no contraste com a forma enevoada de Titã, em imagem obtida pela sonda espacial Cassini, que se encontra numa missão prorrogada para estudar os satélites e anéis do planeta Saturno.

A imagem foi feita em luz visível, no dia 10 de abril. A Cassini se encontrava a 1,8 milhão de quilômetros de Dione e a 2,7 milhões de quilômetros de Titã.

Uma das maiores luas do Sistema Solar, Titã tem uma densa atmosfera repleta de hidrocarbonetos, e lagos de matéria orgânica na superfície.

Dione tem 1.123 km de diâmetro, e a superfície marcada por crateras. Titã, em contraste, tem mais de 2,500 km de diâmetro, sendo maior que a Lua da Terra e que o planeta Mercúrio.

Nasa descobre possiblidade de vida em lua de Saturno

Do G1

Pesquisadores basearam-se em estudos da missão que estuda o planeta.
Organismos vivos poderiam estar se alimentando de hidrogênio e acetileno.

Baseados em dois estudos da missão Cassini, que pesquisa a órbita de Saturno, cientistas da Nasa acreditam ter descoberto evidências de que espécies primitivas de seres vivos poderiam estar morando em uma das luas do planeta. Isso porque a missão analisou a composição química na superfício da Titan, a única lua de Saturno com uma atmosfera densa, segundo especialistas.

A conclusão partiu do questionamento sobre a variação na quantidade de hidrogênio e acetileno em Titan, que poderiam estar sendo consumidos por organismos vivos. Um dos estudos mostrou que moléculas de hidrogênio da atmosfera da lua estavam sumindo quando chegavam à superfície.

Outra pesquisa mapeou os focos de hidrocarbonetos na região e descobriu "buracos" na quantidade de acetileno. Segundo os cientistas, as substâncias serviriam de alimento.

De acordo com os pesquisadores, se a hipótese for confirmada, ela representaria uma segunda forma de vida no universo, independente da ingestão de água, como é na Terra. A partir de análises de lagos observados na lua de Saturno, os cientistas concluíram que pelo menos um deles contém hidrocarboneto na forma líquida. O resultado tornaria Titan o único local no sistema solar, além da Terra, a ter líquido em sua superfície, dizem os pesquisadores.

Astrônomos alemães descobrem mar em lua de Saturno

Imagens de Titã foram obtidas pela sonda americana Cassini.Espectômetro detectou brilho similar ao reflexo do sol sobre o mar.

Lago em Titã: imagem foi registrada em 8 de julho de 2009, no 59º sobrevoo da sonda Cassini, a 200 mil quilômetros (Foto: NASA/JPL/University of Arizona/DLR)

Astrônomos alemães descobriram na lua Titã, que orbita o planeta Saturno, um gigantesco mar, maior que o Mar Cáspio, considerado o maior mar interno da Terra. Nesta quinta-feira (17), o Centro Alemão Aeroespacial (DLR) anunciou que o mar de Titã, descoberto por membros do instituto de estudos planetários de Berlim do DLR, tem uma superfície de até 400 mil quilômetros quadrados.

Batizado como "Krake Mare", o mar descoberto no satélite de Saturno não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto.

O mar está no polo norte de Titã e sua descoberta foi possível graças às imagens obtidas pela sonda americana Cassini. Um espectômetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, na sigla em inglês) permitiu ver um brilho, similar ao reflexo do sol sobre o mar.

A novidade será apresentada amanhã na convenção anual da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês) em San Francisco. O anúncio ocorre um ano após a descoberta de um mar de etano líquido no polo sul de Titã.

Com um diâmetro de 5,15 mil quilômetros, Titã é o segundo maior satélite de nosso sistema solar - depois de Ganimedes, que orbita em torno de Júpiter - e o único que conta com uma densa atmosfera.

Por causa de sua atmosfera carregada de nitrogênio, Titã se parece com o antigo estado da Terra. Os cientistas alemães entendem que na natureza só pode brilhar assim uma superfície líquida.

O nome do mar, "Krake Mare", tem origem em um monstro marinho das sagas nórdicas, um polvo ou lula gigante que atacava os navios e devorava os marinheiros.

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