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Sistema Solar teria 2 milhões de anos a mais do que se pensava

A análise dos restos minerais contidos em um meteorito achado no noroeste da África revelou que o Sistema Solar poderia ter se originado quase dois milhões de anos antes do que se pensava até agora, segundo um artigo publicado na revista Nature. 

Os minerais do meteorito - chamados inclusões minerais - são os restos sólidos mais antigos encontrados até agora e acredita-se que se formaram pouco depois do nascimento do Sol, por isso que a análise de sua idade pode proporcionar dados mais precisos sobre a data da formação do Sistema Solar. 

Segundo esta pesquisa da Universidade do Arizona (EUA), a formação do Sistema Solar teria acontecido há 4,568 bilhões, entre 300 mil e 1,9 milhão de anos antes do que se pensava até o momento. 

Para averiguar a antiguidade das inclusões minerais, Audrey Bouvier e Meenaskshi Wadhwa, chefes da pesquisa, utilizaram a técnica dos isótopos, empregada amplamente em geologia para determinar os anos de um resto fóssil.

Fonte: Portal Terra

Superexplosão de estrela foi "estopim" do sistema solar

Anel de gás brilha ao ser atingido por ondas de choque de uma supernova

do Terra 

Quando uma estrela morre, ela dá origem a outra (ou outras). Os restos da antiga acabam por fazer parte de uma nova. O "ciclo da vida" estelar ocorre há bilhões de anos e é responsável pela criação de novos elementos - desde as primeiras estrelas de hidrogênio e hélio até as atuais que possuem elementos mais pesados, como carbono, ferro e oxigênio. Além de ter papel fundamental na criação da maioria dos elementos que compõem os nossos corpos, um novo estudo indica que esse ciclo também pode ter sido o "estopim" do surgimento do sistema solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As informações são da Scientific American.

Segundo os pesquisadores, um modelo indica que a onda de choque de uma supernova (explosão ocorrida no fim da vida de uma estrela supermassiva) a muitos anos-luz provavelmente deu início ao colapso da nuvem de moléculas que viria a formar o Sol e os planetas do nosso sistema.
Astrofísicos encontraram as "impressões digitais" de radioisótopos de vida curta, que há muito tempo se tornaram elementos mais estáveis, em meteoritos primitivos. Segundo os cientistas, esse radioisótopos só poderiam ter sido incorporados pelos primeiros corpos do sistema solar se eles chegassem a esses corpos por um cataclisma próximo, como uma explosão estelar ou uma estrela que "jogasse" esse material para cá.

Alguns pesquisadores criaram a hipótese de que esses isótopos de vida curta chegara em uma onda de choque forte o suficientes para colapsar a nuvem de moléculas pré-solar, dando início à formação do sistema e injetando novos materiais sintetizados pela estrela morta. Contudo, os modelos iniciais falharam em simular como teria ocorrido uma "entrega" de matéria suficiente para o sistema nascente.

O pesquisador Alan Boss, coautor do estudo, e sua equipe então começaram a testar diversos parâmetros de como esse choque teria ocorrido. Segundo Boss, a incorporação no modelo de ondas de choque mais finas e controladas resolveu o problema. Além disso, o modelo indica que o "gatilho" da criação do sistema solar pode ter sido criado tanto por uma supernova quanto pelo material ejetado por uma estrela do ramo gigante assintótico (AGB, na sigla em inglês).

Segundo o cientista Gary Huss, da Universidade do Havaí, nos EUA, o estudo reforça diversos estudos anteriores que aponta para uma massiva supernova como a fonte dos elementos de vida curta nos primórdios do sistema solar. "Me sinto confortado com essa conclusão, mas o caso ainda não está fechado. (...)Ainda teremos muitos estudos como esse, muitas observações de estrelas, formação estelar e explosão estelar e muitos outros modelos de nucleossíntese estelar para fechar esse caso", diz o pesquisador à reportagem.

O estudo de Boss e da equipe também está no começo. Os pesquisadores pretendem agora passar o modelo de duas para três dimensões, o que exige uma capacidade computacional maior, mas resulta em melhores pistas para entender a formação do nosso sistema. "A mão natureza fez isso (...) mas queremos saber como ela fez", diz Boss à reportagem.

Sol vai mergulhar em nuvem interestelar super quente

Atualmente o Sol, e todo o Sistema Solar, está viajando através de uma nuvem de gás interestelar - a Nuvem Interestelar Local - medindo cerca de 10 anos-luz de diâmetro, com uma temperatura entre 6.000 e 7.000 Kelvin. Esta nuvem está contida dentro de uma Bolha Local, muito maior, com uma temperatura na faixa dos milhões de graus.[Imagem: SRC/Tentaris,ACh/Maciej Frolow]

No final de 2009, a sonda espacial IBEX, da NASA, descobriu que a fronteira do Sistema Solar possui uma faixa brilhante e misteriosa.
Agora um grupo de cientistas da Polônia e dos Estados Unidos sugere que a "Faixa", resultado da emissão de átomos energéticos neutros, é um sinal de que o Sistema Solar está prestes a entrar em uma nuvem de gás interestelar com temperaturas que podem atingir a casa dos milhões de graus de temperatura.

Nuvens interestelares

Segundo os pesquisadores, a Faixa mostrada no mapeamento da sonda IBEX pode ser explicada por um efeito geométrico gerado conforme o Sol se aproxima da fronteira entre a Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente, a chamada Bolha Local.
Se esta hipótese estiver correta, a IBEX estaria captando a matéria de uma nuvem interestelar muito quente, na qual o Sol poderá entrar daqui a cerca de 100 anos.
Desde a descoberta da "Faixa", apontada pela NASA como um dos achados mais importantes na exploração espacial feita em 2009, pelo menos seis hipóteses foram propostas para explicar o fenômeno, todas elas propondo uma relação da Faixa com os processos em curso na heliosfera ou nas suas vizinhanças.
Mas a equipe do professor Stan Grzedzielski, da Academia Polonesa de Ciências, propõe uma origem bem mais distante.
"Nós vemos a Faixa porque o Sol está se aproximando de uma fronteira entre a nossa Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente e turbulenta," diz Grzedzielski.

Átomos neutros energéticos

Os átomos neutros energéticos (ENA: Energetic Neutral Atoms), registrados pelos sensores da IBEX, originam-se de íons (prótons) sendo acelerados da Bolha Local, que é extremamente quente, quando eles trocam carga com os átomos relativamente frios "evaporando-se" da Nuvem Interestelar Local.
Os recém-criados ENAs não têm carga elétrica e, portanto, podem viajar livremente em linha reta a partir do seu local de nascimento, sem sofrer alterações induzidas pelos campos magnéticos presentes.
Segundo os pesquisadores, alguns deles podem atingir a órbita da Terra, quando então foram detectados pela sonda IBEX.

Bolha quente e turbulenta

A Bolha Local é provavelmente um remanescente de uma série de explosões de supernovas que ocorreram alguns milhões de anos atrás e, portanto, não só é muito quente (pelo menos alguns milhões de graus), mas também turbulenta.
Com isto, os prótons na Bolha Local, que estão próximos à fronteira com a Nuvem Local, arrancam elétrons dos átomos neutros e zarpam em todas as direções, alguns deles chegando à IBEX.
"Se nossa hipótese estiver correta, então nós estamos capturando átomos que se originaram de uma nuvem interestelar que é diferente da nossa," maravilha-se o Dr. Maciej Bzowski, chefe da equipe polonesa da IBEX.

Efeito geométrico

Mas se esses átomos neutros estão sendo criados ao longo de toda a fronteira entre a Nuvem Local e a Bolha Local, por que enxergamos uma Faixa?
"É um efeito puramente geométrico, que observamos porque o Sol está atualmente no lugar exato, a cerca de mil unidades astronômicas da fronteira entre as nuvens," propõe Grzedzielski.
"Se a fronteira entre as nuvens for plana, ou melhor, ligeiramente inclinada em direção ao Sol, então ela aparece mais fina em direção ao centro da Faixa e mais grossa nas laterais, exatamente onde vemos a borda da Faixa. Se estivéssemos mais longe da fronteira, não veríamos nenhuma faixa, porque todos os ENAs seriam reionizados e se dispersariam no gás da Nuvem Local," explica o cientista.

Mergulho interestelar

Isto significaria que o Sistema Solar poderá entrar na nuvem de milhões de graus - a Bolha Local - já no próximo século.
Mas, segundo os pesquisadores, não há razões para preocupações.
"Não há nada de incomum, o Sol frequentemente atravessa várias nuvens de gás interestelar durante sua viagem galáctica," afirma Grzedzielski.
Essas nuvens têm densidade muito baixa, muito menor do que o melhor vácuo obtido nos laboratórios da Terra.
Uma vez lá dentro, a heliosfera se adaptará, podendo encolher um pouco. O nível de radiação cósmica entrando na magnetosfera também poderá subir um pouco, mas nada mais.
"Talvez as gerações futuras tenham também que aprender formas melhores de proteger seus equipamentos contra uma radiação espacial mais forte," conclui Grzedzielski.

Fonte: Inovação Tecnológica

A Nuvem de Oort

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Nuvem de Oort foi proposta pelo astrônomo holandês Jan Hendrik Oort (1900-1992) em 1950 como explicação à existência dos cometas de longo período. Trata-se de uma vasta região que envolve o nosso Sistema solar à uma distância de cerca de 50.000 UA do Sol, composta por poeira e 100.000.000.000 (estimativa) de núcleos cometários que, ocasionalmente, são lançados em direção ao Sol em virtude de alguma perturbação em sua órbita.

Muito além da órbita de Plutão, a meio caminho da estrela mais próxima está o limite do Sistema Solar. Essa região, que se estende por cerca de três anos-luz, ou seja, a 30 trilhões de quilômetros do Sol, contém seis trilhões de pedras de gelo de diversas dimensões, recebendo o nome de nuvem de Oort, em homenagem ao astrônomo holandês Jan Hendrik Oort.

Ele verificou que os cometas de longo período vinham de uma região situada de 20.000 a 100.000 UA do Sol e previu que o Sistema Solar era cercado por uma nuvem composta de bilhões de cometas. Até hoje ninguém viu a nuvem de Oort, essa gigantesca região esférica que abriga cometas e outros resíduos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar.

Ninguém mediu seu tamanho, sua densidade ou contou o número de objetos que lá existam. Isso provavelmente não será feito num futuro próximo pois os corpos se situam a distâncias muito grandes e são muito pequenos para serem detectados pelos instrumentos existentes. Mas os cientistas têm certeza que ela existe. Ela é totalmente diferente das outras regiões do sistema planetário que contém restos da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar. Enquanto os corpos do anel de asteróides, situado entre Marte e Júpiter, e do cinturão de Kuiper, situado logo após a órbita de Netuno, estão confinados às proximidades do plano da eclítica, os da nuvem de Oort estão espalhados em todas as direções. É bem provável que exista maior aglomeração (5 trilhões) nas proximidades do plano da eclítica e o restante (1 trilhão) espalhados aleatoriamente.

Os cientistas estimam que a massa total de objetos na nuvem de Oort deva ser da ordem de 40 massas terrestres. Para explicar a variada composição química dos cometas os cientistas dizem que essa matéria deve ter se formado a diferentes distâncias do Sol e portanto em locais com diferentes temperaturas. A temperatura na nuvem de Oort deve ser de -269°C, ou seja, 4°C acima do zero absoluto.

Nas profundezas dessa nuvem a ação gravitacional do Sol é tão fraca que os corpos estão sujeitos à perturbações devidas a estrelas que passem nas proximidades do Sol, a marés galáticas ou pela passagem do Sol por nuvens intergalácticas, e com isso se precipitarem na direção do Sol.

Os cientistas ainda buscam resposta para algumas questões: por que tudo no Sistema Solar tem forma de disco e a nuvem de Oort é esférica? Se a ação gravitacional do Sol é inexistente a essas distâncias, por que os cometas caem na direção do Sol? A cada poucos milhões de anos uma estrela passa próxima do Sol; dentro de 1,36 milhões de anos a estrela Gliese 710 passará a um ano-luz do Sol; porque os encontros anteriores não retiraram todos os corpos de lá?

Hoje Marte em oposição

A cada 26 meses a Terra passa entre Marte e o Sol. Os astrônomos chamam isso de “oposição” porque, visto da Terra, Marte surge no céu do lado oposto ao Sol.

Porém, em virtude das órbitas dos planetas não serem circulares e sim elípticas, o tamanho aparente de Marte pode variar bastante de oposição para oposição.

As oposições mais favoráveis ocorrem quando Marte se encontra no periélio ou em suas vizinhanças. São as chamadas oposições periélicas.

Nessas ocasiões a distância Terra-Marte diminui para cerca de 56 milhões de quilômetros (a distância média é de quase 228 milhões de quilômetros). Com isso o diâmetro aparente do planeta atinge o valor máximo: cerca de 25 segundos de arco.

A Lua Cheia tem cerca de meio grau de diâmetro. Há 60 minutos de arco em um grau e 60 segundos de arco em um minuto, ou seja, a Lua Cheia tem cerca de 1800 segundos de arco. Uma boa oposição de Marte faz com que o diâmetro aparente deste planeta fique tão grande quanto o de uma cratera lunar, como a cratera Copérnico.

MARTE PODE SER VISTO A OLHO NU todos os anos, mas em 2003
ele esteve exepcionalmente mais brilhante. Foi a maior aproximação
entre o Planeta Vermelho e a Terra em exatos 59.619 anos!

As oposições periélicas acontecem geralmente nos meses de agosto ou setembro, época em que Marte se encontra próximo do seu periélio. Também existem oposições afélicas (o afélio é o oposto do periélio), quando a distância entre Marte e a Terra fica em torno de 96 milhões de quilômetros.

O afélio da Terra e de Marte não estão na mesma direção, mas pouco a pouco irão ficar mais próximos. O alinhamento completo, no entanto, levará muito tempo (milhares de anos). Atualmente a maior distância entre nós e o planeta vermelho atinge 399 milhões de quilômetros e, neste caso, seu diâmetro aparente se reduz para somente 3,6 segundos de arco.

Próxima oposição de Marte

Na noite de 29 de janeiro de 2010 Marte estará em oposição ao Sol. Nessa ocasião, Marte brilhará no alto do céu por volta da meia-noite, nascendo à Leste, logo após o pôr-do-sol e seu diâmetro aparente será de 14 segundos de arco.

Mesmo a olho nu, é fácil perceber a luminosidade vermelho-alaranjada de Marte. Porém, observações mais apuradas sempre vão exigir um lugar longe das luzes urbanas e o uso de binóculos ou lunetas com tripé, pelo menos.

Apenas os observadores que utilizarem instrumentos com pelo menos 15 cm de abertura (diâmetro da objetiva) estarão em condições de visualizar detalhes da superfície marciana, como as calotas polares ou as tempestades de areia.

Grandes aproximações

Em 27 de agosto de 2003 Marte e Terra estiveram mais próximos um do outro que em qualquer outra ocasião em quase 60 mil anos. Naquela ocasião a distância entre nosso mundo e o Planeta Vermelho foi de apenas 55.780.000 quilômetros. Exceto pela Lua, Marte foi o objeto mais brilhante de todo o céu noturno durante várias semanas.

A oposição anterior foi em 13 de junho de 2001, mas foi no dia 21 de junho quando a distância foi mínima: cerca de 68 milhões de quilômetros. Essa particularidade se deve à ligeira inclinação que existe entre as órbitas de Marte e da Terra – o que faz com que a distância mínima entre os dois planetas possa ocorrer dias antes (ou depois) da oposição.

Qual a chance de acontecer de novo?

Marte esteve muito próximo durante as oposições periélicas de setembro de 1956 (56,7 milhões de quilômetros), de agosto de 1971 (56,2 milhões de quilômetros) e de setembro de 1988 (59,2 milhões de quilômetros).

Até o distante ano 3000 vão acontecer 15 oposições periélicas. A melhor delas será em 2729, quando Marte ficará a 55.651.000 quilômetros da Terra (melhor que em 2003). A próxima oposição periélica acontece em julho de 2018.

Oposições de Marte até o ano 2035
Data Ascensão reta Declinação Diâmetro do disco Distância
13/jun/01 17h 28m -26° 30' 20,5" 0,456 U.A.
28/ago/03 22h 38m -15° 48' 25,1" 0,373 U.A.
07/nov/05 02h 51m 15° 53' 19,8" 0,470 U.A.
28/dez/07 06h 12m 26° 46' 15,5" 0,600 U.A.
29/jan/10 08h 54m 22° 09' 14,0" 0,664 U.A.
03/mar/12 11h 52m 10° 17' 14,0" 0,674 U.A.
08/abr/14 13h 14m -05° 08' 15,1" 0,621 U.A.
22/mai/16 15h 58m -21° 39' 18,4" 0,509 U.A.
27/jul/18 20h 33m -25° 30' 24,1" 0,386 U.A.
13/out/20 01h 22m 05° 26' 22,3" 0,419 U.A.
08/dez/22 04h 59m 25° 00' 16,9" 0,550 U.A.
16/jan/25 07h 56m 25° 07' 14,4" 0,643 U.A.
19/fev/27 10h 18m 15° 23' 13,8" 0,678 U.A.
25/mar/29 12h 23m 01° 04' 14,4" 0,649 U.A.
04/mai/31 14h 46m -15° 29' 16,9" 0,559 U.A.
27/jun/33 18h 30m -27° 50' 22,0" 0,427 U.A.
15/set/35 23h 43m -08° 01' 24,5" 0,382 U.A.

Sistema Solar é Minoria

Na busca por encontrar sistemas parecidos com o Sistema Solar, astrônomos conseguiram determinar o quanto esse último é comum. Ou melhor, o quanto não é comum.

Segundo a análise, apresentada nesta terça-feira (5/1) em reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos, em Washington, apenas 10% de todas as estrelas no Universo compõem sistemas como o integrado pela Terra, que conta com diversos planetas gigantes gasosos em sua parte mais externa.

"Agora conhecemos nosso lugar no Universo. Sistemas como o nosso não são raros, mas estão longe de ser a maioria", disse Scott Gaudi, da Universidade do Estado de Ohio, que apresentou os dados ao receber o prêmio Helen B. Warner da sociedade norte-americana.

Os resultados do estudo derivam de uma colaboração internacional coordenada pelo pesquisador e chamada de Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), que tem como objetivo vasculhar o céu em busca de planetas extrassolares.

Os pesquisadores usam um efeito conhecido como microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa na frente de outra, conforme vistas da Terra. A estrela mais próxima magnifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.

Se planetas estiverem em órbita da estrela mais próxima, eles aumentam a ampliação brevemente, à medida que passam pelo campo de observação. Esse método é especialmente adequado para detectar planetas gigantes nos extremos de sistemas estelares – planetas parecidos com Júpiter.

A pesquisa é resultado de uma década de estudos e de uma epifania, como contou Gaudi. Há dez anos, o astrônomo escreveu sua tese de doutorado a respeito de um método para calcular a probabilidade da existência de planetas extrassolares. Na época, ele concluiu que menos de 45% das estrelas poderiam conter configurações semelhantes à do Sistema Solar.

Em dezembro de 2009, Gaudi estava analisando o espectro de propriedades dos planetas extrassolares encontrados até então junto com Andrew Gould, professor de Astronomia da Universidade do Estado de Ohio, quando descobriram inesperadamente um padrão.

"Basicamente, verificamos que a resposta já estava na tese de Scott. Ao inserir os últimos quatro anos de dados do MicroFUN nos cálculos feitos há dez anos, conseguimos estimar as frequências dos sistemas planetários", disse Gould.

A análise foi reforçada por uma estatística importante: nos últimos quatro anos os pesquisadores do MicroFUN descobriram um único sistema parecido com o Solar – a descoberta foi publicada na Science em 2008.

"Apesar dessa determinação inicial de 10% ser baseada em apenas um único sistema como o Solar, e de o número final poder mudar consideravalmente, nosso estudo indica que podemos começar a fazer tais medidas com os instrumentos de que dispomos hoje", disse Gaudi.

( Fonte: Agência Fapesp )

O Sistema Solar

O Sistema Solar tem como elemento central uma estrela anã, com cerca de 4.6 bilhões de anos de idade chamada Sol, ao redor da qual orbitam os oito planetas conhecidos, satélites, meteoróides, asteróides e cometas, todos distribuídos numa grande região de quase vinte bilhões de quilometros.

Da nuvem estelar que deu origem a nossa estrela e demais corpos há mais de cinco bilhões de anos, 99,9% de sua massa formou o Sol e o restante 0,1% formou os demais corpos do Sistema Solar.

O estudo aprofundado do Sistema Solar nos permitiu conhecer muito melhor o nosso Sol e a exploração planetária trouxe uma nova visão desse conjunto.

Nosso planeta Terra ocupa uma situação muito especial por ter permitido a manutenção de formas de vida por períodos muito longos, situação essa que nós não encontramos nos demais planetas. Entender o funcionamento do Sistema Solar significa valorizar a Terra e como nós devemos nos comportar de modo a permitir existência profícua dela.


PLANETAS
Os planetas do Sistema Solar são divididos habitualmente em dois grupos: Os quatro primeiros a partir do Sol são os planetas terrestres, também chamados de telúricos ou interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), formados principalmente por rochas e silicatos. Os quatro seguintes são os planetas jovianos ou exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), formado por gases.

Os planetas terrestres recebem esta denominação pois são planetas sólidos e que possuem superfície rígida. De Júpiter a Netuno, os planetas são gasosos e não têm superfície sólida que se possa pisar sem afundar.


CARACTERÍSTICAS
Os planetas do grupo terrestres apresentam massa pequena, densidade elevada, distância do Sol pequena, poucos ou nenhum satélite e são compostos de elementos pesados.

Os planetas jovianos apresentam massa elevada, baixa densidade, grandes distâncias do Sol, diversos satélites e são compostos de elementos leves, principalmente hidrogênio e hélio


CINTURÕES
Entre as órbitas de Marte e Júpiter encontra-se o Cinturão de Asteroides e além da órbita de Netuno o Cinturão de Kuiper, que agrupa uma série de gélidos asteróides.


PLANETAS-ANÕES
Além dos oito planetas que giram em torno do Sol, outra classe de objetos também está presente. Trata-se dos planetas-anões, que apesar de orbitarem o Sol e apresentarem aparência esférica, não possuem órbita livre e orbitam o Sol juntamente com outros corpos celestes.

Atualmente (2009), são conhecidos cinco planetas-anões: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris.

Ceres orbita a região do Sistema Solar chamada Cinturão de Asteroides, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter e até o século 19 também era considerado planeta.

Plutão, Makemake e Haumea se localizam no Cinturão de Kuiper, uma região muito além da órbita de Netuno e repleta de objetos gelados.

Eris, o maior de todos os planetas-anões, se encontra na região do Disco Disperso, cuja porção interior penetra o cinturão de Kuiper, mas seu limite exterior prolonga-se muito além do Sol.


PLUTÃO
Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides.

Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.


MAIS CORPOS CELESTES
Muito além da órbita de Plutão e do Cinturão de Kuiper encontra-se a Nuvem de Oort, um hipotético repositório de cometas do nosso Sistema Solar.

Nosso Sistema Solar também apresenta um fenômeno atmosférico bastante frequente: as estrelas cadentes ou chuvas de meteoros. Quando ainda estão no espaço são chamadas de meteoróides, mas ao entrar em nossa atmosfera passam a se chamados de "meteoros". Se algum desses fragmentos chega até a superfície recebem o nome de meteoritos.

Esse conjunto de cometas, asteróides e meteoróides são classificados como Corpos Menores do Sistema Solar.

Posição Planetária Atual

Os gráficos abaixo, gerados pela NASA, mostram as atuais posições do planetas dentro de suas órbitas ao redor do Sol.

O destaque neste gráfico, com largura de campo de 3 graus, é para os planetas internos
Mercúrio e Vênus, além da Terra e Marte.

Neste gráfico, com largura de 45 graus, o destaque é para os gigantes gasosos
Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além do pequeno e distante Plutão.

Nesta imagem vemos o Sol como observado da Terra. Também simula uma visão muito próxima do campo espacial observado pelo coronógrafo a bordo da nave SOHO.
Os traços são as órbitas dos planetas e podem ser distinguidos consultando os outros gráficos.


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