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Astrônomo amador tira foto de Júpiter e duas de suas luas


A foto tirada de Júpiter por um astrônomo amador, Damian Peach, está na homepage da Nasa (agência espacial americana) desta segunda-feira (5/3/2012). A imagem mostra o planeta em detalhes, em clique produzido em 12 de setembro de 2010, na companhia de duas de suas luas --Io (embaixo, à esquerda na foto) e Ganímedes (em cima). 

O trabalho de amadores como Peach será usado na missão da sona Juno, que partiu da Terra em agosto de 2011 e cuja previsão de chegada é em julho de 2016.

As observações feitas por amadores ajudarão a equipe da Nasa a estimar quais serão os primeiros enquadramentos do planeta cujo diâmetro é 11 vezes maior do que o planeta no qual vivemos.

A Juno também coletará informações sobre o campo magnético e a composição de Júpiter, além de medir a quantidade de água e amônia na atmosfera. 

NGC 1073


O telescópio espacial Hubble fotografou a NGC 1073, que está localizada na constelação da Baleia, a 55 milhões de ano-luz, e é conhecida por ser parecida com a Via Láctea. 

A ESA e Nasa divulgaram a imagem dia 3/2/2012.As duas agências espaciais - da Europa e dos Estados Unidos- estudam a NGC 1073 para entender o sistema cósmico onde vivemos. 

A NGC é uma galáxia espiral barrada. Essa classificação se deve a várias "linhas" (barras) de estrelas que se encontram na região central. Segundo os pesquisadores, essas barras provavelmente são criadas pela força gravitacional local, que faz com que gases sejam atraídos para dentro e sirvam de material para a formação de novas estrelas.

Imagem de Campo-Largo do Centro Galáctico


De Sagitário a Escorpião, o centro da Via Láctea é verdadeiramente uma esplêndida parte do céu nocturno do planeta Terra. A linda região foi capturada nesta imagem de campo-largo que se prolonga por aproximadamente 30 graus. A impressionante paisagem cósmica, obtida em 2010, mostra detalhadas correntes de poeira, nebulosas brilhantes e enxames estelares espalhados pelos ricos campos estelares da nossa Galáxia. Começando à esquerda, procure as nebulosas da Lagoa e da Trífida, a nebulosa da Pata de Gato, e à direita situa-se a nebulosa escura do Cachimbo, e as nuvens coloridas de Rho Ophiuchi e Antares (direita). O centro da nossa Galáxia situa-se a cerca de 26.000 anos-luz de distância e pode ser visto no vídeo.

Cometa Lovejoy por Cima de Paranal


O Cometa Lovejoy (C/2011 W3) sobreviveu o seu encontro próximo com o Sol no início deste mês, e alcançou um lugar de destaque nos céus do hemisfério Sul mesmo a tempo do Natal. 

Visto aqui antes do nascer-do-Sol a partir do Observatório de Paranal no Chile, as caudas do cometa prolongam-se bem para cima do horizonte a Este. Com mais de 20 graus, sobem paralelamente ao plano da nossa Via Láctea. 

Só por si um espectáculo de cortar a respiração, o Lovejoy desempenha o seu show celeste juntamente com as estrelas e nebulosas, incluindo a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães para a direita da cúpula do telescópio, e o brilho da luz zodiacal à esquerda da imagem. 

Com as unidades do VLT de Paranal na imagem, esta cena de ângulo-largo foi capturada a 23 de Dezembro de 2011. 

Afastando-se do Sol, as caudas do Cometa Lovejoy continuam a crescer em tamanho mesmo estando cada vez mais ténue.

O Anel de Einstein - Einstein Ring


O que é grande e azul, que pode envolver toda uma galáxia? 

Uma miragem de lente gravitacional. Na foto, a gravidade de uma galáxia vermelha luminosa (LRG) distorceu gravitacionalmente a luz de uma galáxia azul, muito mais distante. 

Mais comumente, esse empenamento da luz resulta em duas imagens distinguíveis da galáxia distante, mas aqui o alinhamento das lentes é tão preciso que a galáxia de fundo é distorcida, ganhando o formato de uma ferradura - um anel quase inteiro. 

Como esse efeito de lente foi previsto com alguns detalhes por Albert Einstein há mais de 70 anos, anéis como esse recebem o nome de Anéis de Einstein. 

Embora a LRG 3-757 tenha sido descoberta em 2007 através de dados da Sloan Digital Sky Survey (SDSS), a imagem aqui mostrada é uma observação subsequente feita com a Câmera de Campo Amplo 3 do Telescópio Espacial Hubble Space. 

Lentes gravitacionais potentes como LRG 3-757 são mais do que meras curiosidades - suas propriedades múltiplas permitem aos astrônomos determinar a massa e a o conteúdo de matéria escura das galáxias lentes de fundo. 

Leonid Fireball; Moon; Orion (2011.11.18)


Na madrugada de 18 de novembro de 2011, o astrofotógrafo Nick James filmou uma bola de fogo durante a chuva de meteoros Leonídeos. A lua é visível à esquerda, a constelação de Orion à direita e Sirius, a estrela mais brilhante no céu da Terra a noite está apenas saindo das árvores.

The Butterfly Nebula from Hubble


NGC 6302 (também chamada de Nebulosa Borboleta), é uma nebulosa planetária bipolar na constelação do Escorpião. A estrutura da nebulosa é um dos mais complexos já observados em Nebulosas planetárias. 

O espectro de NGC 6302 mostra que sua estrela central é uma das mais quentes objetos da galáxia, com uma temperatura de superfície superior a 200 mil Kelvins, o que implica que a estrela do qual se formou deve ter sido muito grande.

A estrela central, uma anã branca, só foi descoberta recentemente (Szyszka et al. 2009), usando a câmera WFC3 atualizado a bordo do Telescópio Espacial Hubble. 

A estrela tem uma massa atual de cerca de 0,64 massas solares. É cercada por um disco particularmente denso composto por gás e poeira.

Opportunity na Cratera Endeavour

Numa operação já rotineira, a câmara de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter fotografou o pequeno explorador Opportunity na orla da cratera Endeavour. 

Nas últimas semanas, o robot da NASA tem percorrido o extremo sul de cabo York, parando ocasionalmente para observar de forma detalhada algumas das antigas rochas que preenchem a paisagem. O seu próximo destino encontra-se um pouco mais a norte, nas camadas rochosas ricas em filosilicatos, uma classe de minerais apenas formada na presença de água.


A câmera HiRISE é a mais poderosa de seu tipo que tem sido enviada a outro planeta. A câmera de alta resolução mostra o Planeta Vermelho com detalhes incríveis e maravilhosos. Milhares de imagens ficam disponíveis no sitio: http://www.uahirise.org

Oposição de Júpiter - Imperdível!


No dia 29 de outubro(2011), Júpiter, o maior planeta do sistema solar , vai estar em oposição.

Isto quer dizer que a Terra vai estar entre o Sol e Júpiter, por consequência além da aproximação o planeta será visível da Terra durante toda a noite propiciando, através dos telescópios, vistas deslumbrantes de sua atmosfera.

Esta excelente imagem foi capturada dia 13 de outubro no Observatório do Pic du Midi, localizado no Pic du Midi de Bigorre na região dos Altos Pirinéus, próximo de Tarbes, França.

Também vista em detalhe a gelada lua Ganymede, a maior lua do sistema solar, emergindo por trás do planeta (em cima), enquanto a vulcânica Io aparece no canto inferior esquerdo.

Quando visível, Júpiter é uma “estrela” prateada e muito brilhante. De todos os planetas que podes ver à vista desarmada, Júpiter é aquele que se assemelha mais a planeta e menos a estrela, dado que o seu tamanho e quantidade de luz que reflecte, fazem-no aparecer no céu como um disco.

Através de uns bons binóculos, a forma do planeta torna-se inconfundível e já podes ver também as 4 maiores luas, como pequenos pontos em torno de Júpiter.

Um telescópio já te mostra mais detalhes do planeta: a sua forma achatada, as cinturas de nuvens gasosas e tempestades como a Grande Mancha Vermelha, quando esta se encontra do lado visível do planeta. Como é lógico, quanto maior a potência de um telescópio, maior quantidade de detalhes se podem observar.

Das luas observáveis a partir de telescópios amadores, encontram-se Io, Europa, Ganymedes, Calisto (pequeno telescópio), Amalthea e Himalia (telescópio grande). Para as restantes, só equipamentos profissionais.

NGC 4565 - Galáxia Agulha


NGC 4565 é uma galáxia espiral localizada a cerca de trinta e um milhões de anos-luz (aproximadamente 9,504 megaparsecs) de distância na direção da constelação da Cabeleira de Berenice. Possui uma magnitude aparente de 9,5, uma declinação de +25º 59' 19" e uma ascensão reta de 12 horas, 36 minutos e 20,7 segundos.

A galáxia NGC 4565 foi descoberta em 1785 por William Herschel.

As Galáxias Peculiares de Arp 273

Crédito: NASA, ESA, e a Equipa Hubble Heritage (STScI / AURA)

As estrelas "pontiagudas" no pano de frente deste majestoso retrato cósmico estão bem dentro da nossa própria Via Láctea. 

As espectaculares galáxias situam-se bem para longe da nossa Galáxia, a mais de 300 milhões de anos-luz. O seu aspecto distorcido é devido às forças de marés e aos seus encontros uma com a outra. 

Catalogadas como Arp 273 (também como UGC 1810), as galáxias são peculiares, mas sabe-se agora que galáxias em interação são comuns no Universo. De fato, a grande e vizinha Galáxia de Andrômeda, a uns 2 milhões de anos-luz de distância, está a aproximar-se da Via Láctea.

Arp 273 pode ilustrar uma situação análoga do seu encontro futuro. Os encontros galácticos repetidos, numa escala de tempo cósmica, acabam por resultar na fusão em uma única galáxia. 

A partir da nossa perspectiva, os brilhantes núcleos das galáxias Arp 273 estão separados por pouco mais que 100.000 anos-luz. O anúncio desta imagem coincidiu com o 21.º aniversário do lançamento do Telescópio Hubble para órbita.

800 Megapixel Panorama of Milky Way

Divulgada primeira imagem do planeta Mercúrio


No dia 17 de Março de 2011, a sonda MESSENGER se tornou a primeira sonda construída pelo homem a entrar na órbita de Mercúrio, o planeta mais interno do Sistema Solar. 

A imagem acima é a primeira imagem colorida processada desde que a sonda entrou na órbita do planeta. 

Maior, mais denso e com quase o dobro da gravidade superficial encontrada na Lua, Mercúrio ainda se parece com a Lua na primeira vez em que é observado. Mas nessa imagem seu terreno mostra áreas em azul claro e marrom próximas às crateras e longos e brilhantes raios de material riscando a superfície. 

A brilhante cratera raiada proeminente na imagem é a Cratera Debussy na parte superior a direita, essa cratera tem 80 km de diâmetro. O terreno que aparece em direção a parte inferior dessa histórica imagem se estende para o polo sul de Mercúrio e apresenta uma região nunca antes fotografada ou imageada por sondas enviadas ao planeta.

Valles Marineris - O Grand Canyon de Marte


O maior desfiladeiro do Sistema Solar corta a face de Marte. 

Com o nome de Valles Marineris, o grande vale mede mais de 3000 km, tem uma largura máxima de 600 km e uma profundidade que atinge os 8 km. 

Em comparação, o Grand Canyon da Terra no Arizona, EUA, mede 800 km de comprimento, tem 30 de largura e 1,8 de profundidade. 

A origem de Valles Marineris permanece desconhecida, embora a principal hipótese conte que começou como uma "racha" há milhares de milhões de anos atrás, aquando do arrefecimento do planeta. Foram identificados vários processos geológicos no desfiladeiro. 

O mosaico acima foi criado com mais de 100 imagens obtidas pelas sondas Viking nos anos 70.

Foto da Cratera Tycho na noite da "Super Lua" - 19-03-2011


Noites de lua cheia não são ideais para observação e fotografia pois além do brilho intenso, a exposição direta do sol faz com que sejam imperceptíveis as sombras que denunciam o relevo da lua.

Astrofotos com Webcam




Entenda mais sobre os observatórios remotos e seu modo de usar. Saiba, também, um pouco mais sobre a atividade de fotografar o céu, uma das mais prazerosas do mundo.

Palestrante:

Cristovão Jacques -- Engenheiro civil e físico, faz parte do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (Ceamig). Sozinho, descobriu 16 asteróides. 13 deles só em 1999, quando surgiu o Ceamig.

NGC 1999

(clique na imagem para ver maior)

NGC 1999 é uma nebulosa difusa e de reflexão, situada na constelação de Orion a 1500 anos-luz de distancia do Sistema Solar. 

O telescópio Hubble a fotografou pela primeira vez em dezembro de 1999. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz.

Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha” na verdade é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel, o ponto estava preto.

Os astrônomos acreditam que o buraco, medindo 0,2 anos-luz, foi feito pelo processo tumultuoso de nascimento de uma estrela embrionária vizinha, chamada V380 Ori. Esta proto-estrela já é 3,5 vezes o tamanho do Sol. O time que fez a descoberta acredita que a V380 Ori está sinalizando sua quase maturidade ao projetar rapidamente colunas de gás de seus pólos, que estão destruindo qualquer material remanescente da formação da estrela.

M66

 
Porque é que a galáxia espiral M66 não é simétrica? Normalmente ondas densas de gás, poeira e estrelas recém-formadas circulam o centro de uma galáxia espiral e criam uma galáxia quase simétrica. As diferenças entre os braços espirais de M66 e o deslocamento aparente do seu núcleo são provavelmente provocadas por interacções próximas e por puxos gravitacionais dos vizinhos galácticos M65 e NGC 3628. 

A galáxia espiral M66, na imagem, mede 100.000 anos-luz, situa-se a cerca de 35 milhões de anos-luz de distância, e é a maior galáxia do grupo conhecido como Tripleto de Leão. Tal como muitas galáxias espirais, as longas e complexas torrentes de poeira de M66 estão entrelaçadas com estrelas brilhantes e nebulosas que acendem os braços espirais.

http://www.ccvalg.pt

M27


Enquanto pesquisava o céu de França do século XVIII em busca de cometas, Charles Messier assinalou este objecto com o número 27 no seu catálogo de objectos que definitivamente não eram cometas. 

Mas o que é este objecto? Hoje dizemos que se trata de uma nebulosa planetária, que é um objecto que resulta da morte de uma estrela de massa solar. 

No final da sua vida, as estrelas como o Sol emitem para o espaço o gás das suas camadas transformando-se em anãs brancas enquanto o gás se afasta da estrela que lhe deu origem. A radiação ultravioleta intensa que é emitida pela anã branca é responsável, através da sua interacção com o gás, pelo brilho visível do gás que se afasta do objecto central. 

Conhecida pelo nome popular de Nebulosa do Haltere (devido às primeiras imagens que dela foram captadas), esta nebulosa encontra-se a 1200 anos-luz na direção da constelação da Raposa (Vulpecula). 

Esta impressionante imagem a cores salienta detalhes dentro da bem estudada-região central, também com detalhes mais tênues do halo exterior da nebulosa. Inclui imagens de banda-estreita registadas usando filtros sensíveis à emissão dos átomos de oxigénio, em tons de azul-esverdeado, e átomos de hidrogénio em vermelho.

Zeta Ophiuchi - Uma Estrela Fugitiva


Como um barco navegando pelos mares cósmicos, a estrela fugitiva Zeta Ophiuchi produz o arco interestelar ou uma onda de choque vista nessa surpreendente paisagem infravermelha obtida pela sonda WISE. 

Nessa visão em cores falsas, a estrela azulada Zeta Oph, uma estrela que é aproximadamente 20 vezes mais massiva que o Sol, localiza-se próximo do centro da imagem, movendo-se em direção ao topo da foto a uma velocidade de 24 quilômetros por segundo. 

Seu forte vento estelar precede a estrela, comprimindo e aquecendo a poeira interestelar e dando a forma curva à onda de choque. Ao redor dela estão nuvens de material relativamente não perturbado pela ação da estrela. 

O que faz com que essa estrela esteja em movimento? A Zeta Oph foi provavelmente uma vez no passado um membro de um sistema binário, sua estrela companheira era mais massiva e então de vida curta. Quando a estrela companheira explodiu como uma supernova, ela perdeu massa de maneira catastrófica, esse evento lançou a Zeta Oph para fora do sistema. 

A uma distância de 450 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Ophiuchus, a Zeta Oph é 65000 vezes mais luminosa que o Sol e seria uma das estrelas mais brilhantes do céu se ela não estivesse escondida no meio de uma densa nuvem empoeirada. A imagem do Wise se espalha por aproximadamente 1.5 gruas ou 12 anos-luz considerando a distância da Zeta Ophiuchi.

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