Haverá vida em Órion?

Astrónomos descobrem todos os elementos chave que possibilitam existência de vida na nebulosa.

A quase 1300 anos-luz da Terra encontra-se um dos mais belos berços de estrelas da nossa galáxia e um dos mais estudados pelo homem. Ali, na imensidade do espaço, uma enorme nuvem de gás de 24 anos-luz de diâmetro está a produzir pelo menos 700 novas estrelas.

Mas há mais - a Nebulosa de Órion, tão brilhante que pode ser observada a olho nu a partir do nosso planeta, alberga no seu interior todos os ingredientes necessários para existir vida.

Ao analisar a luz que nos chega de lá, decompondo o seu espectro de luz na procura de vários elementos, os astrónomos conseguiram detectar as inconfundíveis impressões de moléculas de água ou metano.

Os dados foram recolhidos por HiFi, um dos instrumentos do telescópio espacial Herschel, lançado o ano passado pela Agência Espacial Europeia.

A extraordinária sensibilidade do aparelho conseguiu decompor as emissões luminosas da nebulosa e revelar que se trata de umas das maiores fábricas químicas conhecidas no espaço.

Mas de todos os elementos possíveis, os investigadores centraram-se naqueles que podem ser considerados como “precursores de vida” e encontraram água, monóxido de carbono, metano, óxido de enxofre e todo um conjunto de moléculas que, em combinações adequadas, fazem com que seja possível a existência de vida.

Os astrónomos asseguram que conseguiram obter este espectro em apenas umas horas e afirmam que as moléculas orgânicas “estão em todas as partes” da Nebulosa de Órion.

Isto significa que pode haver vida lá fora? Ou simplesmente os blocos de construção de vida são mais comuns no universo do que se pensava? É cedo para haver respostas, mas talvez as próximas investigações possam lançar mais luz sobre esta intrigante questão.

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