A Voz de Júpiter

A magnetosfera de Júpiter é a cavidade criada dentro do vento solar pelo campo magnético extremamente forte do planeta. Estendendo-se sete milhões de quilômetros em direção ao Sol, e até à órbita de Saturno na direção oposta, a magnetosfera jupiteriana é a maior e mais forte magnetosfera planetária do Sistema Solar, e a segunda maior estrutura contínua dentro do Sistema Solar, atrás somente da heliosfera. Significativamente maior e mais achatada do que a magnetosfera terrestre, a magnetosfera jupiteriana é mais forte do que a terrestre por uma ordem de magnitude, enquanto que seu momento magnético é 18 mil vezes maior. Cientistas predisseram a existência do campo magnético jupiteriano no final da década de 1950, através da emissões de rádio vindos do planta, e foi observado pela primeira vez pela Pioneer 10 em 1973.

Júpiter é uma poderosa fonte de ondas de rádio, cuja frequência varia entre vários KHz até dezenas de MHz. Ondas de rádio com frequências de menos de 0,3 MHz (e consequentemente, com comprimento de onda maior que um quilômetro) são chamados de radiação jupiteriana quilométrica, ou KOM. Estes com frequências entre 0,3 MHz (com comprimento de onda entre 100 e 1000 metros) são chamados de radiação hectométrica, ou HOM, enquanto que emissões entre 3 e 40 MHz (com comprimentos de onda entre 10 e 100 m) são chamados de radiação decamétrica, ou DAM. O último formato de radiação foi o primeiro a ser observado da Terra, e sua periodicidade de 10 horas facilitou sua identificação como originário de Júpiter. A parte mais forte das emissões decamétricas são chamadas de Io-DAM, que são relacionadas com Io e ao sistema Io-Júpiter.


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