A Reinvenção do Big Bang

Cientistas anunciaram ontem ter conseguido, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação estão começando a render dividendos”, comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

Este é o maior experimento científico do mundo e consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC sigla em inglês) foi colocado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira da França com a Suíça. As partículas começaram a circular em novembro de 2009. O experimento havia sido fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada, os cientistas tiveram êxito. De acordo com os pesquisadores, a experiência abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder a muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam “Big Bangs em miniatura”, produzindo dados que os cientistas vão passar os próximos anos analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% da velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. [Fonte: Jornal AN]

Perto da Ficção

Acelerador de partículas bate recorde.
Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz
Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.

Duas agulhas chocam-se no Atlântico
O grau de dificuldade da experiência é extremo. Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern, faz uma boa comparação:– Alinhar os feixes de prótons seria o mesmo que disparar duas agulhas, uma de cada lado do Oceano Atlântico, e esperar que elas colidam de frente, no meio do caminho.Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs – a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que, três décadas atrás, sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da energia liberada e da matéria gasosa expelida no Big Bang em massa.Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas.Os cientistas esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do universo. Apenas 5% do universo representa material visível, que reflete a luz.Muitos cosmologistas dizem que portais podem ser abertos, já que podem existir outros universos paralelos e de dimensões além das cinco até agora conhecidas. [Fonte: Jornal DC]

NASA flagra os restos de uma estrela

de INFO Online

Usando dados combinados de dois instrumentos poderosos, a NASA capta os restos finais de uma estrela.

Após a supernova, a poeira remanescente engole uma família de estrelas próxima ao evento.

Nesta imagem da G54.1+0.3, os dados em raios-X do Chandra aparecem em azul e os dados do Spitzer (ondas mais curtas) em verde. A fonte branca perto do centro da imagem é uma densa estrela de nêutron, girando rapidamente – tudo o que restou da estrela original restos de uma explosão.

Seu giro forma um vento de partículas energizadas (captadas pelo Chandra) que se expandem à sua volta iluminando o material ejetado na supernova. Este ambiente único permite aos astrônomos observar a poeira condensada da explosão que, não fosse pelas condições, seria fria demais para emitir infravermelho.

Obama planeja privatizar exploração humana espacial

da Folha de S. Paulo

Pela primeira vez em quase cinco décadas de exploração espacial tripulada, a Nasa pode ficar sem meios próprios de mandar seres humanos para o espaço.

O orçamento que o governo Obama propõe para a agência nos próximos anos, quando os ônibus espaciais se aposentarem, prevê que foguetes comerciais, "terceirizados", levarão astronautas rumo à ISS (Estação Espacial Internacional).

A não ser que ocorra uma reviravolta, é o fim do sonho americano de voltar à Lua na década de 2020. Mas será também o começo do fim da Nasa, e da própria exploração do Sistema Solar por aventureiros humanos?

Depende, para começo de conversa, de como se define "exploração". Defensores da decisão do governo Obama afirmam que o acesso ao espaço por empresas privadas é o futuro do ramo, de qualquer modo, e apostam que o plano tirará o peso inútil das costas da Nasa.

Com isso, a agência poderia se concentrar em fazer ciência de ponta, incluindo a busca de planetas semelhantes à Terra galáxia afora, e no planejamento de missões realmente ambiciosas, como uma ida a Marte.

Já os críticos da proposta temem que a falta de "asas" próprias acabe aleijando a Nasa permanentemente, sem que a iniciativa privada alcance eficiência comparável à da agência em seu auge.

Ideias antigas

"A ideia de deixar a órbita baixa da Terra [onde está a ISS] para empresas licitadas tem sido um tema de discussão na Nasa já faz mais de uma década", diz Roger Launius, historiador da Instituição Smithsonian (EUA) cujo principal tema de pesquisa é a trajetória da agência.

"Mesmo durante a Guerra Fria havia gente que questionava a necessidade de acesso independente ao espaço para astronautas americanos. Transferir as operações em órbita baixa para a iniciativa privada permitiria que a Nasa se concentrasse em sua tarefa de exploração além dessa esfera modesta", afirma Launius.

A proposta do governo Obama é, em parte, uma reação aos rumos não muito animadores tomados pelo programa Constellation, voltado basicamente para o retorno à Lua.

O Constellation nasceu em 2005, como tentativa do então presidente George W. Bush de superar o trauma causado pela morte dos tripulantes do ônibus espacial Columbia durante a volta da nave à Terra, em 2003.

No entanto, mesmo após investimentos de US$ 9 bilhões com o projeto, as chances de chegar à Lua com ele antes de 2030 são mínimas, afirma o administrador da Nasa, o ex-astronauta Charles Bolden.

Questionado nesta semana por um subcomitê da Câmara dos Representantes dos EUA, Bolden disse que, além da demora, os astronautas que viajassem ao satélite natural da Terra não teriam meios de voltar... porque isso não estava previsto no orçamento. "Em sã consciência, eu não poderia recomendar isso ao presidente", declarou.

"Quando o governo Bush anunciou que voltaríamos à Lua e iríamos a Marte, ele se comprometeu com duas missões caríssimas, mas não alocou fundos para elas", resume a astrônoma brasileira Duilia de Mello, do Centro de Voo Espacial Espacial Goddard, da Nasa.

"A agência chegou a cancelar certos projetos para investir nas futuras missões. Agora que trocamos de governo e vivemos uma grande crise econômica, temos novamente de reavaliar as prioridades", afirma.

Muitos se opõem a um retorno à Lua, diz Mello, por duas razões: o custo elevado e o fato de seis missões tripuladas já terem posto os pés lá.

"Acrescentaria pouco para o conhecimento do Sistema Solar", explica. "Já os que são a favor dizem que precisamos mostrar capacidade de sair da Terra em missões tripuladas antes de embarcarmos em projetos mais complexos, como uma ida a Marte".

"Eu, particularmente, sou favorável à solução de contratar uma firma para a construção dos veículos espaciais, desde que seja feita dentro dos padrões Nasa de segurança", afirma Mello, ressaltando que não fala em nome da agência.

Bolden, que tem essa prerrogativa, já afirmou publicamente que "o orçamento do presidente Obama é o meu orçamento" e disse que "não há um plano B" para foguetes feitos pela Nasa que pudessem substituir os ônibus espaciais.

Não é bem o que acham vários dos astronautas do programa Apollo. Jim Lovell, comandante da malfadada Apollo-13, declarou à rede britânica BBC que a decisão de terceirizar as viagens espaciais teria "consequências catastróficas" para a Nasa.

Eugene Cernan, último homem a pisar a Lua, a bordo da Apollo-17, em 1972, afirmou estar "desapontado".

A oposição um tanto saudosista dos dois, no entanto, é café pequeno diante da pressão iniciada pelos congressistas americanos, começando por Estados onde a Nasa tem presença importante (Flórida, Alabama e Texas), mas não restrita a eles.

Há tanto democratas quanto republicanos que questionam a capacidade da indústria de entregar o que o governo Obama deseja. Por isso mesmo, a aprovação do fim do orçamento para o Constellation ainda não pode ser vista como favas contadas.

Decadência?

Para alguns especialistas, cortar os voos tripulados é apenas uma necessidade lógica diante da decadência da criatividade e da capacidade de inovação nesse ramo dentro da Nasa.

"Durante o programa Apollo, a Nasa realmente tinha "the best and brightest" [os melhores e mais brilhantes], foi uma conquista fantástica", diz Gilberto Câmara, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

"Isso acabou", afirma Câmara, para quem uma cultura burocrática e pouco inovadora se instalou na agência. Para ele, as décadas recentes de exploração tripulada não trouxeram nenhuma aplicação com potencial econômico significativo, ao contrário do que se deu na era Apollo.

Launius discorda, afirmando que não há evidências de que o número de patentes registradas ou artigos científicos publicados por cientistas da Nasa tenha decaído depois da era de ouro da agência. Mello lembra que, em ciência básica, a agência ainda tem grandes projetos para o futuro próximo.

"Há o Telescópio Espacial James Webb, por exemplo, que deverá ser lançado em 2014. Com ele vamos poder ver os confins do Universo, as primeiras estrelas e as primeiras galáxias.

E vamos continuar procurando por planetas semelhantes ao nosso." Resta saber se isso será o suficiente para manter o sonho espacial aceso.

Hubble confirma matéria escura

No mapa feito durante o estudo, as estruturas em branco, ciano e verde estão mais próximas do que aquelas em laranja e vermelho

Uma análise feita pelo Telescópio Espacial Hubble confirmou a existência da misteriosa aceleração cósmica – fenômeno causado por forças invisíveis no Universo.

De acordo com a teoria, o Universo que conhecemos, composto de matéria visível, corresponde a apenas 4% de tudo o que há no cosmos.

Já o Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.

Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível – o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa. Acredita-se que 20% do Universo é composto de matéria escura e, o restante, da chamada energia escura.

Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.

Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.

Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos “pesaram” a distribuição de matéria no espaço.

Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional, misterioso – ou seja, a energia escura.

Fotos de amador impressionam a Nasa

O cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotografias da curvatura da Terra que impressionaram até os técnicos da Nasa (agência espacial americana).

Harrison usou uma câmera barata, que lançou ao céu dentro de uma caixa de isopor amarrada a um balão. Um dispositivo eletrônico ajudou o entusiasta de astronomia a localizar a câmera.

Com a altitude, o balão estourou e Harrison recuperou a câmera e as fotos.

Ele disse que o projeto custou o equivalente a US$ 700.

Astrônomo amador flagra cometa se despedaçando com telescópio on-line

da BBC Brasil

Um astrônomo amador britânico capturou imagens de um cometa se despedaçando, com ajuda de um telescópio acessado remotamente no Havaí, nos Estados Unidos.

Em seu computador na região britânica de Wiltshire, na Inglaterra, Nick Howes tirou fotos que mostram o núcleo congelado de um cometa se despedaçando.

Ele controlou o telescópio remotamente através do Faulkes Telescope Project, um projeto da universidade britânica de Cardiff que permite que pessoas em qualquer parte do mundo acessem o equipamento via internet.

"Isso mostra o que é possível quando astrônomos amadores conseguem pôr às mãos em telescópios tão poderosos", disse Paul Roche, que coordena o projeto.

Escolas

O projeto foi criado pela faculdade de Física e Astronomia da universidade para ajudar crianças a estudarem ciências. O projeto oferece acesso remoto a telescópios na ilha de Mauí, no Havaí, e no observatório de Siding Spring, na Austrália.

Com ajuda do telescópio de US$ 10 milhões no Havaí, Howes capturou na quinta-feira passada seis imagens que mostram o pedaço de gelo enorme que se separou do núcleo do cometa C2007 C3.

Um segundo grupo de imagens obtidas no dia seguinte mostrou que o novo fragmento ainda está seguindo o cometa.

"Como o núcleo do cometa tem geralmente dezenas de quilômetros, o fragmento provavelmente é do tamanho de uma montanha, e vai acabar se tornando um pequeno cometa, na medida em que ele for se separando do cometa que o originou", disse Roche.

Espera-se agora que astrônomos profissionais sigam a descoberta de Howe usando instrumentos como o telescópio espacial Hubble.

"Nós esperamos envolver escolas na observação de cometas nas próximas semanas, para que possamos ver o que acontece com esse novo fragmento", disse Paul Roche.

Ele espera que a descoberta anime outros astrônomos a usarem o telescópio para pesquisa e para ajudar com novas descobertas científicas.

No ano passado, outro astrônomo amador, trabalhando com várias escolas britânicas dentro do Faulkes Telescope Project, descobriu o asteroide com a rotação mais rápida do sistema solar. Mais de 200 escolas britânicas usaram os telescópios do projeto para apoio às aulas.

NASA fotografa primavera em Marte

Paula Rothman, de INFO Online

A NASA fez mais um flagra da surpreendente paisagem marciana – dessa vez, capturando um fenômeno que só ocorre na primavera.

A chegada da estação em Marte não significa flores, como para nós terráqueos, mas causa a formação de curiosos padrões sobre o gelo.

É na primavera que o gelo seco que cobre as dunas do pólo norte do planeta desaparece por meio da sublimação - passando diretamente para o estado gasoso sem se tornar líquido antes.

Com isso, a areia negra basáltica que fica coberta de gelo é carregada para cima e cria esses depósitos na superfície. A continuidade do padrão sugere que eles se formaram ao mesmo tempo, quando a direção e velocidade do vento eram as mesmas.

Jipe-robô faz primeira foto de Marte que ele escolheu por conta própria

Upload de software ‘ensinou’ Opportunity a tomar decisões.
Sonda captou imagem ao completar 2.172 dias de missão.

Do G1, em São Paulo

Mais velho e mais sabido - A imagem acima resulta da primeira observação de um alvo selecionado de modo autônomo por uma sonda em Marte, informou a Nasa. Durante o dia marciano (chamado “Sol”) número 2.172 de sua missão no planeta vermelho, o jipe-robô Opportunity usou um software recentemente carregado que o tornou capaz de restringir uma área, a partir de uma visualização de ângulo largo, e apontar sua câmera panorâmica para observar o alvo selecionado através de 13 diferentes filtros. O novo software foi batizado de Autonomous Exploration for Gathering Increased Science (Aegis). crédito da imagem: Nasa / JPL-Caltech/Cornell University.

Agência de astronomia europeia anuncia descoberta de planeta extra-solar 'normal'

Exoplaneta poderá ser analisado 'em detalhes', afirma a ESO.
Corpo foi detectado ao passar na frente de sol a 1,5 mil anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo

A Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciou dia 17/10 ter localizado o primeiro planeta extra-solar "normal", batizado de Corot-9b, que poderá ser estudado em grande detalhe. Exoplaneta, ou planeta extra-solar, é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol.

O 9-b passa regularmente na frente de uma estrela parecida com o Sol a 1.500 anos-luz da Terra.

A descoberta foi viabilizada pela combinação de dados do satélite CoRoT (acrônimo de convecção, rotação de estrelas e trânsito dos planetas extra-solares) e do Harps (high accuracy radial velocity planet searcher), um dos instrumentos embutidos no telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, no Chile. O Harps é considerado o melhor caçador de exoplanetas de que a ciência dispõe atualmente.

"É um planeta normal, temperado, como dúzias que nós já conhecemos, mas este é o primeiro cujas propriedades podemos estudar em profundidade", afirmou Claire Moutou, membro da equipe internacional de 60 astrônomos que fizeram a descoberta. "Corot-9b é o primeiro exoplaneta que realmente parece com planetas em nosso sistema solar", complementou o principal autor da descoberta, Hans Deeg. "É do tamanho de Júpiter, com órbita similar à de Mercúrio."

O CoRoT foi lançado em dezembro de 2006 por um consórcio entre França, agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês), Áustria, Bélgica, Brasil, Alemanha e Espanha.

Mais de 400 exoplanetas já foram identificados até hoje. Corot-9b é especial porque sua distância da estrela que orbita é cerca de dez vezes maior do que qualquer outro corpo dessa categoria já descoberto, portanto tem um clima relativamente "temperado" (entre 160°C e -20°C), com "variações mínimas" entre dia e noite.

O UNIVERSO de Stephen Hawking - O BIG BANG











Haverá vida em Órion?

Astrónomos descobrem todos os elementos chave que possibilitam existência de vida na nebulosa.

A quase 1300 anos-luz da Terra encontra-se um dos mais belos berços de estrelas da nossa galáxia e um dos mais estudados pelo homem. Ali, na imensidade do espaço, uma enorme nuvem de gás de 24 anos-luz de diâmetro está a produzir pelo menos 700 novas estrelas.

Mas há mais - a Nebulosa de Órion, tão brilhante que pode ser observada a olho nu a partir do nosso planeta, alberga no seu interior todos os ingredientes necessários para existir vida.

Ao analisar a luz que nos chega de lá, decompondo o seu espectro de luz na procura de vários elementos, os astrónomos conseguiram detectar as inconfundíveis impressões de moléculas de água ou metano.

Os dados foram recolhidos por HiFi, um dos instrumentos do telescópio espacial Herschel, lançado o ano passado pela Agência Espacial Europeia.

A extraordinária sensibilidade do aparelho conseguiu decompor as emissões luminosas da nebulosa e revelar que se trata de umas das maiores fábricas químicas conhecidas no espaço.

Mas de todos os elementos possíveis, os investigadores centraram-se naqueles que podem ser considerados como “precursores de vida” e encontraram água, monóxido de carbono, metano, óxido de enxofre e todo um conjunto de moléculas que, em combinações adequadas, fazem com que seja possível a existência de vida.

Os astrónomos asseguram que conseguiram obter este espectro em apenas umas horas e afirmam que as moléculas orgânicas “estão em todas as partes” da Nebulosa de Órion.

Isto significa que pode haver vida lá fora? Ou simplesmente os blocos de construção de vida são mais comuns no universo do que se pensava? É cedo para haver respostas, mas talvez as próximas investigações possam lançar mais luz sobre esta intrigante questão.

NASA mostra Hubble e espaço em 3D

NASA estréia documentário em 3D sobre o telescópio espacial Hubble e mostra algumas das mais belas imagens do espaço em 3D.

Se você já pensou em dar uma volta pela Nebulosa Orion, uma olhadinha em sistemas solar próximos ou um zoom em supernovas, esta pode ser a chance.

Em parceria com a IMAX Corporation e a Warner Bros. Pictures, a Agência Espacial Americana lançou ontem um documentário filmado no espaço e narrado pelo ator Leonardo DiCaprio.

O filme mostra como os tripulantes da nave Atlantis, durante a missão STS-125, deram um upgrade nos equipamentos do telescópio.

As filmagens só foram possíveis porque os astronautas receberam treinamento da equipe IMAX 3-D para operar as câmeras no espaço. Em Maio de 2009, a missão registrou os reparos feitos no telescópio, além de cinco caminhadas no espaço.

O filme traz ainda fotos tiradas pelo Hubble e centenas de dados coletados por ele transformados em vôos tridimensionais. Infelizmente, ainda não há previsão de estréia no Brasil.

Maior tempestade do Sistema Solar é estudada


O Observatório Europeu do Sul conseguiu, pela primeira vez, uma visão detalhada do interior da maior tempestade do Sistema Solar.

A Grande Mancha Vermelha, em Júpiter, é uma área tão grande que, dentro dela, caberiam facilmente três Terras.

A visão detalhada do interior permitiu aos cientistas fazer o primeiro mapa da tempestade gigante que liga temperatura, ventos, pressão e composição às suas cores. Instrumentos permitiram aos astrônomos medir parâmetros como temperatura e amônia dentro e ao redor da tempestade, o que os levou a entender melhor os padrões de circulação do fenômeno tanto espacialmente quanto ao longo do tempo.

Ao longo de um ano, notou-se que as tempestades são muito estáveis, apesar de turbulentas.

O “olho” gigante de Júpiter é uma região fria com média de -160º C e um dos dados mais interessantes foi a descoberta de que seu centro é 3 ou 4º C mais quente que o restante. Essa diferença de temperatura é o suficiente para fazer com que o giro, que normalmente é anti-horário, mude para uma circulação horária no centro da tempestade.

As observações permitem pela primeira vez que os cientistas afirmem que há um elo entre as condições do meio ambiente (temperatura, vento, pressão e composição) e a cor da Grande Mancha Vermelha.

Cientistas observam produção em massa de estrelas há 10 bilhões de anos

da BBC Brasil

Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade cem vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.

Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, no Reino Unido, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.

"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão [período de crescimento rápido]", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.

A pesquisa, publicada no site da revista científica "Nature", revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram cem vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.

"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.

A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.

"Sorte de principiante"

"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estavam se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.

A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.

Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos-luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.

Sonda da NASA fotografa Nebulosa Coração

A sonda WISE, Wide-Field Infrared Survey Explore, registrou uma nebulosa a seis mil anos-luz da Terra.

Conhecida como Nebulosa Coração, ou IC 1805, ela é uma região de formação de novas estrelas, rica em poeira e gás.

Localizada na constelação de Cassiopéia, ela foi registrada pelas câmeras infravermelhas da Agência Espacial Norte Americana.

Efemérides

Radar da Nasa descobre gelo no Polo Norte da Lua

Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Pólo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa. Foto:Ho/AFP

WASHINGTON (AFP) - Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Polo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa.
O radar Mini-SAR da agência espacial norte-americana identificou mais de 40 pequenas crateras de 1,6 a 15 quilômetros, todas cheias de gelo.
"Embora o total de gelo dependa de sua espessura em cada cratera, estima-se que poderá haver pelo menos 600 milhões de toneladas métricas de água congelada", indicou a Nasa em um comunicado.
A descoberta ocorre poucas semanas depois de o presidente Barack Obama ter frustrado as ambições dos Estados Unidos de retornarem com astronautas à Lua.
A descoberta "mostra que a Lua é um destino mais interessante e atraente no aspecto científico, operacional e de exploração do que as pessoas pensavam anteriormente", indicou Paul Spudis, principal pesquisador do experimento Mini-SAR no Lunar and Planetary Institute de Houston, Texas (sul).
O Mini-SAR passou o último ano mapeando as crateras lunares que estão permanentemente na sombra e que não são visíveis da Terra, usando as propriedades de polarização das ondas de rádio.
As descobertas do radar, que serão divulgadas no jornal Geophysical Research Letters, seguem as descobertas de outros instrumentos da Nasa e se somam às informações científicas sobre as diversas formas de água encontradas na Lua.
O Moon Mineralogy Mapper da Nasa, também a bordo do satélite indiano Chandrayaan-1, descobriu moléculas de água nos pólos da Lua, enquanto que o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS) da Nasa detectou vapor de água.
Os cientistas indianos da missão Chandrayaan-1 -um satélite lançado em outubro de 2008 que deve orbitar dois anos ao redor da Lua- confirmaram as descobertas norte-americanas, após a análise das ondas luminosas captadas pelos instrumentos norte-americanos.

Buraco negro barra crescimento de galáxia

de INFO Online

Novos dados coletados pela NASA revelam como um enorme buraco negro está impedindo o crescimento de sua galáxia hospedeira, a NGC 1068.

As imagens em raio-X do Observatório Chandra revelam um buraco negro de grande massa e que cresce rapidamente, soprando material do centro da galáxia a cerca de 1,6 milhão de km/h.

Esse vento é criado provavelmente quando gás é acelerado e aquecido enquanto gira ao redor do buraco negro, que puxa para si uma parte desse material mas expele a outra rumo ao espaço.

A cada ano, uma quantidade equivalente a dezenas de vezes a massa do Sol é depositada a mais de três mil anos-luz do buraco. Esse vento provavelmente carrega energia o suficiente para aquecer mais gás e impedir a formações de novas estrelas.

Essas observações ajudam a explicar como um buraco-negro de grande massa pode alterar a evolução de sua galáxia hospedeira. A NGC 1068 está a 50 milhões de anos-luz da Terra, e seu buraco-negro é cerca de duas vezes maior do que aquele que se encontra no centro da Via Láctea.

As observações em raio-X aparecem em vermelho; a luz visível, captada pelo Telescópio Hubble, aparece em verde e freqüências de rádio em azul

Planeta gigante vai ser destruído pela sua estrela, dizem astrônomos

Representação artística do WASP-12b: perto demais do seu sol (Imagem/ESA)

Um planeta fora do Sistema Solar está proporcionando uma oportunidade única para astrônomos observarem como “morre” um corpo celeste. O planeta WASP-12b, que fica na constelação de Auriga, está gradativamente sendo sugado pela estrela em torno da qual orbita (chamada de WASP-12, que fica a 867 anos-luz da Terra), e o fim não está longe.

Descoberto em 2008, o planeta é extremamente quente (cerca de 2500°C), e tem 1,5 vezes a massa de Júpiter e tem quase o dobro de seu tamanho – como seu “irmão” do Sistema Solar, também é composto por gases. Os cientistas sempre tentaram entender o que causava as altas temperaturas e o tamanho do WASP-12b, e um grupo de astrônomos das universidades da Califórnia e de Beijing descobriram que a chave de tudo está na curta distância entre o planeta e sua estrela: “apenas” 1,6 milhões de quilômetros, o que faz com que seu “ano” (o tempo que demora para dar uma volta completa em torno do astro) seja de apenas 26 horas.

O que os astrônomos descobriram agora, e publicaram esta semana na revista científica Nature, A força gravitacional dos dois, por estarem tão próximos, causa um fenômeno parecido com uma maré intensa. Se na Terra a maré faz com que os oceanos apenas avancem e se retraiam alguns metros, no WASP-12b ela tem dois efeitos. De um lado, ela causa seu tamanho exagerado (já que a força da gravidade causa fricções que fazem com que os gases se expandam) e de outro, ela faz com que a estrela “sugue” gases da sua atmosfera, na razão de 6 bilhões de toneladas por segundo. “A previsão é que o planeta desapareça em 10 milhões de anos. Parece muito tempo, mas para a Astronomia é uma fração de segundo. Este planeta vai viver apenas 0,2% do tempo de existência da Terra até agora,” compara Shu-lin Li, dos Observatórios Nacionais Astronômicos da China, que liderou o estudo.

Exposição mostra manuscritos originais da teoria da relatividade geral

O professor Hanoch Gutfreund, curador da exibição, mostra papéis escritos por Albert Einstein. A exposição em Jerusalém mostra pela primeira vez 46 páginas originais da teoria da relatividade geral, concluída em 1915 e publicada no ano seguinte. A descoberta de Einstein traz importantes conclusões sobre as relações entre a gravidade, o tempo e o espaço. (Foto: Ronen Zvulun/Reuters)

Vários manuscritos originais de Albert Einstein estão disponíveis na internet no site Einstein Archives Online.

'Máquina do Big Bang' poderá desvendar o universo escuro

LHC poderá ser a primeira máquina a revelar características do universo escuro.

Acelerador de partículas tenta simular condições da criação do universo e provar existência da matéria escura.

GENEBRA - A matéria escura, que os cientistas acreditam que forme até 25% do universo, mas cuja existência nunca foi provada, poderá ser detectada pelo acelerador de partículas gigante da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), disse nesta segunda-feira, 8, o diretor-geral do centro de pesquisas.

Rolf-Dieter Heuer afirmou em uma entrevista coletiva que alguma evidência da matéria poderá surgir até mesmo no curto prazo a partir do acelerador de partículas destinado a recriar as condições do Big Bang, o nascimento do universo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões de anos.

"Não sabemos o que é a matéria escura", disse Heuer, diretor do Cern que fica na fronteira entre Suíça e França, nas proximidades de Genebra.

"Nosso Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderá ser a primeira máquina a nos dar um insight sobre o universo escuro", disse ele. "Estamos abrindo a porta para a Nova Física, para um período de descobertas."

Astrônomos e físicos afirmam que apenas 5 por cento do universo é conhecido atualmente e que o remanescente invisível consiste de matéria escura e de energia escura, que formam cerca de 25 por cento e 70 por cento, respectivamente.

"Se formos capazes de detectar e compreender a matéria escura, nosso conhecimento vai se expandir para abarcar 30 por cento do universo, um enorme passo adiante", afirmou Heuer.

O LHC, a maior experiência científica do mundo centralizada num túnel subterrâneo oval de 27 quilômetros, está atualmente em atividade para, até o final do mês, colidir partículas com a maior energia já alcançada.

estadao.com.br

A Estrela da Tarde está de volta - Como avistar Vênus

Posição do planeta Vénus, ao pôr-do-Sol, no dia 4 de Março.

Conjunção de três planetas, Vénus, Marte e Saturno, em Agosto.

Desde o Verão passado que os planetas dominantes do céu nocturno têm sido Júpiter e mais tarde Saturno, mas isso agora mudou. Vénus está a emergir.

Vénus está mais perto do Sol do que a Terra, por isso o seu ano - o tempo que leva a dar uma volta ao Sol - é muito mais curto que o nosso. À medida que Vénus orbita o Sol, alterna entre o céu diurno e nocturno.

Após a sua última passagem pelo céu da manhã, Vénus pareceu passar por trás do Sol - o que os astrónomos chamam de "conjunção superior" - no dia 11 de Janeiro. Durante semanas não foi visível, embebido profundamente no brilho do Sol. A cada dia que passava, movia-se um pouco para Este e afastando-se da nossa estrela.

Vénus agora está baixo a Oeste ao pôr-do-Sol, uma "estrela da tarde" que fica mais alta a cada dia que passa. Quem tiver um horizonte limpo a Oeste, pode já avistar Vénus a olho nu, até mais ou menos uma hora após o pôr-do-Sol. Mas, descobri-lo baixo no horizonte e por entre o brilho cada vez menor do Sol, poderá ser complicado.

Continuando a viajar para Este do Sol durante Março, Vénus em breve tornar-se-á bem visível no céu nocturno a Oeste, mesmo até para o mais casual dos observadores. Aparecendo como um objecto "estelar" esbranquiçado de magnitude -3,9, o nosso planeta-irmão põe-se uma hora depois do Sol no dia 4 de Março. Nesta escala de magnitudes, números mais pequenos representam objectos mais brilhantes, e Vénus é o objecto natural mais brilhante no céu, a seguir ao Sol e à Lua.

Vénus continuará a subir a cada noite. Na primeira semana de Junho, põe-se mais de duas horas e meia depois do Sol. A maior altitude do planeta ao pôr-do-Sol também será por volta desta altura.

Entre 28 de Março e 12 de Abril, Vénus e Mercúrio vão ser um par atractivo no céu a Oeste após o pôr-do-Sol. Entre estas duas datas, estes dois planetas estão a menos de 5 graus entre si, Vénus estando um pouco mais para a esquerda e para cima do mais ténue Mercúrio. A 3 de Abril, estarão à distância mais pequena, a apenas 3 graus entre si.

E no princípio de Agosto, Vénus será parte um "trio planetário," juntando-se aos mais ténues planetas, Marte e Saturno, baixos no céu a Oeste após o pôr-do-Sol.

Vénus alcança a sua maior elongação - a sua maior distância angular -, 46º Este do Sol, no dia 22 de Agosto.

Vénus estará mais brilhante à medida que se aproxima novamente do Sol, alcançando o seu brilho máximo para esta órbita a 22 de Setembro, uma espectacular magnitude -4,56. Isto torna o planeta Vénus à volta de 20 vezes mais brilhante que Sirius, a estrela mais brilhante do céu nocturno. A partir daí, Vénus rapidamente baixa de magnitude, desaparecendo do céu e passando a conjunção inferior a 28 de Outubro.

Em coisa de uma semana, ressurge como "estrela da manhã" a Sudeste.

Muitas pessoas não se apercebem que Vénus também tem fases, tal como a nossa Lua. Entre agora e Outubro, a observação repetida de Vénus com um pequeno telescópio vai mostrar toda a sua colecção de fases e tamanhos do disco.

O planeta aparece agora praticamente cheio (98% iluminado), e será um disco pequeno e deslumbrante. Ficará com uma forma mais gibosa e maior em tamanho aparente no final da Primavera. No final de Agosto, Vénus finalmente alcança o seu Quarto Crescente.

A partir daí, durante o resto do ano, fica cada vez maior em tamanho aparente e com uma fase mais fina, à medida que passa mais perto da Terra. De facto, se usar um telescópio irá notar que enquanto a distância Terra-Vénus diminui, o tamanho aparente do disco de Vénus aumenta, quase que duplicando o seu tamanho actual em 31 de Julho.

Quando Vénus duplicar novamente de tamanho a 23 de Setembro, a sua fase crescente deverá ser facilmente discernível, mesmo até em simples binóculos com 7x de ampliação.

MRO mapeia vastos glaciares subsuperficiais em Marte

Um instrumento de radar na sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA detectou grandes depósitos de gelo glacial a latitudes médias em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/Universidade de Roma/Instituto de Pesquisa do Sudoeste
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Novas imagens de radar obtidas por uma sonda da NASA mostram que vastos glaciares de gelo são comuns em Marte, mas temos que procurar por baixo da superfície para os encontrar.

Estes depósitos de gelo marciano escondido e enterrado foram confirmados pela primeira vez há dois anos atrás, mas estudos recentes do Planeta Vermelho pela Mars Reconnaissance Orbiter estão a revelar novas pistas de como o gelo pode ter aí chegado.

Os cientistas pensam que os glaciares de Marte podem ser "fósseis" de uma altura no seu passado, quando as placas de gelo regional recuaram.

"A hipótese é que toda a área estava coberta por uma camada de gelo durante um diferente período climático, e quando acabou, estes depósitos permaneceram aí, protegidos da atmosfera por uma camada de detritos," afirma Jeffrey Plaut do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia.

O gelo estende-se por centenas de quilómetros, numa região à latitude média de Marte chamada Deuteronilus Mensae.

Plaut e colegas recentemente usaram o instrumento de radar da MRO para compôr um mapa do gelo de Marte, "a partir de mais de 250 observações de uma área com aproximadamente o tamanho do estado da Califórnia."

"Mapeamos toda a área com uma grande densidade de cobertura," afirma Plaut. "Estas não são características isoladas. Nesta área, o radar detecta gelo subsuperficial espesso em muitos locais."

Os investigadores apresentaram o mapa na 41.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que tem lugar esta semana perto da cidade americana de Houston.

Os estudos futuros deste gelo enterrado podem revelar mais sobre as condições ambientais da altura em que foram depositados. Os glaciares podem ser um alvo promissor para uma missão futura a Marte, afirmam os cientistas.

A Mars Reconnaissance Orbiter é a sonda mais poderosa jamais posta em órbita de Marte pela NASA.

Foi lançada em 2005 e alcançou o Planeta Vermelho em Março de 2006. Até à data, a sonda já enviou para a Terra mais de 100 terabits de dados e fotografias. Este valor é superior à soma combinada de todos os dados já enviados pelas outras missões a Marte.

Galáxia do Sombrero

NGC 4594, popularmente conhecida como Sombrero, é uma galáxia espiral com núcleo brilhante rodeado por um disco achatado de material escuro, que fica a 28 milhões de anos-luz de distância, ela é conhecida também como M104 no Catálogo de Messier.

Essa brilhante galáxia é conhecida como sombrero devido a sua aparência característica que se assemelha a um chapéu, foi descoberta em 1912, por Vesto M. Slipher no observatório Lowell.

Nebulosa do Anel

A Nebulosa do Anel (também conhecida por M57 ou NGC 6720), fica a 2.300 anos-luz da Terra, na constelação de Lira. Está entre os mais notáveis exemplos de nebulosa planetária. Foi descoberta por Antoine Darquier de Pellepoix em 1779. Esse nome é porque seus gases parecem um anel ou as pétalas de uma rosa cósmica.

Galáxia de Andrômeda

NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2 900 000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda.

Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho aparente.

A existência da galáxia NGC 224 " relatada no ano 905 pelo astrônomo persa Azofi" que ocupa uma grande área no céu, é o maior corpo celeste visivel o ano inteiro, contudo foi só com a invenção da luneta telescópica que em 1612 o astrônomo alemão Simon Marius pôde observá-la e finalmente "redescobri-la".

Estudiosos e cientistas conseguiram prever, através de uma série de cálculos, que a nossa Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando e colidirão. Teoricamente, o encontro aconteceria em cerca de 5 bilhões de anos, que é o período aproximado do fim do nosso Sol, nesta época, talvez, a vida na Terra nem exista mais da forma como a conhecemos.

Embora exista a possibilidade, os danos que tal colisão causaria são mínimos, e isso se deve ao fato dos espaços entre os astros serem muito grandes, reduzindo drasticamente a chance de colisões, o que também explica o fato de o sistema solar raramente entrar em contato com algum outro corpo celeste ao passar pelas nuvens mais densas da Via Láctea.

Provavelmente a nossa galáxia se fundirá com Andrômeda e ambas formarão uma galáxia elíptica gigante.

Galáxia Triangulum

NGC 598, também conhecida como M33 e galáxia do Triângulo é uma galáxia espiral localizada a cerca de dois milhões e quatrocentos mil anos-luz (aproximadamente 0,735 megaparsecs) de distância na direção da constelação do Triângulo. Possui entre 40 a 60 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 5,5, uma declinação de +30º 39' 37" e uma ascensão reta de 01 horas, 33 minutos e 50,8 segundos.

A galáxia NGC 598 foi descoberta em 1764 por Charles Messier, embora existam indícios de que já tivesse sido observada em 1654.

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