Nebulosa Cabeça de Cavalo


A Nebulosa do Cavalo (ou IC 434) é uma nebulosa escura na constelação de Órion. A nebulosa está localizada logo abaixo de Alnitak, estrela que faz parte do Cinturão de Órion. Está a aproxidamente 1500 anos luz da Terra. É uma das nebulosas mais identificáveis devido a forma de sua nuvem escura de poeira e gases, que é semelhante à de uma cabeça de cavalo. Foi observada pela primeira vez em 1888 por Williamina Fleming na chapa fotográfica B2312 do observatório da Universidade de Harvard.
O brilho vermelho se origina do hidrogênio, gás que predomina por trás da nebulosa, ionizado pela próxima estrela brilhante Sigma Orionis (Alnitak). A escuridão da Cabeça de Cavalo é causado principalmente por uma poeira espessa. Tem cerca de 16 anos-luz de extensão e uma massa total de 300 massas solares.

Quasar Q0957+561 (Ursa Maior)

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O Quasar duplo Q0957+561 foi o primeiro caso confirmado de uma lente gravitacional, efeito previsto pela Teoria Geral da Relatividade de Einstein. Consiste em duas imagens de um mesmo quasar originadas pelo efeito gravitacional de um cluster de galáxias situadas a cerca de 3.5 bilhões de anos-luz. O Quasar, esse, está bem mais longe: estima-se que se situe a cerca de 8,7 bilhões de anos-luz. A luz do quasar foi emitida quando o universo tinha cerca de 1/3 da idade actual. As imagens estão separadas por 6" e têm uma magnitude aparente de 17.

O quasar foi descoberto em 1979.

Colônia de estrelas jovens e quentes em nova imagem do Spitzer

Astrónomos estudaram um grupo quente de estrelas jovens, observando o seu movimento como paparazzis. Uma nova imagem infravermelha capturada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra a maternidade irrequieta da Nebulosa de Orion, situada na espada do caçador associado à famosa constelação. Tal como as estrelas de Hollywood, os corpos celestes não brilham sempre no máximo, mas variam com o tempo. O Spitzer está a observar o espectáculo cósmico, ajudando os cientistas a aprender mais sobre o porquê das estrelas mudarem, e até que ponto a formação planetária desempenha aqui um papel.

"Este é um projecto exploratório. Ninguém fez isto antes num comprimento de onda sensível ao calor da poeira que orbita tantas estrelas," afirma John Stauffer, o investigador principal da pesquisa no Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA. "Estamos a observar muitas variações, que podem ser o resultado de aglomerados ou estruturas deformadas nos discos de formação planetária."

A nova imagem foi obtida depois do Spitzer ter ficado sem líquido refrigerante em Maio de 2009, que marcou o começo da sua missão alargada "quente". Este líquido era usado para arrefecer os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda funcionam normalmente na nova e mais "amena" temperatura de 30 Kelvin (-243º C). Nesta nova fase da missão, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projectos que cobrem uma maior área do céu e que necessitam de maiores tempos de exposição.

Um desses projectos é o programa "Variabilidade de Objectos Estelares Jovens", no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Orionte (M42), estudando o mesmo conjunto de aproximadamente 1500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Já obteve cerca de 80 imagens da região durante 40 dias. Um segundo conjunto de observações será feita no Outono de 2010. As estrelas cintilantes da região têm mais ou menos um milhão de anos - isto poderá invocar pensamentos de um creme anti-envelhecimento para uma estrela de cinema, mas escalas de tempo cósmicas, é muito jovem. O nosso Sol, com uma idade média, tem 4,6 mil milhões de anos.

As estrelas jovens são instáveis, com níveis de brilho que mudam mais do que aquelas já adultas, como o Sol. Também giram mais depressa. Uma razão para os altos e baixos no seu brilho é a existência de manchas frias nas suas superfícies. As manchas frias são o contrário de "manchas velhas" - quanto mais jovem é a estrela, mais tem. As manchas frias aparecem e desaparecem à medida que a estrela gira em torno do seu eixo, mudando a quantidade de luz que chega aos nossos telescópios.

O brilho estelar pode também mudar devido a manchas quentes, provocadas pelo gás do disco de acreção que espirala para a jovem estrela.

"Nos anos 50 e 60, os astrónomos sabiam que as estrelas mais jovens variavam, e postularam que isto tinha algo a ver com o seu processo de formação," acrescenta Stauffer. "Mais tarde, graças a melhores tecnologias, pudémos ver melhor e aprender mais acerca das manchas das estrelas."
O Sptizer é particularmente apto para estudar ainda outra razão do porquê da variabilidade das estrelas. O olho infravermelho do telescópio pode observar os discos poeirentos e quentes que as orbitam. Estes discos são onde os planetas eventualmente se aglomeram e formam. Quando os discos são jovens, podem ter assimetrias, possivelmente provocadas pela formação planetária ou perturbações gravitacionais de planetas recém-formados. À medida que os discos enviesados circulam uma estrela, bloqueiam quantidades diferentes de luz estelar.

Ao recolher mais dados sobre estes discos variáveis, Stauffer e a sua equipa esperam aprender mais sobre o desenvolvimento dos planetas -- não exactamente material para tablóides, mas o drama contínuo de uma grande família estelar.

A Reinvenção do Big Bang

Cientistas anunciaram ontem ter conseguido, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação estão começando a render dividendos”, comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

Este é o maior experimento científico do mundo e consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC sigla em inglês) foi colocado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira da França com a Suíça. As partículas começaram a circular em novembro de 2009. O experimento havia sido fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada, os cientistas tiveram êxito. De acordo com os pesquisadores, a experiência abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder a muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam “Big Bangs em miniatura”, produzindo dados que os cientistas vão passar os próximos anos analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% da velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. [Fonte: Jornal AN]

Perto da Ficção

Acelerador de partículas bate recorde.
Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz
Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.

Duas agulhas chocam-se no Atlântico
O grau de dificuldade da experiência é extremo. Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern, faz uma boa comparação:– Alinhar os feixes de prótons seria o mesmo que disparar duas agulhas, uma de cada lado do Oceano Atlântico, e esperar que elas colidam de frente, no meio do caminho.Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs – a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que, três décadas atrás, sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da energia liberada e da matéria gasosa expelida no Big Bang em massa.Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas.Os cientistas esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do universo. Apenas 5% do universo representa material visível, que reflete a luz.Muitos cosmologistas dizem que portais podem ser abertos, já que podem existir outros universos paralelos e de dimensões além das cinco até agora conhecidas. [Fonte: Jornal DC]

NASA flagra os restos de uma estrela

de INFO Online

Usando dados combinados de dois instrumentos poderosos, a NASA capta os restos finais de uma estrela.

Após a supernova, a poeira remanescente engole uma família de estrelas próxima ao evento.

Nesta imagem da G54.1+0.3, os dados em raios-X do Chandra aparecem em azul e os dados do Spitzer (ondas mais curtas) em verde. A fonte branca perto do centro da imagem é uma densa estrela de nêutron, girando rapidamente – tudo o que restou da estrela original restos de uma explosão.

Seu giro forma um vento de partículas energizadas (captadas pelo Chandra) que se expandem à sua volta iluminando o material ejetado na supernova. Este ambiente único permite aos astrônomos observar a poeira condensada da explosão que, não fosse pelas condições, seria fria demais para emitir infravermelho.

Obama planeja privatizar exploração humana espacial

da Folha de S. Paulo

Pela primeira vez em quase cinco décadas de exploração espacial tripulada, a Nasa pode ficar sem meios próprios de mandar seres humanos para o espaço.

O orçamento que o governo Obama propõe para a agência nos próximos anos, quando os ônibus espaciais se aposentarem, prevê que foguetes comerciais, "terceirizados", levarão astronautas rumo à ISS (Estação Espacial Internacional).

A não ser que ocorra uma reviravolta, é o fim do sonho americano de voltar à Lua na década de 2020. Mas será também o começo do fim da Nasa, e da própria exploração do Sistema Solar por aventureiros humanos?

Depende, para começo de conversa, de como se define "exploração". Defensores da decisão do governo Obama afirmam que o acesso ao espaço por empresas privadas é o futuro do ramo, de qualquer modo, e apostam que o plano tirará o peso inútil das costas da Nasa.

Com isso, a agência poderia se concentrar em fazer ciência de ponta, incluindo a busca de planetas semelhantes à Terra galáxia afora, e no planejamento de missões realmente ambiciosas, como uma ida a Marte.

Já os críticos da proposta temem que a falta de "asas" próprias acabe aleijando a Nasa permanentemente, sem que a iniciativa privada alcance eficiência comparável à da agência em seu auge.

Ideias antigas

"A ideia de deixar a órbita baixa da Terra [onde está a ISS] para empresas licitadas tem sido um tema de discussão na Nasa já faz mais de uma década", diz Roger Launius, historiador da Instituição Smithsonian (EUA) cujo principal tema de pesquisa é a trajetória da agência.

"Mesmo durante a Guerra Fria havia gente que questionava a necessidade de acesso independente ao espaço para astronautas americanos. Transferir as operações em órbita baixa para a iniciativa privada permitiria que a Nasa se concentrasse em sua tarefa de exploração além dessa esfera modesta", afirma Launius.

A proposta do governo Obama é, em parte, uma reação aos rumos não muito animadores tomados pelo programa Constellation, voltado basicamente para o retorno à Lua.

O Constellation nasceu em 2005, como tentativa do então presidente George W. Bush de superar o trauma causado pela morte dos tripulantes do ônibus espacial Columbia durante a volta da nave à Terra, em 2003.

No entanto, mesmo após investimentos de US$ 9 bilhões com o projeto, as chances de chegar à Lua com ele antes de 2030 são mínimas, afirma o administrador da Nasa, o ex-astronauta Charles Bolden.

Questionado nesta semana por um subcomitê da Câmara dos Representantes dos EUA, Bolden disse que, além da demora, os astronautas que viajassem ao satélite natural da Terra não teriam meios de voltar... porque isso não estava previsto no orçamento. "Em sã consciência, eu não poderia recomendar isso ao presidente", declarou.

"Quando o governo Bush anunciou que voltaríamos à Lua e iríamos a Marte, ele se comprometeu com duas missões caríssimas, mas não alocou fundos para elas", resume a astrônoma brasileira Duilia de Mello, do Centro de Voo Espacial Espacial Goddard, da Nasa.

"A agência chegou a cancelar certos projetos para investir nas futuras missões. Agora que trocamos de governo e vivemos uma grande crise econômica, temos novamente de reavaliar as prioridades", afirma.

Muitos se opõem a um retorno à Lua, diz Mello, por duas razões: o custo elevado e o fato de seis missões tripuladas já terem posto os pés lá.

"Acrescentaria pouco para o conhecimento do Sistema Solar", explica. "Já os que são a favor dizem que precisamos mostrar capacidade de sair da Terra em missões tripuladas antes de embarcarmos em projetos mais complexos, como uma ida a Marte".

"Eu, particularmente, sou favorável à solução de contratar uma firma para a construção dos veículos espaciais, desde que seja feita dentro dos padrões Nasa de segurança", afirma Mello, ressaltando que não fala em nome da agência.

Bolden, que tem essa prerrogativa, já afirmou publicamente que "o orçamento do presidente Obama é o meu orçamento" e disse que "não há um plano B" para foguetes feitos pela Nasa que pudessem substituir os ônibus espaciais.

Não é bem o que acham vários dos astronautas do programa Apollo. Jim Lovell, comandante da malfadada Apollo-13, declarou à rede britânica BBC que a decisão de terceirizar as viagens espaciais teria "consequências catastróficas" para a Nasa.

Eugene Cernan, último homem a pisar a Lua, a bordo da Apollo-17, em 1972, afirmou estar "desapontado".

A oposição um tanto saudosista dos dois, no entanto, é café pequeno diante da pressão iniciada pelos congressistas americanos, começando por Estados onde a Nasa tem presença importante (Flórida, Alabama e Texas), mas não restrita a eles.

Há tanto democratas quanto republicanos que questionam a capacidade da indústria de entregar o que o governo Obama deseja. Por isso mesmo, a aprovação do fim do orçamento para o Constellation ainda não pode ser vista como favas contadas.

Decadência?

Para alguns especialistas, cortar os voos tripulados é apenas uma necessidade lógica diante da decadência da criatividade e da capacidade de inovação nesse ramo dentro da Nasa.

"Durante o programa Apollo, a Nasa realmente tinha "the best and brightest" [os melhores e mais brilhantes], foi uma conquista fantástica", diz Gilberto Câmara, diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

"Isso acabou", afirma Câmara, para quem uma cultura burocrática e pouco inovadora se instalou na agência. Para ele, as décadas recentes de exploração tripulada não trouxeram nenhuma aplicação com potencial econômico significativo, ao contrário do que se deu na era Apollo.

Launius discorda, afirmando que não há evidências de que o número de patentes registradas ou artigos científicos publicados por cientistas da Nasa tenha decaído depois da era de ouro da agência. Mello lembra que, em ciência básica, a agência ainda tem grandes projetos para o futuro próximo.

"Há o Telescópio Espacial James Webb, por exemplo, que deverá ser lançado em 2014. Com ele vamos poder ver os confins do Universo, as primeiras estrelas e as primeiras galáxias.

E vamos continuar procurando por planetas semelhantes ao nosso." Resta saber se isso será o suficiente para manter o sonho espacial aceso.

Hubble confirma matéria escura

No mapa feito durante o estudo, as estruturas em branco, ciano e verde estão mais próximas do que aquelas em laranja e vermelho

Uma análise feita pelo Telescópio Espacial Hubble confirmou a existência da misteriosa aceleração cósmica – fenômeno causado por forças invisíveis no Universo.

De acordo com a teoria, o Universo que conhecemos, composto de matéria visível, corresponde a apenas 4% de tudo o que há no cosmos.

Já o Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.

Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível – o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa. Acredita-se que 20% do Universo é composto de matéria escura e, o restante, da chamada energia escura.

Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.

Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.

Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos “pesaram” a distribuição de matéria no espaço.

Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional, misterioso – ou seja, a energia escura.

Fotos de amador impressionam a Nasa

O cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotografias da curvatura da Terra que impressionaram até os técnicos da Nasa (agência espacial americana).

Harrison usou uma câmera barata, que lançou ao céu dentro de uma caixa de isopor amarrada a um balão. Um dispositivo eletrônico ajudou o entusiasta de astronomia a localizar a câmera.

Com a altitude, o balão estourou e Harrison recuperou a câmera e as fotos.

Ele disse que o projeto custou o equivalente a US$ 700.

Astrônomo amador flagra cometa se despedaçando com telescópio on-line

da BBC Brasil

Um astrônomo amador britânico capturou imagens de um cometa se despedaçando, com ajuda de um telescópio acessado remotamente no Havaí, nos Estados Unidos.

Em seu computador na região britânica de Wiltshire, na Inglaterra, Nick Howes tirou fotos que mostram o núcleo congelado de um cometa se despedaçando.

Ele controlou o telescópio remotamente através do Faulkes Telescope Project, um projeto da universidade britânica de Cardiff que permite que pessoas em qualquer parte do mundo acessem o equipamento via internet.

"Isso mostra o que é possível quando astrônomos amadores conseguem pôr às mãos em telescópios tão poderosos", disse Paul Roche, que coordena o projeto.

Escolas

O projeto foi criado pela faculdade de Física e Astronomia da universidade para ajudar crianças a estudarem ciências. O projeto oferece acesso remoto a telescópios na ilha de Mauí, no Havaí, e no observatório de Siding Spring, na Austrália.

Com ajuda do telescópio de US$ 10 milhões no Havaí, Howes capturou na quinta-feira passada seis imagens que mostram o pedaço de gelo enorme que se separou do núcleo do cometa C2007 C3.

Um segundo grupo de imagens obtidas no dia seguinte mostrou que o novo fragmento ainda está seguindo o cometa.

"Como o núcleo do cometa tem geralmente dezenas de quilômetros, o fragmento provavelmente é do tamanho de uma montanha, e vai acabar se tornando um pequeno cometa, na medida em que ele for se separando do cometa que o originou", disse Roche.

Espera-se agora que astrônomos profissionais sigam a descoberta de Howe usando instrumentos como o telescópio espacial Hubble.

"Nós esperamos envolver escolas na observação de cometas nas próximas semanas, para que possamos ver o que acontece com esse novo fragmento", disse Paul Roche.

Ele espera que a descoberta anime outros astrônomos a usarem o telescópio para pesquisa e para ajudar com novas descobertas científicas.

No ano passado, outro astrônomo amador, trabalhando com várias escolas britânicas dentro do Faulkes Telescope Project, descobriu o asteroide com a rotação mais rápida do sistema solar. Mais de 200 escolas britânicas usaram os telescópios do projeto para apoio às aulas.

NASA fotografa primavera em Marte

Paula Rothman, de INFO Online

A NASA fez mais um flagra da surpreendente paisagem marciana – dessa vez, capturando um fenômeno que só ocorre na primavera.

A chegada da estação em Marte não significa flores, como para nós terráqueos, mas causa a formação de curiosos padrões sobre o gelo.

É na primavera que o gelo seco que cobre as dunas do pólo norte do planeta desaparece por meio da sublimação - passando diretamente para o estado gasoso sem se tornar líquido antes.

Com isso, a areia negra basáltica que fica coberta de gelo é carregada para cima e cria esses depósitos na superfície. A continuidade do padrão sugere que eles se formaram ao mesmo tempo, quando a direção e velocidade do vento eram as mesmas.

Jipe-robô faz primeira foto de Marte que ele escolheu por conta própria

Upload de software ‘ensinou’ Opportunity a tomar decisões.
Sonda captou imagem ao completar 2.172 dias de missão.

Do G1, em São Paulo

Mais velho e mais sabido - A imagem acima resulta da primeira observação de um alvo selecionado de modo autônomo por uma sonda em Marte, informou a Nasa. Durante o dia marciano (chamado “Sol”) número 2.172 de sua missão no planeta vermelho, o jipe-robô Opportunity usou um software recentemente carregado que o tornou capaz de restringir uma área, a partir de uma visualização de ângulo largo, e apontar sua câmera panorâmica para observar o alvo selecionado através de 13 diferentes filtros. O novo software foi batizado de Autonomous Exploration for Gathering Increased Science (Aegis). crédito da imagem: Nasa / JPL-Caltech/Cornell University.

Agência de astronomia europeia anuncia descoberta de planeta extra-solar 'normal'

Exoplaneta poderá ser analisado 'em detalhes', afirma a ESO.
Corpo foi detectado ao passar na frente de sol a 1,5 mil anos-luz da Terra.

Do G1, em São Paulo

A Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciou dia 17/10 ter localizado o primeiro planeta extra-solar "normal", batizado de Corot-9b, que poderá ser estudado em grande detalhe. Exoplaneta, ou planeta extra-solar, é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol.

O 9-b passa regularmente na frente de uma estrela parecida com o Sol a 1.500 anos-luz da Terra.

A descoberta foi viabilizada pela combinação de dados do satélite CoRoT (acrônimo de convecção, rotação de estrelas e trânsito dos planetas extra-solares) e do Harps (high accuracy radial velocity planet searcher), um dos instrumentos embutidos no telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, no Chile. O Harps é considerado o melhor caçador de exoplanetas de que a ciência dispõe atualmente.

"É um planeta normal, temperado, como dúzias que nós já conhecemos, mas este é o primeiro cujas propriedades podemos estudar em profundidade", afirmou Claire Moutou, membro da equipe internacional de 60 astrônomos que fizeram a descoberta. "Corot-9b é o primeiro exoplaneta que realmente parece com planetas em nosso sistema solar", complementou o principal autor da descoberta, Hans Deeg. "É do tamanho de Júpiter, com órbita similar à de Mercúrio."

O CoRoT foi lançado em dezembro de 2006 por um consórcio entre França, agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês), Áustria, Bélgica, Brasil, Alemanha e Espanha.

Mais de 400 exoplanetas já foram identificados até hoje. Corot-9b é especial porque sua distância da estrela que orbita é cerca de dez vezes maior do que qualquer outro corpo dessa categoria já descoberto, portanto tem um clima relativamente "temperado" (entre 160°C e -20°C), com "variações mínimas" entre dia e noite.

O UNIVERSO de Stephen Hawking - O BIG BANG











Haverá vida em Órion?

Astrónomos descobrem todos os elementos chave que possibilitam existência de vida na nebulosa.

A quase 1300 anos-luz da Terra encontra-se um dos mais belos berços de estrelas da nossa galáxia e um dos mais estudados pelo homem. Ali, na imensidade do espaço, uma enorme nuvem de gás de 24 anos-luz de diâmetro está a produzir pelo menos 700 novas estrelas.

Mas há mais - a Nebulosa de Órion, tão brilhante que pode ser observada a olho nu a partir do nosso planeta, alberga no seu interior todos os ingredientes necessários para existir vida.

Ao analisar a luz que nos chega de lá, decompondo o seu espectro de luz na procura de vários elementos, os astrónomos conseguiram detectar as inconfundíveis impressões de moléculas de água ou metano.

Os dados foram recolhidos por HiFi, um dos instrumentos do telescópio espacial Herschel, lançado o ano passado pela Agência Espacial Europeia.

A extraordinária sensibilidade do aparelho conseguiu decompor as emissões luminosas da nebulosa e revelar que se trata de umas das maiores fábricas químicas conhecidas no espaço.

Mas de todos os elementos possíveis, os investigadores centraram-se naqueles que podem ser considerados como “precursores de vida” e encontraram água, monóxido de carbono, metano, óxido de enxofre e todo um conjunto de moléculas que, em combinações adequadas, fazem com que seja possível a existência de vida.

Os astrónomos asseguram que conseguiram obter este espectro em apenas umas horas e afirmam que as moléculas orgânicas “estão em todas as partes” da Nebulosa de Órion.

Isto significa que pode haver vida lá fora? Ou simplesmente os blocos de construção de vida são mais comuns no universo do que se pensava? É cedo para haver respostas, mas talvez as próximas investigações possam lançar mais luz sobre esta intrigante questão.

NASA mostra Hubble e espaço em 3D

NASA estréia documentário em 3D sobre o telescópio espacial Hubble e mostra algumas das mais belas imagens do espaço em 3D.

Se você já pensou em dar uma volta pela Nebulosa Orion, uma olhadinha em sistemas solar próximos ou um zoom em supernovas, esta pode ser a chance.

Em parceria com a IMAX Corporation e a Warner Bros. Pictures, a Agência Espacial Americana lançou ontem um documentário filmado no espaço e narrado pelo ator Leonardo DiCaprio.

O filme mostra como os tripulantes da nave Atlantis, durante a missão STS-125, deram um upgrade nos equipamentos do telescópio.

As filmagens só foram possíveis porque os astronautas receberam treinamento da equipe IMAX 3-D para operar as câmeras no espaço. Em Maio de 2009, a missão registrou os reparos feitos no telescópio, além de cinco caminhadas no espaço.

O filme traz ainda fotos tiradas pelo Hubble e centenas de dados coletados por ele transformados em vôos tridimensionais. Infelizmente, ainda não há previsão de estréia no Brasil.

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