ESO - Observações VLT de explosão de raios gama revelam ingredientes surpreendentes em galáxias primordiais


Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a breve mas brilhante luz de uma explosão de raios gama distante para investigar a composição de galáxias muito distantes. Surpreendentemente as novas observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO revelaram duas galáxias no Universo primordial mais ricas em elementos pesados que o Sol. As duas galáxias podem encontrar-se em processo de fusão. Tais processos no Universo primitivo originam a formação de muitas estrelas novas, podendo dar origem a explosões de raios gama.

As explosões de raios gama são as explosões mais brilhantes do Universo [1]. São inicialmente observadas por observatórios que se encontram em órbita terrestre, que detectam a curta explosão inicial de raios gama. Depois de localizadas as suas posições, são imediatamente estudadas utilizando telescópios de grandes dimensões instalados no solo, que detectam a radiação visível e infravermelha remanescente emitida ainda nas horas e dias que se seguem à explosão inicial. Uma destas explosões, chamada GRB 090323 [2], foi inicialmente detectada pelo Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray da NASA. Pouco tempo depois, o sinal emitido foi observado pelo detector de raios X do satélite Swift da NASA e pelo sistema GROND do telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Chile (eso1049). Esta explosão foi estudada detalhadamente pelo Very Large Telescope (VLT) do ESO, apenas um dia depois da explosão inicial.

As observações obtidas com o VLT mostram que a luz brilhante emitida pela explosão de raios gama passou através da própria galáxia hospedeira e também de outra galáxia próxima. Estas galáxias estão sendo observadas tal como eram há 12 bilhões de anos atrás [3]. Galáxias tão distantes estão raramente envolvidas neste tipo de fenômenos.

“Quando estudamos a radiação emitida por esta explosão de raios gama não sabíamos o que iríamos encontrar. Foi surpreendente descobrir que o gás frio existente nestas duas galáxias do Universo primitivo tem uma composição química tão inesperada,” explica Sandra Savaglio (Instituto Max-Planck para a Física Extraterrestre, Garching, Alemanha), autora principal do artigo científico que descreve este estudo. “Estas galáxias têm mais elementos pesados do que o observado em qualquer galáxia do Universo primordial. Não esperávamos que o Universo estivesse tão cedo já tão evoluído em termos químicos.”

Quando a radiação da explosão de raios gama passou através das galáxias, o gás aí contido atuou como um filtro e absorveu parte desta radiação em certos comprimentos de onda. Sem a explosão de raios gama estas galáxias tênues seriam completamente invisíveis. Ao analisar cuidadosamente as impressões digitais dos diferentes elementos químicos, a equipe conseguiu determinar a composição do gás frio destas galáxias muito distantes e em particular descobriu o seu rico conteúdo em elementos pesados.

Espera-se que as galáxias no Universo primitivo tenham menor quantidade de elementos pesados do que as galáxias no Universo atual, tais como a Via Láctea. Os elementos pesados são produzidos ao longo da vida e morte de várias gerações de estrelas, que gradualmente vão enriquecendo o gás das galáxias [4]. Os astrônomos utilizam o enriquecimento químico das galáxias para determinar em que período das suas vidas estas se encontram. No entanto e surpreendentemente, estas novas observações revelaram que algumas galáxias são já muito ricas em elementos pesados numa altura correspondente a menos de dois bilhões de anos depois do Big Bang, algo inimaginável até agora.

O par de galáxias jovens descoberto deve estar formando estrelas a uma taxa extremamente elevada, de modo a poder enriquecer tanto e tão depressa o gás frio. Uma vez que as duas galáxias estão tão próximas uma da outra, é possível que se encontrem em processo de fusão, o que dará origem a formação estelar quando as nuvens de gás colidem entre si. Os novos resultados apoiam também a ideia de que as explosões de raios gama podem estar associadas a formação estelar intensa.

Formação estelar tão violenta como esta poderá ter cessado muito cedo na história do Universo. Doze bilhões de anos mais tarde, ou seja, agora, os restos de tais galáxias conteriam um grande número de restos estelares tais como buracos negros e anãs brancas frias, formando uma população de “galáxias mortas” difíceis de detectar, apenas sombras tênues de como teriam sido nas suas juventudes brilhantes. Encontrar tais cadáveres atualmente seria um grande desafio.

“Tivemos muita sorte em observar a GRB 090323 quando ainda estava suficientemente brilhante, de tal modo que foi possível obter observações muito detalhadas com o VLT. As explosões de raios gama permanecem brilhantes apenas por curtos espaços de tempo, por isso conseguir dados de boa qualidade é muito difícil. Esperamos poder observar novamente estas galáxias num futuro não muito longínquo quando tivermos disponíveis instrumentos mais sensíveis. Estes objetos seriam um alvo ideal para o E-ELT,” conclui Savaglio.


Repouso e Movimento: Isaac Newton - Biografia

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Curiosity à caminho de Marte

Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte


Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira(23/11/2011) que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho. 

Um modelo em tamanho real do robô Curiosity que a Nasa enviará a Marte. Foto: The New York Times
"O lançamento neste sábado e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial. 

O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília). 

Depois de uma viagem de 9,65 milhões de km nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte. 

"Os Estados Unidos são o único país do mundo que levou a Marte e já fez operar em sua superfície os exploradores robóticos", lembrou Harman. "Mas este, o Curiosity, é um robô com esteroides". 

O Curiosity pesa 1 t e tem 3 m de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água. "O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar sua bota em Marte", disse. 

O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele. 

"Na sexta-feira, levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível". 

O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô. Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012. 

O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida. 

Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra. 

O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens. Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las. 

A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível. 

"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas. 

O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia. 


EU MAIOR


"EU MAIOR traz uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes de diferentes áreas, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas. Um filme sobre questões essenciais e universais, numa época de grandes transformações e desafios, que pedem níveis mais altos de discernimento e consciência individual.
Com duração prevista de 100 minutos, EU MAIOR está em fase de produção. O filme ficará pronto no final de 2011, e será distribuído progressivamente em cinema, tv, dvd e internet - onde a veiculação será gratuíta. Neste site você poderá saber mais sobre o documentário, assistir a trechos das entrevistas que já foram gravadas, e juntar-se às pessoas e instituições que estão apoiando este projeto inovador."


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NASA recruta novos astronautas

A agência espacial norte-americana, a NASA, abriu nesta terça-feira(15/11/2011) inscrições para candidatos que sonharam, ou sonham um dia em ser astronauta. Charles Bolden, diretor da NASA, fez esse anúncio durante uma coletiva de apresentação dos cinco novos astronautas da turma de 2009.

Essa turma de 2009 é a primeira que se formou em uma nova fase de vôos espaciais para os Estados Unidos, após o fim da era de viagens ao espaço com “ônibus” espaciais. A NASA irá recrutar novos astronautas através da página de empregos federais USAJobs.gov onde tudo é explicado, como os requisitos para os candidatos, assim também como o salário que irá ficar entre US$ 64.724,00 à US$ 141.715,00 anuais.

Com o lema “NASA, onde o céu não é o limite”, a agência espacial norte-americana espera conseguir acrescentar em suas fileiras entre nove a quinze novos astronautas, que serão escolhidos em 2013. Os cidadãos americanos, maiores de idade, candidatos a uma vaga, deverão ter uma titulação acadêmica superior em uma dessas graduações: Biologia, Engenharia, Física ou Matemática, além de três anos de experiência profissional.

Com todas essas exigências, o que também será levado em conta, será o candidato que tenha realizado um mestrado em conta com experiência no ensino e ter os requisitos físicos exigidos, como ter uma estrutura entre 1,57 e 1,90 metros, uma pressão sanguínea que não exceda 140/90 milímetros de mercúrio e uma visão perfeita. Mesmo não havendo limite de idade, os selecionados na maioria das vezes costumam ter entre 26 e 40 anos. Mas vale lembrar, para quem estiver interessado em se inscrever a uma das vagas, as inscrições se encerra no dia 27 de janeiro de 2012.

Leonid Fireball; Moon; Orion (2011.11.18)


Na madrugada de 18 de novembro de 2011, o astrofotógrafo Nick James filmou uma bola de fogo durante a chuva de meteoros Leonídeos. A lua é visível à esquerda, a constelação de Orion à direita e Sirius, a estrela mais brilhante no céu da Terra a noite está apenas saindo das árvores.

Symphony of Science - Onward to the Edge!



mp3:http://bit.ly/oRYyiV - A musical celebration of the importance and inspirational qualities of space exploration (human and robotic), as well as a look at some of the amazing worlds in our solar system. Featuring Neil deGrasse Tyson, Brian Cox, and Carolyn Porco.

"Onward to the Edge" is the 12th installment in the Symphony of Science series. Materials used in this video are from :

My Favorite Universe #7 - Onward to the Edge (http://www.youtube.com/watch?v=LEYoTwFBqFs)
BBC Wonders of the Solar System
Carolyn Porco TED talk (http://www.youtube.com/watch?v=xxXa9pxwzoY)
NatGeo "Guide to the Planets"

Thanks for watching!

Lyrics:

[Neil deGrasse Tyson]
The act of moving onward means we pass these sign posts
One of them was first leaving earth
The next one is hanging out on the moon
What's next? The planets

Onward to the edge
We're moving onward to the edge
Here we are together
This fragile little world

[Brian Cox]
This is our sun
Just another star in a sea of stars
The heart of the solar system
Just another star in a sea of stars

Mercury is the closest planet
This tortured piece of rock has been stripped naked

[Tyson]
The moon has a sky
It has a horizon
It's another world

It's got earth in the sky
Just the way we have the moon in the sky

(refrain)

We're not the only world to think about
Worlds unnumbered
We're not the only world to think about
Think about worlds unnumbered

[Carolyn Porco]
There is a powerful recognition
That stirs within us
When we see our own little blue ocean planet
In the skies of other worlds

The Saturn system
Offers splendor beyond compare
Because of its rings
And very diverse moons

[Tyson]
These are no longer abstractions
These are worlds
Maybe there's life there
They've changed how we think about Earth

[Cox]
"A mote of dust suspended in a sunbeam
The pale blue dot" (Carl Sagan)

(refrain)

The laws of nature create
Vastly different worlds
With the tiniest of changes

[Tyson]
When I reach to the edge of the universe
I do so knowing that along some paths of cosmic discovery
There are times when, at least for now,
One must be content to love the questions themselves

EU MAIOR - entrevista com Marcelo Gleiser

Marcelo Gleiser - "Felicidade é você poder escolher ao que você vai se prender. Felicidade e liberdade são duas coisas que andam de mãos juntas. Ser livre é poder escolher ao que você pode se prender. Essa possibilidade da escolha é muito grande. Uma pessoa que tem essa possibilidade de escolher ao que vai se prender, quais são os compromissos profissionais, emocionais que vai assumir, é uma pessoa livre e, portanto, feliz."



http://www.eumaior.com.br/

APOLO11.COM - Russos pedem ajuda para tentar salvar sonda Phobos


A agência espacial russa está solicitando a astrônomos e observadores independentes informações óticas capazes de determinar as reais condições da sonda russa Phobos-Grunt. O objetivo é saber com exatidão se a sonda está na posição correta ou se houve alguma mudança após a tentativa mal sucedida de ignição dos foguetes, na última terça-feira.



Ao que tudo indica, os centro de controle da missão perdeu parte do controle sobre a sonda, que está impedindo a recepção dos dados telemétricos que informam a real posição da Phobos dentro da órbita. Sem conhecer esse parâmetro, chamado no jargão espacial de "atitude", fica quase impossível enviar dados ou um novo software de controle.

De acordo com um porta-voz da agência espacial russa, Roskosmos, os engenheiros acreditam que a nave esteja em "modo de segurança", aguardando comandos de terra. No entanto, ao pedir relatos de observadores visuais a agência dá a entender que não sabe exatamente qual a posição da sonda e que a telemetria não está enviando dados que possam determinar como a sonda está posicionada dentro da órbita.

Apesar de saber a localização do satélite com bastante precisão, a Phobos pode estar "de costas", "de lado", "de cabeça para baixo", girando, etc. Isso faz com que a posição das antenas também seja desconhecida, dificultando as tentativas de contato ou nova ignição dos foguetes.

A sonda está em uma órbita muito baixa, de 340 km x 208 km e completa uma revolução ao redor da Terra a cada 90 minutos. Suas passagens são muito rápidas e as observações requerem câmeras especiais de alta velocidade, capazes de registrar nuances muito pequenas no brilho, que podem identificar o movimento de rotação e também conhecer "como" a sonda se move dentro da órbita, a sua "atitude".




Segundo Sergey Barabanov, diretor do Observatório de Astronomia de Zvenigorod, INASAN, câmeras desse tipo são encontradas em observatórios militares como Pamirs ou Nikolayev na Rússia e Irkutsk, na Ucrânia.

"Temos muitas hipóteses sobre o que pode ter acontecido, o que envolve métodos diferentes de ressuscitação", disse um dos engenheiros do projeto. "O pior cenário é o da sonda não estar ouvindo os sinais de terra, o que seria lamentável", explicou.





Nesta sexta-feira os engenheiros deverão tentar contato com a Phobos através de dois complexos de comunicação usados para pesquisa interplanetária. A sonda passa duas vezes ao dia sobre essas estações e o objetivo será receber sinais telemétricos que informem se os dispositivos estão em condições normais e se os painéis solares estão abertos e mantendo as baterias carregadas.

Reentrada
Como todo o satélite que orbita a Terra, se não for impulsionada em direção a Marte a sonda Phobos-Grunt também deverá reentrar na atmosfera em breve. Os últimos cálculos feitos pelo Apolo11 e apresentados pelo Satview mostram que a queda ocorrerá em fevereiro de 2013, com elevado grau de incerteza sobe essa data. Até ontem, os valores apontavam que a reentrada ocorreria em menos de 60 dias. A Phobos pesa 13.700 quilos.

Para rastrear a sonda Phobos-Grunt pelo SatView, clique aqui Para saber mais sobre a missão Phobos-Grunt, clique aqui

Media: No topo, sonda Phobos-Grunt (Solo de Phobos) durante a fase de testes. Na sequência, lançamento da sonda em 9 de novembro e posição estimada em 11 de novembro de 2011 às 07h44 pelo horário de Brasília. Créditos: Roskosmos, Youtube, Satvie.org, Apolo11.com.

The Butterfly Nebula from Hubble


NGC 6302 (também chamada de Nebulosa Borboleta), é uma nebulosa planetária bipolar na constelação do Escorpião. A estrutura da nebulosa é um dos mais complexos já observados em Nebulosas planetárias. 

O espectro de NGC 6302 mostra que sua estrela central é uma das mais quentes objetos da galáxia, com uma temperatura de superfície superior a 200 mil Kelvins, o que implica que a estrela do qual se formou deve ter sido muito grande.

A estrela central, uma anã branca, só foi descoberta recentemente (Szyszka et al. 2009), usando a câmera WFC3 atualizado a bordo do Telescópio Espacial Hubble. 

A estrela tem uma massa atual de cerca de 0,64 massas solares. É cercada por um disco particularmente denso composto por gás e poeira.

Rússia não consegue estabelecer contato com sonda espacial

As tentativas de estabelecer contato com a sonda russa Phobos-Grunt, que permanece na órbita terrestre, não deram nenhum resultado por enquanto. As tentativas de retomar o controle da sonda foram realizadas ontem à noite (09/11/2011), quando o aparelho estava na zona de visibilidade das estações de acompanhamento russas.

Um falha impediu que a sonda espacial russa Phobos-Grunt seguisse rumo a Marte. Ela ficou presa em órbita nesta quarta após falhas no equipamento e causa preocupação, pois pode se espatifar e liberar toneladas de combustível muito tóxico na Terra, a menos que engenheiros consigam colocá-la no rumo correto.

"Nas últimas horas, os especialistas do centro de comando de terra realizaram várias tentativas, mas a sonda não responde e são cada vez menores as possibilidades de êxito", disse um analista da base cazaque de Baikonur à agência "Interfax".

A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que as possibilidades de conseguir reaver a sonda e enviá-la a Marte são "muito pequenas".

A Phobos-Grunt, lançada nesta terça-feira de Baikonur, devia chegar a Marte, mas uma falha ainda não esclarecida deixou a sonda, de 13,5 toneladas de massa, perdida na órbita terrestre.

A Roskosmos (agência espacial russa) declarou que há possibilidades de recuperar o aparelho, já que este conserva todo seu combustível e seus acumuladores não se esgotaram. No entanto, alguns especialistas se mostram cada vez mais pessimistas sobre o destino da sonda.

"Em minha opinião, a Phobos-Grunt está perdida. A probabilidade de isso ter acontecido é muito alta", declarou o general Vladimir Uvárov, ex-responsável de assuntos espaciais das Forças Armadas da Rússia.

"Parece que estamos diante de uma falha mais séria, que não é produto de um erro intelectual, mas tecnológico", destacou o militar em entrevista publicada hoje pelo jornal oficial "Rossíiskaya Gazeta".

O lançamento da Phobos-Grunt devia marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, uma das duas luas de Marte, o pouso em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com 200 gramas de amostras do solo do satélite marciano.

O projeto, com um custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar.

iG São Paulo
(Com informações da EFE e AP)

Marcelo Gleiser - Jogo de Idéias


Asteróides que passam próximo da Terra

São conhecidos actualmente cerca de 1000 asteróides cujas órbitas se aproximam significativamente da órbita da Terra em torno do Sol. São usualmetne designados pelas iniciais NEA (Near Earth Asteroid). A dimensão destes objectos vai desde os 32km (1036 Ganymed) até a apenas alguns metros. Estima-se a existência de dezenas de milhares de asteróides ainda desconhecidos de entre os quais provavelmente mais de 1000 com dimensões da ordem de 1km ou superior.

Estes asteróides permanecem próximos da Terra apenas por 10 a 100 milhões de anos. Durante esse intervalo de tempo acabam por colidir com o Sol ou com um dos planetas interiores ou então acabam por ser ejectados do Sistema Solar quando a sua trajectória os leva a passar muito próximo de um planeta ou do Sol mas sem haver colisão (esta técnica foi utilizada por exemplo para catapultar as sondas Voyager de Júpiter em direcção a Saturno).

A população de asteróides no Sistema Solar interior é reposta de uma forma regular por asteróides vindos da cintura de asteróides (situada entre Marte e Júpiter) normalmente pela acção gravitacional de Júpiter. Alguns asteróides aparentam ser restos de cometas. Neste caso são provavelmente provenientes da cintura de Kuiper, lançados para o Sistema Solar interior pelos planetas gasosos do Sistema Solar exterior.

Classificação

Os NEA podem ser do tipo Atenas, Apollo ou Amor.

Os asteróides do tipo Amor situam-se entre as órbitas da Terra e de Marte. Embora possam cruzar ocasionalmente a órbita de Marte, nunca cruzam a órbita da Terra embora se possam aproximar bastante desta. Exemplo: 1036 Ganymed.

Os asteróides do tipo Apollo diferenciam-se dos asteróides do tipo Amor pelo facto do seu periélio (ponto em que estão mais próximos do Sol) ser inferior ao afélio da Terra (ponto em que a Terra está mais afastada do Sol). Exemplo: 4581 Asclepius.

Os asteróides do tipo Atenas têm órbitas cujo afélio (ponto em que estão mais afastados do Sol) é superior ao periélio da Terra (ponto em que a Terra está mais próxima do Sol). Exemplo: 99942 Apophis .

Contrarimanete ao que acontece com os asteróides do tipo Amor, os asteróides do tipo Atenas e Apollo cruzam ocasionalmente a órbita da Terra podem constituir uma ameaça real para o nosso planeta.
Trajectória de 3 asteróides representativos: 1221 Amor, 1862 Apollo and 2062 Atenas 
Escala de Torino

A escala de Torino permite quantificar a ameaça que um asteróide coloca à Terra. A escala foi criada em 1995 e revista em 1999 e 2005. A escala assume valores inteiros entre 0 (ameaça nula) e 10 (colisão certa com efeitos globais). Existe também um sistema de cores associado à escala.

Escala de Cores
Nível
 Significado
Branco
Rotina
1
 Probabilidade de colisão nula ou objecto de massa muito pequena
Verde
Normal
2
 Irá passar muito próximo da Terra
Amarelo
Merece atenção
3
 Baixa probabilidade de impacto
4
 Baixa probabilidade de impacto, objecto de grandes dimensões
Laranja
Ameaça real
5
 Ameaça séria mas incerta
6
 Ameaça séria mas incerta de um objecto de grandes dimensões
7
 Requer grande atenção, objecto de grandes dimensões
Vermelho
Colisão certa
8
 Destruição local certa
9
 Devastação regional certa
10
 Catástrofe global certa


Carl Sagan Day | Center for Inquiry

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Celebrate with Us!

Carl SaganPlease join us this November as we honor Carl Sagan and celebrate the beauty and wonder of the cosmos he so eloquently described.
Carl Sagan was a Professor of Astronomy and Space Science and Director of the Laboratory for Planetary Studies at Cornell University, but most of us know him as a Pulitzer Prize winning author and the creator of COSMOS. That Emmy and Peabody award-winning PBS television series transformed educational television when it first aired in 1980, but now, thirty years later, it's gone on to affect the hearts and minds of over a billion people in sixty countries.
No other scientist has been able to reach and teach so many nonscientists in such a meaningful way, and that is why we celebrate Dr. Sagan, remember his work, and revel in the cosmos he helped us understand.
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O plano da eclíptica

Órbitas dos planetas » Blog de Astronomia do astroPT


Quando pensamos nas órbitas dos planetas, pensamos em órbitas quase circulares, num plano, e com os planetas a orbitarem de forma “perfeita” o Sol.
Imaginamos algo similar a esta imagem:
É certo que estas explicações são excelentes para fazer com que as pessoas compreendam as órbitas, e até para demonstrar visualmente esse conhecimento:
Mas, como sempre, as coisas são mais complexas do que parecem.
E ao simplificar as ideias, isso pode levar a concepções erradas por parte das pessoas, e até a imaginarem conspirações.
Uma das características do Universo é que tudo está em movimento.
Neste caso, o Sistema Solar (o Sol, planetas, luas, etc) viaja ao redor da Galáxia.
O Sol e todo o Sistema Solar demoram cerca de 250 milhões de anos a completar uma órbita ao redor da nossa Galáxia. O Sol viaja a uma velocidade de 782.000 kms por hora. Isso quer dizer que demora 1400 anos para viajar a distância de 1 ano-luz, ou 8 dias para viajar a distância de 1 U.A. (distância da Terra ao Sol). Assim, uma concepção errada das imagens de cima é que o Sol aparenta estar parado num sítio. Na verdade, o Sol movimenta-se pela Galáxia. Claro que seria impraticável colocar o Sol a movimentar-se pelo espaço no brinquedo em cima… daí a simplificação.
Note-se que não é só o Sol, mas todos os objectos do Sistema Solar seguem o Sol na sua viagem pela Galáxia.
Assim, as órbitas planetárias são um pouco mais complicadas do que as imagens planas de cima (apesar de também não serem tão exageradas como a imagem de baixo).
Esta é uma das razões de eu achar que viagens no tempo fazem pouco sentido, sobretudo aquelas que nos são “impingidas” pelos filmes.
É que mesmo que viajemos para há 100 anos atrás ficando no mesmo local, então este local há 100 anos atrás seria “vácuo”, já que a Terra ainda não estaria aqui. Para o futuro passa-se o mesmo: se eu me metesse na máquina do tempo de H. G. Weels, é certo e sabido que no ano 802.701 a Terra já estará muito longe daqui, e por isso ou eu viajo também pelo espaço para “apanhar” a Terra ou então, se eu não sair do local, então aparecerei no “vácuo” no futuro.
Nada disto é “segredo”. E as simplificações que se fazem nos livros destinam-se somente a tentar que os conceitos das órbitas se compreendam melhor.
Claro que vai sempre haver alguém que vai tentar dizer que “descobriu a pólvora” e que os cientistas estão enganados ao dizer que as órbitas são planas… mas a verdade é que eles não dizem isso, mas para efeitos de divulgação simplificam-se os conceitos. Também vai haver quem troque tudo e imagine que a Terra não orbita o Sol… mas esse é somente um disparate. O Sol e todos os outros planetas orbitam um centro de massa, que se encontra dentro do Sol, logo para todos os efeitos populares, então a Terra e todos os outros planetas orbitam o Sol.
Além disto, existe também a ideia que os planetas orbitam o Sol como se estivessem num plano, como se vê nas simplificações populares. Mas a verdade é que os planetas oscilam nesse plano.
A mesma coisa acontece ao Sol, e ao sistema solar no seu todo, na sua viagem ao redor da Galáxia. Por vezes vai mais acima e outras vezes mais abaixo do plano da Galáxia.
O Sol, em cada órbita ao redor da Galáxia, “bate no topo”, oscila, cerca de 2.7 vezes.
Cada oscilação demora cerca de 70 milhões de anos. Neste momento, o Sol (e a Terra) está a cerca de 67 anos-luz a norte do plano galáctico, e está-se a mover cada vez para mais longe!
Algumas pessoas pensam que vamos passar pelo plano galáctico em Dezembro de 2012, mas, como já expliquei aqui, isso é puro disparate contrário ao conhecimento que se tem do assunto.
Só daqui a cerca de 30 milhões de anos irá passar novamente pelo plano galáctico.
Assim, ao contrário do que dizem os vigaristas, nem os cientistas estão enganados nem sequer andam a enganar as pessoas. Simplesmente fazem-se simplificações para melhor entender os conceitos.
Esses vigaristas deveriam era aproveitar esse tempo que perdem a inventar mentiras, para dar valor aos cientistas e para os parabenizarem. Afinal, nenhum pseudo alguma vez conseguiria colocar rovers em Marte, por exemplo. Já os cientistas calculam órbitas com todos estes condicionalismos acima, para colocar sondas num minúsculo ponto (Marte) num Universo gigantesco… e fazem-no com a agravante de não estarem a calcular para o local onde o planeta está agora, mas sim para onde vai estar, por exemplo, dentro de 1 ano, quando os rovers lá chegarem. Isto sim é quase um “milagre”. Mas na verdade, é tudo fruto de bastante conhecimento dos assuntos.

Através do Buraco de Minhoca


Através do Buraco de Minhoca
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Simulação espacial termina depois de um ano com seis homens na “nave”

A parceria de simulação espacial entre Rússia, China e a agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) concluiu a missão Mars500, que ficou popularmente conhecida como “Big Brother Marte”, na última sexta-feira (05/11/2011).  A operação durou mais de um ano e teve seis homens  da tripulação que simularam uma viagem a Marte. A “nave espacial” estava localizada em Moscou, mas durante todo o ano eles tiveram que respeitar as condições de sobrevivência como se estivessem no espaço.

Os homens embarcaram em 3 de junho de 2010. Entre as condições para permanecerem na “nave espacial” estava a regra de tomar banho apenas uma vez por semana, o mesmo período de tempo para se comunicar com alguém na Terra (o que leva em média meia-hora) e cumprir as tarefas determinadas para a missão. O horário em que eles “voltaram” a Terra foi durante a manhã (horário de Brasília).

Todos os homens são de nacionalidades diferentes, sendo eles o cirurgião russo Sukhrob Kamolov, o engenheiro francês Romain Charles, o médico russo Alexandr Smoleevskyi, o engenheiro ítalo-colombiano Diego Urbina, o instrutor de astronautas chinês Wang Yue e o engenheiro russo Alexey Sitev, comandante da missão. Estes foram escolhidos depois que mais de 6 mil pessoas de 40 países se candidataram para participar do projeto.

Um dos objetivos dessa missão simulada foi testar se uma tripulação de seis pessoas teria condições de manter a sanidade psicológica em um espaço reduzido e por tanto tempo. Além dos desafios técnicos, as operações espaciais precisam pensar em como será o trabalho em equipe da tripulação.

Asteroide vai passar perto da Terra na próxima semana

Na semana que vem, um asteroide vai passar relativamente perto da Terra, de acordo com especialistas da Nasa. A previsão é de que o 2005 YU55 passe a, no mínimo, 324,6 mil quilômetros do nosso planeta, o que é mais perto do que a distância até a Lua.

Cálculos indicam que o asteroide tem o tamanho de um navio porta-aviões. O ponto máximo de aproximação com a Terra será dará no dia 8/11/2011, terça-feira. 

Há pelo menos 200 anos o 2005 YU55 não chega tão perto da Terra. Em sua trajetória, ainda estão Vênus e de Marte.

Somente em 1976 um outro asteroide passou tão perto da Terra.

Uma vez que o asteróide se aproxima da Terra vindo da direção do Sol, ele será um objeto luminoso até o momento da maior aproximação. O melhor momento para novas observações ópticas e infravermelhas será no final do dia 08 de novembro, após às 21:00 horas UT, na zona entre o Atlântico leste e a África ocidental. Poucas horas após a sua maior aproximação da Terra, o asteróide se tornará de um modo geral acessível para as observações ópticas e no espectro próximo ao infravermelho, mas será um objeto difícil de ser localizado, devido ao seu rápido movimento no céu.

Embora classificado como um objeto potencialmente perigoso, o 2005 YU55 não representa nenhuma ameaça de uma colisão com a Terra, pelo menos nos próximos 100 anos. No entanto, neste período, esta será a maior aproximação de um objeto deste tamanho que antecipadamente conhecemos, e um evento deste tipo não vai acontecer novamente até 2028, quando o asteróide (153.814) 2001 WN5 vai passar a cerca de 0,6 distâncias lunares.

Clique acima para ver animação da trajetória do asteroide 2005 YU55

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