Maior tempestade do Sistema Solar é estudada


O Observatório Europeu do Sul conseguiu, pela primeira vez, uma visão detalhada do interior da maior tempestade do Sistema Solar.

A Grande Mancha Vermelha, em Júpiter, é uma área tão grande que, dentro dela, caberiam facilmente três Terras.

A visão detalhada do interior permitiu aos cientistas fazer o primeiro mapa da tempestade gigante que liga temperatura, ventos, pressão e composição às suas cores. Instrumentos permitiram aos astrônomos medir parâmetros como temperatura e amônia dentro e ao redor da tempestade, o que os levou a entender melhor os padrões de circulação do fenômeno tanto espacialmente quanto ao longo do tempo.

Ao longo de um ano, notou-se que as tempestades são muito estáveis, apesar de turbulentas.

O “olho” gigante de Júpiter é uma região fria com média de -160º C e um dos dados mais interessantes foi a descoberta de que seu centro é 3 ou 4º C mais quente que o restante. Essa diferença de temperatura é o suficiente para fazer com que o giro, que normalmente é anti-horário, mude para uma circulação horária no centro da tempestade.

As observações permitem pela primeira vez que os cientistas afirmem que há um elo entre as condições do meio ambiente (temperatura, vento, pressão e composição) e a cor da Grande Mancha Vermelha.

Cientistas observam produção em massa de estrelas há 10 bilhões de anos

da BBC Brasil

Um grupo internacional de astrônomos descobriu uma galáxia que há 10 bilhões de anos produzia estrelas numa velocidade cem vezes mais rápida do que a da Via Láctea atualmente.

Segundo os pesquisadores liderados pela Universidade de Durham, no Reino Unido, a galáxia conhecida como SMM J2135-0102 produzia aproximadamente 250 sóis por ano.

"Essa galáxia é como um adolescente passando por um estirão [período de crescimento rápido]", comparou Mark Swinbank, autor do estudo e membro do Instituto de Cosmologia Computacional da universidade britânica.

A pesquisa, publicada no site da revista científica "Nature", revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram cem vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas.

"Galáxias no início do Universo parecem ter passado por um rápido crescimento e estrelas como o nosso Sol se formavam muito mais rapidamente do que hoje", disse.

A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.

"Sorte de principiante"

"Nós não entendemos completamente por que as estrelas estavam se formando tão rapidamente, mas nossos estudos sugerem que as estrelas se formavam muito mais eficientemente no início do Universo do que hoje em dia", explicou Swinbank.

A galáxia SMM J2135-0102 foi encontrada graças ao telescópio Atacama Pathfinder, no Chile, operado pelo European Southern Observatory. Observações complementares foram feitas com a combinação de lentes naturais gravitacionais de galáxias nos arredores com o poderoso telescópio Submillimeter Array, no Havaí.

Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos-luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang.

Sonda da NASA fotografa Nebulosa Coração

A sonda WISE, Wide-Field Infrared Survey Explore, registrou uma nebulosa a seis mil anos-luz da Terra.

Conhecida como Nebulosa Coração, ou IC 1805, ela é uma região de formação de novas estrelas, rica em poeira e gás.

Localizada na constelação de Cassiopéia, ela foi registrada pelas câmeras infravermelhas da Agência Espacial Norte Americana.

Efemérides

Radar da Nasa descobre gelo no Polo Norte da Lua

Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Pólo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa. Foto:Ho/AFP

WASHINGTON (AFP) - Um radar norte-americano lançado em um foguete indiano detectou crateras cheias de gelo no Polo Norte da Lua, indicaram cientistas da Nasa.
O radar Mini-SAR da agência espacial norte-americana identificou mais de 40 pequenas crateras de 1,6 a 15 quilômetros, todas cheias de gelo.
"Embora o total de gelo dependa de sua espessura em cada cratera, estima-se que poderá haver pelo menos 600 milhões de toneladas métricas de água congelada", indicou a Nasa em um comunicado.
A descoberta ocorre poucas semanas depois de o presidente Barack Obama ter frustrado as ambições dos Estados Unidos de retornarem com astronautas à Lua.
A descoberta "mostra que a Lua é um destino mais interessante e atraente no aspecto científico, operacional e de exploração do que as pessoas pensavam anteriormente", indicou Paul Spudis, principal pesquisador do experimento Mini-SAR no Lunar and Planetary Institute de Houston, Texas (sul).
O Mini-SAR passou o último ano mapeando as crateras lunares que estão permanentemente na sombra e que não são visíveis da Terra, usando as propriedades de polarização das ondas de rádio.
As descobertas do radar, que serão divulgadas no jornal Geophysical Research Letters, seguem as descobertas de outros instrumentos da Nasa e se somam às informações científicas sobre as diversas formas de água encontradas na Lua.
O Moon Mineralogy Mapper da Nasa, também a bordo do satélite indiano Chandrayaan-1, descobriu moléculas de água nos pólos da Lua, enquanto que o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS) da Nasa detectou vapor de água.
Os cientistas indianos da missão Chandrayaan-1 -um satélite lançado em outubro de 2008 que deve orbitar dois anos ao redor da Lua- confirmaram as descobertas norte-americanas, após a análise das ondas luminosas captadas pelos instrumentos norte-americanos.

Buraco negro barra crescimento de galáxia

de INFO Online

Novos dados coletados pela NASA revelam como um enorme buraco negro está impedindo o crescimento de sua galáxia hospedeira, a NGC 1068.

As imagens em raio-X do Observatório Chandra revelam um buraco negro de grande massa e que cresce rapidamente, soprando material do centro da galáxia a cerca de 1,6 milhão de km/h.

Esse vento é criado provavelmente quando gás é acelerado e aquecido enquanto gira ao redor do buraco negro, que puxa para si uma parte desse material mas expele a outra rumo ao espaço.

A cada ano, uma quantidade equivalente a dezenas de vezes a massa do Sol é depositada a mais de três mil anos-luz do buraco. Esse vento provavelmente carrega energia o suficiente para aquecer mais gás e impedir a formações de novas estrelas.

Essas observações ajudam a explicar como um buraco-negro de grande massa pode alterar a evolução de sua galáxia hospedeira. A NGC 1068 está a 50 milhões de anos-luz da Terra, e seu buraco-negro é cerca de duas vezes maior do que aquele que se encontra no centro da Via Láctea.

As observações em raio-X aparecem em vermelho; a luz visível, captada pelo Telescópio Hubble, aparece em verde e freqüências de rádio em azul

Planeta gigante vai ser destruído pela sua estrela, dizem astrônomos

Representação artística do WASP-12b: perto demais do seu sol (Imagem/ESA)

Um planeta fora do Sistema Solar está proporcionando uma oportunidade única para astrônomos observarem como “morre” um corpo celeste. O planeta WASP-12b, que fica na constelação de Auriga, está gradativamente sendo sugado pela estrela em torno da qual orbita (chamada de WASP-12, que fica a 867 anos-luz da Terra), e o fim não está longe.

Descoberto em 2008, o planeta é extremamente quente (cerca de 2500°C), e tem 1,5 vezes a massa de Júpiter e tem quase o dobro de seu tamanho – como seu “irmão” do Sistema Solar, também é composto por gases. Os cientistas sempre tentaram entender o que causava as altas temperaturas e o tamanho do WASP-12b, e um grupo de astrônomos das universidades da Califórnia e de Beijing descobriram que a chave de tudo está na curta distância entre o planeta e sua estrela: “apenas” 1,6 milhões de quilômetros, o que faz com que seu “ano” (o tempo que demora para dar uma volta completa em torno do astro) seja de apenas 26 horas.

O que os astrônomos descobriram agora, e publicaram esta semana na revista científica Nature, A força gravitacional dos dois, por estarem tão próximos, causa um fenômeno parecido com uma maré intensa. Se na Terra a maré faz com que os oceanos apenas avancem e se retraiam alguns metros, no WASP-12b ela tem dois efeitos. De um lado, ela causa seu tamanho exagerado (já que a força da gravidade causa fricções que fazem com que os gases se expandam) e de outro, ela faz com que a estrela “sugue” gases da sua atmosfera, na razão de 6 bilhões de toneladas por segundo. “A previsão é que o planeta desapareça em 10 milhões de anos. Parece muito tempo, mas para a Astronomia é uma fração de segundo. Este planeta vai viver apenas 0,2% do tempo de existência da Terra até agora,” compara Shu-lin Li, dos Observatórios Nacionais Astronômicos da China, que liderou o estudo.

Exposição mostra manuscritos originais da teoria da relatividade geral

O professor Hanoch Gutfreund, curador da exibição, mostra papéis escritos por Albert Einstein. A exposição em Jerusalém mostra pela primeira vez 46 páginas originais da teoria da relatividade geral, concluída em 1915 e publicada no ano seguinte. A descoberta de Einstein traz importantes conclusões sobre as relações entre a gravidade, o tempo e o espaço. (Foto: Ronen Zvulun/Reuters)

Vários manuscritos originais de Albert Einstein estão disponíveis na internet no site Einstein Archives Online.

'Máquina do Big Bang' poderá desvendar o universo escuro

LHC poderá ser a primeira máquina a revelar características do universo escuro.

Acelerador de partículas tenta simular condições da criação do universo e provar existência da matéria escura.

GENEBRA - A matéria escura, que os cientistas acreditam que forme até 25% do universo, mas cuja existência nunca foi provada, poderá ser detectada pelo acelerador de partículas gigante da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), disse nesta segunda-feira, 8, o diretor-geral do centro de pesquisas.

Rolf-Dieter Heuer afirmou em uma entrevista coletiva que alguma evidência da matéria poderá surgir até mesmo no curto prazo a partir do acelerador de partículas destinado a recriar as condições do Big Bang, o nascimento do universo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões de anos.

"Não sabemos o que é a matéria escura", disse Heuer, diretor do Cern que fica na fronteira entre Suíça e França, nas proximidades de Genebra.

"Nosso Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderá ser a primeira máquina a nos dar um insight sobre o universo escuro", disse ele. "Estamos abrindo a porta para a Nova Física, para um período de descobertas."

Astrônomos e físicos afirmam que apenas 5 por cento do universo é conhecido atualmente e que o remanescente invisível consiste de matéria escura e de energia escura, que formam cerca de 25 por cento e 70 por cento, respectivamente.

"Se formos capazes de detectar e compreender a matéria escura, nosso conhecimento vai se expandir para abarcar 30 por cento do universo, um enorme passo adiante", afirmou Heuer.

O LHC, a maior experiência científica do mundo centralizada num túnel subterrâneo oval de 27 quilômetros, está atualmente em atividade para, até o final do mês, colidir partículas com a maior energia já alcançada.

estadao.com.br

A Estrela da Tarde está de volta - Como avistar Vênus

Posição do planeta Vénus, ao pôr-do-Sol, no dia 4 de Março.

Conjunção de três planetas, Vénus, Marte e Saturno, em Agosto.

Desde o Verão passado que os planetas dominantes do céu nocturno têm sido Júpiter e mais tarde Saturno, mas isso agora mudou. Vénus está a emergir.

Vénus está mais perto do Sol do que a Terra, por isso o seu ano - o tempo que leva a dar uma volta ao Sol - é muito mais curto que o nosso. À medida que Vénus orbita o Sol, alterna entre o céu diurno e nocturno.

Após a sua última passagem pelo céu da manhã, Vénus pareceu passar por trás do Sol - o que os astrónomos chamam de "conjunção superior" - no dia 11 de Janeiro. Durante semanas não foi visível, embebido profundamente no brilho do Sol. A cada dia que passava, movia-se um pouco para Este e afastando-se da nossa estrela.

Vénus agora está baixo a Oeste ao pôr-do-Sol, uma "estrela da tarde" que fica mais alta a cada dia que passa. Quem tiver um horizonte limpo a Oeste, pode já avistar Vénus a olho nu, até mais ou menos uma hora após o pôr-do-Sol. Mas, descobri-lo baixo no horizonte e por entre o brilho cada vez menor do Sol, poderá ser complicado.

Continuando a viajar para Este do Sol durante Março, Vénus em breve tornar-se-á bem visível no céu nocturno a Oeste, mesmo até para o mais casual dos observadores. Aparecendo como um objecto "estelar" esbranquiçado de magnitude -3,9, o nosso planeta-irmão põe-se uma hora depois do Sol no dia 4 de Março. Nesta escala de magnitudes, números mais pequenos representam objectos mais brilhantes, e Vénus é o objecto natural mais brilhante no céu, a seguir ao Sol e à Lua.

Vénus continuará a subir a cada noite. Na primeira semana de Junho, põe-se mais de duas horas e meia depois do Sol. A maior altitude do planeta ao pôr-do-Sol também será por volta desta altura.

Entre 28 de Março e 12 de Abril, Vénus e Mercúrio vão ser um par atractivo no céu a Oeste após o pôr-do-Sol. Entre estas duas datas, estes dois planetas estão a menos de 5 graus entre si, Vénus estando um pouco mais para a esquerda e para cima do mais ténue Mercúrio. A 3 de Abril, estarão à distância mais pequena, a apenas 3 graus entre si.

E no princípio de Agosto, Vénus será parte um "trio planetário," juntando-se aos mais ténues planetas, Marte e Saturno, baixos no céu a Oeste após o pôr-do-Sol.

Vénus alcança a sua maior elongação - a sua maior distância angular -, 46º Este do Sol, no dia 22 de Agosto.

Vénus estará mais brilhante à medida que se aproxima novamente do Sol, alcançando o seu brilho máximo para esta órbita a 22 de Setembro, uma espectacular magnitude -4,56. Isto torna o planeta Vénus à volta de 20 vezes mais brilhante que Sirius, a estrela mais brilhante do céu nocturno. A partir daí, Vénus rapidamente baixa de magnitude, desaparecendo do céu e passando a conjunção inferior a 28 de Outubro.

Em coisa de uma semana, ressurge como "estrela da manhã" a Sudeste.

Muitas pessoas não se apercebem que Vénus também tem fases, tal como a nossa Lua. Entre agora e Outubro, a observação repetida de Vénus com um pequeno telescópio vai mostrar toda a sua colecção de fases e tamanhos do disco.

O planeta aparece agora praticamente cheio (98% iluminado), e será um disco pequeno e deslumbrante. Ficará com uma forma mais gibosa e maior em tamanho aparente no final da Primavera. No final de Agosto, Vénus finalmente alcança o seu Quarto Crescente.

A partir daí, durante o resto do ano, fica cada vez maior em tamanho aparente e com uma fase mais fina, à medida que passa mais perto da Terra. De facto, se usar um telescópio irá notar que enquanto a distância Terra-Vénus diminui, o tamanho aparente do disco de Vénus aumenta, quase que duplicando o seu tamanho actual em 31 de Julho.

Quando Vénus duplicar novamente de tamanho a 23 de Setembro, a sua fase crescente deverá ser facilmente discernível, mesmo até em simples binóculos com 7x de ampliação.

MRO mapeia vastos glaciares subsuperficiais em Marte

Um instrumento de radar na sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA detectou grandes depósitos de gelo glacial a latitudes médias em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/Universidade de Roma/Instituto de Pesquisa do Sudoeste
(clique na imagem para ver versão maior)

Novas imagens de radar obtidas por uma sonda da NASA mostram que vastos glaciares de gelo são comuns em Marte, mas temos que procurar por baixo da superfície para os encontrar.

Estes depósitos de gelo marciano escondido e enterrado foram confirmados pela primeira vez há dois anos atrás, mas estudos recentes do Planeta Vermelho pela Mars Reconnaissance Orbiter estão a revelar novas pistas de como o gelo pode ter aí chegado.

Os cientistas pensam que os glaciares de Marte podem ser "fósseis" de uma altura no seu passado, quando as placas de gelo regional recuaram.

"A hipótese é que toda a área estava coberta por uma camada de gelo durante um diferente período climático, e quando acabou, estes depósitos permaneceram aí, protegidos da atmosfera por uma camada de detritos," afirma Jeffrey Plaut do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia.

O gelo estende-se por centenas de quilómetros, numa região à latitude média de Marte chamada Deuteronilus Mensae.

Plaut e colegas recentemente usaram o instrumento de radar da MRO para compôr um mapa do gelo de Marte, "a partir de mais de 250 observações de uma área com aproximadamente o tamanho do estado da Califórnia."

"Mapeamos toda a área com uma grande densidade de cobertura," afirma Plaut. "Estas não são características isoladas. Nesta área, o radar detecta gelo subsuperficial espesso em muitos locais."

Os investigadores apresentaram o mapa na 41.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que tem lugar esta semana perto da cidade americana de Houston.

Os estudos futuros deste gelo enterrado podem revelar mais sobre as condições ambientais da altura em que foram depositados. Os glaciares podem ser um alvo promissor para uma missão futura a Marte, afirmam os cientistas.

A Mars Reconnaissance Orbiter é a sonda mais poderosa jamais posta em órbita de Marte pela NASA.

Foi lançada em 2005 e alcançou o Planeta Vermelho em Março de 2006. Até à data, a sonda já enviou para a Terra mais de 100 terabits de dados e fotografias. Este valor é superior à soma combinada de todos os dados já enviados pelas outras missões a Marte.

Galáxia do Sombrero

NGC 4594, popularmente conhecida como Sombrero, é uma galáxia espiral com núcleo brilhante rodeado por um disco achatado de material escuro, que fica a 28 milhões de anos-luz de distância, ela é conhecida também como M104 no Catálogo de Messier.

Essa brilhante galáxia é conhecida como sombrero devido a sua aparência característica que se assemelha a um chapéu, foi descoberta em 1912, por Vesto M. Slipher no observatório Lowell.

Nebulosa do Anel

A Nebulosa do Anel (também conhecida por M57 ou NGC 6720), fica a 2.300 anos-luz da Terra, na constelação de Lira. Está entre os mais notáveis exemplos de nebulosa planetária. Foi descoberta por Antoine Darquier de Pellepoix em 1779. Esse nome é porque seus gases parecem um anel ou as pétalas de uma rosa cósmica.

Galáxia de Andrômeda

NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2 900 000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda.

Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho aparente.

A existência da galáxia NGC 224 " relatada no ano 905 pelo astrônomo persa Azofi" que ocupa uma grande área no céu, é o maior corpo celeste visivel o ano inteiro, contudo foi só com a invenção da luneta telescópica que em 1612 o astrônomo alemão Simon Marius pôde observá-la e finalmente "redescobri-la".

Estudiosos e cientistas conseguiram prever, através de uma série de cálculos, que a nossa Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando e colidirão. Teoricamente, o encontro aconteceria em cerca de 5 bilhões de anos, que é o período aproximado do fim do nosso Sol, nesta época, talvez, a vida na Terra nem exista mais da forma como a conhecemos.

Embora exista a possibilidade, os danos que tal colisão causaria são mínimos, e isso se deve ao fato dos espaços entre os astros serem muito grandes, reduzindo drasticamente a chance de colisões, o que também explica o fato de o sistema solar raramente entrar em contato com algum outro corpo celeste ao passar pelas nuvens mais densas da Via Láctea.

Provavelmente a nossa galáxia se fundirá com Andrômeda e ambas formarão uma galáxia elíptica gigante.

Galáxia Triangulum

NGC 598, também conhecida como M33 e galáxia do Triângulo é uma galáxia espiral localizada a cerca de dois milhões e quatrocentos mil anos-luz (aproximadamente 0,735 megaparsecs) de distância na direção da constelação do Triângulo. Possui entre 40 a 60 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 5,5, uma declinação de +30º 39' 37" e uma ascensão reta de 01 horas, 33 minutos e 50,8 segundos.

A galáxia NGC 598 foi descoberta em 1764 por Charles Messier, embora existam indícios de que já tivesse sido observada em 1654.

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