Maioria dos brasileiros acredita em Deus e em Darwin

Segundo pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S. Paulo, a maioria dos brasileiros de 16 anos ou mais (59%) acredita que “os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos a partir de formas menos evoluídas de vida, mas com Deus guiando esse processo de evolução”. A pesquisa foi realizada nos dias 25 e 26 de março de 2010, com 4.158 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Uma parcela menor (25%) acredita, porém, que “Deus criou os seres humanos de uma só vez praticamente do jeito que são hoje, em algum momento nos últimos dez mil anos”, opinião diferente de outros 8%, que acreditam que “os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos a partir de formas menos evoluídas de vida, mas sem a participação de Deus nesse processo”. Os espíritas são os que mais acreditam em um processo de evolução do homem a partir de outras formas de vida sob o comando de Deus (74% do segmento), parcela que é próxima aos 60% tanto entre os católicos quanto entre os evangélicos pentecostais e não-pentecostais. Destaca-se a parcela de umbandistas (33%) e de evangélicos pentecostais (30%) que acreditam que “Deus criou os seres humanos de uma só vez praticamente do jeito que são hoje, em algum momento nos últimos dez mil anos”. A pesquisa constatou também que, quanto maior a renda e a escolaridade, mais pessoas acreditam na interferência divina no desenvolvimento dos seres humanos.

E você em que acredita? Responda a enquete ao lado.

O Grupo de Galáxias Abell S0740


Esta imagem do telescópio espacial Hubble da NASA mostra uma coleção diversa de galáxias no agrupamento Abell S0740 a mais de 450 milhões de anos-luz de distância na direação da constelação de Centauro. A gigante elíptica ESO 325-G004 figura no centro do agrupamento. A galáxia é tão maciça quanto 100 bilhões de vezes nosso Sol. O Hubble mostra milhares de agrupamentos estelares globulares orbitando a ESO 325-G004. Agrupamentos globulares são grupos compactos de centenas de milhares de estrelas que estão unidas gravitacionalmente. à distância da galáxia, eles parecem pequenos pontos de luz contidos no halo difuso. Outras galáxias elípticas tênues aparecem na imagem. Algumas mostram sinais de uma estrutura em disco ou anel que lhes confere a forma de uma gravata borboleta. Várias galáxias espirais também estão presentes.

Nebulosa do Crescente

A NGC 6888, também conhecida como a Nebulosa Crescente, é uma bolha cósmica com cerca de 25 anos-luz de extensão, que se formou devido aos ventos originados pela estrela brilhante e massiva que está no seu centro.

A estrela central está a perder a sua camada exterior, originando um forte vento estelar, ejectando uma massa equivalente à do Sol, a cada 10 000 anos. A interacção deste vento estelar com o material anteriormente libertado cria a estrutura complexa que se observa. Queimando o seu combustível a um ritmo extraordinário e perto do fim do seu ciclo de vida, esta estrela deverá acabar com uma espantosa explosão (supernova).

Está situada na constelação do Cisne (muito rica em nebulosas) e a cerca de 5 000 anos-luz de distância.

Programa do Jô - Buracos Negros

Os físicos Jorge e Daniel falam sobre buracos negros no Programa do Jô exibido em abril de 2008.





Entrevista com Marcelo Gleiser


Físico Marcelo Gleiser no Programa do JÔ, falando sobre seu livro Harmonia do Mundo, uma biografia do Físico Kepler.

Estamos sozinhos no Universo?

Os discos voadores, os objectos voadores não identificados, os OVNIS, são objecto de uma disputa feroz entre os seus acérrimos detractores e os seus fervorosos defensores. Mas qual é a visão da ciência sobre estes fenómenos? E podemos conceber a existência de vida extraterrestre? Perguntas abordadas nesta edição do Space....

O Universo Elegante - Teoria das Cordas - Bem Vindo a 11ª Dimensão











Trio de Leão (Galáxias M65, M66 e NGC 3628)


As galáxias M65 (à esquerda), M66 (em baixo) e NGC 3628 (em cima) formam um trio a cerca de 35 milhões de anos-luz que se pode observar na direcção da constelação de Leão.

A M65 (NGC 3623) , de magnitude 9.3, brilho superficial de 12.8 e com dimensões aparentes de 8x1.5 minutos de arco, foi descoberta em 1780 por Charles Messier. É uma galáxia do tipo Sa cujo luminoso disco é dominado por uma já velha população estelar, embora algumas zonas do disco possam estar associadas a regiões de formação de estrelas (pequenos nódulos brancos que se podem ver na imagem).

A M66 (NGC 3627) foi descoberta em 1780 por Charles Messier. De magnitude 8.9, brilho superficial de 12.7 e do tipo Sb, apresenta claramente braços espirais deformados pela interacção gravitacional com as galáxias suas vizinhas. Ainda que as suas dimensões (8x2.5 minutos de arco) sejam aproximadamente as mesmas, a M66 é mais brilhante e melhor definida que a M65. Os braços espirais apresentam nuvens de poeiras e nebulosas, sinais de formação estelar.

A NGC 3628 foi descoberta por William Herschel em 1784. É a menos brilhante do trio (magnitude 9.5, brilho superficial de 13.4 e tipo Sb) mas, em nossa opinião, a mais interessante. É uma galáxia colocada de perfil face à nossa linha de visão e onde é possível observar um disco de poeiras claramente distorcido nas regiões externas devido à acção gravítica das galáxias vizinhas, M65 e M66.

Na imagem é ainda possível vislumbrar mais quatro pequenas galáxias: A IC 2694 , a IC 2708 , a IC 2745 e a IC 2776 , de magnitudes, respectivamente, 15.1, 14.5, 15.1 e 15.3.

Galáxias M81 e M82

A M81 (NGC 3031), em cima na imagem, é uma das maiores e mais bonitas galáxias espirais do nosso céu. A imagem mostra um núcleo brilhante, quase estelar, e grandes braços espirais (Tipo Sb). Encontra-se a 11.8 milhões de anos-luz e faz parte do cúmulo de galáxias de Ursa Maior. A M81 foi originalmente descoberta por Johann Elert Bode em 31 de Dezembro de 1774 que a descreveu como uma "nebulosidade" (Bode's nebula), juntamente com a galáxia irregular M82 (em baixo à direita). O diâmetro real da M81 é de 36000 anos-luz, tem uma luminosidade equivalente a vinte mil milhões de sóis e uma massa total que se aproxima dos 250 mil milhões de massas solares.
A brilhante galáxia M82 (NGC 3034) é dotada de uma estrutura pouco comum. É fonte intensa de emissões de rádio e possui um potente campo magnético. Apresenta um sistema caótico de filamentos (que ainda se podem descortinar na imagem) cuja origem está no centro da galáxia. A M82 tem um diâmetro de cerca de 16000 anos-luz e a sua massa total é de 50 mil milhões de massas solares.
A distância entre a M81 e a M82 é de apenas 100000 anos-luz. Os radiotelescópios revelam que as duas galáxias estão ligadas por uma enorme nuvem de gás intergaláctico. Há milhões de anos a M82 passou nas imediações da M81, de massa muito superior à sua, e o efeito gravitatório desta pode ter dado lugar, em parte, ao extraordinário fenómeno que se observa hoje na M82.

Galáxia de Bode

Galáxia de Bode (também conhecida como NGC 3031, M81 ou Messier 81) é uma galáxia espiral localizada a cerca de doze milhões de anos-luz (aproximadamente 3,679 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Ursa Maior. Possui aproximadamente trinta e seis mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 6,93, uma declinação de +69º 03' 55" e uma ascensão reta de 09 horas, 55 minutos e 32,9 segundos.

A galáxia NGC 3031 foi descoberta em 31 de Dezembro de 1774 pelo astrônomo alemão Johann Elert Bode.

As Nebulosas América do Norte(NGC 7000) e Pelicano(IC 5067/IC 5068/IC 5070)


As nebulosas América do Norte e Pelicano são duas partes de uma mesma nebulosa, separadas por faixas de poeira. Na esquerda está a nebulosa América do Norte, que lembra vagamente o contorno do continente Norte Americano. A região da direita é chamada de nebulosa do Pelicano.

Estas são as quatro nebulosas luminosas na região, presentes nos catálogos NGC/IC. A nebulosa América do Norte (NGC 7000) é a mais luminosa. As outras três nebulosas listadas aqui (IC 5067/68/70) são partes da obscura nebulosa do Pelicano.

Nebulosa da Águia

A Nebulosa da Águia (também conhecida como M16, ou Messier Object 16 ou NGC 6611) é uma nebulosa localizada na cauda da constelação de Serpente. Contém um berçário de estrelas jovens e é muito luminosa. Apresenta uma torre de gases e poeiras com aproximadamente 9,5 anos-luz, ou seja, sensivelmente o dobro da distância entre o Sol e a segunda estrela mais próxima da Terra.
Na imagem é possível visualizar duas zonas com cores distintas. A coloração deriva dos gases energizados pela poderosa luz ultra-violeta emitida pelo enxame. Na parte superior, a concentração de oxigénio é bastante superior às restantes enquanto que na parte inferior, a concentração de hidrogénio é dominante, e daí resultam as duas cores apresentadas na imagem.

Nebulosa Cabeça de Cavalo


A Nebulosa do Cavalo (ou IC 434) é uma nebulosa escura na constelação de Órion. A nebulosa está localizada logo abaixo de Alnitak, estrela que faz parte do Cinturão de Órion. Está a aproxidamente 1500 anos luz da Terra. É uma das nebulosas mais identificáveis devido a forma de sua nuvem escura de poeira e gases, que é semelhante à de uma cabeça de cavalo. Foi observada pela primeira vez em 1888 por Williamina Fleming na chapa fotográfica B2312 do observatório da Universidade de Harvard.
O brilho vermelho se origina do hidrogênio, gás que predomina por trás da nebulosa, ionizado pela próxima estrela brilhante Sigma Orionis (Alnitak). A escuridão da Cabeça de Cavalo é causado principalmente por uma poeira espessa. Tem cerca de 16 anos-luz de extensão e uma massa total de 300 massas solares.

Quasar Q0957+561 (Ursa Maior)

Clique na imagem para ampliar

O Quasar duplo Q0957+561 foi o primeiro caso confirmado de uma lente gravitacional, efeito previsto pela Teoria Geral da Relatividade de Einstein. Consiste em duas imagens de um mesmo quasar originadas pelo efeito gravitacional de um cluster de galáxias situadas a cerca de 3.5 bilhões de anos-luz. O Quasar, esse, está bem mais longe: estima-se que se situe a cerca de 8,7 bilhões de anos-luz. A luz do quasar foi emitida quando o universo tinha cerca de 1/3 da idade actual. As imagens estão separadas por 6" e têm uma magnitude aparente de 17.

O quasar foi descoberto em 1979.

Colônia de estrelas jovens e quentes em nova imagem do Spitzer

Astrónomos estudaram um grupo quente de estrelas jovens, observando o seu movimento como paparazzis. Uma nova imagem infravermelha capturada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra a maternidade irrequieta da Nebulosa de Orion, situada na espada do caçador associado à famosa constelação. Tal como as estrelas de Hollywood, os corpos celestes não brilham sempre no máximo, mas variam com o tempo. O Spitzer está a observar o espectáculo cósmico, ajudando os cientistas a aprender mais sobre o porquê das estrelas mudarem, e até que ponto a formação planetária desempenha aqui um papel.

"Este é um projecto exploratório. Ninguém fez isto antes num comprimento de onda sensível ao calor da poeira que orbita tantas estrelas," afirma John Stauffer, o investigador principal da pesquisa no Centro Científico Spitzer da NASA, localizado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, EUA. "Estamos a observar muitas variações, que podem ser o resultado de aglomerados ou estruturas deformadas nos discos de formação planetária."

A nova imagem foi obtida depois do Spitzer ter ficado sem líquido refrigerante em Maio de 2009, que marcou o começo da sua missão alargada "quente". Este líquido era usado para arrefecer os instrumentos, mas os dois canais infravermelhos de comprimento de onda mais curto ainda funcionam normalmente na nova e mais "amena" temperatura de 30 Kelvin (-243º C). Nesta nova fase da missão, o Spitzer é capaz de passar mais tempo em projectos que cobrem uma maior área do céu e que necessitam de maiores tempos de exposição.

Um desses projectos é o programa "Variabilidade de Objectos Estelares Jovens", no qual o Spitzer observa repetidamente a mesma zona da Nebulosa de Orionte (M42), estudando o mesmo conjunto de aproximadamente 1500 estrelas variáveis ao longo do tempo. Já obteve cerca de 80 imagens da região durante 40 dias. Um segundo conjunto de observações será feita no Outono de 2010. As estrelas cintilantes da região têm mais ou menos um milhão de anos - isto poderá invocar pensamentos de um creme anti-envelhecimento para uma estrela de cinema, mas escalas de tempo cósmicas, é muito jovem. O nosso Sol, com uma idade média, tem 4,6 mil milhões de anos.

As estrelas jovens são instáveis, com níveis de brilho que mudam mais do que aquelas já adultas, como o Sol. Também giram mais depressa. Uma razão para os altos e baixos no seu brilho é a existência de manchas frias nas suas superfícies. As manchas frias são o contrário de "manchas velhas" - quanto mais jovem é a estrela, mais tem. As manchas frias aparecem e desaparecem à medida que a estrela gira em torno do seu eixo, mudando a quantidade de luz que chega aos nossos telescópios.

O brilho estelar pode também mudar devido a manchas quentes, provocadas pelo gás do disco de acreção que espirala para a jovem estrela.

"Nos anos 50 e 60, os astrónomos sabiam que as estrelas mais jovens variavam, e postularam que isto tinha algo a ver com o seu processo de formação," acrescenta Stauffer. "Mais tarde, graças a melhores tecnologias, pudémos ver melhor e aprender mais acerca das manchas das estrelas."
O Sptizer é particularmente apto para estudar ainda outra razão do porquê da variabilidade das estrelas. O olho infravermelho do telescópio pode observar os discos poeirentos e quentes que as orbitam. Estes discos são onde os planetas eventualmente se aglomeram e formam. Quando os discos são jovens, podem ter assimetrias, possivelmente provocadas pela formação planetária ou perturbações gravitacionais de planetas recém-formados. À medida que os discos enviesados circulam uma estrela, bloqueiam quantidades diferentes de luz estelar.

Ao recolher mais dados sobre estes discos variáveis, Stauffer e a sua equipa esperam aprender mais sobre o desenvolvimento dos planetas -- não exactamente material para tablóides, mas o drama contínuo de uma grande família estelar.

Posição Planetária Atual - Clique na imagem Posição Planetária Atual - NASA

O céu da sua cidade - Clique aqui - Apolo11.com

O Sol Agora - Clique na imagemPosição Planetária Atual - NASA
Symphony of Science
Através do Buraco de Minhoca