As Cinco Luas de Saturno


A NASA divulgou uma foto que enquadra de uma só vez cinco das várias luas de Saturno. A primeira da esquerda é Janus, seguida de Pandora. Enceladus, a mais brilhante, aparece bem no centro. A segunda maior lua do planeta, Rhea, está segmentada na imagem. Uma menor, Mimas, se encontra ao lado dela. A imagem foi feita pela sonda Cassini em 29 de julho, que orbita Saturno, a uma distância aproximada de 1,1 milhão de km de Rhea e a 1,8 milhão de km de Enceladus.

APOLO11.COM - Astrônomos voluntários ajudarão na busca por asteroides perigosos

APOLO11.COM - Astrônomos voluntários ajudarão na busca por asteroides perigosos:

Localizar asteroides potencialmente perigosos não é uma tarefa tão fácil e os poucos observatórios, a maior parte deles nos EUA, não são capazes de descobrir todos os objetos que possam representar uma ameaça ao nosso planeta. Para ajudar nesta busca, a agência espacial europeia, ESA, selecionou um time de astrônomos voluntários e as primeiras observações já começam a dar resultados.


Recentemente, durante uma seção de observações feitas no TOTAs, Observatório Teide de Pesquisas de Asteroides, localizado na ilha Tenerife, nas Canárias, a equipe fez uma importante descoberta e localizou um pequeno asteroide a mais de 88 milhões de quilômetros da Terra.

Batizado de 2011 SF108, a rocha não apresenta qualquer risco de colisão com nosso planeta, mas sua detecção demonstrou a grande capacidade que o voluntariado tem em descobrir objetos distantes e que possam representar algum tipo de ameaça.

A descoberta foi realizada a partir de um telescópio ótico de 1 metro de diâmetro, pertencente a um dos observatórios da ESA e não foi a primeira a ser feita pelo programa SSA, que pretende localizar objetos potencialmente perigosos. O que diferencia essa detecção das demais é que 2011 SF108 é um objeto classificado como NEO - Objeto Próximo à Terra - cuja órbita o faz passar nas imediações do nosso planeta com possibilidade de impacto.


Apesar de ser classificado como NEO, 2011 SF108 não apresenta ameaça de fato. De acordo com os cálculos, a órbita do asteroide ao redor do Sol faz com que a máxima aproximação com a Terra não seja inferior a 30 milhões de quilômetros, uma distância bastante segura em termos astronômicos.

Para localizar os asteroides perigosos, a equipe de 20 voluntários coleta imagens automaticamente durante diversas horas, que em seguida são analisadas por um novo software desenvolvido pelo cientista e astrônomo amador Matthias Busch, ligado ao Observatório Amador Starkenburg, em Heppenheim, na Alemanha.

O software tem a função de localizar movimentos significativos nas imagens e que possam caracterizar a presença de asteroides. Após a primeira triagem, a cena é submetida a um revisor humano, que decidirá quais imagens ou objetos merecem atenção.

Segundo Detlef Koschny, diretor do programa de detecção de asteroides da ESA, as imagens são distribuídas a todos os membros da equipe e qualquer um pode ser o descobridor de um novo asteroide. "No caso de 2011 SF108, o sortudo foi o voluntário Rainer Kracht", disse Koschny.

O objeto é o 46º asteroide descoberto por Kracht, um professor aposentado que vive na pequena cidade de Elmshorn, próximo a Hamburgo, na Alemanha. "Oito de nós estávamos revisando as imagens naquela noite e nossa equipe teve a sorte em encontrar 2011 SF108", explicou o astrônomo.

Até o momento, pelo menos 8 mil objetos NEO já foram encontrados por observadores em todo o mundo e milhares de outros objetos ainda não foram detectados. Alguns são rochas que não ultrapassam 1 metro enquanto outros podem ser asteroides com centenas de metros, daí a importância de localizar esses corpos e determinar se são capazes de atingir nosso planeta.

A tarefa em encontrar os asteroides não é tão fácil. Profissionalmente, somente os EUA têm programas de localização e vigilância de asteroides. Na Europa, o único centro de pesquisas desse tipo é o observatório de La Sagra e é mantido por astrônomos amadores do sul da Espanha.

Fotos: No topo, animação mostra o asteroide 2011 SF108 em setembro de 2011, quando ainda se localizava a 88 milhões de quilômetros da Terra. Acima, Observatório Teide de Pesquisas de Asteroides, localizado na ilha Tenerife, nas Canárias. Créditos:ESA, Apolo11.com.

Observatório Nacional: Einstein errou?

Observatório Nacional: Einstein errou?:

Muitos sonham em desmentir o genial físico alemão; por enquanto, porém, suas teorias, que inspiraram tecnologias como laser e GPS , resistem ao teste do tempo.

MARCELO GLEISER
COLUNISTA DA FOLHA

Esta semana marcou o 106º aniversário da publicação do artigo de Einstein com a famosa fórmula E=mc2, talvez a mais famosa da física.

Aos 26 anos, Einstein redefiniu nossa compreensão da matéria, mostrando sua íntima relação com a energia. O elo da correspondência é a velocidade da luz, representada pelo "c", com um valor aproximado de 300 mil km/s.

Você pisca o olho e a luz dá sete voltas e meia em torno da Terra. Segundo a teoria da relatividade, nada na natureza pode viajar mais rápido do que a luz: qualquer objeto com massa, de um elétron a um cometa, necessariamente deve viajar com uma velocidade mais baixa do que "c".

Porém, vimos recentemente cientistas dos laboratórios europeus Cern, em Genebra, na Suíça, e Gran Sasso, na Itália, anunciando a detecção de partículas com velocidades maiores que a da luz.

FANTASMAGÓRICAS

As partículas são neutrinos, conhecidas como "partículas-fantasmas" devido à sua fraca interação com a matéria: neutrinos atravessam paredes, pessoas e planetas como se não existissem, apenas raramente colidindo com outras partículas.

Os experimentos começam criando neutrinos no Cern. Depois, eles viajam 730 quilômetros através da crosta terrestre até chegar aos detectores em Gran Sasso.

Embora o porta-voz da experiência tenha afirmado que o processo é simples, que basta dividir distância por tempo para obter a velocidade, na prática a coisa é bem mais complicada. De fato, a maioria absoluta dos físicos vê os resultados com muito ceticismo, duvidando que sobrevivam por muito tempo.

Ou, claro, pode ser que os neutrinos tenham viajado mesmo algumas dezenas de bilionésimos de segundo mais rápido do que as partículas da luz. Mas eu não apostaria nisso.

O que acho interessante é o burburinho que surge cada vez que um cientista crê demonstrar que Einstein errou.

Cientistas têm o dever de testar teorias. Dada a profundidade das teorias de Einstein, achar uma falha numa delas pode revolucionar a nossa compreensão do mundo natural. Esse tipo de ceticismo é vital para o funcionamento da ciência.

MATURAÇÃO LENTA

Muitas vezes, uma teoria demora a maturar. De volta a Einstein, esse foi o caso com a sua teoria da relatividade geral, a que relaciona a atração gravitacional com a curvatura do espaço.

A teoria foi desenvolvida aos poucos, entre 1907 e 1915, até Einstein chegar à sua versão final. Afirmar que Einstein deu passos "errados" no meio do caminho é ignorar o processo criativo dos cientistas; a ciência não anda numa linha reta entre dois pontos. Ela meandra aqui e ali até chegar ao seu objetivo.

Que eu saiba, os resultados principais de Einstein estão todos ainda conosco e continuam a inspirar novas pesquisas, sem falar nas tecnologias "einstenianas" do cotidiano.

Mesmo que, um dia, algumas das ideias de Einstein sejam suplantadas por novas teorias-e isso deve acontecer -, dizer que ele estava errado é no mínimo ingênuo.

Será que podemos dizer que Newton estava errado quando Einstein corrigiu suas teorias? Certamente não! Toda teoria deve ser aplicada dentro do seu limite de validade: julgá-la errada quando aplicada fora desses limites é não saber como usá-la.

O próprio Einstein considerou uma de suas ideias como o "maior dos seus erros", a adição da chamada constante cosmológica às equações descrevendo a geometria do Universo.

Em 1931, Einstein visitou o astrônomo Edwin Hubble no observatório do monte Wilson, na Califórnia, e teve a oportunidade de ver o desvio para o vermelho da luz emitida por galáxias distantes. A interpretação mais imediata desse desvio é a expansão do Universo, isto é, que as galáxias estão se afastando umas das outras a altas velocidades. Em 1917, Einstein havia escrito um artigo onde supõe que o Universo é estático, sem expansão alguma.

Para isso, teve de adicionar a constante cosmológica, que garante a solução estática que queria. O resultado de Hubble mostrou que sua suposição não era necessária.

REVIRAVOLTA

Ironicamente, em 1998, astrônomos descobriram que o Universo está em expansão acelerada, efeito que pode ser causado justamente pela constante cosmológica de Einstein. A natureza tem razões que a razão desconhece.

Outro "erro" de Einstein é sua posição com relação à mecânica quântica, que descreve as partículas da matéria. Ele nunca aceitou que, conforme dizia essa área da física, a realidade tivesse um forte componente aleatório.

Até hoje, nada de anormal foi encontrado com a mecânica quântica. Em defesa de Einstein, não houve aqui um erro, mas uma diferença filosófica na sua visão de mundo. É prematuro julgar se sua posição está certa ou errada.

A lição aqui me parece simples: é bom termos cuidado ao julgar teorias a partir de resultados recentes e com pouco escrutínio. Afirmações extraordinárias requerem provas extraordinárias.

Embora o questionamento constante seja vital para a ciência avance, as trombetas da revolução só devem ser soadas após a revolução ter mesmo começado.
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MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".

Observatório Nacional: Nobel de Física vai para descoberta da expansão acelerada do universo

Observatório Nacional: Nobel de Física vai para descoberta da expansão acelerada do universo:

Veja - Ciência
Cosmologia

Laureados analisaram explosões de estrelas distantes para descobrir que o universo, ao contrário do que se acreditava, está em expansão acelerada.

De acordo com os laureados, o universo está em expansão acelerada.

A Academia Real Sueca de Ciências anunciou na manhã de terça-feira que o Prêmio Nobel de Física de 2011 será dividido entre três cosmólogos: os americanos Saul Permutter e Adam Riess e o australiano-americano Brian Schmidt. Os três descobriram que o universo está em expansão acelerada por meio de observações de explosões estelares distantes, também conhecidas por supernovas.

Cosmologia é uma área da astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do universo. A teoria do Big Bang, por exemplo, é amplamente discutida por cosmólogos.

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Radiação espacial deve aumentar nos próximos anos

Você que é viajante do ar, passageiro de companhias aéreas e astronautas, fique atento. Os níveis de radiação provavelmente vão aumentar nos próximos anos devido a mudanças na atividade solar.

Raios cósmicos do espaço e partículas de alta energia do sol podem ser perigosos para os astronautas, podem expor tripulações e passageiros de linhas aéreas à radiação, bem como danificar aeronaves espaciais e satélites.

Campos magnéticos solares protegem a Terra repelindo a entrada de raios cósmicos galácticos. Mas o período mais forte da atividade magnética solar, conhecido como máximo solar, parece estar chegando ao fim e os níveis de partículas solares podem começar a subir ao mesmo tempo.

Raios cósmicos bombardeiam constantemente a Terra, mas a atividade solar depende do ciclo regular do sol. Atualmente, o sol está se aproximando do 11° ano do ciclo em curso, chamado ciclo solar 24. De acordo com a NASA, o pico ocorrerá em 2013.

Quando tempestades solares poderosas alcançam diretamente a Terra, elas podem representar uma séria ameaça para os astronautas em órbita, danos para naves espaciais, interferência nos sistemas de comunicações e outros impactos em geral. Suaves eventos espaciais climáticos – como uma tempestade geomagnética- também podem sobrecarregar a Terra.

Para ver o que os futuros níveis de radiação espacial podem causar, os pesquisadores analisaram um registro de 9.300 anos de raios cósmicos e atividades solares, na forma de gelo extraído da Groenlândia e da Antártida.

Átomos podem ser transmutados de um elemento para outro através de raios cósmicos e partículas solares que batem neles – a partir das amostras de gelo, os cientistas podem detectar esses eventos. Os registros antigos são complementados com dados atuais de uma rede global de estações de monitoramento de nêutrons.

Com base nisso, os pesquisadores analisaram as possíveis futuras variações nos níveis de raios cósmicos galácticos, no campo magnético interplanetário próximo à Terra, no número de manchas solares e no tamanho das tempestades solares. Eles descobriram que o risco de clima espacial perigoso deverá aumentar consideravelmente durante o século que vem a partir do nível em décadas recentes.

Mas calma, não precisa adiar suas viagens de avião.

No entanto, é bom estar ciente de que haverá mais exposição a partículas perigosas, particularmente nos voos trans-polares. Para os realmente frequentes aviadores, que fazem várias viagens ao longo dos dias, pode ser bom tomar alguns cuidados como, por exemplo, os trabalhadores da indústria de radiação fazem, além de fazer exames mais aprofundados de saúde.

E para diminuir a exposição dos passageiros e tripulantes a doses mais elevadas de radiação durante os eventos solares, os voos podem ser desviados para latitutes e altitudes mais baixas, mesmo que com implicações em atrasos e custos.

Se o preço das passagens subirem demais nos próximos anos, não reclame muito. A culpa não é da companhia aérea, mas dos raios cósmicos galácticos.

Kurt Gödel (Série Biografias)


Kurt Gödel (Série Biografias)

Mais um episódio do "Fronteiras da Ciência", inaugurando a nova Série Biografias, sobre a vida do matemático e lógico Kurt Gödel. Nosso convidado é o Prof. Sílvio Dahmen, do Depto. de Física da UFRGS.

Cometa Elenin não é detectado pelo telescópio solar SOHO


Imagens captadas pelo coronógrafo do telescópio espacial Soho não revelaram qualquer fragmento remanescente do cometa C/2010 X1 Elenin. As imagens eram ansiosamente aguardadas pelos astrônomos amadores. O cometa passou pelo periélio em 10 de setembro e a previsão era que não resistiria ao calor da estrela.

Cometa Elenin nas imagens do Soho

Apesar de não ser observado pelo coronógrafo, as imagens captadas não podem ser consideradas como prova definitiva para considerar o cometa desintegrado. O motivo é que o limite de brilho para ser detectado pelo coronógrafo Lasco C3 é de 7.0. Assim, se os fragmentos sobreviventes forem muito pequenos certamente não poderão ser observados.

A possibilidade de ruptura e desintegração de Elenin já havia sido levantada por experts na observação cometária, que não acreditavam que C/2010 X1 resistiria à grande aproximação com o Sol, estimada em 71 milhões de quilômetros.

A imagem acima foi feita pelo instrumento Lasco C3 às 13h30 BRT de 25 de setembro de 2011. Na cena é possível observar diversas estrelas usadas como referência na busca pelo cometa. Para fins de comparação de magnitude, o pequeno ponto anotado como HD 107070 é a estrela 13 Vir, de magnitude visual 6, já praticamente obscurecida na imagem do coronógrafo. A área delimitada mostra a posição em que o cometa C/2010 X1 Elenin deveria ser observado no instante da foto.

No momento, as observações visuais de Elenin permanecem bastante prejudicadas devido à proximidade com o Sol. Somente a partir da segunda semana de outubro os possíveis remanescentes do cometa poderão ser vistos através de telescópio óticos, desta vez antes do amanhecer, já no quadrante leste.

Satélite alemão Rosat deve cair na Terra em novembro

Nas últimas semanas, grande expectativa foi gerada em torno do UARS, o satélite aposentado da NASA que caiu sábado no mar. Agora, o novo foco dos astrônomos (e da população) é o Rosat, satélite alemão que deve cair em novembro e tem uma chance em 2.000 de atingir alguém.

Criado pela empresa DLR, o Rosat foi lançado em 1º de junho de 1990 numa missão que deveria durar apenas 18 meses. Mas o satélite acabou ficando ativo até 1998. Nesse período, estudou a origem, a composição e a distribuição de energia das emissões de raios X no espaço. Em 1999, o satélite foi desligado.

Desde então, o Rosat vem perdendo altitude continuamente conforme gira em torno da Terra, completando uma órbita no planeta a cada 90 minutos. Uma vez que o satélite não possui sistema de propulsão, não é possível controlar ou alterar a trajetória de sua queda na Terra. Além disso, desde que foi desligado, ele não pode mais se comunicar com o centro de controle da DLR em Oberpfaffenhofen, na Alemanha.

Corpos reentrando na atmosfera atingem uma velocidade de 27.500 km/h. Em menos de 10 minutos, o satélite deve se desacelerar por causa do atrito com o ar. O atrito causará um aumento de temperatura que, aliado ao estresse aerodinâmico, vai despedaçar grande parte do Rosat.

Segundo a DLR, até 30 partes do satélite, somando 1,6 tonelada, podem sobreviver a essa desintegração e cair em algum lugar da Terra. O satélite possui um sistema detector de raio X com espelhos e estrutura reforçada com fibras de carbono. Ao tocar o solo, os componentes estarão a uma velocidade de até 450 km/h. Só não se sabe, ainda, onde cairão.

Satélite que vai cair na Terra não atingirá os EUA

Esta é, para já, a única certeza da NASA que continua sem ser capaz de indicar onde deverão cair sexta à tarde os destroços do satélite lançado em 1991 para estudar as alterações climáticas.

A NASA informou ontem que o satélite que vai cair na Terra não sobrevoará a América do Norte durante a tarde de sexta-feira (hora de Nova Iorque, menos cinco do que em Lisboa), período durante o qual irá entrar na atmosfera.

A agência espacial norte-americana continua, no entanto, sem indicar de uma forma mais precisa a hora e local em que o Upper Atmosphere Research Satellite (UARS) deverá colidir com o 'planeta azul'.

Recorde-se que, segundo a NASA, a probabilidade de os restos do UARS, que pesa 5,9 toneladas, atingirem uma pessoa é muito remota - uma em 3.200.

Os cientistas garantem que o satélite se desintegrará ao entrar na atmosfera e que pelo menos 26 grandes pedaços do engenho caiam sobre o planeta.

O UARS , sem combustível desde 2005, foi lançado com o intuito de estudar as alterações climáticas, medindo a concentração de determinadas substâncias químicas na atmosfera.

Posição Planetária Atual - Clique na imagem Posição Planetária Atual - NASA

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