NASA fotografa cratera marciana em alta definição

A High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) é uma câmera de alta resolução acoplada ao Mars Reconnaissance Orbiter.

O veículo explora o planeta vermelho para a NASA e envia imagens da superfície- ajudando cientistas a decifrar melhor a geografia e composição química marciana.

Nesta foto, a câmera HiRISE regisrou parte do quadrante noroeste da Planície Hellas, em Marte.

Com diâmetro de 2250 km, ela é uma das maiores crateras de impacto do sistema solar e, devido à sua densidade, acredita-se que seja muito antiga.

A Hellas está coberta por um material pode estar relacionado à atividade vulcânica, mas também pode indicar a presença de água e gelo.As conclusões só virão após investigações mais profundas da cratera.

ESA flagra nascimento de estrela impossível

Com suas observações em infravermelho, o telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia (ESA), flagrou um raro momento: a formação de uma estrela impossível.

A nuvem RCW 120, fotografada pelo equipamento, revelou um embrião que parece pronto para se tornar uma das maiores e mais brilhantes estrelas da nossa galáxia – isso, claro, dentro de algumas centenas de milhares de anos.

A 4.300 anos-luz da Terra, ela já contém de oito a 10 vezes a massa do Sol e continua cercada por uma massa de gás e poeira equivalente a 2000 sois, da qual pode se alimentar.

Estrelas de grande massa são raras – e capturar uma durante sua formação é uma oportunidade única para tentar resolver um grande paradoxo da astronomia. De acordo com o conhecimento atual, não deveria ser possível que estrelas com mais de oito vezes a massa do Sol existissem.
Isso porque a luz emitida por um corpo tão grande iria empurrar as nuvens que deram origem a ela antes que mais massa pudesse se acumular. No entanto, de algum jeito que os cientistas ainda não conseguem entender, elas se formam.

Algumas dessas estrelas “impossíveis” contêm até 150 vezes a massa do sol. Agora que o Herschel observa uma no início de sua vida, os astrônomos têm esperanças de usar os dados para tentar descobrir, enfim, como ela desafia as teorias.

Entrevista - Fisico Quântico Amit Goswami

O Roda Viva entrevista o físico nuclear indiano Amit Goswami, considerado um importante cientista da atualidade, ele tem instigado os meios acadêmicos com sua busca de uma ponte entre a ciência e a espiritualidade. Ele vive nos EUA, é PhD em física quântica e professor titular da Universidade de Física de Oregon. Há mais de 15 anos está envolvido em estudos que buscam construir o ponto de união entre a física quântica e a espiritualidade. Já foi rotulado de místico pela comunidade científica, e acalmou os críticos através de várias publicações técnicas a respeito de suas idéias. Em seu livro "O Universo Auto-Consciente" ele procura demonstrar que o universo é matematicamente inconsistente, e sem existência de um conjunto superior, no caso Deus. E diz que se esses estudos se desenvolverem, logo no início do terceiro milênio, Deus será objeto da ciência e não mais da religião.

Odele e Flávia

Conheça a história de Odele e de Flávia, mãe e filha que vivem uma luta diária por justiça. Flávia sofreu um acidente quando teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde moravam em São Paulo. Desde então fazem 12 anos que Flávia vive em coma vigil. Acompanhe esta luta no Blog Flavia, Vivendo em Coma... 

Com certeza Flávia desfruta, além do amor de sua mãe e de todos que a cercam, a luz e a energia das estrelas.

Neste dia das mães, que Odele tenha redobrada a sua força nesta luta marcada por sofrimento e impulsionada por muito amor.


Universos Paralelos - BBC

Durante quase cem anos a ciência tem sido perseguida por um segredo obscuro: a existência de mundos escondidos para além dos nossos sentidos humanos. Existiria um infinito número de universos paralelos e nós por acaso vivemos num deles? Estariam as partículas em mais de um lugar ao mesmo tempo?

Galáxias da Antena

As Galáxias da Antena encontram-se a 63 milhões de anos-luz, na constelação do Corvo, e constituem o exemplo mais próximo e jovem de um par de galáxias em colisão. Conhecidas formalmente por NGC 4038 e 4039, o nome de Galáxias da Antena deve-se às suas extensas caudas luminosas que lembram as antenas de um insecto.

Gliese 710

Gliese 710 é uma anã vermelha da constelação Serpens, com magnitude 9,66 e massa estimada entre 0,4 e 0,6 massas solares.

Está aproximadamente a 63,0 anos luz da Terra, mas é notável porque seu movimento, distância e velocidade radial indicam que vai chegar à distância de 1,1 anos luz (70 mil UA) da Terra em 1,4 milhões de anos, segundo dados do telescópio Hipparcos. Quando estiver à sua distância mínima, ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares.

Num intervalo de ±10 milhões de anos ao presente, Gliese 710 é a estrela cuja combinação de massa e menor distância que causará a maior perturbação gravitacional em nosso sistema solar. Especificamente, ela tem o potencial de perturbar a Nuvem de Oort o suficiente para enviar uma chuva de cometas ao sistema solar interno, causando, possivelmente, um evento de impacto.

Como nascem as anãs marrons?

Quando a nuvem primordial é pequena, as condições interiores da fusão jamais disparam o mecanismo de nucleossíntese estelar o objeto fracassa em se tornar uma estrela. Estas estrelas falhadas são conhecidas por anãs marrons (ou anãs castanhas) não são tão raras no Universo como se poderia supor. As anãs-marrons são objetos com massa entre 0,012 M¤ e 0,075 M¤ (M¤ = massa do Sol), algo entre 13 MJ* e 75 MJ (MJ = massa de Júpiter).

Além disso, a anãs marrons têm muito em comum com o planeta Júpiter, que tem uma massa menor, mas possui tamanho e composição semelhantes a esses objetos sub-estelares. Se Júpiter tivesse se formado sozinho, nas profundezas do espaço, poderia eventualmente ser classificado como uma estrela falhada.

Concepção artística de um berçário estelar, à medida que uma estrela nasce a partir do gás e poeira girando na nuvem proto-estelar. As anãs marrons se formam da mesma maneira que as estrelas, apenas não têm massa suficiente para iniciar sua ignição e realizar a nucleossíntese estelar do hidrogênio. Crédito: NASA/JPL-Caltech

A anãs marrons foram descobertas em pela primeira vez em 1995 e, desde então, centenas de astrônomos descobriram que elas orbitam outras estrelas, que orbitam uma em torno de outra ou simplesmente vagam sozinhas pelo espaço interestelar. Ninguém sabe com certeza quantas anãs-marrons existem por aí, mas uma melhor estimativa sugere que há uma anã marrons para cada três estrelas, o que significa que há muito ainda a ser descoberto.

NGC 4921


A constelação chamada Cabeleira de Berenice, a 320 milhões de anos-luz da Terra, possui uma das mais ricas coleções de galáxias do Universo mais próximo de nós. Entre elas, há um aglomerado particularmente interessante, chamado pelos astrônomos de Abell 1656 ou, mais popularmente, Aglomerado de Galáxias da Cabeleira. As galáxias no interior de um aglomerado interagem fortemente umas com as outras, mesclam-se e, ao longo do tempo, transformam as espirais repletas de gás em sistemas elípticos, sem passar por processos ativos de formação de novas estrelas. Como resultado, esses aglomerados têm muito mais galáxias elípticas do que espirais. No interior do nosso aglomerado da Cabeleira, há uma galáxia especial, uma das mais brilhantes do Aglomerado, chamada NGC 4921. Ao contrário da maioria das suas vizinhas, ela é espiral. E, mais especial ainda, ela é tênue, suave, quase transparente. Os astrônomos dizem que ela é mesmo anêmica. Estrelas azuis mesmo não possuindo processos vigorosos de formação de estrelas, que poderiam fazer com que seus braços brilhassem como as galáxias espirais tradicionais, algumas estrelas azuis jovens, extremamente brilhantes, espalham luz pelos seus redemoinhos de poeira estelar que formam um anel suave ao seu redor. O Telescópio Espacial Hubble agora conseguiu capturar toda a beleza da NGC 4921. Ainda que os detalhes não possam ser vistos na resolução aqui mostrada, os astrônomos pela primeira vez puderam ver detalhadamente as estrelas azuis destacadas contra as nuvens de poeira. Eles também visualizaram uma série de outras galáxias na vizinhança, ainda não estudadas em detalhe.Visíveis na imagem estão, a partir do centro: um brilhante núcleo, uma brilhante barra central, um anel proeminente de poeira escura, enxames azuis de estrelas recém-formadas, várias galáxias vizinhas mais pequenas, galáxias sem relação no plano de fundo, e estrelas da nossa própria Via Láctea.

Porque a Lua Parece Maior no Horizonte?

A ilusão sobre o tamanho da Lua no horizonte já foi ponderada por centenas de anos. Este problema é comumente conhecido como Ilusão da Lua.

Todos nós, quando olhamos a Lua Cheia próxima do horizonte, avaliamos ilusoriamente que o seu tamanho é muito maior do que quando ela se encontra elevada no céu. Entretanto o diâmetro do disco lunar, ao invés de diminuir, até aumenta um pouco durante a ascensão da Lua.

Algumas pessoas especularam que existe algum efeito que faz a atmosfera agir como uma lente de aumento que amplia a Lua, fazendo-a parecer maior. O fato é que, na verdade, qualquer distorção causada pela atmosfera, faria a Lua parecer um pouco menor, e a explicação para a ilusão sobre o tamanho da Lua no horizonte nada tem a ver com a refração da luz na atmosfera e é um problema ainda não completamente esclarecido pela psicologia da percepção.

Um meio fácil de se comprovar esta ilusão visual é interpor uma pequena moeda entre o nosso olho e a Lua Cheia nascente. Constataremos que a distância da moeda ao nosso olho, quando encobre perfeitamente o disco lunar, não se altera à medida que a Lua se eleva. Desta forma estamos demonstrando que a imagem que temos na retina tem aproximadamente o mesmo tamanho, independentemente da posição da Lua no céu.

Outra maneira mais acurada de verificar que o tamanho do disco lunar permanece quase inalterado consiste em fotografar a Lua em momentos distintos nas mesmas condições de amplificação da câmara fotográfica. Não haverá diferença de tamanho do disco lunar nas duas fotografias.

Essa ilusão não ocorre apenas com a Lua mas igualmente com o Sol e outros objetos que passam por diferentes elevações no céu.

Uma das teorias que procura explicar esse fenômeno é chamada Ilusão de Ponzo, e diz que nossa mente tende a "enxergar" menor um objeto situado mais próximo, e maior um mais distante. Na figura abaixo, nossa avaliação é de que a imagem da xícara 1 é menor do que a imagem da xícara 2 e esta, por sua vez, menor do que a imagem da xícara 3. Na realidade as 3 imagens tem o mesmo tamanho! É a Ilusão de Ponzo. 

O mesmo é observado em relação a figura abaixo: embora as duas linhas tenham o mesmo tamanho, "enxergamos" a linha de cima, aparentemente mais distante, como maior.


Outra teoria bem aceita sobre este fenômeno é a do Achatamento da Abóbada Celeste. Segundo ela, para a maior parte das pessoas a abóbada celeste não parece ser um hemisfério, e aparenta ser achatada, mais extensa na direção do horizonte do que para cima. Quando temos uma formação de nuvens elevadas, distribuídas sempre à mesma altura do solo, nitidamente percebemos que elas estão mais distantes na direção do horizonte do que para cima, reforçando assim a concepção de que o horizonte se encontra mais afastado do que as partes altas da abóbada.

A teoria da Ilusão de Ponzo juntamente com a teoria Ilusão do Achatamento da Abóbada Celeste integram a mais plausível explicação para a ilusão sobre o tamanho da Lua no horizonte. Apesar de sempre termos na retina uma imagem da Lua com o mesmo tamanho, julgamos que ela seja maior quando está mais afastada de nós, isto é, no horizonte.

Uma outra explicação dada para o problema do tamanho do disco lunar recorre às referências terrestres, afirmando que subconscientemente comparamos as dimensões da Lua no horizonte com o tamanho dos prédios ou acidentes geográficos e que por não termos tais referências quando a Lua está elevada, a avaliamos menor. Essa explicação é refutada quando se verifica a permanência da ilusão mesmo na falta de referências no solo, como soe acontecer em alto mar ou em litorais planos.

Por enquanto, o que se sabe é que não há uma resposta certa, e o problema ainda permanece em aberto. Mas, em uma coisa as pessoas concordam: a Lua não muda fisicamente o seu tamanho ou sua distância da Terra enquanto se move no céu. Tudo se passa nas nossas mentes.

O Caso Salyut - 6

Um dos casos mais interessantes de contacto imediato, ocorreu em órbita terrestre e envolveu os tripulantes da estação espacial russa Salyut. Eram eles os astronautas Viktor Savinikh e Vladimir Kovalyonok.

Estávamos então no ano de 1981. Os dois astronautas encontravam-se em órbita terrestre, trabalhando na estação espacial Salyut-6. Após decorridos 75 dias de permanência no espaço, o astronauta Kovalyonok enquanto fazia alguns exercícios físicos num aparelho de ginástica para evitar a deteriorização dos músculos, e ao olhar pela vigia da cápsula, pode observar pela primeira vez um estranho objecto que não pode explicar de acordo com as leis da física. De imediato alertou Savinikh para o sucedido, e ambos ficaram a observar o objecto através das portinholas separadas entre si.
O objecto mantinha uma distância da estação espacial de uns 1000 metros, quando Kovalyonok agarrou numa câmara e começou a filmá-lo tornando-se num filme de 45 minutos. De seguida com a ajuda de binóculos percebeu que o objecto era perfeitamente esférico, prateado e não possuía qualquer tipo de saliência ou painéis solares, dos quais pudessem extrair energia. A nave misteriosa tinha apenas a metade do tamanho da Salyut-6, de 16 metros de comprimento.
Durante as 24h, isto é ao longo do dia 14 de Maio de 1981, o objecto permaneceu em posição estacionaria próximo á Salyut-6, sem demonstrar qualquer sinal de actividade. No dia seguinte, 15 de Maio e ao acordarem, os astronautas viram a nave não identificada ainda mais próximo, a aproximadamente 100 metros de distância. Assim puderam observar mais nitidamente a estranha nave. Havia uma serie de janelas ao seu redor, sendo 24 ao todo, divididas em três níveis. Através das mesmas foi possível observar 3 tripulantes que vestiam uma espécie de uniforme justo, colado ao corpo. Também usavam capacetes leves, semelhantes a capuzes apertados sobre a cabeça deixando o rosto parcialmente coberto. Entretanto foi possível notar que tinham um rosto de aparência humana, sobrancelhas compridas e grossas, narizes rectos, e grandes olhos azuis com um tamanho muito superior ao do padrão humano, e que impressionou bastante os astronautas. É de salientar que a sua expressão não mostrava qualquer tipo de emoção.

Mais tarde, no mesmo dia, Kovalyonok pediu autorização ao controle em Terra para estabelecer um contacto mais directo com os seres, pois estes pareciam ser amistosos. Então o controle determinou que não fize-se contacto físico, apenas que trocassem mensagens visuais.
Os astronautas estavam-se a sentir perfeitamente á vontade perante o comportamento muito humano dos seres, cuja nave mudava de posição frequentemente, mas não se percebia qual a forma de propulsão utilizada pela mesma. A dado momento a nave chegou a aproximar-se a uma distância de 30 metros da Salyut. Os astronautas podiam não só ver os estranhos seres, mas também observar os seus movimentos que pareciam humanos, embora muito rígidos como se fossem mecânicos. Os cosmonautas então, decidiram abrir um grande mapa celeste próximo a uma das janelas da cápsula. O mapa mostrava o nosso sistema solar no centro. Kovalyonok admirou-se quando um dos seres fez exactamente a mesma coisa, e puxou do seu próprio mapa. Não restava dúvidas que eles estavam equipados com os mapas de navegação e apontavam para a parte da nossa galáxia com toda a precisão. Logo de seguida Kovalyonok pôs o dedo polegar para cima em sinal de positivo, recebendo o mesmo sinal por parte dos tripulantes. Em seguida a nave deles afastou-se a uma velocidade muito alta, reaparecendo na órbita seguinte. A nave afastou-se 6 vezes ao todo, sem uma razão aparente.
Usando uma lanterna, Kovalyonokteria tentado comunicar-se através de uma mensagem, primeiro em russo, depois em inglês, em Código Morse o seguinte conteúdo: "Astronautas soviéticos saúdam visitantes á Terra". Não houve nenhuma resposta. Então ele tentou uma figura matemática, usando uma luz breve para zero e uma longa para um, e sinalizou o número 101101. Logo depois veio um sinal luminoso como resposta. Mais tarde a mensagem foi decifrada como sendo um logaritmo usado por Kovalyonok nas suas pesquisas na cápsula.
No último dia do contacto, os seres saíram do objecto e aproximaram-se da Salyut. Os astronautas estimaram que os seres tinham aproximadamente 2 metros de altura e usavam todos fatos iguais. Então pediram permissão ao controle e Terra para também saírem e irem ao encontro dos seres, mas a saída foi negada. Após isso os seres voltaram ao objecto e partiram definitivamente. Após a partida do objecto os astronautas sentiram o que definiram como "uma estranha saudade".

De regresso á Terra ...

Alguns dias depois os astronautas regressaram á Terra, sendo submetidos a exames de rotina. Já restablecidos foram convocados para uma reunião extraordinária no dia 18 de Maio de 1981, feita pelo Gosplan (Ministério do Planeamento da ex-URSS).
Na ocasião estavam presentes diversos ufólogos, autoridades soviéticas, tanto administrativas como militares, além de cientistas de diversas áreas. O seu moderador foi o próprio chefe do programa espacial soviético, o General Timofeevict Beregovoy. A reunião ocorreu sobre forte esquema de segurança, onde não foram permitidos registos de qualquer espécie. Gravadores e máquinas fotográficas foram deixados na entrada do auditório. O encontro começou ás 5h da tarde e durou aproximadamente 2h. Após uma breve introdução do general Beregovoy, todos viram o filme obtido durante a missão.
 
Depois da reunião, o governo russo não se pronunciou sobre o evento envolvendo a Salyut-6. O filme e as conclusões da investigação oficial do governo, permaneceram longe do conhecimento público. Os próprios astronautas, embora já tenham feito inúmeras declarações confirmando os factos, são reticentes em dar entrevistas sobre o assunto.

Maior Olho no Céu do Mundo Será Construído em Armazones, Chile

Panorama nocturno do Cerro Armazones

No dia 26 de Abril de 2010, o Conselho do ESO escolheu o Cerro Armazones como o local de instalação do provável telescópio de 42 metros, o E-ELT, European Extremely Large Telescope. O Cerro Armazones é uma montanha com uma altitude de 3060 metros situada na região central do deserto do Atacama, no Chile, a cerca de 130 quilómetros a sul da cidade de Antofagasta e a 20 quilómetros do Cerro Paranal, local do Very Large Telescope do ESO.

“Este é um marco importante do projecto, que nos permitirá finalizar a concepção geral desta ambiciosa infra-estrutura, a qual fará avançar enormemente o conhecimento astronómico”, diz Tim de Zeeuw, director geral do ESO. “Quero agradecer à equipa de selecção do local o excelente trabalho desenvolvido nos últimos anos.”

O próximo passo do ESO será construir um telescópio europeu de grandes dimensões (do inglês, E-ELT, European Extremely Large Telescope), o qual operará no domínio do visível/infravermelho e terá um espelho principal de 42 metros de diâmetro. O E-ELT será “o maior olho no céu do mundo” - o único telescópio do género do mundo inteiro. O ESO está a detalhar os planos de construção, em conjunto com a comunidade. O E-ELT abordará muitas questões fundamentais da astronomia moderna, e irá muito provavelmente revolucionar a nossa percepção do Universo, tal como aconteceu há 400 anos atrás com o telescópio de Galileu.

A decisão sobre o local de construção do E-ELT foi tomada pelo Conselho do ESO, que é o orgão governativo da Organização, composto pelos representantes dos catorze países membros do ESO, e baseou-se num extenso estudo de meteorologia comparativa, executado durante vários anos. A maioria dos dados obtidos durante a campanha de selecção do local serão tornados públicos durante o ano de 2010.

Existem vários factores a ser tomados em conta no processo de selecção do local. Claramente, o papel predominante cabe à “qualidade astronómica” da atmosfera, por exemplo, o número de noites claras, a quantidade de vapor de água e a “estabilidade” da atmosfera (também conhecida por seeing). No entanto, há igualmente outros parâmetros a considerar, tais como os custos da construção e operações, e a sinergia científica e operacional com outras infra-estruturas importantes (VLT/VLTI, VISTA, VST, ALMA e SKA, etc).

Em Março de 2010, o Conselho do ESO examinou um relatório preliminar com as principais conclusões do Comité de Aconselhamento de Selecção do Local do E-ELT . Estas conclusões confirmaram que todos os locais examinados na selecção final (Armazones, Ventarrones, Tolonchar e Vizcachas, no Chile, e La Palma, em Espanha) têm muito boas condições de observação astronómica, cada um com os seus pontos fortes. O relatório técnico concluiu que o Cerro Armazones, próximo do Paranal, destaca-se como o melhor local, uma vez que mostra o melhor balanço de qualidade do céu para todos os factores considerados, ao mesmo tempo que pode ser operado de modo integrado com o Observatório do Paranal do ESO. Os Cerros Armazones e Paranal partilham as mesmas condições ideais para a observação astronómica, em particular, dispondo de céu limpo 320 noites por ano.

Tomando em linha de conta as claras recomendações do Comité de Aconselhamento de Selecção do Local e todos os outros aspectos relevantes, em especial a qualidade científica do local, o Conselho confirmou agora a escolha do Cerro Armazones como local do provável E-ELT.

“Juntando as capacidades científicas transformacionais do E-ELT ao já bastante poderoso observatório VLT integrado, está garantido o futuro a longo prazo do Paranal como o mais avançado observatório no visível/infravermelho do mundo, confirmando assim ainda mais a posição do ESO como líder mundial da astronomia terrestre,” diz de Zeeuw.

Antecipando a escolha do Cerro Armazones como o futuro local de construção do E-ELT, e no intuito de facilitar e apoiar o projecto, o governo chileno concordou em doar ao ESO uma parte substancial do terreno adjacente à propriedade do ESO no Paranal, terreno esse que engloba o Armazones, de modo a assegurar a protecção contínua do local contra todas as influências adversas, em particular poluição luminosa e actividades mineiras.

NASA fotografa cratera em Marte

de INFO Online

O veículo de exploração terrestre Opportunity finalmente se aproxima da cratera Endeavour, em Marte.
Na foto, 13 km da borda da cratera são visíveis no horizonte, no canto esquerdo da imagem. À direita, ainda mais distante, está uma segunda cratera, a Iazu.

A Endeavour tem 21 quilômetros de diâmetro, o que a torna cerca de 25 vezes maior do que a Victória, a maior cratera já explorada pelo Opportunity.

O veículo passou dois anos explorando a Victória e, desde setembro de 2008, se desloca pelo solo arenoso em Marte em sua jornada rumo à Endeavour.

NASA pega dois buracos-negros de uma vez

de INFO Online

A NASA divulgou uma imagem feita do Observatório de Raios X Chandra que mostra dois pontos que podem representar dois buracos-negros, localizados na região central da galáxia M82.

O caso foi considerado como a primeira evidência de que mais de um buraco-negro de tamanho médio pode existir em uma única galáxia. De acordo com a agência, a descoberta foi feita a partir de dados coletados sobre o brilho e espectro dos raios x.

Uma das teorias levantadas pelos pesquisadores da NASA é que o fenômeno pode ser exemplo de como os buracos supermassivos são criados, assim como o que está presente no centro da Via Láctea.

A M82 está localizada a 12minlhões de anos-luz da Terra. A agência ainda aponta que o local tem condições semelhantes às do começo do universo, com diversas estrelas ainda em formação.

NGC 3190

A galáxia espiral NGC 3190 foi observada pelo telescópio de 4 m do Kitt Peak National Observatory (KPNO) nos Estados Unidos da América em Janeiro de 2001. Situada na constelação do Leão, a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, esta galáxia é vista por nós quase de perfil. Possui um diâmetro de cerca de 60000 anos-luz e faz parte de um pequeno grupo de galáxias designado por Hickson 44. Repare-se na enorme faixa de poeira que obscurece a luz das estrelas situadas na região central da galáxia. NGC 3190 possui um núcleo galactico activo.

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