Ceres

Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço do total da massa do cinturão.

Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da Terra, pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática: em imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria uma enorme cratera; em 2003, novas imagens apontaram para a existência de um ponto branco com origem desconhecida, não se conseguindo assinalar a cratera inicial.

A própria classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteroide por mais de 150 anos.

No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteroides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4,6 bilhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família Ceres de asteroides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteroides".

NGC 4676, conhecida como Os Ratos

Localizada a 300 milhões de anos-luz na constelação Coma Berenices, estas galáxias colidindo foram apelidadas de "Os Ratos" por causa da longa cauda de estrelas e gás emanando de cada galáxia. Também conhecida como NGC 4676, o par eventualmente se fundirá em uma única galáxia gigante. As estrelas, o gás, e as aglomerações luminosas de estrelas serão absorvidas pela união das galáxias ou orbitarão o halo da nova galáxia. Na galáxia à esquerda, o remendo brilhante azul é constituído de uma potente cascata de aglomerados e associações de jovens estrelas quentes azuis, cuja formação foi despertada pelas forças das interações gravitacionais. Jatos de material pode também ser visto fluindo entre as duas galáxias. As aglomerações de estrelas jovens na longa, e reta cauda (superior a direita) estão separadas por regiões mais tênues de material. Estas regiões mais escuras sugerem que as aglomerações de estrelas se formaram de um colapso gravitacional de gás e poeira que uma vez ocuparam estas áreas. Algumas aglomerações têm massas luminosas comparáveis às galáxias anãs que orbitam no halo de nossa Via-Láctea.

Cientistas encontram sinais de vulcões ativos no planeta Vênus

A evidência vem da sonda Venus Express, da ESA, que se encontra em órbita do planeta desde abril de 2006.

Pela primeira vez, pesquisadores encontraram sinais claros de fluxos recentes de lava pela superfície de Vênus. As observações revelam que vulcões em Vênus entraram em erupção entre poucos séculos e 2,5 milhões de anos atrás. Isso sugere que o planeta ainda esteja geologicamente ativo, o que faz de Vênus um dos poucos mundos do Sistema Solar que registrou atividade vulcânica nos últimos 3 milhões de anos.

A evidência vem da sonda Venus Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), que se encontra em órbita do planeta desde abril de 2006. Os dados científicos foram sobrepostos a dados topográficos levantados pela sonda Magalhães, da Nasa. A Magalhães mapeou 98% da superfície e coletou dados sobre o campo gravitacional do planeta, entre 1990 e 1994.

Cientistas observaram diferenças de composição em três regiões vulcânicas, em relação à área ao redor. Fluxos de lava relativamente jovens foram identificados pelo modo como emitem radiação infravermelha. Essas observações sugerem que Vênus ainda é capaz de produzir erupções vulcânicas. A descoberta é relatada na edição desta semana da revista Science.

"A história geológica de Vênus é um mistério há tempos", disse Sue Smrekar, cientista do laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e principal autora do artigo que descreve o trabalho. "Sondas anteriores haviam indicado atividade vulcânica, mas não há quanto tempo ela teria ocorrido. Agora, temos forte evidência, bem na superfície, de erupções recentes".

Sobreposição dos dados de missão de infravermelho 
à topologia de Vênus. Divulgação

As províncias vulcânicas, ou "hotspots", em que os cientistas focalizaram o trabalho são geologicamente similares ao Havaí. Anteriormente, cientistas já haviam detectado plumas de material quente ascendendo no subsolo de Vênus. Essas plumas, acredita-se, produziram erupções vulcânicas significativas. Outros dados indicam que gases geralmente associados a eventos vulcânicos estavam se decompondo na atmosfera.

Alguma coisa está aplainando a superfície de Vênus, pois o planeta tem apenas cerca de 1.000 crateras, uma quantidade relativamente pequena, na comparação com outros corpos do Sistema Solar. Pesquisadores imaginam que isso pode ser causado por atividade vulcânica, e gostariam de saber se o processo é lento ou rápido.

Os dados da Venus Express indicam uma sequência gradual de pequenas erupções, não grandes cataclismos vulcânicos que redesenham toda a superfície do planeta de uma só vez.

Pesquisadores referem-se a Vênus como "irmão" da Terra, porque os dois planetas são muito parecidos quanto a massa, densidade e volume. Vênus também é o planeta onde o aquecimento global descontrolado foi descoberto. O planeta é coberto por um manto de dióxido de carbono que aprisiona o calor e eleva a temperatura na superfície a níveis 90 vezes maiores que os da Terra.

O pequeno grupo de corpos do Sistema Solar onde a presença de vulcões ativos já foi confirmada é composto apenas pela Terra e Io, uma lua de Júpiter.

Mais avalanches em Marte

Em 2008, a câmara HiRISE a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter estava a estudar uma certa região de Marte em busca de variações nos padrões de geada à medida que a Primavera progredia, e capturou uma avalanche em acção. Este ano, a equipa da HiRISE tem estado alerta, pronta para capturar mais avalanches no hemisfério norte de Marte.
Pois bem, a sua busca foi bem sucedida! Esta espectacular imagem foi capturada a 27 de Janeiro de 2010, mostra um íngreme desfiladeiro na região polar norte de Marte, e pelo menos três nuvens isoladas de partículas caíndo pelo desfiladeiro. A equipa diz que estas nuvens, rolando ou pairando perto do chão, provavelmente alcançaram dezenas de metros em altura.

Nuvens provocadas por avalanches.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)

As avalanches são o resultado de geada de dióxido de carbono que se agarra às escarpas na escuridão do Inverno, e quando a luz solar aí chega na Primavera, liberta a geada e cai. O desfiladeiro, com aproximadamente 700 metros de altura, é composto por várias camadas de água gelada com conteúdos diversos de poeira, mais ou menos semelhante às calotes polares na Terra.

 Outra avalanche observada em 2010.
Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)

Aqui está outra avalanche capturada a 12 de Janeiro de 2010. A equipe da HiRISE afirma que ao observar todas estas avalanches individuais, está a juntar um mosaico de acontecimentos deste processo, desde o começo (material que cai pelo desiladeiro) até ao fim (vagarosas nuvens de poeira).
Com base nas observações deste ano, estes eventos acontecem sobretudo no meio da Primavera, mais ou menos o equivalente a Abril ou princípios de Maio cá na Terra. Ao que parece, este é um processo primaveril normal para o pólo norte de Marte e pode ser esperado todos os anos - a estação das avalanches! Estas informações, em conjunto com os resultados dos modelos de comportamento dos materiais envolvidos, vão ajudar-nos a saber mais sobre estes dramáticos eventos.

Discovery decola rumo à ISS




Sete astronautas estão a bordo. Pela primeira vez, tripulação inclui três mulheres.

O ônibus espacial Discovery decolou nesta segunda-feira (05/04/2010) de uma plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy (Cabo Canaveral, Flórida) às 6h21 locais (7h21 de Brasília) com destino à Estação Espacial Internacional (ISS).

Dois minutos depois, o tanque e os foguetes propulsores se soltaram da nave, que continuou sua trajetória até a órbita onde se encontrará com a ISS. A nave subiu a uma velocidade mais de cinco vezes superior à velocidade do som, superando 26.000 km/h, e entrou em órbita depois que os três motores criogênicos consumiram o combustível formado de hidrogênio e oxigênio líquido a baixa temperatura. A nave alcançou a órbita terrestre oito minutos depois do lançamento.

Uma vez posicionado a 225 km da Terra, o Discovery se desloca em direção à ISS. O acoplamento com a Estação, que fica a cerca de 350 km de altitude, está previsto para quarta-feira (07).

Participam da missão sete astronautas, entre eles três mulheres. A tripulação chegou na quinta-feira (01) ao Centro Espacial Kennedy. O comandante Alan Poindexter havia dito que a equipe estava "muito feliz de estar no Kennedy". "Fizemos um breve voo pela área e vimos a boa nave Discovery lá fora, ela parece ótima e estamos prontos para a partida", completou.

O comandante da missão será Alan Poindexter e Jim Dutton pilotará a nave até a ISS. A tripulação se completa com os especialistas Rick Mastracchio, Clay Anderson, Dorothy Metcalf-Lindenburger, Stephanie Wilson e Naoko Yamazaki, da Agência de Prospecção Aeroespacial do Japão (JAXA).

Na ISS eles encontrarão a americana Tracy Caldwell Dyson, batendo o recorde de mulheres simultâneamente no espaço.

Missão  A missão de 13 dias, de código STS-131, leva o módulo multifuncional logístico Leonard, cheio de equipamentos científicos para os laboratórios a bordo da Estação, Além de 1,8 ton de equipamentos e provisões para os ocupantes da ISS.

Também levará um sistema de pesquisa de atrofia muscular que permitirá aos astronautas determinar a força de seus músculos quando estão no espaço. O sistema ajudará os astronautas a realizar exercícios ao redor de seis articulações e decidir medidas para impedir sua atrofia.

A STS-131 também testará um novo avanço tecnológico da área espacial: um sistema de purificação de água tão absoluto que o líquido poderá ser usado até em injeções intravenosas.

Há três caminhadas espaciais planejadas, que incluem os trabalhos de substituir um tanque de amônia, recuperar um experimento japonês no exterior da Estação e lidar com um giroscópio (equipamento que mede orientação da nave).

Os ônibus espaciais devem ser aposentados no fim deste ano. Ás próximas missões serão lançadas em 14 de maio (Atlantis), 29 de julho (Endeavour), e 16 de setembro (Discovery).

Novo asteróide passará entre a Terra e a Lua

Órbita do 2010 GA6: a palavra Earth (Terra) está sobreposta pelo nome do asteróide que passará pertinho de nós amanhã(08/04/2010)

Um asteróide recém descoberto pela Agência Espacial Americana irá passar próximo da Terra amanhã, por volta das 23:06 U.T.C (20h06, horário de Brasília).

Em seu ponto mais próximo do planeta, ele estará a 359 mil quilômetros de distância de nós, ou cerca de 9/10 da distância até a Lua.

O asteróide de 22 metros foi chamado de 2010 GA6.

Em comunicado, Don Yeomans, do Escritório de Objetos Próximos à Terra, da NASA, disse que não há motivo para medo, pois corpos assim passam entre nosso planeta e a Lua a cada poucas semanas.

O Programa de Observação de Objetos Próximo à Terra, também chamado de Guarda Espacial, descobre esses objetos e traça suas órbitas para determinar se algum deles poderia ser potencialmente perigoso para o planeta.

Nebulosa do Cone

A Nebulosa do Cone (NGC 2264) batizada assim porque, vista nas imagens dos telescópios na Terra, ela tem uma forma cônica, esta coluna gigante reside em uma região turbulenta de formação de estrelas.

Esta imagem, tirada pela recém-instalada Câmera Avançada de Pesquisa (ACS) a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA, mostra a parte superior de 2,5 milhões de anos da nebulosa, uma altura que equivale a 23 milhões de idas-e-voltas até a Lua. A nebulosa inteira tem 7 anos-luz de extensão. A Nebulosa do Cone está a 2.500 anos-luz na constelação Monoceros.

A radiação das estrelas quentes e jovens (localizadas além do topo da imagem) tem lentamente consumido a nebulosa ao longo de milhões de anos. A luz ultra-violeta aquece as bordas da nuvem escura, liberando gás na relativamente vazia região do espaço ao redor. Lá, mais radiação ultra-viloleta faz com que o hidrogênio brilhe, produzindo o halo vermelho de luz visto ao redor da coluna. Um processo similar acontece em menor escala ao gás ao redor de uma estrela, formando aquele arco visto próximo àquela no lado esquerdo superior do Cone. Este arco, visto anteriormente pelo Hubble, é 65 vezes maior que o diâmetro do nosso sistema solar. A luz azul-esbranquiçada das estrelas em torno é refletida pela poeira. As estrelas do fundo podem ser vistas através do gás evaporando,enquanto a base turbulenta está toda marcada por estrelas avermelhadas pela poeira.

Com o passar do tempo, somente as regiões mais densas do Cone restarão. Dentro destas regiões, estrelas e planetas poderão se formar.

A Nebulosa do Cone, é prima das colunas M16 , que o telescópio Hubble registrou em 1995. Monstruosas colunas de gás resfriado, como o Cone e a M16, são comuns em regiões de berçários estelares. Os astrônomos acreditam que estas colunas são incubadoras para estrelas em desenvolvimento.

A ACS fez esta observação em 2 de Abril de 2002. A imagem colorida foi construída de três imagens separadas, tiradas com filtros azul, próximo ao infravermelho e hidrogênio-alfa.

LBV 1806-20

LBV 1806-20 é uma estrela hipergigante ou possivelmente uma estrela binária, que se encontra a uma distância  de 30.000 a 49.000 anos-luz do Sol, perto do centro da galáxia. O sistema tem uma massa de 130 a 200 massas solares e uma luminosidade  variável de 38 milhões vezes a do Sol, comparável com Eta Carinae ou Estrela da Pistola, todas estrelas variáveis azuis luminosas. Seu tipo espectral está classificado como entre O9 e B2.

Apesar de sua luminosidade ser invisível na Terra, o que vemos é menos da bilionésima parte de sua luz, o resto é absorvido pelo gás e a poeira interestelar. Sua magnitude aparente é +35 no visível e magnitude 8 em comprimento de onda de 2 micrômetros no infravermelho próximo.

LBV 1806-20 se encontra no outro lado da galáxia, no centro da radio-nebulosa G10.0-0.3, formada pelos tremendos ventos estelares produzidos pela estrela. Está no extremo do aglomerado Cl* 1806-20, que forma parte de W31, uma das maiores regiões de H II da Via-Láctea. Este aglomerado contém outras estrelas supermassivas, com duas estrelas de Wolf-Rayet, ricas em carbono (WC9d e WCL), duas hipergigantes azuis e um magnetar  (SGR 1806-20).

As teorias atuais de formação estelar indicam uma estrela deve ter como máximo 120 massas solares, inferior à massa mínima estimada de 130 massas solares de LBV 1806-20. Recentes estudos de espectroscopia de alta resolução, detectaram que pode existir uma companheira, sendo que, neste caso, a massa de cada uma das estrelas consideravelmente é inferior ao limite máximo para a formação estelar.

Estrela da Pistola

Estrela da Pistola, originalmente Pistol Star, é um titã cósmico, a 2ª estrela mais massiva conhecida. Calcula-se que atire ao espaço 10 milhões de vezes mais luz que o Sol, sendo-lhe 100 vezes mais massiva.

Com idade de 3 milhões de anos, Pistol Star pode ter pesado 200 vezes a massa do Sol antes de expulsar muito de seu peso em violentas erupções que tiveram início de 4.000 a 6.000 anos. Estas erupções podem ter criado a brilhante, enorme nebulosa em forma de pistola que a envolve. A nebulosa é tão grande (4 anos-luz), que quase preencheria a distância entre o Sol e Alfa Centauro, a mais próxima estrela do nosso sistema solar.

Os astrônomos estimam que a estrela produz em seis segundos tanta energia quanto o Sol produz em um ano. Queimando nesta taxa dramática, Pistol Star está destinada a ter vida curta e morte abrupta. Cientistas crêem que a estrela poderá morrer a qualquer momento numa espetacular supernova nos próximos três milhões de anos.

Para comparação, o Sol ainda está em sua meia-vida de 10 bilhões de anos.

Com tamanho suficiente para preencher a órbita da Terra, Pistol Star encontra-se a 25.000 anos-luz de distância, bem perto do centro da Via Láctea, na direção da constelação de Sagitário.

Nave Soyuz chega à Estação Espacial Internacional

Tripulação é composta por dois austronautas russos e um da Nasa. Nave levou dois dias parachegar à ISS.

Do G1

Dois dias depois de ser lançada, a nave Soyuz TMA-18, chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na madrugada deste domingo (4).

O porta-voz russo Valery Lyndin informou que a nave se acoplou à ISS às 9h26 do horário de Moscou (2h26 de Brasília), usando o sistema automático para a operação.

A nave Soyuz TMA-18 se acoplou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na madrugada deste domingo. (Foto: Nasa/AP)

A nave foi lançada na madrugada de sexta-feira (2), a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, com a ajuda de um foguete Soyuz FG.

A tripulação da Soyuz é composta pelos cosmonautas russos Aleksander Skvortsov e Mikhail Kornienko, além da astronauta da Nasa Tracy Caldwell Dyson.

Marcelo Gleiser no Programa do Jô 24/03/10


Sobre a Crença e a Ciência - Marcelo Gleiser

"Respeito os que creem. A ciência não tem agenda contra a religião"

A pergunta que mais me fazem quando dou palestras, ou mesmo quando me mandam e-mails, é se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo um ar de confusão, às vezes até de medo, no rosto da pessoa: "Mas como o senhor consegue dormir à noite?".

Não há nada de estranho em perguntar a um cientista sobre suas crenças. Afinal, ao seguirmos a velha rixa entre a ciência e a religião, vemos que, à medida em que a ciência foi progredindo, foi também ameaçando a presença de Deus no mundo. Mesmo o grande Newton via um papel essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem instabilidades e acabassem todos amontoados no centro, junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que esse Deus era desnecessário, que a natureza podia cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à mercê de suas leis. 

Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário? 

Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a agenda da ciência é roubar Deus das pessoas. Um número espantoso de pessoas acha mesmo que esse é o objetivo dos cientistas, acabar com a crença de todo mundo. Os livros de Richard Dawkins e outros cientistas ateus militantes, que acusam os que creem de viverem num estado de delírio permanente, não ajudam em nada a situação. Mas será isso mesmo o que a ciência pretende? Será que esses fundamentalistas ateus falam por todos os cientistas? 

De modo algum. Eu conheço muitos cientistas religiosos, que não veem qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles, quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu Deus. (São vários.) Mesmo que essa não seja a minha posição, respeito os que creem. A ciência não tem uma agenda contra a religião. Ela se propõe simplesmente a interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano, aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas de produção avançadas, ajudando no combate às doenças. O "resto", a bagagem humana que acompanha e inspira o conhecimento (e que às vezes o atravanca), não vem da ciência como corpo de saber, mas dos homens e das mulheres que se dedicam ao seu estudo. 

É óbvio que, como já afirmava Einstein, crer num Deus que interfere nos afazeres humanos é incompatível com a visão da ciência de que a natureza procede de acordo com leis que, bem ou mal, podemos compreender. O problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar fenômenos naturais; dizer que o mundo tem menos de 7.000 anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva, que, por sua vez, foram criados por Deus, é equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente, inaceitável. Por exemplo, um número enorme de pessoas se recusa a aceitar que o homem pousou na Lua. Quando ouço isso, fico horrorizado. Esse feito, como tantos outros, deveria ser celebrado como um dos marcos da civilização, motivo de orgulho para todos nós. 

Podemos dizer que existem dois tipos de pessoa: os naturalistas e os sobrenaturalistas. Os sobrenaturalistas veem forças ocultas por trás dos afazeres dos homens, vivendo escravizados por medos apocalípticos e crenças inexplicáveis. Os naturalistas aceitam que nunca teremos todas as respostas. 

Mas, em vez de temer o desconhecido, abraçam essa ignorância como um desafio e não uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

NGC 602

NGC 602 é um jovem aglomerado aberto de estrelas, localizado na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da nossa, a Via Láctea.
A influência das estrelas no centro da nebulosa empurrou o gás e poeira que nos cercam deixar de ver nessa bolha gasosa estrelas mais jovens deste cluster de 5 milhões de anos.
As estrelas jovens em formação, ainda imersa no gás e poeira que lhes permitiu formulário.
À distância da Pequena Nuvem de Magalhães, a imagem cobre uma distância de cerca de 200 anos-luz.

A estrela cluster NGC 602 situa-se no coração da Pequena Nuvem de Magalhães pode ser visto no canto inferior esquerdo da foto, na periferia do N90 nebulosa, uma galáxia distante de um conjunto de galáxias mais distantes ainda, por trás plano.

NGC 604

NGC 604 é uma nebulosa de grandes dimensões, com uma extensão de aproximadamente 1500 anos-luz. Essa nebulosa se encontra a aproximadamente 2.700.000 anos-luz da Terra na direção da constelação do Triângulo, próxima à borda da galáxia espiral M33.
A nebulosa NGC 604 apresenta belas cores e intensa atividade de formação estelar, sendo que muitos detalhes importantes da estrutura da nebulosa foram obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble em Agosto de 1996 e ajudaram a esclarecer muitos pontos referentes à formação de estrelas e à evolução do meio interestelar.

O Sol, a nossa Estrela.

À primeira vista parece tão comum que julgamos fazer parte do cenário, no entanto, sem a sua energia a vida na terra seria impossível. Fonte de preciosas informações para o conhecimento das estrelas, o seu estudo é também dos mais apaixonantes. O Sol é o tema desta edição de "Space"

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Através do Buraco de Minhoca